A Descendência Da Morte

3 Capítulo 2 - The next day


Notas iniciais
Oi moçada! Aqui é o Wesley, Wey, Picolino, Tchûco, Jubirex, chamem-me do que quiserem. Já que a maldita internet da Luana é auto-desligante na meia-noite, vim postar o capítulo. E ela também me obrigou à deixar alguma coisa minha aqui nas notas inicias, então: Here I am, once again (8) táparei/ Enfim, boa leitura pra vocês :3 Ah, a Luana querida deixou um recadinho pra vocês, tomem:
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Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii *-* Capítulo.
Again, vamos corrigir os reviews:
Carolina Ninguém tava 50% bêbado e etc. Todos estavam moderadamente bêbados, se é que dá pra ficar assim ;) asjkfbaskjfbsafbsakjfbsajfsak
Sofia Sim, eu sou tonta e perdi o link da imageem :s Mas vou anexar nesse cap, não se preocupe ((: ps: os prédios são metade do tamanho e mais separadinhos, mas fora isso é igual..
E, sim, demora né? É que eu não sou bem acostumada com isso ainda -.- Mas logo eu pego o ritmo. Tipo, eu faltei praticamente duas semanas á aula, e depois passo bem na correria. Desculpem babies. E claro, pra ajudar, o Wesley tem muitos compromissos. Como ir à casa das primas se agarrar com elas apdkapdlaldasçd E bemm, eu tive que faltar a aula hoje... Desculpem a gente lindas.
O cap ta meio enrolation, mas acho que ta bonzinho até... O próximo vai ter bastante ação pra compensar sajkbfsjkabfs
Ahhh, tem link de música e fotoss *----------* Tomara que gostem.
Vamos ler perfeito (a)

Capítulo 2 – The next day

Pov. Cathy

Sentia a respiração de ambos Joseph e Dean. Meus braços estavam latejando, pela força que eles estavam fazendo me puxando, junto com minha cabeça. Esqueletos. Eram isso aquelas coisas? Esqueletos? Era aquilo que tinha causado tanta “bagunça”?

-O que foi isso? –Perguntei confusa. Querendo obter algo a que me firmar, para acreditar, não estava aguentando tudo isso.

Eles caminharam alguns passos e me soltaram, com meus pés fazendo uma “bac” no chão. Dean se apoio sobre Joseph e cochichou algo em seu ouvido, obtendo uma afirmação com a cabeça de Joseph, e rapidamente quase que nem um vulto pegou algo de seu bolso indo em direção a mim.

Senti um cheiro forte e minha cabeça rodou, mas não antes de eu ouvir uma voz dizendo “Acalme-se, estou com você filha”. Não, essa voz não era de Dean nem de Joseph.

~*~

Abro os olhos. Onde estou?


Enxergo um teto branco, com alguns efeitos do passar dos anos marcados nele também. Não ouso me mexer, não estou em casa. Sinto um peito quente abaixo de mim e uma respiração um pouco irregular. Uma mão mexe em meus cabelos, me fazendo arrepiar, e, mesmo sem querer, eu pulo de susto. Estava deitada no peito de um garoto (mesmo não sendo essa a palavra adequada para descrevê-lo). Ele é forte, bonito e com olhos negros. Eu o encaro assustada e vejo ele, de algum modo, me confortando com o olhar. Estamos no chão de algum lugar, em meio de alguns cobertores ainda quentes.


- Hey, tudo bem. – Ele diz, sussurrando meigamente.


Eu o olho nos olhos e, bem, não sinto medo. O que é totalmente estranho, e me deixa mais assustada. Eu não sinto medo. Ele é lindo, tem um olhar confortador, e de algum modo me chama para seus braços, como estava há segundos atrás. Deitada em seu peito com seus braços ao meu redor.


De repente ouço um som as minhas costas, como uma porta abrindo, e viro. Um rapaz loiro e alto está encostando a porta recém aberta. Ele vira e encara a nós.


- Onde estou? – Pergunto, tentando observar a reação de cada um.


