A Descendência Da Morte

9 Capítulo 8 - Memories


Notas iniciais
Lu: Alôoo gatas! ♥3 Adivinha quem tá feliiz? Acertaram, eu o// Pq? Hm...
Agora vamos... DAR AS BOAS VINDAS A IZA o/o ~todos vibram~ Bem vinda gata ♥33 Ela é tão linda que já leu tds os chaps *u* Thx, mesmo!
Não vamos deixar de agradecer a nossa comentadeira mais resistente e que deixa os mais compridos e maravilhosos reviews... Sofia, portuguesa amada!!! Uhuuul ~clap clap clap~ Thx Sof!! E a Carol também, a loirinha tinha deu um tempinho nas fics e não se att ainda, porém continua aqui com a gente e sempre comentou :DD Thx!!
Se tiver mais alguém que lê a fic, se pronuncie, ficaremos tremendamente gratos C: Amamos vocês pra sempre, vcs fazem isso valer a pena e... Well, tem o melhor troféu de melhores do mundo, ok LLs (leitoras lindas) gatinhas?? ♥♥♥♥♥
ps: Eu não sei o que fazer com quem deixou um review só no prólogo ^^ Se vocês lêem, obrigado! Se não... Vocês não vão ler isso :33 qqq Enfins.
Tudo bem, vocês já não devem tar felizes, já que faz... 12 dias que não tem att, certo? ;-; Desculpa, mesmo! Não tem desculpas, apenas o fato desse capítulo for meio difícil de escrever, não sei por que diabos :SS Quer dizer, sei sim. 1° Por mais que eu escrevesse todo dia um pouco, ás vezes demora pra sair as palavras. 2° É comprido esse chap :3 3° E o tempinho, né. Que me foge... Mas agora tive uns dias em casa em que pude colocar as coisas em dia >
Porém: Tuuuudo bem! Eu espero, hehe. E o capítulo... Bem, tem muito pensamento. Mas, enfim, tomara que gostem, mesmo :D
E mostrar pra quem não sabe... Twitter.com/#!/Fanfic_addm ((;
Avisinho: Tem música *---* Fences!
Boa leitura, nos vemos lá embaixo ;*
Wes: Olá gatas! Tudo beleza? Bom, estou aqui, com esse capítulo pfto que Luana fez (mesmo ela dizendo que ficou péssimo, eu achei perfeito e sei que vocês vão achar também)
Bom, Luana falou de nossa nova leitora Iza (UHULES oO//o/) e dou boas vindas à ela também, tanto quanto nossa mais nova leitora AINDA: Amanda (UHULES oO//o/)
Bom, acho que é isso.
Qualquer erro, me desculpem, sou apenas um betinha (By: Sofia Brito)
Beijão! Vejo vocês no fim do capítulo.

Pov. Joseph

Catheryna me encarou com uma sobrancelha erguida. Dei um tapa em minha testa, os machucados!


– Ah, claro. Fique aqui um instante, tudo bem? – pedi.


– Aham. Voltem logo, nós temos que sair daqui se não quisermos ser presos. – ela disse, demonstrando um pouco de preocupação. – O quê fizeram com os policias? – questionou.


Não era apenas isso, havia seus machucados e a chegada na Escola. Resolvi deixar pra lá e responder.


– Durante meu turno os enfeiticei para voltar ao presídio com os cães e esperar novas ordens, se a ordem fosse procurar pelos detentos que não viessem nessa direção. Era em uma hora boa e eles foram encantados fortemente.


– Muito bem, mas você ou Dean sabem onde fica a cidade mais próxima? Ou ao menos o quê fazer com Josh? – ela disse novamente preocupada.


– Mais ou menos. Sei que fica na direção contrária ao presídio, ao menos. E Josh... Ainda não, mas ele está enfeitiçado. Se quiser pensar nisso, ou conversar com ele, tudo bem. Ele está dormindo á certa distância daqui, quer que o chame? – disse tentando soar gentil. Não a queria mal humorada, com certeza.


