Harry estava em um lindo prado, o céu estava claro e com nuvens branquinhas, o sol estava forte mas, não estava muito quente por conta dos ventos frescos que faziam os cabelos dele voarem.

Harry viu uma figura de cabelos longos e ruivos correrem em sua direção, ela usava um vestido branco com rendas a altura dos joelhos.

– Harry, Harry, Harry. – ela sussurava docemente, enquanto corria em sua direção.

Harry, que ansiava que ela chegasse rapidamente começou a correr em direção dela. Os dois se encontraram no meio do caminho, ele a pegou entre os braços e a girou, ele perdeu o equilíbrio e os dois caíram entre as flores do prado.

– Ah, Harry... – Gina disse. – É tão bom ficar aqui. Sem problemas... sem cicatrizes...

Harry sonhava feliz enquanto Gina, se levantava.

– Ah, ele está sorrindo, deve ser um sonho bom... como é bom vê-lo assim. Mas, infelizmente vou ter que acorda-lo. – disse Gina pra si mesma.

Gina, foi pra perto de Harry e lhe sacudiu delicadamente, sem querer assusta-lo. Harry, nem sequer abriu os olhos.

– Harry, Harry... querido.

Harry lentamente abriu seus olhos. E abriu um grande sorriso ao ver Gina.

– Bom dia! – ele disse bom humorado.

– Bom dia, pelo visto dormiu muito bem, não é? Estava até sorrindo.

– Sim, eu dormi muito bem, eu sonhei com você.

Gina sorriu, e pensou se quando ela fosse para Gales, se Harry continuaria assim.

– É bom começarmos a nos arrumar, você não quer chegar a Godric’s Hollow cedo, para aproveita-la ao máximo? – indagou Gina.

– Sim, sim. Vamos.

Eles se arrumaram, e foram até a cozinha tomar chá. Depois de beber o chá, foram até uma das janelas e que davam pra rua, e viram que haviam vários jornalistas em volta da casa.

Gina olhou pra Harry de uma forma sapeca, e pegou um potinho com um pó denso preto, e jogou na rua pela janela. O pó imediatamente se espalhou pela rua, impedindo que todos enxergassem algo.

Harry e Gina se apressaram e saíram em direção à rua de mãos dadas, e entrando naquela densa poeira aparataram para Godric’s Hollow.

***

Eles chegaram a uma ruazinha com muitas árvores e com casinhas com chaminés, gramado bem verdinho e diversas flores. Caminharam pela rua de mãos dadas, chegando ao final da rua encontraram um pequena praça, com alguns brinquedos um tanto quanto velho. Na praça haviam árvores grandes que formavam grandes sombras, e a grama pedia pra que alguém fizesse um piquenique sobre ela, e foi exatamente o que Gina pensou.

– Ah, Harry! Vamos fazer um piquenique embaixo daquela árvore. Parece tão formidável.

– Sim, se você quer. – Harry avistou um pequeno mercado. – Eu vou até aquele mercado, comprar algumas coisas para fazermos o nosso piquenique.

– Tudo bem, eu vou te esperar bem embaixo daquela árvore.

Harry foi até o mercado e lá escolheu algumas frutas, um suco e mais algumas coisas. Enquanto, Gina esperava embaixo da árvore, como disse. Até que Gina ouviu o barulho de algum galho se quebrando e pensou ter visto um vulto. A tensão a tomou por completo, estava prestes a pegar a varinha.

– O que foi? – perguntou Harry, que havia acabado de chegar, assustando Gina.

– Você me assustou.

– Desculpe.

– Tudo bem.

Harry se sentou ao lado de Gina embaixo da árvore, conjurou um lençol de piquenique e o colocou sobre o chão, e por cima colocou algumas das frutas que havia comprado, um suco, e alguns pães.

Gina pegou uma maça e Harry um pão, comeram silenciosamente, apenas observando o céu azul.

– O dia está muito bonito não é? – disse Gina, cortando o silêncio.

– Sim, está. E esse lugar parece acolher a qualquer um.

