A Dança dos Bruxos
7 Capítulo 7
Rony estava na cozinha comendo quando ouviu três fortes batidas na porta, e se apressou para abri-la.
– Harry, Gina!! O que aconteceu? Por que estão assim?
– Aqueles malditos comensais
– Como assim? Comensais no Largo Grimmauld?
– Não, em Godric’s Hollow! Maldição! Pensava que sem Voldemort eles se extinguiriam, ou ao menos se comportassem melhor. – Harry dizia frustrado, a raiva em sua voz era palpável.
Entraram na sala, e o sr. Weasley apareceu no fundo do cômodo. Ficou surpreso em ver a filha e o genro em casa.
– Gina! Harry! Como é bom ver vocês aqui!
– Infelizmente, sr. Weasley não é por um motivo bom. – disse Harry.
– O que é, então? – perguntou sr. Weasley.
– Comensais, papai, nos atacaram. – disse Gina com a voz esganiçada.
A garota estava um tanto quanto abalada, seus cabelos ruivos estavam emaranhados e sua face pálida.
– Espere, conte-me direito essa história. Comensais? Aonde? – disse sr. Weasley enquanto se sentava na poltrona. – Venham, sentem.
Harry e Gina se sentaram no sofá, e começaram a contar a história.
– Nos estavamos em Godric’s Hollow, passeando. Fomos até o túmulo de meus pais e... — dizia Harry quando ele foi cortado por Gina.
– Mas, antes disso, quando estavamos fazendo um piquenique eu pensei ter visto um vulto... e eu acho que era o mesmo que nos atacou.
– Como eu ia dizendo, nos estavamos no túmulo de meus pais quando vimos um vulto, e um feitiço foi jogado contra nós, mas, eu não deixei que nos atingisse... – dizia Harry.
– E então, quando ele saiu do meio das árvores e quando se preparava para lançar outro feitiço, eu usei “expelliarmus” e a varinha dele voou longe, então Harry o estuporou.
– E depois eu olhei no seu braço pra ver se ele tinha a Marca Negra, e lá estava ela. – completou Harry.
– Sim... mas, comensais em Godric’s Hollow? – indagou sr. Weasley.
– Eu também não entendo... – disse Harry.
– Pessoal, eu acho que é meio obvio. Eles estão vigiando Harry. E quando Harry estava desprevenido, no caso, quando visitava o túmulo de seus pais, ele decidiu atacar. – disse Rony que desde que Harry e Gina contavam a história ele ficara calado.
– É claro. – disse sr. Weasley, surpreso com o filho.
– Por que sempre o tom de surpresa? – disse Rony sorrindo.
– Muito bem, mas se eles estão nos vigiando, por que não atacaram antes? – perguntou Harry.
– Como eu disse... eles não atacaram pois esperavam o melhor momento... e provavelmente para poder obter mais informações! – disse Rony.
– Rony, você está me surpreendendo! – disse Harry, o que fez Rony balançar a cabeça negativamente pela falta de fé deles nele.
– O.k., voltando aos fatos, será que podem ter mais deles nos vigiando? – disse sr. Weasley.
– É provável. Esperem um minuto. – disse Harry que se dirigia a janela.
Ele olhou atentamente para o quintal, observando cada parte escura, e viu de relance olhos o observando.
– Más notícias! – disse Harry.
– O quê? – Perguntou Gina.
– Tem um comensal lá fora. – disse Harry, que fez todos ficarem com um olhar preocupado.
– É melhor eu ir lá fora... — dizia sr. Weasley, quando foi interrompido por Harry.
– Não, não vá. Ele vai acabar desconfiando que sabemos que ele está lá.
– Eu tenho que ir, Harry! Molly está lá fora!
– Tudo bem, vá. Mas, não olhe muito para os lados e evite olhar para as áreas mais escuras. – orientou Harry.
Sr. Weasley foi até o quintal e andou até sra. Weasley, que estava distraída, e nem percebera sua presença de seu marido até ele se pronunciou.
– Querida, vamos lá para dentro... – disse sr. Weasley sem levantar suspeitas, mas que mostrava por seu olhar a preocupação, e a sra. Weasley, como conhecia aquele olhar foi sem nada dizer.