– Eu tenho um celular e conforme avançarmos o sinal pode melhorar. – ela disse e piscou. – E Josh? Prefiro esperar a volta de vocês... –disse receosamente. – Agora vá logo!


Confirmei com a cabeça e saí de lá, mais rápido que o vento. Cathy ficaria segura e eu alerta com qualquer barulho.


Comecei a procurar Dean pelo seu cheiro... Aroma, sabor. Lobisomens são horríveis e tanto o sangue quanto a mordida podem causar nossa morte. Normalmente rivais. Nesse aspecto, de vida e morte, somos chamados de imortais por não envelhecer. Nosso corpo e organismo não envelhecem, simplesmente assim, e é imune á muita coisa. Porém temos pontos fracos também, nada é pra sempre.


Fui, em questão de segundos, até o córrego de água (que separava floresta e o que era um gramado — agora cinzas -) o percorrendo, e o cheiro dele que estava lá não era recente. Estranho. Provavelmente ele foi dar uma volta, mas sem avisar? Não é típico de Dean. Resolvi molhar o rosto e pensar um pouco. Não em Dean, mas apenas dar um tempo, mesmo sem isso, estava precisando...


Eu havia acabado de contar á Cathy minha vida. Meu segredo. A verdade retumbou em minha cabeça. Eu havia levado certo tempo pra contar isso á Dean e somos amigos “implicões” de anos.


Oh, minha Elisabeth. Peguei o colar que estava em meu bolso e o observei, deixando rolar uma lágrima. Foi feito especialmente sob encomenda e gastou uma pequena fortuna. O cordão delicado de prata segurava um coração desenhado de prata também, lapidado de diamantes. Foi a única coisa que me restou dela. Era lindo, e eu o dei para comemorar nosso novo lar. As lembranças me inundaram tão claramente como se as tivesse vivendo...

*Flash back on*

Detive-me um instante para observar Elisabeth, que usava um vestidoque caía perfeitamente em seu corpo, realçando suas belezas e me deixando um pouco louco. Por mais que o estilo fosse razoavelmente comum para a época, ela fez essa surpresa para mim também, ele era branco com calda.

Deixei um sorriso se mostrar em meu rosto e uma lágrima escapar. Deus, como ela era perfeita! Seus lindos e pequenos lábios vermelhos estampavam um tímido — porém mostrando os dentes – sorriso, suas bochechas estavam levemente rosadas, seus olhos castanhos profundos brilhando em que me perdia, sua pele de pêssego e seus lindos cabelos perfeitamente lisos, presos em um elegante coque soltinho. Uma mecha solta estava em seu rosto, que ela logo puxou para trás da orelha com uma de suas delicadas mãos, mostrando as unhas feitas. Isso desviou minha atenção para o restante de seu corpo. Seus bustos firmemente apertados no vestido me fizeram morder o lábio e suas bochechas coraram ainda mais. Sua cintura marcada, destacando-se com a armação do vestido, ficava perfeito.

Caminhei apressados passos em sua direção para tê-la em minhas mãos. Minha Elisabeth, apenas minha. Em poucos segundos a puxei pela cintura e ela minha nuca, desejosos um do outro. Sussurrei um simples, mas verdadeiro ‘Te amo, Lisa’ em seu ouvido, a fazendo se arrepiar e ir em direção a meus lábios. Mordi a beirinha de seu lábio inferior, provocando-a, e depois deixei um selinho. Entramos em um beijo ardente, cheio desejo. Soltamo-nos meros centímetros apenas quando nossos pulmões pediram por ar. Ela sussurrou um ‘Te amo, Joe. Muito’ também em meu ouvido e eu sorri, não podendo deixar de começar outro beijo com ela nos meus braços. Era tão bom isso, tão bom viver o momento ao lado dela, junto com ela. Não sabe o quanto eu desejei isso, mesmo.

Depois de mais um selinho soltamo-nos um pouco mais, e continuamente a segurando pela cintura disse ‘Também tenho um presente’. Ela sorriu e mordeu os lábios ‘E o que é?’.

