A (Crazy Little) thing called love
5 A primeira vez que dissemos te amo
Notas iniciais
Quando abriu os olhos, Peter ainda estava deitado ao seu lado com seus braços no que parecia um sono profundo já que ele roncava. Ela pode examinar cada centímetro de seu rosto bem de perto : começava a aparecer pequenas rugas no canto de seus olhos, sua barba ruiva era espetada e dura mas o cabelo era macio assim como o toque de sua pele. Havia pequenos fios brancos que começavam a nascer em suas têmporas. Tudo aquilo era incrível e de alguma maneira mágica.
— Bom dia, Mora – Peter disse ainda com os olhos fechados apertando o braços levemente entorno dela. A sensação do corpo quente dele contra o dela era reconfortante.
— Oi – ela se reduziu a dizer pondo sua mão sobre o peito dele dando um leve impulso pra fitá-lo nos olhos que já estavam abertos – Você ficou...
— Porque não ficaria?- Ele bocejou antes de acariciar o rosto da companheira com o polegar fazendo movimentos circulares – Você também não me largou falando sozinho como geralmente faz quando estou enchendo o saco. E eu não trocaria isso por nada.
— Aqui é o meu quarto, porque eu sairia dele ? — Aquilo era meio obvio. Mas depois de entender a segunda sentença que ele tinha dito resolveu fazer outra pergunta -Nem por nenhuma das garotas com quem já ficou?
Era algo que ela sempre quis perguntar. Ele havia dormido / ficado/ namorado com tantas mulheres desde a juventude enquanto ainda trabalhava com Yondu que talvez ela fosse mais uma que estava em sua lista de conquistas como a duquesa que ele dormira uma vez (e acabara na prisão por isso).
— Não, de jeito nenhum – ele enrugou o cenho e chacoalhou a cabeça incrédulo com a pergunta que tinha ouvido– Aquele era o velho Peter Quill que queria festa, curtição, mulheres e que não enfrentaria seus piores medos… Desde o dia que a gente se viu sabia que era diferente. Não por você ser a mulher mais perigosa de toda galaxia e ter matado muita gente. mas por algo a mais.
— Eu te achava um idiota… Irritante. E cafona com todas essas músicas velhas que você ouve. Ah e é claro, um mulherengo e ladrão meia-boca – Ela disse seria entrelaçando os dedos da mão dele num momento de pura sinceridade.
— Acho que já ouvi isso antes? — Gamora notou que ele já estava acostumado com todos aqueles ‘elogios’. Ela se soltou de seus bracos e se apoiou sobre o seu peito com um pequeno sorriso brotando em seus lábios e sendo correspondida com outro.
— Mas você era mais. Você é mais. Você tem o maior coração que já vi e não tentou me matar como todos com idiotas que já encontraram. Você me salvou e do meu passado e está me dando um futuro que nunca cogitei : Com uma família não de sangue mas de aceitação. Talvez eu goste do seu jeito cafona. Das suas músicas por mais que seja irritante ouvi -las na repetição automática.
Ele seu um meio sorriso antes de beijá -lo novamente sem ligar pro halito dele (já que ela não tinha). Eles poderiam ficar ali por décadas sem qualquer empecilho apenas aproveitando a companhia um do outro e trocando carinhos . Peter então num movimento desastrado caiu da cama e a puxou junto e ambos cairam na risada bem baixinho para que ninguém ouvisse.
— Sabia que eu te amo não é? — Peter disse quase sussurrando com seus olhos verdes brilhantes a encará -la colocando uma mecha de seu cabelo. Seu sorriso bobo fez o coração dela disparar .
— Eu… — A consciência da moça hesitou por um minuto ponderando o que deveria falar de volta para o homem. Gamora estava cansada de negar seus sentimentos por tanto tempo . Cansada de ter que parecer uma estátua de pedra sem demonstrar qualquer sentimento por anos e mais anos.
— Olha … Eu vou te entender se não … — Peter tossiu e quebrou o contato visual olhando para a porta sério um tanto triste. — É muita coisa e…
— Quem disse que eu não te amo Peter J. Quill ? — Gamora disse abrindo o maior sorriso que pode sentindo suas mãos tremerem e seu estômago doer de um modo que nunca tinha sentido antes. Eram as borboletas (ou mariposas ? Ela não se lembrava muito bem mas aquela não era hora de pensar naquilo. Dane -se) – Eu te amo Peter Quill . Eu te amo, meu Senhor das Estrelas.
— Você me ama, Mora ? — O semblante triste dele se acendeu com as palavras dela e então voltou a olhar em seus olhos pondo suas mãos na sua cintura.
— Sim. Eu te amo. E gostaria de namorar comigo ? – Ele se inclinou para a frente com a resposta da companheira e a beijou, com a mistura de sentimentos mais louca e mais gostosa que já sentira e a qual a fez responder o beijo dele.
— Sim!!! — Peter respondeu antes de abraçá -la forte e beijar entre os cabelos dela antes de trilhar seus lábios pela bochecha e encontrar seus lábios.
Ele então parou de repente e se levantou a puxando pela mão a guiando para sala de controle onde todos estavam reunidos tomando o ‘café da manhã’ com os rostos ainda um tanto amassadas por dormirem de mais.
— Gente tenho um comunicado a fazer – Peter disse olhando para todos claramente animado mesmo que os outros estivessem ainda com sono. — A Gamora me ama!!! — Ele levantou as mãos como a cena de Rocky na escadaria e Gamora ficou envergonhada decidindo fingir que não estava ali.- E estamos namorando!!
— E daí? Não é novidade pra gente. — Rocky respondeu dando um gole no café após retirá -lo bem quente da maquina que haviam comprado a pouco tempo. — E quanto ao namoro : Já estava na hora.
— Principalmente pra mim – Nebulosa rolou os olhos sentada sobre a mesa com um pacote de batatinhas fritas . — Ainda acho que tem alguém melhor pra ela por ai.
— E- então… Isso foi – Peter suspirou olhando para o chão sem saber o que falar e a parceira chegou mais perto dele com um ato de consolo dando um olhar de reprovação para a própria irmã.
— E totalmente vergonhoso – Disse Drax rindo entregando um chá forte de Eucalipto para Mantis.
—Drax! Não foi Peter – Mantis respondeu inclinando a cabeça e piscando focando -se em Gamora batendo palmas de felicidade – Isso foi bom. Pra vocês dois . E nem precisei os meus poderes de novo já que vocês finalmente admitiram um para o outro. A-agora eu vou … adorar ter uma cunhada…
— E você vai ser meu cunhado — Nebulosa disse para Peter claramente em choque .
— Eu sou Groot…- O Pequeno Groot disse dando risada e caindo de bunda na cadeira fazendo todos o olharem espantados com o que tinha dito.
— Olha a boca suja, mas é verdade – Peter foi o único que conseguiu responder olhando para Nebulosa que arfou e fingiu que não tinham falado com ela, Antes de se virar para a parceira – Eu te amo.
— Cala a boca, Peter -Ela o puxou para perto dela e o beijou novamente na frente de todos. Drax ligou o rádio para por uma musica para animar as coisas e o que estava tocando “ A (Crazy little) thing called love” . O que fez o Pequeno Groot começar a chacoalhar e dançar enquanto os outros evitavam olhar para o casal.
E foi assim que tudo aconteceu. Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? Pois é essa coisinha louca chamada amor... Sim, a razão de Gamora a fez acreditar em suas palavras, mas seu coração a guiou por um caminho totalmente diferente : Agora ela tinha uma família completa, um amor . O que mais poderia dar de errado ?
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