A Descendência Da Morte

10 Capítulo 9 - Please, don’t get me wrong


Notas iniciais
N.A.:
Lu: HOJE É DIA... 26 de Setembro, yey. Aniversário da minha irmã mais nova, também (: Acabei de acabar o capítulo e são 16h54m. Deveria estar na aula u.u MAS NÃO ESTOU, PORQUE ESTÁ MUITO FRIO! La La La... Chega de enrolar...
Nós demoramos um pouco, eu sei :// Estava com saudades ♥ Foi mal. Sério, mereço tiros, desculpaa! ):
Sobre o Nyah e suas novas regras... -.- Nem comentar, né gente? Que saco isso, de vdd. Apesar da addm ser Original, caracas, quantas fics MAIS QUE PERFEITAS existem aqui de Bandas? E foi totalmente idiota pq não razão nenhuma para eles fazerem isso além de total desrespeito à galera, pfvr. Fanfic é fanfic, oras. ¬¬
E falaremos do capítulo agora, ele está... O capítulo está... É melhor vocês lerem e dizerem, tá? :33
E apesar de hoje ser dia 26, esse capítulo vai ser postado dia 27. E dia 27 de Setembro temos alguém muito perfeita de aniversário. *____________________________________________________________________*
SOFIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!
Sua lindaaa, feliz aniversário, tá? I love you. Esse capítulo é pra você de presente, espero que goste ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Boa leitura meninas, nós vemos lá embaixo (:
Wes: Preencha o espaço requerido. SAKLDSAÇLDKASÇLDSKAD Não, brincadeira, não tinha isso. Enfim, quero desejar um parabéns enorme pra linda da Soph :333333 (mesmo que eu tenha dado uns 824732847329 parabéns hoje, quero dar mais esse, né? q)
Bom, boa leitura pra vocês, e qualquer erro, desculpa, às vezes algum errinho passa desprevenido.

Pov. Dean

– Levanta, vai. – levei a mão em seu apoio. – O quê aconteceu? Cadê Cathy?

Ainda sentia mágoa. Mágoa e raiva. Quarenta anos de amizade definitivamente não é pouco. Questionei-me se ele ao menos lembrava. E, cara, eu amo ela! Mesmo tentando convencer-me que isto é errado. Mas não conseguia deixar de preocupar-me... Com eles. Coração mole estúpido.

– Cathy está perfeitamente bem. É que... Elisabeth. – disse Joseph, lutando com as palavras e pronunciando fracamente o nome dela.

Ergui uma sobrancelha. Estava absolutamente pasmo. Como ele estava conseguindo lidar ao pronunciar o nome dela? Apoio é que ele precisa. Merecia? Talvez não, mas sempre se ajuda um irmão.

– Chega. – pronunciei cuidadosamente e o puxei pelo ombro ao chão. Sentamos na beirinha do córrego estreitinho e começamos a atirar pedrinhas ao longe. Infantil? Talvez. Ele precisa apenas esquecer. – Joseph, diga-me, você realmente acha que Lisa ficaria feliz ao ver você sofrer pelo resto de sua existência?

Sofrer não é exatamente a palavra que atribuiria a que Cathy e Joseph estavam fazendo, não é? Mas ele sofreu demais. Sofreu.

– Não. Mas acontece que não é fácil, ok? Eu amei aquela mulher com toda minha alma, com toda minha vida. Ela se foi e minha vida se foi com a dela. Eu fiz a ir. Não é fácil simplesmente a fazer nascer de novo em um passa de mágica. E mesmo que fosse você, acha que eu conseguiria sentir algo perto do quê senti por ela? Depois de tudo que passei? – ele parou para tomar fôlego, mas não deu tempo de interrompê-lo – Simplesmente não dá Dean, não dá. Eu sofri demais com isso, demais. E prefiro não sofrer mais.