Peguei-a pela mão. Caminhando ao seu lado, porém um pouco mais a frente, para guiá-la. Conforme pisamos o chão de madeira nova estalava e observamos nossa pequena cabana/casa. Os móveis simples, porém fofos.

Sentei-me na beira da cama e ela sentou-se também ao meu lado, apoiando a cabeça em meu ombro, passei meus braços por cintura, abraçando-a. Nós dois estávamos observando a bela vista para a montanha, que se apreciava da janela aberta do quarto. Um ventinho gelado entrava no lugar. Beijei o topo de sua cabeça.

– Isso é lindo. – ela disse encantadoramente.

– Você é mais, acredite. – disse, fazendo chamego. – Mas isso não é a surpresa.

Ela sorriu e ergueu uma sobrancelha. Sorri de volta para ela. Peguei no bolso de meu casaco um caixinha e entreguei a ela, sendo recebida com uma expressão curiosa de Elisabeth. Ela abriu-a e lá havia um colar, que a fez dar um sorriso deslumbrante e me tascar um beijo, mesmo reclamando que não devia ter gastado dinheiro com isso, mas vi que ela amou.

*Flash back off*


Lágrimas escoriam por meu rosto. Perdi. Eu perdi tudo isso. Perdi meu amor, perdi minha preciosa Elisabeth, minha Lisa. Perdi nossa pequena cabana nas montanhas. Perdi nossos passeios á cachoeira. Perdi nossas noites frias na frente da lareira. Perdi seus beijos, seus carinhos. Perdi minha amiga, minha amante, perdi minha mulher, perdi minha vida, perditudo. Amaldiçoei que o diabo que nos separou fosse para os campos da punição e ficasse lá eternamente, como tantas outras vezes.


Eu tinha prometido pra mim mesmo nunca mais fazer isso, nunca mais lembrar, ainda mais da vida que tínhamos ou que teríamos. Mas Cathy era especial, era como uma irmã mais nova, uma filha talvez. Eu me sentia protetor e carinhoso com ela e isso me fez lembrar Lisa. Meu lado amoroso, que havia ido embora junto com Elisabeth.


Perguntei mentalmente o que faria a respeito disso. Afinal, porque vivia? Acho que se a vida diz que ainda não está na hora de ir, não está. Uma hora a morte chegaria e se encarregaria de levar-me. Se tenho a chance de viver, de ser professor na única escola que isso seria possível, eu tenho que aproveitá-la.


Mesmo não chamando meu estado zumbi na escola de vida. Interagia com todos, mas era como se tivesse uma casca por fora de mim que fazia isso. Meu lado interno, meu amor, havia sumido, junto com Elisabeth.


Mas uma ponta dele havia reaparecido, quando Cathy apareceu sorrindo. O quê ela é pra mim, afinal? Uma irmã mais nova, uma filha... Mas mesmo que sendo isso, precisa ter amor. E esse amor que reapareceu. O fraternal, o protetor. A emoção que sentia, o dever de protegê-la. Mas o amor que sinto por ela é totalmente diferente que sentia por Elisabeth. Aquilo nunca aconteceria comigo novamente.


Peguei-me pensando em nossa história, minha e de Elisabeth, é algo como Romeu e Julieta. Meus pais eram ricos e nunca deixar-me-iam casar com uma mera camponesa por qual me apaixonei. Trocamos cartas proibidas e chamegos. Mesmo deserdado, roubei uma porção valorosa de dinheiro e fugi com ela. Mesmo sendo católicos, não simplesmente poderíamos casar, então... fugimos. Somos um casal totalmente fora dos padrões da época, apesar de tudo. Fomos para o lugar mais longe que pudemos encontrar. E este foi a pequena cabana nas montanhas.


As malvadas lembranças resolveram aparecer novamente e novamente, como se fossem reais, como se estivesse vivendo o momento...