- Ah, querida. Não se preocupe com isso, não aconteceu nada. Você só bebeu algumas vodkas extremamente fortes noite passada. – Finalmente, o homem loiro e alto (com lindos olhos verdes) responde calmamente. Transmitiu-me calma seu modo de falar.


Dois “homens” junto com uma garota de 16 anos é um tanto suspeito. Porque essa garota devia ser eu? Porque diabos eu estava deitada sobre o peito descoberto de um deles, segundos atrás? Porque me acalmei com a voz do outro? Deveria estar gritando, não?


Mas algo me diz... Então, lembrei. Na noite passada os acompanhei. Uma voz realmente acolhedora, parecendo uma consciência, que me aconselhou. Mas tudo está tão confuso.


- Estava na festa de Cassie Kimi, não estava? O que estou fazendo nesse lugar com vocês? – Perguntei novamente, atordoada.


- Estava frio e tarde e você resolveu nós acompanhar. Uns... Hum, algo nos atacou na festa ontem. Você não lembra? Nós nos ajudamos. – O loiro disse.


O moreno deu uma gargalhada, de ironia. Pelo jeito discordava da última parte com o loiro.


De repente em um dejavu de emoções me lembrei. As lembranças passaram voando por minha mente. Mas não era possível. Afinal, tudo diz que nada é impossível. Algo assim, finalmente, explicaria um pouco de minha vida. Monstros. É, eu lutei. Será que eu era um deles?


- Sou um monstro? – Perguntei apavorada.


- Não diga bobagens Deusa! – Respondeu furioso o homem que eu estava nos braços. Um homem, lindo e musculoso. Porque estaria brabo será?


- Quem sou, afinal? Uma humana, oras. Somos todos. – Respondi sensatamente.


De repente o homem loiro, de aspecto perspicaz, fez cara de surpreso.


- Você não sabe quem é? – Perguntou o loiro que estava momentaneamente surpreso com o fato de eu dizer quem eu sou. – Você é uma Deusa, filha de Hades.


- O quê? Como você diz lorotas! Meu pai é Marcus, e foi morto há certo tempo. – Resolvi explicar, pela cara de surpresa dos dois. — Como soldado, na guerra. – Disse convicta.


O loiro olhou para o moreno questionando-se mentalmente, e afinal me lembrei o nome do homem que eu dormia nos braços. Era Dean. Mas não me lembrava o nome do outro. E, nós nos beijamos noite passada? Como assim? De repente corei.


- O que foi? – Dean pergunta delicadamente, me olhando fofamente.


- Nós nos beijamos? – Falo com vergonha, e mordo o lábio.


- Agora não é hora pra isso crianças. – O loiro fala firmemente.


- Joseph, deixe Cathy em paz, não vê que ela está confusa? – Dean retruca. E então era esse o nome do loiro, Joseph. – Sim. – Afinal responde Dean.


No momento o menor dos meus problemas é tê-lo beijado. Como vou fugir de dois homens lindos e fortes, porém malucos? Porque essa é a única explicação para alguém que me chama de Deusa, e depois outro diz que sou filha de Hades, Deus dos Mortos e do Mundo Submerso.


Certamente tenho que fugir. Pelo que vi — araras, estantes com roupas, algumas caixas — estamos em uma loja de roupas.

- Não. – diz Dean, firmemente.

Com toda certeza falando com Joseph, mas eu não deixei uma palavra escapar. Joseph não falou nada. Então, num ato inesperado Joseph revira os olhos.

- Parem. – Simplesmente digo. É óbvio que estão conversando sem palavras. Levanto a mão, fazendo um gesto com a palavra.

Levanto do meio das cobertas e corro, mas corro em direção á porta que Joseph entrou. Mas esqueci de um detalhe, Joseph. Ele estava me bloqueando a entrada.

- Pare você. Precisamos conversar. – Disse Joseph com a mão no meu peito, me bloqueando.

Dean levanta em um pulo e vai até nós.