– O quê é isso que você está passando então, Joseph? Não é sofrimento? Se recusar de viver? Ser frio e distante com todos? Eu chamo isso de sofrer Joseph. Você está perdendo tudo... Por ter sofrido. Sofrer, todos sofrem. Faz parte da vida. Mas sofrer por toda a vida e se recusar a sentir, dizendo que vai sofrer, é a maior idiotice, não? Você está sofrendo. Está sofrendo com isso, com sua escolha.

Ele se calou. Não é pra menos, não? Passar quase toda existência... Afastei os pensamentos. Acho que era isso que Joseph precisa, também.

– Esqueça isso, mano. – deu um soco em seu ombro de brincadeira. – Apenas viva o momento e esqueça o que irá acontecer, apenas um pouco, ok?

Ele continuou calado. O quê iria responder?

– Vamos ver como está Cathy, certo? – questionei.

– Com sede, certamente. – ele ousou dizer.

Fiz rapidamente uma vasilha improvisada com meus excelentes talentos (há, há.) e a enchi de água. – Vamos?

Ele se levantou e me seguiu em silêncio. Após um período razoavelmente longo (a vasilha estava com água, não poderia derramar) chegamos. Lá estava ela, sentada na relva encostada a uma árvore, toda machucada. Josh estava em pé na árvore ao lado a observando. Virou a cabeça para nós assim que abrimos caminho entre as árvores para chegar à clareira circular.

– Qual é a de vocês? – trovejou uma Catheryna machucada e irritadiça, nos notando.

Humpft, não era só ela a vitima.

– Achei Dean! Demorei um pouquinho, pois estava me alimentando, desculpe. Ele estava dando uma volta pela floresta... – Joseph lançou-me um olhar “concorde ou te mato” – Não é, Dean?

– Sim. Achei uns policiais, a propósito. – Menti.

Josh bufou alto, se destacando das sombras. Ele ainda existia? – Parem de mentir caras, por favor. Os dois estavam chorando, Catheryna. Chorando.

Choque. Como diabos ele sabia disso? E porque diabos nós entregou? Cathy estava olhando-nos com certa curiosidade, raiva e pena misturadas. Joseph estava com uma sobrancelha erguida em minha direção.

Mas eu já sei! Soltei uma gargalhada, como se Josh estivesse brincando. Joseph me acompanhou um pouco tenso. Lancei um olhar mortal a Josh.

– Como você é engraçado. – menti novamente, com um olhar ameaçador disfarçado a Josh. Acho que ele entendeu o recado, pois deu uma risadinha.

– Cathy – disse um pouco frio, não queria que ela pensasse que estava tudo bem – eu e Joseph vamos até a cidade dar um jeito na situação, ok? – Joseph confirmou com a cabeça, concordando comigo. – Há um pouco de água nessa vasilha e bananas ali – apontei em direção a árvore a uns passos.

Cathy não disse nada. O que havia com ela? Acho que viu que não havia opção e eu – estranhamente – não estava sendo eu mesmo com ela, afinal.

– E Josh – voltei meu olhar a ele – cuide dela e não apronte nenhuma gracinha.

Joseph, como preocupação, o puxou pela camisa e disse algo o olhando nos olhos. Hipnotizado, certamente. Dei uma pequena risada nervosa.

– Vamos? – perguntou Joseph.

– Claro. – confirmei a Joseph, mas voltei a cabeça para dar um pequeno aviso. – Pretendemos voltar até amanhã de manhã, se nada ocorrer. Fujam se não voltarmos em dois dias. – E corri. Simplesmente corri.

Sabe aquela sensação de liberdade? Aquele vento no rosto? É isso que se sente quando se corre como lobo. Não é extremamente confortável com o cheiro repugnante de Joseph perto, mas mesmo assim... É maneiro.

Você não pensa. Você apenas segue o instinto. É o lobo. Você não pensa no turbilhão de coisa que está na sua cabeça. Principalmente certa deusa com suas covinhas fofas e seu cabelo sexy...


(...)