Play now: Fences – Paramore


*Flash back on*

Abri os olhos. Enxergava um teto branco. Estava deitado em uma cama? Ouvia pequenos passos indo a minha direção. Aqueles não eram passos de Elisabeth e eu não estava na cabana. Não ousei me mexer. Lembrava de Elisabeth me dando boa noite, de nós dois dormindo aconchegados juntos. Por que estava ali? Onde estava ela?

– Bom dia, senhor Joseph. – disse uma voz feminina, tentando soar carinhosa.

Tentei levantar em um já, mas fui detido. Meus braços e pernas estavam presos. – Onde estou e por que estou preso? Onde está Elisabeth?!

Enxergava um quarto branco, com somente meu leito e uma mesinha ao lado dela. Uma enfermeira, tentando avaliar suas palavras para me responder, estava ali também.

I'm sitting in a room

Made up of only big white walls

(Eu estou sentado em uma sala

Composta de apenas grandes paredes brancas)


– Você está em um... Hospital especial. Está preso porque você pode ser perigoso, se não se controlar. Eu não faço ideia de quem seja Elisabeth. – ela disse, deixando um suspiro sair depois.

Apesar de não saber, nesse momento havia pessoas me observando através de uma parede de vidro, pintada de branco, que não havia como eu enxergar. Eles estavam esperando que eu falasse como me tornei o que era, mas nem eu sabia no momento o que eu era.

And in the halls

There are people looking through

The window in the door

(E nos salões

Há pessoas que procuram através

A vitória-janela)

– Por que diabos estou aqui? – perguntei furioso e confuso.


– Porque é necessário, desculpe. Você ficará aqui nos próximos dias para se recuperar. Provavelmente enxergará a verdade você mesmo e se não acontecer isso, tudo lhe será explicado, aos poucos. Você terá que ter calma e paciência e no final nos agradecerá.

Though they know exactly what we're here for

Don't look up just let them think

There's no place else you'd rather be

(Apesar de saberem exatamente pra que estamos aqui

Não olhe para cima, deixe-os pensar

Não há nenhum outro lugar onde você gostaria de estar)

(...)

Três meses depois...

Odeio isso. Odeio estar vivendo. Odeio ter que me mostrar para esses babacas. Odeio me expor. Odeio ter que ensiná-los. Mesmo não sabendo até agora porque diabos eu nasci com esse dom. Bem, nasci não é a palavra adequada. Minha morte trouxe esse dom. Minha quase morte, ou nova vida, ou... Apenas não sei. Recomeço? A destruição de minha vida? Agora só tenho isso. Como nasci com dons naturais, como o de batalhar e de ter um pouco mais de poder de controlamento que o natural dos vampiros tem, devo ensinar. Não sei porque, mas devo.

You're always on display

For everyone to watch and learn from

Don't you know by now

(Você está sempre em exposição

Para que todos possam assistir e aprender com você

Não se sabe até agora)

Descobri, aos poucos, que um vampiro me mordeu e por algum motivo não se livrou de mim. Ele se alimentou um pouco e me largou, simples assim. Talvez tivesse achado que eu morri. Mas não morri. Ainda estava com veneno que ele injetou ao me morder e por isso, ao invés da morte, virei o que sou. Não se sabe até agora o que aconteceu com Elisabeth, mas obviamente é obra desse mesmo vampiro. Eu odeio não poder salvá-la, não poder... A tê-la em meus braços. Poderia ter escolhido qualquer outro lugar, porque fui para lá? O que me sobrou? Nada. Minha vida foi consumida. Serei obrigado a compartilhar de meus “dons”. Naquela cabana em que morávamos não havia vizinhos. Por algum milagre foram oferecer algo para vender lá, ou procurar abrigo, ou qualquer um motivo... Mas me acharam. Fui levado a um hospital, mas é claro que a Escola interferiu. E me mandou pra cá, para o ‘Treinamento para jovens vampiros’. Como a morte não resolveu me buscar… Terei que seguir esse caminho. Até porque não havia outra escolha.