- Isso aqui é uma loja. É o seguinte, vamos tirar essas roupas frágeis que estamos e pegar umas dessa loja irada. Depois a gente resolve o que faz, ok? – Dean.

É óbvio que não. Pelo jeito Joseph concorda comigo.

- Você está louco? Não vou roubar nada! – Diz Joseph furioso. – Um arrombamento já não está o suficiente?

- Calma. A gente deixa dinheiro no caixa. – Começa Dean a argumentar.

– Cathy, por favor? – Ele apela, fazendo a melhor carinha de “cachorro-que-caiu-da-mudança” do mundo.

- Nem sei quem são vocês! Vocês só são estranhos, que conheci numa festa, totalmente malucos! Isso que são! Malucos! – Bati o pé e me afastei dos dois, enquanto gritava. – Me deixe ir embora!

- Os vizinhos. – Dean disse preocupado, lançando um olhar para Joseph.

- Hoje é feriado aqui. Ela pode gritar o quanto quiser. Aqui ao redor só a pequenas lojinhas como essa, totalmente largadas por seus donos. – Joseph disse duramente, me olhando com frieza.

Dean piscou pra mim.

- Dean, pegue qualquer coisa que não rasgue quando puxar num galho e vista nessa garota! Vamos levá-la a escola logo, vou ter que mudar todo meu planejamento para as aulas! – Disse um Joseph irritadíssimo, mas totalmente frio.

- Não. Vou. A. Lugar. Nenhum.

- Vem cá Cathy, deixa Joseph. – Dean abriu a porta que ia aos fundos da loja, e fez um gesto com a mão de ‘vem’ pra mim.

Caminhei em sua direção, lançando um olhar carrancudo para Joseph no caminho. Dean abriu caminho para eu passar e logo depois fechou a porta e olhou-me. Estamos em um lugar cheio de caixas e caixotes, com uma janelinha fazendo clarear um pouco o local com alguns raios solares.

- Joseph é um chato, eu sei.

- Eu já tinha percebido isso. – Respondi com um sorriso no rosto.

- Enfim, vamos explicar uma coisa: Há uma “escola” – ele fez aspas com as mãos — aqui perto. Bom, te querem nessa escola. Nós só recebemos ordens pra ti levar lá, Deusa — porque ele me chamava assim eu não sabia -. Essa escola é muito especial, e “pouca” – ele fez aspas com as mãos novamente – gente conhece ela. Há um carinha da “Mitologia” – ele fez novamente aspas — Grega chamado Zeus. Você deve conhecer. Bom, ele nos mandou aqui. E não precisa acreditar, ok? Só vai junto com a gente. –Dean disse tudo fluentemente, com cada palavra na ponta da língua. Como se tivesse ensaiado, e como se eu fosse acreditar no que ele dizia.

- O seguinte é que eu não vou acreditar em vocês. É simples. Vocês falam coisas que simplesmente não é fácil de acreditar. – Eu disse firmemente, o olhando nos olhos.

- Eu não disse as coisas difíceis de acreditar ainda Cathy. Mas pense bem, você conheceu seu pai? Ou ao menos, na sua identidade diz o quê? – Dean perguntou, tentando parecer sábio. Mas realmente o fazendo ficar irônico.

- Meu pai faleceu na guerra há dois anos. – Uma lágrima escorreu de meu rosto. Mas tentei continuar, ser forte. – Ele era meu único familiar, apesar de considerar Jack como da família... E sim, na minha identidade consta Marcus Derek Gomez como meu pai. – Digo entre lágrimas.

Abro a porta entrando no local onde Joseph também chorava com um colar na mão, batendo a porta atrás de mim. Não, não me importa com a expressão facial de choque de Dean. Não me importo com as lágrimas de Joseph.

Vou até a vitrine da loja e pego as botas militares que ali estavam, e também uma jaqueta de couro preto que estava perto da bota. Chutei de meus pés os tênis all-star frágeis e sujos que estavam calçando, e caminhei até a arara e peguei uma calça jeans bem resistente e uma blusa qualquer.