Terra. Sentia terra abaixo de meus pés. A relva da floresta foi diminuindo, diminuindo... Até chegar a terra sem árvores. Quente. A temperatura estava quente. Um pouco de pó levantou com minha freada brusca. Levantei, mudando minha forma para humano novamente. Joseph estava parado com ar de petulância a uma pouquíssima distância. Ele odiou esse negócio de pó em suas roupas, claro.

– Joseph, nós vamos à cidade, lembra? É só comprar mais umas... – fiz um gesto com as mãos em direção a suas roupas – Ok, ou roubar.

– Humpft. – fez ele, pouco animado com minha proposta. – Preciso arrumar suprimentos para chegarmos até a Escola. E afinal, como chegaremos até lá?

– Ainda não sei. Vou roubar um carro para ao menos sair do estado. Você sabe, foragidos.

Ele balançou a cabeça em compreensão.

– Vou fazer isso enquanto você acha os suprimentos, beleza?

– Claro. Nos encontramos aqui ou...

– Vou até você. Pegue – o entreguei um celular – peguei dos policiais, tenho um aqui. Já descobri os números, está aí o meu e da Cathy já. Poucos créditos, aliás.

Balançamos um cumprimento e saímos dali, cada um indo por um lado para as pequenas construções que ali havia, seja lá o que sejam. Provavelmente lojinhas necessárias: Padaria, costureira, mercado, ferragem, etc. Isso se confirmou rapidamente, mas por minha sorte encontrei a rodoviária. Talvez, apenas talvez, não fosse sorte, afinal.

Caminhei em passos “humanos” rápidos. Uma construção com um longo balcão e dois ônibus parados ao lado era o que ali havia. Uma rápida olhada por cima – ironicamente falando, pois estava longe – nos papéis brancos colados e vi meu rosto estampado em um deles. Porcaria! Se não fosse minha visão, certamente já pararia no presídio novamente.

Dei meia volta e comecei a caminhar novamente. Frustração estava começando a me tomar. Caminhei mais uns passos tentando raciocinar e, a certa distância, uma fonte bonitinha trabalhava jogando água para cima. Fui até lá e estava cheia de moedas brilhando ao fundo. Peguei uma moeda do bolso e joguei lá dentro tendo em mente “Deuses do Olimpo, guiem nosso caminho até a Escola, por favor. Não acham que já abusaram demais de nós, não?”.

Abri os olhos devagar e olhei a volta. Não mudou nada, que legal. A grande rodoviária – notem a ironia – continuava ali, as por volta de trinta – no máximo – lojinhas continuavam ali, a estrada de terra continuava ali, aquela fonte bonitinha no centro de tudo continuava brilhando a minha frente, e... Uma pousada capenga que antes não havia percebido continuava ali. Acalme-se Dean, sempre há uma solução. Mas ao que parece os Deuses estão a fim de pregar pegadinhas em nós. Legal. Super legal! Nossa, divertidíssimo.

Lado bom, onde está você? Olhei para cima procurando vestígios que ele fosse aparecer...

Não, não, não! Não, não, não, não... Por favor, Por favor, diga que isso não está acontecendo!

O céu escuro e repentino acima ameaçava que podia despencar a água a qualquer momento. Qualquer momento poderia ser um pouquinho depois, não é? Vamos ser otimistas Dean, não choverá tão cedo assim.

Claro que aquele pensamento tinha que trazer os pingos de chuva que caiam em meu rosto. Que bela sorte eu tinha, afinal, por aquela chuva disfarçar as lágrimas que jorravam junto da chuva que já me ensopava.


(...)