– É verdade. O que acha de andarmos mais um pouco pela cidade para conhece-la melhor?

– Eu acho perfeito. Só espere um pouco.

Harry e Gina comeram mais um pouco e depois de uma piada sem graça que Harry contou, mas fez Gina rir, eles guardaram as coisas, e caminharam de mão dadas pela cidade.

Todas as ruas tinham árvores e flores, e em todas as casa se encontrava um pequeno jardim em frente à casa. Passaram por diversas casas, e ruas. Chegaram à uma rua cuja as árvores tinham flores de diversas cores, e de uma beleza inigualável, o vento batia nos cabelos de Gina, a deixando com uma sensação boa.

– É tão bom estar aqui.

– Tem razão. É muito bom estar aqui, principalmente com você.

– Concordo com você. – disse Gina, que passou seu braço pela cintura de Harry. Então Harry a puxou para si e a beijou. E depois do beijo ele a segurou com mais firmeza e rodou com ela em seus braços.

– Como é bom estar aqui com você! – disse Harry alegremente.

Eles continuaram a caminhar por aquela rua, rindo. Harry e Gina estavam em um estado enorme de felicidade.

Até que Harry viu a casa de seus pais, em ruínas, ele já havia ido lá com Hermione, mas mesmo assim, ele se sentia do mesmo jeito. Ficou triste, e Gina se enrijeceu do seu lado.

Eles pararam em frente à casa, a observando. Harry pôs a mão em cima da placa que tinha em frente à casa, e apareceram as frases de conforto e encorajamentos deixados lá para ele. Ele pensou imediatamente naquelas pessoas, e se sentiu grato a elas.

– Muitas pessoas passaram por aqui, não? – perguntou Gina.

– Sim. Eu já havia visto isso, mas é sempre bom rever estas mensagens, elas me dão força e coragem. Me fazem sentir um pouco melhor com tudo isso. – disse Harry.

Gina e Harry continuaram a caminhar pela rua, não tão felizes como antes. As flores das árvores, e nem o céu tinham a mesma beleza. Tudo havia ficado mais triste, parecia que nada tinha a mesma cor e o mesmo brilho.

– O que acha de irmos ao túmulo de seus pais agora, e depois irmos até aquele rio que eu te falei... – dizia Gina.

– Espere, eu concordo, mas pode me falar sobre esse rio, porque eu adormeci enquanto você falava dele ontem. – ele disse rindo.

– Tudo bem, mas preste atenção desta vez... – Gina começou a falar do rio, e descrever sua beleza, e enquanto falava chegavam mais e mais perto do túmulo dos pais de Harry.

Quando estavam se aproximando, Gina sentiu uma sensação ruim e se arrepiou por completo, enrijeceu e parou de falar.

– O que foi? – Harry perguntou, sentindo falta da falação de Gina, que geralmente era quieta.

– Nada, acho que fiquei com frio por causa do vento. – mentiu Gina.

Depois desse epísodio chegaram ao cemitério, andaram entre vários túmulos, até chegar aos túmulos dos pais de Harry. Harry sentiu um pequeno aperto no coração, e observou o túmulo de seus pais com tristeza, Gina o abraçou um pouco mais apertado, e Harry conjurou algumas flores com a varinha e as colocou nos túmulos deles.

Até que eles ouviram um barulho fraco, e viram um vulto escuro, Gina pegou a varinha. Viram um lampejo de luz vermelha vir por entre as árvores em direção a eles.

– Protego! – disse Harry, impedindo que o feitiço os atingisse.

Um bruxo das trevas saiu do meio das árvores, e se preparava para mais um feitiço, até que Gina interviu.

– Expelilarmus! — disse Gina, assim tirando a varinha do bruxo pelos ares.

– Estupefaça! – disse Harry, fazendo com que o bruxo caísse no chão.

Essa troca de feitiços durou segundos. Harry chegou perto do bruxo e puxou a manga do braço do bruxo e viu a Marca Negra.

– Temos que sair daqui Gina, agora!