Mal percebo Dean entrando na loja seguindo-me, mas parando vendo Joseph em lágrimas. Ele corre até o amigo e senta ao seu lado, começando a falar com ele, observando-me pelo canto do olho.


Visto a calça de qualquer jeito, pouco me importando com a presença dos outros, depois as botas. Tiro o vestido rasgado e o jogo para longe de mim, coloco a blusa e vou à busca de qualquer coisa para prender meu cabelo. Por sorte, em cima do balcão há alguns elásticos extremamente grossos. Uso um para manter meu cabelo longe dos olhos, num coque. Coloco uma gorda quantidade de dinheiro do caixa no bolso também, cuidadosamente.


Eu vagamente percebo os meninos levantarem e começar a remexer nas coisas. Eu tenho que me mexer também, não posso ficar sob custódia desses caducos. Caminho lentamente até Joseph, que estava na direção contrária de Dean.


- Oi. – digo como se não tivesse acontecido nada.


Ele se vira pra mim e sorri timidamente, com o nariz ainda vermelho do choro. Francamente, que bebê. — Oi Két. – então pronuncia.


- Não é Két, é Cathy, Joe. – pisco pra ele, e dou uma risadinha.


- Tá bem, Két. – ele dá uma risada gostosa e pisca pra mim também.


Sorrio de volta, então decido falar, blefando. — Eu vou com vocês. Quero saber que lugar é esse que tanto falam.


- Prometo que você não vai se arrepender. –Diz ele feliz, recebendo um sorriso radiante de Joseph.


Dean pula de trás de uma prateleira, e dou outro pulo, de susto.


- EBA! – grita ele e me pega no colo, girando.


Eu começo a dor socos de brincadeira em seu ombro, e ele me solta rindo.


- Onde a gente vai ir? – Pergunto, com um sorriso falso, mas aparentemente verdadeiro e empolgado.


- Acampar. – responde Joe, brincando com um sorriso nos lábios.


- Acho melhor a gente ir logo. – Propõe Dean.


- É. – digo também.


E Joseph concorda com a cabeça.


- Vou lavar o rosto, minha maquiagem deve estar linda, não é? – Digo brincando.


- Tá perfeita Cathy. – Brinca Dean com um sorriso bobo nos lábios, e se inclina sobre mim deixando um beijinho na testa.


Mordi o lábio escondendo o sorriso. Olhei nos olhos dele, e apenas com o olhar – mesmo que falso — ele entendeu.


Sorri para os garotos e caminhei até a outra porta, contrária da que ia às caixas, e dei de cara com o banheiro. Sorte, afinal. Não perdi tempo e fechei a porta, já a chaveando — a chave que estava na porta, outro golpe de sorte -.


Play now: Blame – Paramore


Localizei a janela, que era o suficiente grande se eu me espremesse. Subi em cima do vaso, mas percebi que minha maquiagem estava borrada mesmo, pelo espelho pequeno que havia colocado na parede e as pessoas iam se assustar com minha aparência de vândala. Desci do vaso, sem fazer barulho, e joguei uma água na cara, que não ajudou muito.


Enfim, subi em cima do vaso novamente, e — sem fazer barulho — abri a janela. Apenas puxando a descarga antes de deslizar pela janela. Havia um minúsculo espaço entre o prédio e o seguinte, mas espaço o suficiente para mim. Joguei-me, caindo no chão, e logo me levantei. Corri até a rua indo para o lado do prédio seguinte, tomando a direção contrária da loja.


Deveria ter uns dez minutos de vantagem. Corri muito, por mais ou menos quinze minutos seguidos. A minha grande sorte era de ter uma quantia de dinheiro no bolso da calça, furtada do balcão enquanto eles não viam e meu celular, com uma misera quantia de bateria — que ontem coloquei num bolsinho escondido no vestido -.


Eu não poderia ir pra casa porque havia dois caras malucos atrás de mim, que provavelmente sabiam onde eu morava. A sorte de eu estar no centro da cidade me favoreceu, porque eu a conhecia bem. Eles não poderiam me forçar a fazer nada com pessoas me olhando, então, corri mais um pouco até a ‘rodoviária’.