Minha mão tocava o vidro da janela delicadamente e meus olhos se prendiam as gotas escorrendo do lado de fora do velho quarto dessa velha pousada. Meu nariz estava irritadiço graças ao cheiro de pó que vinha da coberta que me enrolava nessa cadeira a beira da janela, observando a chuva cair. Minha outra mão segurava uma xícara de chocolate quente que eu bebericava devagar enquanto Joseph estava jogado na pequena cama de solteiro que havia ali também. Estava totalmente cansado, mas o simples pensamento que Cathy estava toda machucada e sentindo dor no meio de uma floresta com chuva me fazia tremer, mesmo depois de ter tirado as roupas molhadas e estar vestindo outras devidamente secas.

A simpatia de todos na pequena cidade era acolhedora. Aquela pequena senhora bondosa de aparência idosa me chamou para essa velha pensão, enquanto estava passando por mim e não se enganou com a chuva percebendo minha aparência arrasada. O grito que soltei, sem querer, talvez tenha ajudado a denunciar meu desespero. Joseph logo estava ao meu lado, centro de cidade pequena, você sabe qual é.

Agora estava ali desesperado com a possibilidade do quê Cathy estava passando, como iríamos escapar dessa e a mercê da sorte de aquelas pessoas não virem nossas fotos de procurados. Sinceramente não sabia como Joseph estava dormindo. E isso que ainda havia mais ou menos duas horas! Mesmo com o cansaço eu não conseguia nem fechar os olhos.

Preocupação, medo, rancor, indiferença, uma pitada de curiosidade e dor. Estava borbulhante de sentimentos, estava... Confuso. Não conseguia parar de remexer nas mesmas memórias, nos mesmos sentimentos. Não conseguia deixar de me sentir confuso, droga. Não conseguia deixar-me de preocupar-me com Cathy e ao mesmo tempo sentir rancor dela e Joseph (principalmente de Joseph, oras). Não conseguia deixar de temer meu sentimento por ela. Estava intrigado com Josh, também, verdade. Claramente ele não era um humano. Estava... Droga, estava com medo.

Desprendi-me de meus pensamentos assustando-me com um bocejo de Joseph. Ele estava se espreguiçando na cama, quando o olhei ele prestou atenção em mim.

– Cara, você está destruído! Porque você não dormiu um pouco? Olha essas olheiras... – disse ele, colocando a mão no rosto, indicando frustração.

– Não consegui. – respondi, simplesmente, e voltei minha atenção á janela e ao meu chocolate quente.

– Onde você conseguiu isso? – perguntou ele, aparecendo ao meu lado.

– A doce senhora Laurent trouxe duas canecas. A sua está ali em cima da mesinha, acho que ainda não esfriou. – respondi, não desviando minha atenção.

Ele tomou um gole. Humpft, pra um vampiro engomadinho podia tomar fazendo menos barulho, não é? – Tenta dormir, Dean. Sério, você tá precisando.

– Não dá. Sinceramente eu to precisando de um vento no rosto, só isso. – suspirei ao pronunciar estas palavras, eu nem mesmo sabia o que queria até as ouvir saindo de minha boca.

Joseph deu um riso debochado. – Vá se catar. Você tava no mato até agora, então ganha um abrigo pra descansar e fica reclamando? Poupe-me. Cathy tá bem, ela está com Josh. Ele, obviamente, fez um abrigo.

– Eu já estou descansado. Dormi um pouco naquelas folhas na relva e já fiquei parado um tempão aqui, só pensando.

– Não esqueça da parte de badalar matando esqueletos, fugir de uma prisão e correr como lobo. Dean, se deite um pouco. – argumentou Joseph.

Ele se esqueceu da parte de me apaixonar e logo depois ver meu melhor amigo a agarrando. Deixe-o vencer e deite um pouco na cama, sonhando com o pensamento longe...


***


Pov. Josh (N.A.: tds surtam?)

Não é nada engraçado quando dois caras da Escola entram em sua cela e não poder fazer absolutamente nada! Acredite, não é nadinha engraçado, na-di-nha. A pena que Zeus deu-me, que eu deveria ficar um tempo em um presídio humano é ridículo. Ridículo! Ele tirou-me um poder. Tirou-me minha força sobre humana. Não posso me comunicar normalmente sobre coisas sobrenaturais e ele até quis tirar meu poder de ler mentes, mas não pode. E isso é torturante, pois fiquei mais irritado ainda ouvindo os pensamentos bestas daqueles guardas.

