A Descendência Da Morte

4 Capítulo 3 - Afrodite with helicopter


Notas iniciais
Oi! Wesley aqui! Deu mó confusão com meus apelidos gente, que tenso isso. Então chamem-me de Wesley. Queria agradecer as lindas das Carolina, Sofia e Coronna por serem nossas três melhores leitoras (e únicas e.e)
Então a primeira parte do capítulo tá aqui... O que vai rolar depois? VOCÊS SABERÃO HOJE O//////////// HOJE H O J E ~H~O~J~E~ TODAY, YEAH11111!!!!!!!!!!1111111ONZE!!!!!!1
táparei/
Enfim, tá aí. Beijos pra vocês. Ah, Luana não deixou nada pras notas iniciais, só pras finais. Eu vou deixar so nas notas inicias pra dar certo e tudo mais e.e

Choque. Isso que me deteve enquanto eu absorvia aquelas palavras. Por mais que eu não quisesse acreditar na verdade delas, elas eram verdadeiras. Eu começava a sentir a dúvida se esvaindo enquanto observava aquela mulher. Eramos muito parecidas. Eu era perfeitamente uma divisão entre ela e meu pai. Seus cabelos ruivos sedosos são longos e cacheados, até a altura da cintura e perfeitos -sem um fio for do lugar-. Seus olhos, azuis brilhantes, totalmente encantadores. Aqueles cílios longos, sombracelhas perfeitas e, até um nariz, fora dos padrões, tão lindinho. Seus lábios vermelhos e carnudos. Sua pele levemente bronzeada. Suas curvas lindas também. Não existia um homem que diria não aquela mulher. E nem mesmo ela, diria não ao perfeito homem que era meu pai. Ele era um soldado, muito bem querido por todos. Seus olhos verdes levavam ás mulheres a suspirar, com o encanto deles. Digamos que seus músculos e seus cabelos lisos e rebeldes também ajudavam. Meu pai era perfeito e a saudade que sinto dele é algo indescritível. A raiva começou a se manifestar em mim, quando penso em tão bom papai foi comigo. Ele sempre me aconselhou, ajudou e estava comigo. Afrodite sempre ignorou minha existência, e a raiva disso é grande. Enquanto as meninas de minha turma quando pequenas roubavam as maquiagens e sapatos de salto de suas mães eu treinava boxe com meu pai. Não o culpo por isso, ele foi o melhor pai do mundo. Mas Afrodite merece arder no fundo do inferno.
–Pare filha. Sua raiva está me afetando. -ela diz com lágrimas escorrendo. -Eu te amo e sempre me preocupei com você. Mas é proibido no Olimpo ter qualquer ligação com vocês. Não podemos interferir na humanidade. É uma ordem. Sempre que pude te ajudei. E seu pai estava sempre presente lá. Agradeço eternamente á Marcus, e que ele descanse em paz. -nessa altura ela já estava soluçando- Ontem mesmo não te aconselhei? Aqueles garotos são bons, e Zeus que mandou te levarem para a Escola. Ela existe mesmo. E sim, Zeus abriu uma exceção com você. Considere isso. Aquela vez na segunda série, na apresentação do coral, eu estava lá no cantinho. Filha, eu te amo. Desculpe se isso não basta. -Ela tentou impedir as lágrimas secando, mas não ajudou e elas voltaram com toda força.
Apesar da raiva odionda tentei me colocar na posição dela. Ela não podia fazer nada. Mas poxa, um telefonema mudaria a humanidade? Se bem que se alguém me ligasse dizendo 'Hey filha' eu desligaria pensando que é um trote. As lágrimas começaram a escorrer também. Afinal, acabei de conhecer minha mãe -realmente- após 16 anos. Não me sentia alegre, mas a raiva também não predominava. Estava apenas emocionadamente surpresa. Surpresa por perdoa-lá tão facilmente. Surpresa por conhecer minha mãe. Surpresa por estar começando a caminhar até ela para abraça-lá.
Ela me abraçou. E que abraço bom foi aquele. Naqueles braços quentes e reconfortantes de mãe. Pareciamos duas choronas de abraçando. Entre soluços ela disse, com um sorriso 'Agora sim parece uma filha de Afrodite, não com aquela caranca' e eu sorri.
Comecei a reparar em mim. Em minhas semelhanças com meus pais. Puxei algumas sardas de Afrodite, mas eu tenho bem poucas. Os olhos sempre oscilam, nunca se decidem qual cor eles querem ser, mas na maioria das vezes está uma transição perfeita entre azul e verde. Meus pequeno nariz herdei de Afrodite, mas os lábios pequenos e delicados de meu pai. Os meus cabelos são um perfeita bagunça, e o corte que faço nele não ajuda em nada, mas eu amo a originalidade de meu cabelo. Ele tem várias mechas onduladas, com lisas juntas, e vem até a altura de meu cotovelo. Ele é bem repicado, mas com um caimento na frente. Sua cor é original, puxada pro ruivo. Meu corpo é bem nutrido e trabalhado, com o curso militar para jovens que eu costumava participar, mas a dor que sentia enquanto fazia aquilo lembrando de meu pai era imensa, então troquei por exercicios regulares. Sou alta, mas não tanto como papai e Afrodite.

