A (Crazy Little) thing called love

4 A primeira vez que nos beijamos


Notas iniciais
E aqui está o primeiro beijo deles!!!!!!! Espero que gostem DICA DOS ANOS 80 : Assistam "A princesa prometida" muito bom (e o Westley é muito lindo e continua um tipão com 50 e poucos )

— Gamora ! Gamora ! Acorda! — Uma voz longínqua e conhecida a fez abrir seus olhos subitamente e perceber Peter prensado contra a parede da nave com a adaga prensada quase cortando seu pescoço.

Ela deixou a adaga cair de imediato ao notar todos a olhando assustados e visivelmente cansados. Até mesmo Nebulosa, que sentou -se no chão da nave recuperando o folego como se estivesse dando graças por Gamora ter parado. Peter tocou o pescoço desesperado para saber que algo tinha acontecido antes de perceber que a companheira não estava bem.

— O que… — ela ofegou tentando conjecturar o que tinha acontecido ali. Uma de suas mãos esfregou o pescoço suado parecendo zonza . Peter tentou chegar mais perto e abraçá -la mas o pavor a fez se afastar de seu toque.

— Pesadelo – Nebulosa respondeu olhando para a irmã aliviada por ter saído do sonambulismo– Fazia um bom tempo que isso não acontecia…

— Porque não nos contou antes , azulzinha ? — Rocket disse guardando um pequeno dispositivo em seu bolso.- Ela poderia ter matado todos nós!!

— Ela estava feliz, doninha e eu me esqueci – a alienígena azul tossiu fitando o teto da nave. — Já faz anos que tinha visto uma crise dessas.

— Eu sou Groot – A pequena arvore disse recolhendo os galhos que tinham sido esticados para detê -la.

— Tá bom… — Rocket respondeu pegando Groot no colo dando um sorriso brincalhão– Que tal remédio pra acalmar?

— Eu posso… usar meus poderes e dar um sono tranquilo – O tom da voz de Mantis estava exausto já que mesmo sonambula, a Zen- whoberi era muito forte e teimosa, não aceitando as sugestões da empata.

— Pensei em fazer um chá com algumas raízes. Minha mãe costumava me dar e eu dormia por dias … — Drax começou a falar porém foi interrompido por um grito.

— Que tal vocês me darem um tempo? — Gamora disse brava indo para o quarto deixando todos se entreolhando assustados ao puxar os cabelos.

Já em seu quarto , ela deitou-se na cama pouco confortável olhando para o teto quase enferrujado pensando no que tinha a levado a fazer aquilo. Por um instante, ela estava numa arena com seus ‘irmãos’ batalhando e recebendo elogios de Thanos, outro ela assistia sua irmã ser desmantelada como se fosse feita com blocos de montar na sua frente. ‘ Ela não é como você minha filha …e ela... merece melhoramentos’ a voz grave do titã ecoava em sua mente. De repente, ela conseguiu se revoltar e …dar uma surra em seus únicos amigos e quase tinha matado Peter na vida real.

Uma pequena lágrima escorreu em seu rosto e molhou o travesseiro enquanto soluçava se arrependendo no fundo de sua alma pelo que tinha feito, mesmo que fosse inconsciente. Tudo ficou escuro e adormeceu novamente.

— Gamora? — A voz suave e quase inaudível Peter à porta do seu quarto a fazendo acordar. Ele não havia batido como ela tinha pedido, o que ele estava ali sem ninguém saber – A gente pode conversar?

— Não Peter , A gente não pode conversar ...- Ela virou-se para o canto encarando o armário onde guardava suas armas – Tentei te matar , não se lembra?

— eu sei e não é a primeira vez que uma mulher tenta fazer isso comigo… e tentar me matar assim foi novidade. A Ashkavarelana que fiquei era muito mais louca que isso ...e… eu não vou sair daqui até me deixar entrar. E eu trouxe uns cookies e leite como meu vô costumava fazer quando eu estava triste – Peter era muito insistente e persistente. Se ela não abrisse e o deixasse entrar , poderia ter certeza que quando decidisse sair do comodo ele ainda estaria lá (mesmo que dormindo no chão da nave).