E agora, por quê? Por que tudo isso? Adivinhe... Porque quis dar uma volta em Pegasus – somente entre nós, ele é encantador -. Isso mesmo, porque quis dar uma voltinha em Pegasus. Pegasus estava lá, todo encantador mastigando florzinhas da relva quando passei por ele. Eu cheguei mais perto para acariciá-lo e ele deixou. Porém quando eu tentei montar... Caí aos pés de Zeus que por azar estava passando por ali. Só porque estava com uma corda amarrada a cintura – que iria usar para uma causa especial de trabalho – ele entendeu mal e pensou que eu fosse roubar Pegasus! A onde se viu isso? Roubar? Pegasus? Sim, Zeus é um idiota, só porque estava mal humorado me expulsou das terras do Olimpo. Ora essa, logo eu que merecia isso... Depois de quase morrer para ganhar o mérito de entrar no Olimpo. Droga, é o Olimpo! Quantos méritos eu precisei para conseguir entrar no Olimpo e é isso que ganho. Tive que ralar muito lá na Escola pra chegar ao Olimpo. Sabe quem eu sou? O primeiro semideus a morar lá. Legal, se não fosse trágico.

Mas teve o lado bom. E isso inclui cuidar da linda garota que estava deitada sossegada num longo sono ao meu lado no abrigo que fiz no embrenho da floresta. Tive que aprender algumas coisas pra poder pisar nas terras sagradas, garanto.

(N.A.: Quem não lembra, no prólogo: “Estou eu aqui, Zeus (...), que deveria mandar o bilhete de expulsão de Zachary, um filho de Ares – o Deus da Guerra -, das terras do Olimpo. Será isso possível? Como era um garoto ‘especial’ ficava sob os cuidados das terras sagradas, e não é que o garoto foi tentar roubar Pegasus?”)

***

Pov. Dean

– Dá pra parar de se fazer de bebê preguiçoso e levantar-se dessa cama logo? – reclamou Joseph pra levantar-me, já pela, sei lá, ducentésima oitava vez hoje.

– Já to indo, que saco! – resmunguei.

– A Bela Adormecida resolveu se mexer, yey! Acorda, sai da cama, vamos lá. – Ele disse e puxou minha coberta.

Ele puxou minha coberta?!?!?!

– Seu #¨&%@&¨! Primeiro diz pra eu dormir e agora fica reclamando, vai pra %@& &*@@, por favor!

– Boca suja, a chuva parou. Está tudo bem. Era só uma rápida chuva tempestuosa, como senhora Laurent disse, que aqui é comum. Eu vou dar uma ida no mercado e na farmácia e vamos voltar pra floresta. Se ajeite e vire-se pra arrumar o resto, pelo jeito teremos que ficar aqui até Catheryna poder se recuperar para pegarmos o ônibus para a cidade seguinte. Estou com celular, o seu está em cima do balcão. Pule a janela para não precisar pagar e seja rápido, temos que fugir. Vai ficar tudo bem. Bem, tchau. – ele disse tudo continua e rapidamente, então fechou a porta atrás de si.

– Legal. – bufei. – Super legal! – Comecei a levantar e calçar os sapatos. – Rápida chuva tempestuosa. Demais! Bem comum, é claro. – Abri a porta do armário e peguei o maior casaco que havia lá dentro, estava tremendamente frio lá fora. – Se ajeita e vire-se. Beleza, hahah! – peguei outro casaco e coloquei de baixo do braço e comecei a caminhar em direção ao banheiro. – Uhul, ficar na floresta. – larguei o casaco e fiz minha higiene. Peguei o casaco novamente e – Pule a janela!