Don't you know by now

You can't turn back

Because this road is all you'll ever have

(Não se sabe até agora

Você não pode voltar atrás

Porque essa estrada é tudo que você vai ter)


Mas essa escolha é sofrida. Meu amor por Elisabeth está morrendo, junto com seu sumiço. Estou sem ânimo, sem alegria por viver. Estou vivendo como mera obrigação. Estou perdendo minha vida... Por mais que o doutor que cuida dos vampiros recém-nascidos, assim como chamam dos nossos nos primeiros seis meses, diz que estou melhorando meu temperamento. Estou apenas perdendo de me importar com a vida, sem minha Elisabeth. Por mais que seja meu dever viver...

It's obvious that you're dying, dying

Just living proof that the camera's lying

(É óbvio que você está morrendo, morrendo

Há prova viva de que a câmera mente)

(...)

Quatro meses depois...

O treinamento terminou. Finalmente. Os piores dias acabaram. Hoje se completam sete meses de puro suor, de puro trabalho. Ralei muito para conseguir o que consegui. Tudo bem que vim com uns dons a mais... E isso só me fez ralar mais para prepará-los. Tive que me mostrar, ser o centro das atenções, tive que os ensinar o que sei e aprender tudo o que não sei. E eu admito, sabia muito pouco. Tive que aprender o que tenho, na verdade, por que nem eu mesmo sabia que sabia até ser obrigado a mostrar. Mas isso hoje acabou. Estou pronto.

And oh oh oh open wide

(E, oh, oh, oh desencane)

Estava empacotando minhas poucas coisas para seguir algum novo rumo que não sabia qual era. O que sobrou para mim como vampiro? Deixamos claro que é explicitamente matar humanos, mas pode-se alimentar deles. É claro, cuidando-os e apagando sua memória. Mas mesmo assim... Preferia coelhos, muito bem obrigada.


Um barulho vindo da porta do dormitório interrompeu rudemente meu silêncio. Estranho. Caminhei passos militares — estava tão acostumado — até ela e abri.


Oh. Militar mestre? Mão na testa, ou seja lá o que os militares fazem, ok, posição de sentido!

– Tranquilo. – ele disse, fazendo-me acabar com as formalidades. Relaxei e abri a porta, deixando espaço para ele passar.

– Tudo em ordem Joseph? – perguntou ele, o que me deixou um confuso. Vir-me-ei para ele e fechei a porta. Porque diabos o militar mestre viria á minha cabine perguntar se estava tudo em ordem?

– Sim, senhor.

– Que bom, rapaz. Fico feliz. Vim lhe oferecer algo de grande honra. Pedirei que você reflita sobre isso e, se quiser ficar aqui essa noite, ou sair... De qualquer jeito, espero você com a resposta amanhã, ás 8h no meu gabinete.

Às oito horas? Que moleza! Normalmente pedidos para ir ao gabinete... Bem, as seis, no mínimo. Encarei como bom.

– Sim, senhor. Se permitir-me, pode me dizer qual a oferta? – disse claramente, não encontrando outro modo de declarar.

– Ah, mas é claro. – ele disse cuidadosamente. – É uma honra muito grande. Espero que seja digno Joseph.

– Sim, senhor. Tentarei ao meu máximo.

– Sem mais delongas. – ele disse e sem esperar respostas, obviamente. Ele colocou a mão dentro do casaco da farda (existia bolso na farda? Isso é novidade pra mim.) e tirou de lá uma carta, alisou-a e começou a ler o parágrafo que convinha:

“Sir Joseph Benjamin Collins está sendo convidado a preencher uma vaga de educador na Escola de nossos jovens por seu excelente desenvolvimento.”

'Cause this is your night so smile

'Cause you'll go out in style

You'll go out in style

(Porque esta é sua noite, então sorria

Porque você irá sair com estilo

Você irá sair com estilo)

(...)

10 anos depois...