Afrodite sorriu estanteantemente e eu sorri de volta.

–Vamos ao terraço. Preciso te contar algumas coisas. -Disse Afrodite e saiu caminhando comigo ao seu lado.
Estavamos passando por alguns corredores com os mais variados perfumes quando ela parou e abriu uma porta. Uma escada caracol reservada aos funcionários levava ao terraço, que era enorme. Metade dele era reservado para uma pista de pouso, e para um pequeno helicoptero, que Afrodite disse que era para clientes especiais que vinham de outros locais. A outra metade era completa de mesa de chá com biscoito chiques. Estavam vazias no momento, mas lá no helicóptero dois guardas estavam tirando um cochilo. Sentamos em uma mesinha bem afastada.
–Não faça suspense, mamãe. -Disse com um sorriso bobo e brinquei com a palavra.
–Tudo bem, filhinha. -Retrucou com o mesmo sorriso brincalhão. Então deu um sorriso mais sério, se é que isso é possível. -Há muito tempo atrás, houve contato entre humanos e Deuses. Esse contato foi bom, e surgiu-se os filhos deles. Esses filhos, metade humano e metade Deus, se chamavam semideuses. Hoje em dia isso ainda existe, mas houve muito conflito entre os nossos também. Queriamos proteger nossos filhos. Foi criada a regra então de não interferir no mundo humano, mas especificamente com nossos filhos. Alguns ainda mantém contato com humanos, como eu. Mas para falar com meus filhos é preciso muito cuidado, para isso não causar guerras e coisas parecidas. Então primeiramente peço que não conte isso á ninguém.
–Claro. -respondi simplesmente. Porque contar? Ainda me tachariam de maluca.
–Obrigada. -sorriu. -O caso é mais complicado. Seu pai era filho de semideuses. Você mesma em seu tempo descobrirá o que é. Não esqueça que tem muito poder, deverá cuidá-los e têm responsabilidades junto com eles. -Ela disse sabiamente, não como a Deusa da beleza e "superficialidade".
Afirmei com a cabeça e ela acariciu minha mão, que estava sobre a mesa. Mas deixei escapar um 'O que posso fazer?'.
–Descobrirá no tempo certo. -Disse novamente como sábia, mas me deixando curiosa.
Comecei a me sentir receosa do quê estava por vir. Ela iria embora e me abandonaria à mercê novamente? Ela parecia que não iria embora tão cedo.
–Ainda temos assuntos a tratar. -Disse ela, e deixei escapar um suspiro de alívio e ela riu. Como seu riso era belo. -Comece com todas as perguntas que vêm a sua cabeça.
–O que é a "Escola" -fis aspas com as mãos como Dean- ? Não param de falar nisso!
Afrodite riu novamente de minha cara.
–Está na cara pelo nome hein? Uma 'Escola' -fez aspas com as mãos e logo riu-. É que a muito tempo atrás um feiticeiro quis fazer uma escola para nossos jovens do sobrenatural. Aprender nossa história e principalmente sobreviver. É simples. Nela há semideuses, lobisomens e vampiros. Feiticeiros também antigamente, mas eles estão quase extintos, mas são bem-vindos na escola ainda. -Ela disse tudo isso tranquilamente.
–O que são afinal semideuses, lobisomens e vampiros, na realidade? -Perguntei com um quê de irônia.
– Lobisomens se transformam em lobo na Lua Cheia e nessa época não saia de casa. É muito inconsequente e esquentadinho, ainda mais perto da Lua Cheia. Só morre com bala de prata no coração. Mas é muito companheiro, digamos assim. -Afrodite sorriu.
Eu sorri e afirmei com o polegar. Então ela continuou.
–Vampiros tem a pele impenetrável e são bem fortes quando treinado. Eles se alimentam de sangue de animais na maioria das vezes e são proibidos de tocar em semideuses e feiticeiros pelo sangue mágico. Lobisomens são pouco atraentes para eles, e se algum humano morrer na mão deles a alma deles se consome a cada morte. Alho e cruzes não te defenderam deles, apenas o Sol em alguns momentos certos do dia.
–Sem ser esses momentos ele pode andar por ai sem morrer pelo Sol? -perguntei curiosa.
–Sim, mas com óculos escuros pois fere seus olhos.
–Ok.
–Semideuses são filhos dos deuses com humanos, como já te contei. E eles são como humanos, mas tem força e alguns poderes também. Poderes quando digo, é o poder do pai deus em menor quantia.