Feche os olhos. Siga o instinto. Caia com classe e a capa do casaco esvoaça ao vento. Você está atrás da pensão. Agora chega de bancar o boboca, Dean. Era pra haver barro, claro, com a tempestade na terra solta e quente. Mas sabe o que havia? Neve. Uma finíssima camada de... Neve. Ok. Estão de total brincadeira comigo, qual é. Neve? Tudo bem, era pouquíssima, mas era neve. Quando chegássemos a Escola haveria eu de inventar um modo terrível de castigar os Deuses por isso. Terrível! Esperem-me só eles, esperem...

A pensão continuava intacta atrás de mim, apenas com a finíssima neve que havia por cima dela, também. Na minha frente, mais ao longe havia a floresta. Um SOS aos Deuses escrito no chão, talvez? Dei um pequeno sorriso, meu senso de humor poderia ser mais forte. Pelo mapa (link) que vi no hall da pousada para chegar aos habitantes eu deveria ir pra frente, na direção contrária a floresta, passar pelo “centro” e chegar aos moradores. Fui costeando a pensão até o fim, depois uma lojinha, e assim por diante, até passar pelos fundos de metade daquele centro.

Um passo depois do outro naquele frio tremendo que estava fazendo, com os pensamentos em fogo, o vento chicoteando e a fina camada de neve cobrindo tudo e voando. Depois de ter deixado certa distância do centro comecei a enxergar casas, nada humildes, com suas imensas cercas. Ali havia asfalto, que idiotice. Totalmente irritado e cansado caminhei mais – a distância que havia de casa em casa não era pouca – até umas árvores que haviam sido preservadas. Escolhi a árvore mais alta e escalei o máximo que pude, lá enxergava tudo. Ganhei apenas alguns arranhados na mão, que não significavam nada. Casas e mais casas de burgueses era o que havia por ali, por que teriam um centro tão pobre com aquele vilarejo? Bufei, aquilo não tinha sentido.

Precisa de um carro então pensei um pular dali logo. Sou mais ágil que Cathy nisso e não estou com um puma junto de mim, então não me machuquei. Virei para o lado e comecei a caminhar rapidamente, estava frio...

Tive que parar bruscamente com o choque. Meu queixo estava lá no chão. Sabe o quê havia atrás daquela árvore, parado esperando? Um carro. E um carro que é – nada menos, nada mais – que um Mustang conversível! Como diabos um carro ia parar ali? Parecia que estava me esperando. Já passei por situações de risco e ciladas o suficiente para desconfiar. Arranquei um pedaço da casca da árvore que já iria cair e joguei no banco do carro.

Nada aconteceu. Cheguei mais perto e enxerguei um pequeno cartão fino – pela pequena claridade que batia parecia haver uma chave dentro – em cima do pára-brisa. Não hesitei e ergui o braço pegando o envelope, sem nomes, apenas um pequeno adesivo de sol o lacrando. Abri e preparei-me para a surpresa. Lá havia a chave do carro com um pequeno chaveiro de sol – igual ao adesivo – entalhado na madeira, que segurei na mão enquanto a outra pegava o papel dobrado que havia ali também – a letra era clássica e elegante de cor preta -...

Como o garoto esperto que é deve ter jogado uma pedra dentro do veículo para ver se não havia armadilhas, hein? Cuidado para não arranhar seu novo bebê, foi caro. Sua ajuda foi paga agora Dean, não esqueça. E pare de reclamar lobinho, ok? Espero ter ajudado.

Apollo

Dobrei o papel novamente e o coloquei dentro do envelope, o lacrando e depois colocando de no bolso. A chave com o chaveiro continuava apertada em minha mão direita. Com um leve impulso pulei para o banco do carro e girei a chave e apertei o pé no acelerador, ligando o carro. Arranquei para fora dali, porém fiz um arranhado na pintura que raspou em um dos galhos das poucas árvores que por ali havia. Ops.