Pensou que tudo ia melhor, certo? Errado! Claro que quis aceitar na hora o cargo, mas ele quis que eu analisasse os prós e contras e me deixou outra carta contando sobre a função. Eu, naturalmente, li tudo e pousei a noite no acampamento hospital. Sim, esse era o lugar que eu estava... No “Acampamento Hospital”. É que, veja bem, a forma como fui transformado não foi nada meiga. Normalmente a pessoa é preparada e “estuda” um pouco disso, então se transforma e passa alguns dias – e esse é o principal período – se adaptando, logo depois estuda mais ainda e acabou. Mas não quando acontece o que aconteceu comigo. Comigo foi da forma bruta, proibida, é. Isso acontecia normalmente, mas as coisas começaram a ficar fora de controle e foi preciso a ala da Escola para vampiros. Foi preciso também a o “Acampamento Hospital” em que acontece um intensivo, digamos assim. Porém eu superei os limites, nasci com dons a mais... E então por isso recebi esse convite. Tenho plena capacidade de lecionar Defesa Pessoal, obviamente. Mas na verdade não gosto disso. Não gosto.

Você agora me pergunta, por quê? Pois meu amor morreu. O que faz que minha vida morra também. E quando me refiro a amor, digo ao amor de sentir. Ao amor próprio, amor ao próximo, amor pela vida, amor por viver, simplesmente amor... Eu vivo? Se ser alguém frio e quase totalmente sem sentimentos para você é viver, pode ser. Eu culpo aquele desgraçado que me transformou e sumiu com minha Elisabeth. Eu o odeio com todo o meu ser, porque isso ele ainda podia fazer. Posso facilmente odiar quem me irrita agora. Mas amar? Sentir compaixão? Amizade? Ou qualquer sentimento? Isso não. Por que isso faz sofrer e sofrer dói tanto ás vezes... Que você perde a vida. Ou a menos no meu caso.

Penso o que teria acontecido se não tivesse fugido com Elisabeth... Estaria simplesmente vivendo, nunca teria sentido o verdadeiro amor, mas também não perderia o poder de sentir qualquer emoção assemelhada á ele. Mas a dor que me inunda em pensar em nunca tê-la visto. Porém ela estaria viva agora, para começar.

Queria saber administrar meus sentimentos. Mas sabe o que queria? Não ter que todos os dias acordar pensando nisso. Pensando nela, pensando em minha vida, pensando em como estou, simplesmente pensando... Isso não ajuda em nada, garanto.

Pulo de minha cama, cansado, como sempre. É todos os dias a mesma coisa. Cansei de viver, de respirar, de odiar, de... sofrer. Poderia simplesmente se calar, mente?


Tento sem pensar ir até a pia e lavar o rosto, simplesmente.

If you let me I could

I'd show you how to build your fences

Set restrictions

(Se você deixar, eu poderia

Eu mostraria a você como construir suas cercas

Definir restrições)

(...)

Trinta anos depois...

Sentia falta de abraçar Lisa. Sentia falta de caminhar pelo pacato vilarejo perto e ver as crianças correndo e sorrir para Lisa, com nós dois pensando: Um dia serão os nossos. Sentia saudade de montar loucamente a cavalo. Sentia saudade de tudo...

Separate from the world

(Separado do mundo)

Ok, acalme-se. Fique forte. Não pense nela. — Pé direito, pé esquerdo. — Não pense em nada, por favor. — Pé direito, pé esquerdo. — Isso continua difícil. — Pé direito, pé esquerdo. — Mas a casca ajudava, admito. Ninguém fora via que sofria. Apenas viam um homem/rapaz de aparência que não se brinca. Um soldado. — Pé direito, pé esquerdo. Já estava chegando! — Mas juro que não é fácil lutar consigo todos os dias para sair da cama. Mas sei fingir bem, ao menos.

Enxergo os alunos, já em suas vestimentas adequadas, apenas esperando. Ergo a florete. – Quem vai ser o primeiro?

The constant battle that you hate to fight

(A constante batalha que você odeia lutar)

(...)

104 anos depois...