Como Dean e Joseph ainda não tinham me alcançado eu não sabia. Mas eu sabia que dei sorte novamente, e quando eu cheguei até o local, estava vindo um ônibus até uma cidade perto, que era o triplo da movimentação da minha cidade, apesar de algumas festas boas – como a de ontem — que havia na minha cidade.


Subi no ônibus e cumprimentei o motorista com um aceno, lhe entregando o valor da passagem. Eu conhecia o caminho até a cidade próxima, e ela era o lado contrário do centro desta. Sentei perto da porta, no caso de precisar fugir.

But my life is not the same

And I'm not to blame

(Mas minha vida não é a mesma

E não quero culpar ninguém)


Em uma hora estávamos na cidade. Desci no centro da cidade, o que deu mais quinze minutos. É, Dean e Joseph não iriam me achar tão cedo assim. Talvez, usando o Google Maps. Ou sendo detetives, o que não eram.

De qualquer jeito, devia arrumar um jeito de me... Deixar apresentável. Existiam vários hotéis pelas redondezas, e comecei a caminhar. Hotéis, restaurantes, lojas, lanchonetes, pizzarias, galerias, mais lojas, pessoas cheias de sacolas, crianças correndo, praças, carros, bicicletas...

Enfim, na frente de uma praça com laguinho, perto de várias lojas movimentadas e uma boate, achei um hotel. Do outro lado também havia uma SPA, que parecia caríssimo. Aquilo nunca ficaria vazio, nem à noite. E percebi vários policias por ali, e percebi também que eles queriam achar um motivo pra me parar...

Entrei logo dentro do hotel, com paredes claras e tapete vermelho que levava a entrada. A recepcionista me deu um quarto no segundo andar, de valor acessível, e me entregou uma ficha. Peguei o elevador. Estava no corredor, com paredes na cor branca, também com muitos quadros pela parede e um relógio — que indicava ser três e meia.

Entrei dentro do quarto, com uma janela média que dava vista para praça, sendo possível ver todo o movimento. Continha uma cama de casal, um criado mudo ao lado da cama, uma mini geladeira, uma tapete, uma TV e um baú.

Entrei no banheiro, e lá havia um chuveiro, um vaso, uma pia e um grande espelho. Saí de lá e voltei para o quarto, encostei a cortina e me despi, jogando as roupas em cima da cama. Entrei no banheiro novamente e não fechei a porta, para o caso de alguém bater na porta eu talvez pudesse escutar.

Ligo o chuveiro, e caí uma sequência de pingos rápidos e gelados em meu corpo quente. Tomo um banho bem relaxante, exagerando no tempo, e saio de lá um pouco mais relaxada. Caminho nua até a cama, onde me enrolo embaixo de um edredom.

Meu estômago começa a pedir por comida urgentemente, e percebo que estou verdadeiramente com fome. Percebo também que minhas roupas sujas e suadas, de ter caído no chão e corrido tanto, estão em cima da cama.

Solto um suspiro e saio das cobertas. Eu entro no banheiro novamente e acho lá um roupão que não havia reparado. O visto, e pego o telefone que estava ao lado da cama no criado-mudo.

- Serviço de quarto.

- Olá, é Ashley Ximi. Poderia me trazer uma refeição e alguém pra recolher roupas sujas?

- Ok. Conforme o sistema sua ficha é a duzentos e sessenta e um, correto?

- Deve ser.

- Hm. Qual a refeição?

-Um almoço bem generoso, suco de laranja e morangos.

- Ok, estará ai em quinze minutos. Quanto ao almoço, pode ser o prato do dia?

- E qual seria ele?

- Strogonoff, arroz, batata-palha e salada.

- Sim, bastante. O mais rápido possível, por favor.

- Ok.

Desligo e volto para o edredom. Quando consigo pegar no sono tocam a campainha. Espio no ‘olho mágico’ e é a camareira. Abro a porta.

