A (Crazy Little) thing called love
3 A primeira vez que cozinhamos juntos
Notas iniciais
— Hey Quill onde estão os outros ? — Ela disse recepcionando o homem sentada à mesa da Milano notando que ele estava carregando várias sacolas e sem ninguém mais para ajudá -lo. — Espero que não tenha pegado essas coisas fiado e eles estarem pagando com trabalho.
—Claro que não... Drax, Rocket e Kraglin quiseram passar no Parlak e falaram que vão trazer comida pra nave . Eles estão cuidando do Groot e da Mantis. Nebulosa … Bem eu sei lá … ela disse que voltava antes de zarparmos. Tenho a impressão que ela não gosta de mim -Ele fazia caretas toda vez que falava da irmã dela e até que era divertido vê -lo fazer isso por mais infantil que fosse enquanto colocava as sacolas recheadas de coisas sobre o balcão em silêncio. Gamora conhecia muito bem quando estava aprontando e, com certeza, era um desses momentos.
— E descobriu que ela te odeia só agora? — O relacionamento entre Quill e Nebulosa era dificil -...E não está com eles porquê… — Ela se levantou e começou a arrumar uma pilha de papeis num canto da sala de controle.
— Ah achei que seria injusto todos estarem na maior animação e você aqui … Uma vez aprendi que se formos comer, a gente deveria juntar todos e…
— Vai Direto ao ponto, Peter – Ele suspirou se voltando para ele séria .
— Pensei que poderíamos fazer uma festa de aniversário pra Mantis. Você sabe, meu pai a tratava como um animal e mal posso imaginar como é isso …- Ele ficou pensativo e triste sentando-se na bancada onde estava o aparelho de som – Ela deve ter a idade de uma criança então acho que ia ser legal . E além do mais ela é minha irmã e acho que faria o mesmo por Nebulosa.
Aquilo a fez pensar e admitir que sim . Ele estava certo e talvez uma festinha de aniversário para alienígena não fosse nada de mais além de ser algo interessante para celebrarem entre eles e ver se ele tinha dotes culinários para isso.
— Está bem- Gamora largou os papéis e Peter nos olhos não acreditando no que tinha ouvido que ela tinha aceitado o convite. — Por onde podemos começar?
— Talvez... pelo... bolo ? É o que mais vai demorar pra ficar pronto — Ele notou que ela o olhou com dúvidas já que nunca tinha — Bem … eu como bom amigo que sou por modesta parte poderíamos fazê -lo junto . Não aceito um não como resposta.
Ela odiava insistência e o rei da teimosia iria irritá -la pelos próximos dias e meses até que dissesse finalmente um sim. Então resolveu aceitar de primeira para evitar possíveis irritações.
— Ok. Mas com as seguintes condições Peter Quill : Você lava a louça- Ela deu um meio sorriso pondo um avental vendo -o e corando ao vê-lo tirar a jaqueta enquanto lavava as mãos — Eu faço isso toda noite.
Peter Levantou as mãos e jurou com seu coração ao virar -se para a moça que jogou um avental para que não se sujasse, mas como teimoso que era ele não o pôs.
— Eu nunca fiz um bolo assim…. Com tantas coisas estranhas – Ela resmungou pegando um ovo vendo Peter colocar em uma rádio e lavar as mãos com alcool.
— Bem, pra tudo tem uma primeira vez… — Ele pegou copos de medidas e uma bacia e andou de volta até ela que fuçava as sacolas pondo observando os objetos– Isso que você está segurando é um ovo de galinha. Um colega meu tem algumas, não sei como. Tem leite de vaca ,Farinha de trigo, manteiga pra massa. Também pensei em fazer cobertura e desenhar a Mantis no bolo com glacê.
— Quanta criatividade — Ela rolou os olhos pondo as anéis sobre o balcão sabendo muito bem que — E como você aprendeu a fazer isso?
— Videos da Lucille Ball ...e minha mãe. É uma das coisas boas que ela gostava de fazer. Lembro até hoje do meu bolo do meu aniversário de 7 anos que ela fez pra mim… ou foi o de 5... — Ela mordeu o labio inferior notando que ele se perdeu num devaneio momentâneo tentando ter mais clareza fazendo o sorriso de seus lábios sumirem e se concentrar na medida – Ok. Preciso que quebre 3 ovos na bacia e jogue as cascas no lixo. Vou medir a farinha.
Peter era muito sensível quando lembrava- se da mãe ou de Yondu e Gamora sabia que aquilo nunca seria esquecido, contudo , não queria o deixar triste. Ela também se lembrava sua família biológica e dos bons momentos que tinham passado antes das trevas e de Thanos chegar em sua vida e acabar com seu lar. Eles vinham se aproximando cada vez mais desde do que tinha acontecido envolvendo Ego, trocando olhares e flertes ( principalmente Peter que não ficava um dia sem fazer um elogio ou fazê -la rir).
— Pronto . E agora? Ela limpou os dedos no avental parecendo um pouco enojada com a textura do conteudo.