Que arda nos infernos quem destruiu minha vida. Bem no fundo. Como o odeio, blér! O. Odeio. Para. Sempre. E isso não é brincadeira! Algo que é brincadeira é minha rixa com o professor de História dos Vampiros, ele é um saco. Eu posso me culpar, também, por ter aceito esse cargo. Posso culpar a quem enviou a proposta pra mim... Mas sabe quem eu culpo? Aquela qual mais é culpada, que tem o centro das atenções: A vida. Pois simplesmente ela que ferrou com a minha. Mas quer saber? Dane-se. Não importa o porquê, importa que... Estou assim, é.

Just blame the limelight

(Culpar apenas o centro das atenções)

Golpe na barriga.


– Você. Tem. Que. Se. Proteger. Assim! – demonstrei — Próximo!

Um garoto corajoso, ao menos, levantou-se e caminhou até mim. Ele era um pouco diferente dos outros: musculoso, cabelos negros caindo na testa, olhos negros também, pele um pouquinho bronzeada. Humpft, Lobisomem! O que esse idiota está fazendo aqui? Claro que com todos esse vampirinhos jovens não podia simplesmente anunciar isso!

– Sir. – ele prestou continência.

Bufei e finge um golpe para alertá-lo. Vou lutar normalmente e quando acabar a aula resolvo tudo.

Duas garotas estavam aos cochichos e risinhos escoradas na parede observando. Elas já foram derrotas por mim, obviamente. E obviamente eu estava tudo que elas diziam.

“O aluno novo é lindo, não?” “Totalmente. Mas o professor é mais bonito, aqueles olhos! E o cabelinho totalmente amor?” “Não, olhas os músculos do garoto!” “Mas Prof. Joseph é super forte também garota, isso não significa nada, ele é um vampiro! Só apresenta a massa muscular de seu corpo humano, humpft!” “Tanto faz, Dean continua sendo mais gostoso.” “Não é, o Joseph é...

As interrompi. Caminhei em questão se milésimos até o meio das duas. Estava irritado. Como as idiotas não sabiam da audição de um vampiro? Elas são!

– Qual o problema de vocês duas? – perguntei seriamente.

– Não vejo porque duas garotas lindas teriam algum problema, professor. – retrucou o tal aluno novo, já ao meu lado.

Que lobisomem petulante e estúpido! As vampiras... Mas elas são tão estúpidas quanto ele! — Não se meta e saia daqui agora. – curto e grosso, ele me irritou.

– Irá fugir da luta? – continuou ele, provocando.

Isso foi o ponto. Ergui o florete e fui com ele em direção... Ele se defendeu. Ok, ele não é tão mal.

Don't look up just let them think

There's no place else you'd rather be

And now, you can't turn back

Because this road is all you'll ever have

(Não olhe para cima, deixe-os pensar

Não há nenhum outro lugar onde você gostaria de estar

E agora, você não pode voltar atrás

Porque essa estrada é tudo que você vai ter)

*Flash back off*

Gargalhei comigo mesmo. Esse Dean boboca foi até o meio dos vampiros apenas para ver se conseguia me vencer. E, ok, ele não venceu. Mas não perdeu também. Isso é um saco, foi a primeira vez que não consegui ganhar no florete de alguém. Mas digamos que foi engraçado, admito. Há exatamente quarenta anos atrás acontecia isso. Hoje completávamos esses quarenta de “amizade”.


Dean… Bem, Dean melhorou tudo. Ele me deu uma verdadeira ajuda para esquecer Elisabeth, mesmo eu demorando no mínimo uns quinze anos para lhe contar da mesma. Tudo bem, eu continuo frio por dentro. Continuo sem sentir. Continuo sem saber por que viver. Continuo querendo minha Elisabeth e apenas quando encontrá-la irei enfim sossegar. Mas aprendi a não pensar nisso. Tentar evitar ao máximo, sempre. Por que isso faz sofrer demais. Demais, mesmo. Mas não quer dizer que não sofra igual, só porque tento evitar pensar nela. Eu já tenho cento e oitenta e cinco anos! E sim, só os anos de vampiro, depois de minha morte. Por que se contasse com meus pouquíssimos vinte e cinco anos de humano feliz, seria duzentos. Isso ai, duzentos anos estando em Terra.