Respirei fundo enquanto acelerava e as casas ficavam pra trás. Sentia-me melhor, mais leve. O vento arranhava meu rosto, mas não me importava. Obrigado cara, isso foi incrível. Pensei comigo mesmo, com o pensamento indo até Apollo...

Precisa de música. Estava sentindo saudades imensas dela, na rotina. Estiquei-me até o porta luva e abri. Lá havia CDs, uma maleta de primeiros socorros, duas armas e um saquinho com comida — lá dentro devia haver ambrosia (N.A.: bebida doce com nutrientes que curam, é dos Olimpianos e se ingerida demais morre.), Cathy amaria.

Peguei o primeiro CD da pilha, ele não era profissional, mas sim customizado, com certeza. Na frente do CD havia uma garota com cabelos flamejantes com dois garotos ao seu lado, um loiro de olhos claros e outro com o cabelo mais escuro. Ao fundo deles havia mais dois garotos, um mais musculoso com um piercing nos lábios e outro mais gordinho. Abaixo dos cinco havia escrito ‘paramore’. Virei o CD e ali estava o setlist e em cima dele escrito ‘seleção especial’.

Liguei o rádio e coloquei o CD lá dentro. Ele carregou rapidamente e a música já retumbava nos auto falantes do carro. A primeira era Never Let This Go.

Maybe if my heart stops beating

It won’t hurt this much

And never will I have to answer

Again to anyone

(Talvez se meu coração parar de bater

Não vai doer tanto assim

E nunca eu vou ter que responder

De novo a ninguém)

Please, don’t get me wrong

(Por favor, não me entenda mal)

Because I’ll never let this go

But I can’t find the words to tell you

I don’t wanna be alone

But now I feel like I don’t know you

(Porque eu nunca vou deixar isso acabar

Mas eu não consigo encontrar as palavras para te dizer

Eu não quero ficar sozinha

Mas agora parece que eu não te conheço)

One day you’ll get sick of

Saying that everything’s alright

And by then I’m sure I’ll be pretending

Just like I am tonight

(Um dia você vai ficar cansado

De dizer que está tudo bem

E então tenho certeza que vou estar fingindo

Assim como eu estou essa noite)

Please, don’t get me wrong

(Por favor, não me entenda mal)

Because I’ll never let this go

But I can’t find the words to tell you

I don’t wanna be alone

But now I feel like I don’t know you

(Porque eu nunca vou deixar isso acabar

Mas eu não consigo encontrar as palavras para te dizer

Eu não quero ficar sozinha

Mas agora parece que eu não te conheço)

Let this go, let this go

(Deixe isso acabar, deixe isso acabar)

Because I’ll never let this go

But I can’t find the words to tell you

I don’t wanna be alone

But now I feel like I don’t know you

(Porque eu nunca vou deixar isso acabar

Mas eu não consigo encontrar as palavras para te dizer

Eu não quero ficar sozinha

Mas agora parece que eu não te conheço)

And I’ll never let this go

But I can’t find the words to tell you

That now I feel like I don’t know you

(E eu nunca vou deixar isso acabar

Mas eu não consigo encontrar as palavras para te dizer

Que agora parece que eu não te conheço)

Notas finais
N.A.: Chegaram até aqui *---* E aí, td bem? Hahah.. Tomara que tenham curtido o capítulo, eu coloquei Never Let This Go no final para vocês entenderem como Dean se sente à respeito (: E, nhaw, Apollo liiiindão né? E vcs finalmente descobriram o mistério de Josh! o/ ERA SÓ PRESTAR ATENÇÃO, NÉ -n kkk Gostaram? Enfins, comentem o capítulo, poooor favor, tá? Já é 17h30m O: BEIJÃO LINDAS, feliz aniversário Sof sz, PARAKISSES :*
Wes: Ei, então. É isso, -qqq LÇKDASÇLDK
Bom, beijão pra todas nossas leitoras lindas (principalmente pra diva Soph, que está ficando mais velhinha hoje ♥)