— Leite – Ele mediu o liquido e despejou na bacia enquanto a moça ficava admirando a cor do liquido – Sua vez : você tem que por duas colheres de manteiga . É esse negócio amarelo que parece creme Brule …
Gamora hesitou antes de colocar as duas colheres de manteiga na mistura. Aquele negócio era muito nojento e ela nunca tinha visto uma coisa como aquilo.
— Agora , vamos bater tudo – Peter disse chegando mais perto dela com dois fuês em mãos depois de acender o pequeno forno e pingar algumas gotinhas de baunilha- Um pra mim e um pra você e as coisas vão ir mais rápido. Sentido horário e com movimentos leves. Nada que nem o Karatê kid.
Devagar, eles se aproximaram o suficiente para que seus braços pudessem se tocarem, e começaram a misturar os ingredientes da massa mexendo em sincronia como numa batedeira elétrica (o que não teria sido nada mal teria algo ruim além de poupar tempo), mas o clima não teria sido o mesmo.
— Quer provar a massa antes de pôr na forma? – Peter ergueu o batedor e pegou um pouco da massa semilíquida com o dedo.
— Nojento , Peter...- Ela fez uma careta de nojo porém ao notar que o colega fez bico e estendeu o dedo e ela olhou para os lados – Vai logo .
Ela abriu a boca e Peter pôs a massa dentro de sua boca e lentamente traçar o contorno de seus lábios com o polegar ao som de uma musica que tocava no rádio. Os olhos verdes dele brilhavam e o toque de sua pele era macio por mais que sua mão parecia calejada e suas unhas precisassem de cuidados.
— Acho que a massa está boa – a mão dele deslizou a até a bochecha dela que se inclinou em direção ao toque quente.
— Acho que tenho algo melhor que massa – ele se inclinou e direção a ela para beijá -la quando a alienígena quebrou um ovo que havia escondido em seu peito e riu . — Minha camisa nova…
— Deveria ter posto o avental … O que eu disse sobre a magia pélvica ?- Ela inclinou a cabeça pegando a massa pondo na forma que já viera untada.
— Foram 1000 unidades nela… Então é assim huh? — Ele tirou a camisa pegou farinha de trigo e sorrateiramente andou até ela – Guerra de comida…
— Não. Só foi pra te afastar. — Ela virou -se pra ele e quando menos imaginou, uma nuvem branca tomou conta da sua visão só podendo ouvir uma risada. Seu tom de voz foi para um tom alto e extremamente raivoso – Peter ...
Foi então que ela pode abrir os olhos e vê -lo com um meio sorriso a fitá-la com seu torso coberto de farinha e de um resquício do ovo preparando-se para jogar outro ovo. A pele era avermelhada assim como os pequenos e quase invisíveis pelos que cobriam seu peito. Ela não sabia o motivo que a fez dar um passo pra mais perto como se ele tivesse magnetismo e colocar a mão sobre o peito torneado sentindo as batidas do coração humano . Ele a ergueu a sentando na mesa ainda se debatendo para se livrar dele, enquanto deitava seu corpo por cima do dela .
— Nojento. – Uma voz robótica vinda da porta os fizeram virar: Era Nebulosa carregando algumas sacolas carregadas com suprimentos fazendo uma cara de nojo . Peter suspirou decepcionado olhando para baixo baixando as mãos de Gamora .
— Olá pra você também, Nebulosa. — ele respondeu a alien azul com livrando a parceira sentando -se ao vê -la por a massa no forno seria. — Não tem ninguém pra você estripar? Ou procurar por Thanos?
— Não. Agora não – Nebulosa piscou e virou a cabeça com sorrindo ironica que era meio macabro a certo ponto. Ele podia sentir que ela não arredaria o pé tão cedo e o atormentaria para sempre. — Coloca uma camisa Quill ou vai furar os olhos de alguém.
— Irmã, não quer nos ajudar a encher os balões para a festa da Mantis? Peter vai por uma camisa- Gamora deu um rápido meio sorriso foi para o quarto desapontado .
— Ainda não acredito que você tem a capacidade de … vocês… — Nebulosa rosnou enquanto seus olhos observaram o humano desaparecer no corredor.
Gamora desligou dos comentários da irmã e voltou a sua mente ao que tinha acontecido e quase que de automático pode sentir a textura e pulsação do coração humano à flor de sua pele. Era a melhor sensação que já tinha sentido junto com o cheiro da loção que ele usava. Se não fosse pela sua irmã, talvez pudesse…
— Irmã? — Nebulosa disse a cutucando no braço a tirando de seu devaneio momentâneo — Não acredito que estava pensando nesse idiota!!!!!
— Vamos terminar essa festa – A alienígena verde disse ignorando os quase gritos histéricos da irmã e finalizando os enfeites a festa.
Tudo aconteceu como o planejado. Uma playlist escolhida por Quill, um bolo com um desenho ridículo feito com glacê, Drax e um discurso muito tonto porém bonitinho para Mantis e uma interminável troca de olhares entre o casal durante o parabéns e até algumas risadinhas lembrando o que tinha acontecido mais cedo. Talvez a coisa implícita, não precisasse ficar escondida por muito tempo.
Fale com o autor