- Olá querida. Quais são as roupas?

Caminhei até a cama. Peguei as roupas em um monte nos meus braços.

- Elas ficam prontas em quanto tempo? – Pergunto, sem sorrisos. Já estava cansada de fingimento.

- Depende do necessário. – Gostei. Sem sorrisos também. Sincera.

- Duas horas, está bom?

- Ótimo. – Responde ela e vai indo com o seu carrinho, deixando um aceno com a cabeça, correspondido.

Resolvo ir até a janela e observar. É tão estranho, tudo muda tão rápido. Não estava ontem me arrumando para ir á festa de minha colega de classe? Porque tudo está tão diferente?

Penso em Dean e Joseph, eles estão me procurando. E estranhamente eu não me sinto ameaçada junto deles. Qualquer pessoa normal se sentiria assim. Qualquer pessoa normal, menos eu. Eles me passam uma sensação de segurança, e fico imaginando porque fugi deles.

Ora, porque será, Catheryna? Eles querem te raptar! Digo a mim mesma. Por que dois homens insistiram tanto que eu fosse á floresta com eles? Não sou tão insana assim. Porque eles tinham que escolher a mim?

I'm at home without you

But in my head

I try to discover the truth

Of what you said

(Estou em casa sem você

Mas na minha cabeça

Tento descobrir a verdade

Do que você disse)


Passado cinco minutos tocam a campainha novamente. Abro a porta.

Uma mulher de meia-idade gordinha entra com um carrinho com minha comida e deixa ao lado da cama. Ela começa a caminhar em direção a porta, quando gira e olha pra mim novamente.

- Antes que eu me esqueça, nosso hotel tem conveniado um luxuoso SPA que fica ao outro lado da rua. É gratuito para uso dos hospedes. – Ela sorri para mim.

- Oh, muito bem. Estou precisando de uma massagem. Posso ir a qualquer momento? – Respondo, com um sorriso simples um pouco cansado.

- Claro. Pode ir quando quiser. – Ela diz e faz um aceno com a cabeça.

Eu agradeço e fecho a porta.

Caminho até o carrinho e mordo um morango, o saboreando. Puxo o carrinho para ficar totalmente encostado/ao lado da cama. Pulei para baixo das cobertas, depois liguei a TV com o controle que estava em cima do criado-mudo. E então comecei a comer, comer e comer. Tentei não pensar.

Depois de terminar coloquei em um canal de música num volume baixinho e dormi.

Depois de duas horas acordei com uma batida na porta. A moça trouxe as roupas limpas e secas e eu agradeci. Seria anotado nas minhas despesas, junto com as refeições e etc. As vesti para não atravessar a rua de roupão. Acho que chega de cochilos, por mais cansada que esteja, massagens são boas.

Olho-me no espelho percebo que a camiseta que eu vesti era de um seriado chamado Supernatural. Sempre assistia quando tinha tempo em casa.

Já estava com saudade dos gritos de Molly, minha irmã mais nova. Ela tem onze anos, e... Nossa. Ninguém queria estar perto quando dá seus ataques de gritos por atualizações da vida de Justin Bieber. Seu pai e meu padrasto, que é responsável por mim desde que meu pai morreu, Jack, ama sua filha muito e adora rir de seus surtos e fingir se importar sobre o que ela fala.

Jack é um cara bom. Sustenta nos duas, apesar de eu trabalhar meio turno. Sua esposa morreu de câncer. Meu pai morreu na guerra. Temos uma relação mais parecida com irmãos, do que pai/filha. Claro que não brigamos como irmãos, mal brigamos. E ele me dá broncas somente às vezes quando abuso. Mas na verdade ele sabe que sei me cuidar.

E, bem, eu ficaria um bom tempo de castigo se ele descobrisse os últimos acontecimentos. Mas ele sabia que eu ia á uma festa ontem à noite. É só mentir que passei o dia com colegas, e de noite ligá-lo para avisar que vou posar em Cassie para fazer um trabalho para segunda. Ele engoliria, apesar de saber que não é verdade.