Quando entraram na casa, ela se surpreendeu com Harry e Gina. E logo quis saber o que estava acontecendo.
– Digam-me logo, sem exitação. – dizia sra. Weasley com uma determinação que não poderia ser freiada por ninguém.
– Tudo bem, mas prometa que não vai se exaltar. – disse sr. Weasley.
– Tudo bem, tudo bem. Eu prometo, mas ande homem, conte-me logo.
Sr. Weasley contou toda a história, desde Godric’s Hollow até o comensal que estava ali fora os observando. Sra. Weasley mostrou surpresa, e logo depois preocupação, e lançou um olhar preocupado a Gina e a Harry.
– Oh, Gina, Harry... – dizia sra. Weasley ao decorrer da história.
Quando o sr. Weasley terminou, sra. Weasley mostrava pura preocupação.
– Então, agora estão nos cercando? Será que cercam a todos, e a quanto tempo? – indagava preocupada a pequena bruxa.
– Isso nós ainda não sabemos. Mas, garanto que logo poderemos lhe dar melhores informações... – disse Harry.
– Você não está pensando em procurá-los? Está? – disse sra. Weasley.
– Eu tenho que lhe dizer que sim, nós precisamos fazer isso, pra saber como as coisas estão... – disse Harry.
– E eu concordo. E nós também precisamos falar com Hermione. – disse Rony.
– Sim, sim. Temos que fazer isso. – disse Harry.
– Não, não! Eu não quero ver vocês metidos em encrencas de novo... muito menos perseguindo comensais!! – disse sra. Weasley.
– Mamãe, nós temos! – disse Gina.
– Espere, quem disse que você vai? – disse Harry.
– Eu! – respondeu Gina.
– De jeito nenhum! Você não vai, você vai ficar em casa. E nós ainda nem decidimos quando vamos.
– Ah, Harry... Eu vou sim. – disse com teimosia Gina.
– Veremos... – disse Harry. – Eu não vou permitir isso!
– Chega, chega! Primeiro temos que contatar a Ordem da Fênix. – disse Sr. Weasley.
E ninguém pode descordar disso. Sr. Weasley foi até a lareira, pegou um pouco de pó de flu, o jogou no fogo, disse o nome de algum lugar ao qual Harry não conhecia, e enfiou a cabeça dentro da lareira, como um dia Harry já fez.
Depois de algum tempo, sr. Weasley retirou a cabeça da lareira e começou a falar.
– Falei com Kingsley sobre o que aconteceu e sobre o comensal nos observando. E ele achou melhor que vocês dormissem aqui, e que devemos fazer uma reunião da Ordem, mas ele só poderá comparecer no próximo final de semana, por conta de suas funções no Ministério.
– Só no próximo final de semana? – perguntou Rony.
– Sim, e só o que podemos fazer é aguardar. – disse sr. Weasley.
– Então, está noite vocês ficam aqui não é? – perguntou retoricamente sra. Weasley.
– Sim. Harry e eu podemos ficar no meu quarto. – disse Gina.
– De jeito nenhum. – disse sra. Weasley. – Você dorme no seu quarto e Harry no quarto de Jorge e...– ela parou, pois ia falar Fred.
– Mamãe! – reclamou Gina – Eu não sou mais criança, e eu moro com ele!!
– Gina, não descuta! – retrucou sra. Weasley.
– Tudo bem, mamãe.
Depois disso, nada foi dito. Sra. Weasley preparou o jantar, e todos comeram silenciosamente. Depois de comerem foram dormir, Harry preferiu ir dormir no quarto de Rony, pois queria falar um pouco com seu amigo a sós.
O escuro cobria todo o quarto, e podia se ouvir o barulho dos grilos, quando Rony se pronunciou.
– Harry, você acha que vai começar tudo de novo?
– Não, não exatamente igual... pois dessa vez eles estão mais fracos, e eu acredito em menor número.
– Mas, o que você acha que eles querem fazer? Dominar o Ministério?
– Sinceramente, Rony, eu não sei. Talvez só queiram me matar para cumprir o desejo de Voldemort.
– Eu espero que não. – disse Rony.
E gradativamente, o sono chegou à eles, e infelizmente não foi uma noite com sonhos bons.
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