–Mas se meu pai já era um semideus eu.... Uau! Mas, para, isso não pode ser possível pois eu conheço vovó e vóvô. Eles moram na Europa. -Disse e fitei Afrodite.
–Fale com eles. Há respostas que nem mesmo eu posso dar.
Fiquei confusa com tudo isso. Então apenas sorri e agradeci por tudo.
–Isso não é nem metade do que seu pai fez por você querida, se cuide. -Ela piscou o olho pra mim. -Já vai? -fiquei neutra.
–Ainda temos um assunto. Ou não?
–Dean e Joseph?
–Sim. Esses dois são da Escola. Eles só queriam te levar até lá. E, bom, agora estão presos. -Afrodite sorriu de lado, e eu corei.
–Vou pegar eles. Estou em divida.
–Muito bem. -Ela sorriu abertamente e depois apontou para o helicoptéro.
Ergui uma sombrancelha.
–Piloto automático. -Ela sussurou.
Afrodite veio até mim e me deu um abraço de despedida e um beijo na testa com um sussurado 'Se cuida, gata' e uma piscada. Só faltei chorar novamente, mas para não fazer papelão comecei a observar o helicoptéro. Um guarda certamente daria para acertar antes de acordar, mas o outro acordaria com o barulho. Então a melhor alternativa é tirar as armas enquanto dormem, e depois acertar-los para não impedir meu vôo.
Comecei a caminhar por entre as mesas em direção a eles. E foi tudo bem sucedido, até aparecer uma mulher subindo as escadas. Ela era loira channel e foi aquela que me recebeu.
–O que quer aqui, querida? -Ela gritou com um sorriso maldoso.
Por sorte os guardas não acordaram, e como estava mais perto dela corri loucamente e lhe dei um chave de pescoço. Depois um soco na nuca, e ela desmaiou.
–Bater em você, querida. -respondi enquanto a observava com um sorriso maldoso.
Os guardas estavam começando a querer acordar e então fui logo. Tirei as armas deles, mas um acordou enquanto eu tirava a arma do segundo. Apontar as duas armas para ele foi o suficiente então ele saiu correndo. Me ferrei. Dei um soco no outro, o que só serviu para acordá-lo e sair correndo com duas armas apontadas pra ele também.
Comecei a escalar a pequena escada do helicoptero, e me impressionou a quantidade de botões do aparelho. Apertei em um vermelho e grande escrito 'Piloto automático'. Então percebi que era preciso escolher o lugar, e abri o mapa da cidade na pequena telinha que havia ali. Comecei a raciocinar que eles deviam estar esperando julgamento, mas o óbvio já do furto e arrombamento causaria poucos meses. Eles seriam levados para pequena cadeia de Toronto.
Logo achei no mapa a cidade, perto. O helicoptero levantou voo medeixando tonta e assustada. Sem coragem de olhar pra baixo, mas mesmo assim sendo impossível não olhar para os lados e para frente por culpa dos vidros. Depois de uma meia hora comecei a ficar com coragem e me mexi. Primeiramente sentei no banco e coloquei o cinto. Depois disso fiquei mais quinze minutos parada. Após abrir os olhos vi tudo. E comecei a tremer, e fechei novamente os olhos. A tremedeira não parou, mas abri os olhos me concentrando em olhar apenas os botões. Procurei pelo fone de ouvido, e achei. Coloquei nos ouvidos só para me acalmar ouvindo um piloto falando 'VOCÊ ROUBOU MEU HELICOPERO MENINA, VENHA JÁ AQUI! EU SEI QUE VOCÊ NÃO SABE PILOTAR! VENHA AQUI' e então ouvi um baixinho sussuro 'Porque é tão fácil assim pilotar um helicoptero no piloto automático?'. Depois disso me iluminei, e abri os olhos. Cinco minutos depois o helicopero começou a fazer barulhos. Então ele pousou num gramado, no meio do nada. A sorte é que beirava uma floresta e havia um córrego e minha primeira opção foi correr até a floresta e deixar o helicóptero lá. Que explodiu um minuto depois de eu me aprofundar na floresta um pouco.
Sentei no meio da floresta úmida, cheia de vida, com a cabeça entre as pernas. O que eu vou fazer?

Notas finais
Ficou bem meloso esse cap, é. e com pouca ação, e eu tinha prometido né? ;3 Bem típico de Luana muahaha ;) MAS, o próximo vai ser basicamente de ação :) E comentem os dois, pq hj vai ter post duplo, é *---------* Sejam felizes ;* by: Luana