A dor me corroeu por inteiro ao ficar lembrando esses anos. Desses cruéis e difíceis anos. As lágrimas já não escorriam, pois o limite fora quebrado. Não havia como. É bem estranho vampiros chorarem. Mas eles choram. Está doendo, por que não tem ninguém pra me ajudar?


Yeah yeah you're asking for it

With every breath that you breathe in

Just breathe it in

(Yeah, yeah, você está pedindo por isso

Com cada respiração que você respira

Apenas respire)

Meu cérebro era uma verdadeira bagunça de pensamentos. De verdade. Elisabeth, Diabo, Catheryna, Dean... Eles passavam por minha cabeça em meio ao turbilhão de pensamentos. Eu queria, realmente, minha cabana. Barulhos de galhos a uma distância enorme daqui me alertaram, mas agora não poderia fazer nada.

Yeah yeah well you're just a mess

You do all this big talking

(Yeah, yeah, bem, você é uma bagunça

Você faz de tudo isso um escândalo)

– Ei, cara. – a voz de Dean ressaltou no vazio, bem ao meu lado.


Preciso dizer que tomei um susto?


– Ei. – respondi, fracamente.


–O que aconteceu? Tá tudo bem? – ele perguntou preocupado.


– Na verdade, não. – fraquejei.


– Levanta, vai. – ele ergueu o a mão.

So now let's see you walk in

I said let's see you walk in

(Então, agora vamos ver você andando

Eu disse, vamos ver você andando)

Notas finais
Lu: E aí? Querem me matar... Eu sei... Mas ok, né? e.e EU AVISEEEEI VOCÊS!!!! EU FALEI >JOSEPH ESCONDE MUITOS MISTÉRIOS<, >JOSEPH É MISTERIOSO<, JOSEPH ETC E ETC ald,asçfsakfp´salfas
E vocês precisavam saber o ponto de vista >dele<. Ele é uma pessoa que não consegue amar, sentir, porque a vida, além de passar rasteira forte demais nele, prendeu ele no chão :// Esse capítulo é quase - totalmente lutoso apesar de ainda não ser a hora de In The Mourning, rs -. Mas nem tudo é alegria, né.
Elisabeth, hein?! O que vocês acham dela? Quero saber....
Fences! Então, umas partezinhas repetidas eu tive que cortar, porque se não o capítulo ia ficar totalmente DINOSSAURO, né! Porque gigante já ficou....
Falando nisso... EU >IA< COLOCAR DEAN ENCONTRANDO O CARRO NESSE CHAP E TERMINAR NISSO! >IA<! MAS como vocês puderam ver ficou GIGANTEEEEE esse capítulo!!! E eu não entendi porque, sinceramente. Mas ficou, rs.
E, um ps, aqui: http://www.lilyacessorios.com.br/imagens/lilyacessorios.com.br/imagenscache/1337542853-230x230-C0140b.png É esse o colar (: Porém ele tem mais uma camada de alguma pedra, tipo na volta, saco? Coloquei diamante, porém não sei. Mas provavelmente não é diamante, rs. I'm sorry, não entendo de pedras. Alguma transparente, okeis? Outra coisa, não é essa cor ai. É prata mesmo. E a corrente tb é outra, é uma lisa, simples, como diz... Colar confuso, eu sei ^^
Se pode ler até aqui, você poderia fazer um favorzinho? Diz o que achou ali naquela caixinha, por favor C: Esse chap é merecedor de review?
BEIJÃO GATINHAS, FIQUEM BEM ;*
Wes: Preencha o espaço aqui requerido ~SALD~SAÇF´-QWOR-WLDFÇAS
Então, eu tive que deixar essa frase que a Lu colocou depois do meu nome porque rachei rindo e achei que vocês poderiam rir também ÇLDAKSDÇLA
E aí, girls? Gostaram do capítulo? Eu disse que ia ser perfeito! Viram?
Então, deixem seus reviews perfeitos, ok? Beijão!