A Dama Solitária

12 Os Dois se Encontram - Parte II - O Anjo das Sombras


Notas iniciais
Oie gente, então, eu preciso falar com vocês. Recebi uma bronca no último capítulo >_< (bem feito Alice, merece uns tapa) sobre demorar demais pra postar, por isso explicarei o porque. Eu adoro escrever, mesmo, até acho que na minha vida passada eu era um livro, ou uma caneta. Não pensem besteira com caneta. E não acredito em vida passada. o/ (vou ser apedrejada) A questão é que: fui transferida para uma escola difícil do caramba, onde tem prova todo sábado praticamente, tudo isso pra que, hein?! PASSAR NA UNB! UHUL! Não, não, para com esse papo Alice, para. Parei. Sei o quanto é chato ouvir de todos os escritores das fics preferidas de vocês dizendo que tem prova sempre, mas é a verdade, beijo obrigada de nada. Não me batam, please, eu tento postar, inclusive preciso atualizar a Seleção. Bem, aí vai, conheçam enfim o Anjo das Sombras!!!!

– Anda logo, seu imbecil, eu preciso levar essa mensagem para Daniel! — era Jennifer, sua voz martelando na minha cabeça me atrapalhando de concentrar. Enquanto eu não fosse até ela, ela não pararia de me chamar, como um alarme incessante. Então eu fui.

Sou um Anjo, o único da Terra das Sombras. Geralmente uso a telepatia para me transportar á lugares apenas mentalmente, e foi o que fiz para conversar com Jennifer. Ela estava num lugar que eu, realmente, não gostava. Estava com três outros servos, numa missão particularmente perigosa. O lugar só piorava tudo, apesar de ser um bom ponto estratégico, pois estava a apenas poucos metros da Zona.

Havia árvores negras cobrindo-os pelos lados, mas qualquer um poderia vê-los por cima. Um silêncio agonizante pairava ali, mas provavelmente estavam conversando por telepatia. Assim que me transportei mentalmente para a mente de Jennifer, pude sentir o quão tensa ela estava. E tudo isso se resumia a um nome: Gabriela.

"Estou aqui. O que você quer?" perguntei, cansado. A tensão tomou conta de mim instantaneamente — era o que ocorria quando eu me ligava á mente de alguém. Pude sentir seus pensamentos ficando aleatórios e se fechando para a minha presença. Talvez tivesse medo de que eu soubesse algo errado.

"Preciso da sua cobertura para enviar a mensagem para Daniel. Você sabe como esse território é mortal para mim. Temo que alguém esteja nos espionando." ela disse, olhando para os lados.

No momento em que Jennifer falou isso, senti algo muito forte se chocando com os meus poderes. Como se alguém tivesse jogado um balde de água fervendo em cima de um bloco de gelo. Eu estremeci, sentindo as veias entrarem em colapso. Jennifer rapidamente se levantou em posição de ataque. Os outros fizeram o mesmo. Havia mais alguém ali. E sua presença era mortal para nós.

De alguma forma, Jennifer inconscientemente me implorava ajuda. Seu cérebro estava esquentando literalmente, o que era impossível, já que ela era uma mensageira criocinética — o frio era a sua origem, sua essência. Reuni todas as forças que pude, me unindo ás sombras, e consegui expulsar quem tentava invadir a mente dela. Rapidamente construí uma barreira provisória que impedisse o ataque, mas depois de alguns minutos, aquela presença voltou. Eu ainda não havia caído, porque a força de um anjo é praticamente ilimitada, mas sentia que logo, logo, quem quer que estivesse ali mataria Jennifer.

Então eu me transfigurei em sua mente. Deixei que meu corpo aparecesse para me fortalecer, e passei a observar o que podia estar acontecendo. Mas não via nada! A pessoa que nos atacava estava invisível, porque ainda assim, conseguia senti-la. Alguns segundos se passaram, e Jennifer agonizava de dor, mesmo com a barreira, e foi então que aquela aura de poder invadiu suas memórias.

Tudo foi muito rápido, e eu fui puxado de volta á Torre agressivamente. Quanto á Jennifer e aos três Servos das Sombras, eu já não podia mais ajudá-los.

***

– Droga, droga, droga! — Gwen gritou, jogando a taça de ouro na parede de pedras — Mas por que é que aqueles elementares malditos sempre aparecem? AH! — lá sei vai outra taça.

Eu também estava com raiva, muita raiva, mas sabia que quebrar tudo que havia na Torre não adiantava muita coisa. Gwen estava uma pilha de nervos, e seu irmão, Kyle, não estava muito melhor.

– Quem era aquele elementar? — ela perguntou, aos gritos — QUEM ERA? Quem... Quem, forte o bastante para invadir a mente da minha MELHOR mensageira? Descubra isso, irmão! — Gwen abriu as mãos e jogou para Kyle uma espécie de pergaminho que surgiu em menos de um segundo. Depois disso, ela deu um salto e desapareceu, deixando um rastro de cinzas no lugar onde estava. Eu estava sentado na janela, ouvindo tudo, e pensando em alguém que pudesse nos ameaçar daquela forma, mas a resposta que eu tinha parecia impossível demais... Angelo, eu só pensava que podia ser ele. Mas como seria ele, se eu também era um anjo e poderia muito bem tê-lo visto?