A alienigena pôs se de pé e abriu a porta do quarto e o puxou para dentro agarrando -o pelo colarinho . Desastrado do jeito que era, Peter derramou um pouco do leite no chão do quarto dela.

— Satisfeito ? – As feições dela ainda estavam fechadas e seus olhos ainda marejados e vermelhos por ter chorado por um bom tempo mesmo dormindo.

— E como … — Peter deixou o prato e copo em cima de um criado-mudo da moça e acomodou -se na cama dela.

— Agora que aceitei seus malditos biscoitos e leite da Terra, cai fora – Ela fungou o nariz que estava levemente com um tom mais verde que o resto de seu rosto. — Muito obrigada .

— A culpa não foi sua pelo que aconteceu, tá bem ? — Ele se levantou falando alto mas não parecia estar gritando– Tudo que aconteceu até agora foi o destino e…

— E se eu disser que eu poderia ter desfeito isso , Peter ? — Os olhos dela começaram a ficar vermelhos novamente e por causa da inquietude começou a andar de um lado para o outro no quarto e enquanto isso, Peter a seguia com o olhar percebendo o ataque de panico – E se por um instante eu tivesse quebrado as malditas regras de Thanos nada teria acontecido. Eu poderia ter feito algo...

— E você não teria nos encontrado… — O ruivo começou a se preocupar e seguiu -a até chegar perto o suficiente para breca -la e olhar nos seus olhos. — Se acalma...

— Não vou me acalmar — Gamora começou soluçar e o panico aumentar. Suas mãos então se apoiaram em seu peito e dar leves socos para afastá-lo mais infelizmente não deu certo e só fez deixar seu toque mais forte – tem tanta coisa na minha cabeça. Nebulosa e eu poderiamos estar livres … eu poderia não ter sido um monstro e…e …

Antes que qualquer outra palavra pudesse sair, Peter beijou-a suavemente . Ela queria matá -lo sem dúvida alguma tanto que suas mãos foram até o pescoço dele para estrangula -lo, mas, de repente, pousaram sobre seus ombros e ela fechou os olhos sentindo uma leve faísca se acender em seu peito.

Aquele não era como o beijo que ele daria nela em Luganenhum . Era mais do que simplesmente um beijo era todo o sentimento dele. Tudo que ela quis sentir em toda a vida dela : amor, compaixão, misericordia em apenas um ato simples. Eles tinham um leve gosto do leite da Terra e seu toque era como de uma pétala de flor contra a sua pele. Aos poucos ela começou a se render e beijou-o de volta antes que uma lágrima escorreu em seu rosto.

— Melhor? — Peter quebrou o beijo secando a lágrima com seu polegar porém a alienígena só pode acenar com a cabeça em resposta . Os braços fortes dele enrolou entorno de seu corpo delicado e beijou a sua testa. — Não foi como eu pensei que seria o nosso primeiro beijo…. Talvez algo como a Princesa Prometida… a princesa Buttercup e o Westley na grama...

— Você não fica um minuto sem uma referencia , não é Peter? — Ela suspirou contra seu peito ouvindo as batidas de seu coração humano sentindo os dedos dele em seus cabelos .-Esquece o que eu falei de você ir embora . Quero que fique .

— Como desejar – Ele beijou-a novamente com um sorriso bobo nos lábios.

— Só fica … Sem magia pélvica – Ela olhou pra cima seria — Ou eu corto seu órgão genital.

Eles caminharam até a cama dela e se deitaram sem que o homem parecesse preocupado. Obviamente pela cama ser pequena , Gamora teve que se aninhar entre os braços dele . Aquilo poderia ter sido um problema em outras épocas, mas quando ele estava por perto tudo ficava mais tranquilo quando ele cantarolava uma de suas musicas.

Não demorou muito até que ambos dormiram. Ela havia o afastado com medo dele abandoná -la e a odiá -la pelo seu passado , mas pelo contrário : ele a aceitou , com seus defeitos, com seu mal humor e sua cara fechada noventa por cento e ela aprendeu a aceitá-lo com suas breguices. Sim ela estava sentindo o que ela mais temia : ela o amava e não poderia mais esconder isso .

Notas finais
E o que acharam ? Beijos