Saí do quarto, chaveei, apertei o elevador, desci, atravessei a rua. Então adentrei o SPA que era maravilhosamente luxuoso.

- Olá. – veio uma moça de prontidão me atender.

- Olá. – respondi e a deixei, caminhando em direção ao fundo, onde havia uma placa indicando ‘massagens’.

- Massagens? – Disse a moça, me seguindo.

- Sim. Hospede do hotel. – respondi curta e grossa. É, ela não merecia.

- Claro. Pode ir esperar na sala um instante que chamarei uma massagista. Se quiser mergulhar no banho de lama, ou a sauna antes, á vontade. – Ela disse educadamente, e saiu dali.

Resolvi ir passar na sala de hidratação. E depois sim, fui rumo à massagem relaxante que tanto desejava.

Uma mulher lia atentamente um livro. O vestido padrão verde – porém, este mais curto e mais colado ao corpo. Na metade de suas coxas grossas. — com o bordado “SPA” acima do peito direito a indicava como funcionária. Ele era deslumbrante, com lindos cabelos ruivos cacheados até a cintura, olhos verdes provocantes — com uma maquiagem ousada -, pele incrivelmente clara, lábios rosados e carnudos e corpo violão. Por fim desviou os olhos do livro e me observou com olhos curiosos. Então sorriu abertamente com os mesmos olhos curiosos.

- Ora, ora. Então chegou querida? Estava na hora. Dean e Joseph já foram presos assim que você saiu de lá. – Ela disse assim, descontraidamente, como se fosse um assunto banal.

Eu simplesmente arregalo os olhos. Isso não pode estar acontecendo. Eles foram presos por culpa minha afinal? Porque iriam ser presos? Um arrombamento... É. Como essa mulher sabe? Será que está blefando também, e quer me levar pra floresta? Mas, como?!?! Não teria como ninguém me seguir. Eu nem ao menos planejei nada. Só... Como? Dean e Joseph presos?

Questionei. Quem se importa? Afinal, quem são eles? Eu não sei. E por que ela deveria dizer isso a mim?!?! Deixar-me culpada? A culpa é toda deles. Ou minha. Ou dessa mulher. Não quero culpa a ninguém.

- Quem é você? – Deixei de lado o olhar assustado e surpreso. Afinal nem sabia quem era eles... Quem era ela?

- Afrodite, Vênus, Deusa do Amor, tenho diversos nomes. No momento sou Marie. Ah, e sua mãe.

There's something

I don't know

You won't tell me

What is wrong with your words?

(Há algo

Que não sei

Você não me dirá

O que há de errado com suas palavras?)


Notas finais
Eu sei que você que nos bater...
É. Vou ignorar esse fato. - Wey
RECADINHO DA LUANA, VAMOS LÁ:
Oi de novo LL♥ Agora deu certo o link do player e da imagem? Gostou da música...? J Seguinte: As partes da música que tem haver com a fic eu coloquei em partes no capítulo, como perceberam, as outras partes da música ignorarem sajdfkbfsjka
Dessa vez o pov. ficou só da Cathy, ok Sofia? Tomara que agora não tenha ficado confuso, qualquer coisa diga linda.
Quem quer uma loja dessas perto, como eu? Hihi E Dean e Joseph? u.u
PEEEEEEEEEESSOA PERFEITA QUE LÊ A FIC, OLÁ, TEMOS UM PERGUNTAS:
Qual é o nome mais bonito: Catherine ou Catheryna?
ISSO É UMA VOTAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!11!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Tomara que gostem... Que vai sair rapidinho, prometo (acho que sábado de noite hihi, vamos torcer).
Conta o que achou pra nós do capítulo, pfvr *u* Amo você♥
Beijos no ♥, nós vemos nas respostas hein?!?! ;*
PS: Olha eu aqui invadindo -"editando"- as notas. WESLEY ROUBOU MINHAS FRASE. EU QUE IA IGNORAR QUE VCS QUERIAM NOS BATER u.u