– Não é possível — Kyle falou,com o queixo caído — Levi, venha cá.

Me aproximei do pergaminho e comecei a observá-lo. Os desenhos se formavam aos poucos, mostrando-nos uma trilha de informações, porém todas elas eram surreais demais para que acreditássemos. Ainda assim, era o Pergaminho Sagrado, e ele não mentia em nada.

O primeiro desenho era a de um anjo voando no céu negro de Cineres, na parte Norte, onde ficava, depois da Zona, a terra das Damas e dos elementares. Suas asas eram douradas, seus olhos e seus cabelos do mesmo tom, e ele voava com rapidez absurda. Abaixo dele, estavam Jennifer e os três servos das sombras, na tentativa de enviar a mensagem para Daniel, o nosso Estrategista líder. Foi então que o anjo desceu, e depois disso, imagens de Jennifer se contorcendo se seguiram até o fim do pergaminho.

– Então era ele. Angelo. O Anjo das Damas. — Kyle disse, batendo na mesa com fúria. — Aquele anjo... Já tem me dado muito trabalho!

– Mas como eu não o vi? — perguntei, contraindo os músculos do bíceps na tentativa de diminuir minha raiva. — Eu também sou um anjo!Droga!

Gwen entrou pela janela da Torre, nos surpreendendo, e em seus braços estava Jennifer. Dois homens vieram das escadas rapidamente e se prostraram perante Gwen, que colocou a garota nos braços de um deles e ordenou:

– Levem-na e sumam. — sua voz soou cortante como uma navalha afiada. Meu corpo estremeceu com sua presença. Gwen era má ao extremo. Não quando queria — o tempo todo. Eu até tinha certa pena de quem aparecesse em seu caminho. Gwen tomou o pergaminho das minhas mãos e passou por ele os olhos rapidamente. — Era Angelo, não é? Eu já suspeitava... Eu sei porque você não conseguiu vê-lo. — Gwen fechou os olhos e respirou fundo. Quando os abriu, eles estavam vermelhos como o fogo. — A capa da invisibilidade.

– Como é? — eu perguntei, incrédulo. — Essa capa foi perdida no Deserto da Morte desde que Yohana o atravessou, Gwen.

Ela sorriu, sarcástica.

– Mas quem foi que te disse que Yohana morreu? Não se sabe se ela morreu no Deserto. — Gwen disse.

– Afinal, Yohana foi a primeira elementar de Cineres, considerada a primeira Dama, nascida da própria dimensão... — Kyle comentou, coçando a barba cavanhaque.

– Estão dizendo que, além da capa ainda existir e estar com Angelo, Yohana está viva? — perguntei — Mas se ela estivesse viva, não teria motivos para a Profecia sobre a Dama Solitária, Gabriela não teria caído, e não teria porquê Freia ter sido exilada de Cineres. Se Yohana está mesmo viva, então por que...

Gwen olhou para mim, e sua expressão era friamente cortante. Ela abriu um sorriso maléfico e levantou uma de suas sobrancelhas. Droga, era a expressão da pura maldade.

– Acabamos de descobrir o que nem as Damas sabem, meus caros. — ela abriu as mãos e uma taça de vinho apareceu. Gwen a girou nos dedos dançantes e bebeu o vinho, com malícia nos olhos — Yohana quer vingança dos elementares. Sabem por quê? Porque as Damas de Branco exilaram Freia.

– Freia é filha de Yohana. — eu exclamei, surpreso.

– Agora a Profecia tem sentido. Todo o sentido. A Dama Solitária só pode ser aquela que a própria Dimensão concebeu. Alguém forte o bastante para derrotar Yohana... Quanto á Freia, será que ela também quer vingança? Eu não consigo decifrá-la... — Gwen mordeu os lábios.

Pensei por alguns minutos,e então uma luz em minha cabeça acendeu.

– Talvez Freia não apoie Yohana. Talvez ela a tenha prendido no Deserto. Yohana quer poder, mas foi destronada pelas filhas. Porém mesmo exilada, Freia sabe que se Yohana conseguir o que quer, toda a Dimensão ficará presa para sempre. E se, na verdade, Freia quiser sair daqui? E se a Dimensão só nos prende por causa da existência de Yohana? Se Yohana é a chave para uma porta trancada, temos que usar essa chave. Só não entendo onde a Dama Solitária se encaixa nisso tudo.

– Nós não podemos matar Yohana, isso seria burrice. — Gwen balançava a taça na mão. — Mas a Dama Solitária pode.

– Temos que trazer a Dama Solitária para o nosso lado. — concluí, entendendo o plano maligno de Gwen.

– Primeiro, precisamos descobrir quem é ela. — Kyle falou.

Notas finais
Não sei se ficou bom, ultimamente tenho estado sem muita inspiração, maaas, comentem!