A Cor Púrpura De Teus Cabelos
44 Rivalidade
Uma semana depois, Lola e os demais alunos se encontravam sentados em suas carteiras no colégio esperando a hora em que Miranda os despensaria para o intervalo.O sinal bateu mas a professora não os liberou, pois daria um recado para eles.
-Silêncio, por favor. Para somar com a nota da prova, ao invés de aplicar um teste, eu pensei bem e achei melhor que vocês fizessem um trabalho em dupla. Alguns alunos se animaram e Erick lançou um olhar para Lola e ambos sorriram, pois a princípio pensaram que fariam juntos o trabalho. — Porém, eu resolvi que eu mesma escolherei as duplas... — Isso é injusto, professora... — disse alguém baixinho. — É preciso aprender a trabalhar em conjunto com pessoas que vocês não teem afinidade, pois no futuro, no trabalho de cada um, vocês teram que enfrentar isso. — Lá vem bomba... — disse Anna. — Bom, vamos lá. — a professora colocou a mão no queixo e observando os alunos foi formando duplas- Felipe com Carlos, Daniela com João, Fernanda com Pedro... — Tomara que eu não fique com alguém que não gosto... — pensou alto, Lola. — Sofia e Erick — declarou Miranda. Sofia se animou e lançou um tchauzinho no ar para o menino e o mesmo fivou sem graça e apenas acenou com a cabeça. Miranda formava as duplas e alguns alunos se irritavam e ficavam chateados, outros ficavam indiferentes e alguns até gostavam das duplas formadas. — Marcos e Fábio e por fim... Lola e Anna. — Não, professora! Tudo menos isso! — reclamou a loira. — O quê? Não é possível! Não tem como trocar? Me deixa fazer com o Erick, por favor! — implorou Lola. — Não e não! Já disse que escolhi cada dupla com um propósito... Bom, a maioria delas. — Escolheu nos duas com o propósito de ver um assassinato entre nós duas né? — debochou Anna. — Olha como fala, Anna. Aproveitem a oportunidade de aumentar a nota da prova, que em geral foi um desastre. — E qual será o tema, professora? — perguntou Felipe, o clássico nerd da turma. — Bom, cada dupla vai escolher um livro clássico do gênero romance e apresentar para todos um trabalho sobre a importância da obra e o marco na história mundial. A partir da escolha dos livros, vocês podem ir me comunicando pois nenhuma dupla poderá ficar com o mesmo livro que outra. Entenderam? — A senhora não pode colocar uma lista dos libros no quadro? Para servir como exemplos. — uma menima de origem japonesa declarou. — Boa ideia, Laura. Farei isto! Quando a professora iria pegar a caneta esferográfica para escrever os nomes de cada obra literária no quadro branco, o sinal anunciando o intervalo, tocou. Os alunos ficaram em alvoroço e a professora deu a permissão para que eles se encaminhassem para fora da sala. Lola e Anna permaneceram na sala e foram de encontro com Miranda. — Isso não vai dar certo! — Anna disse apontando com o dedo indicador para si mesma e para Lola. — Não adianta virem reclamar, já disse... — Olha, não tem como dar um teste só para nós duas? Por favor, eu imploro! A única coisa que eu quero dessa garota é distância! Anna lançou um olhar bravo para a menina. Miranda respirou fundo e tirou os óculos do rosto. — Não posso aplicar um teste só para vocês duas, entenderam? Não seria justo com os demais alunos. — Mas porquê logo com ela? Nós deixe fazer sozinha! — Anna argumentou. — Aqui nesta sala quem manda sou eu e eu escolho os alunos que eu bem entender. Escolhi vocês duas pelo motivo de não se surportarem e isto não é nada bom. Vocês vivem brigando, sendo que estão no último ano do ensino médio e daqui a pouco irão para a faculdade e carregam uma infantilidade gigantesca em suas costas. Parecem duas colegiais da quinta série brigando por motivos tolos à todo o momento. As meninas arregalaram os olhos e ficaram sem jeito pelo puxão de orelha da professora de português. — Não fiz isto apra provocar ninguém, pelo contrário, fiz isto para dar uma chance de vocês progredirem e crescerem como pessoas e amadurecem logo. Na vida vocês vão aprender que nem sempre trabalhamos ou convivemos com pessoas que gostamos e algumas vezes julgamos as pessoas sem ao menos saber o outro lado da moeda, o eu verdadeiro de cada um. Muitas amizades foram formadas por pessoas que a princípio se detestavam como vocês. Depois desse trabalho, quem sabem não passem a se dar bem ou até mesmo possam virar amigas? — Amiga dessa menina metida? Jamais! — Amiga dessa grossa? Eu não ando com gente assim, desculpa quebrar suas esperanças, professora. — disse Anna. — Bom, apenas pensem nisso e bom trabalho. Passarei a lista dos livros pelo e-mail. Miranda pegou sua bolsa e sua pasta e deixou as meninas na sala em um clima nada agradável. — Então, garota... Onde e quando faremos esse trabalho? — Lola perguntou enquanto descascava as unhas sem olhar no rosto da loira. — Primeiro, não me chame de garota!E segundo, é claro que seria na minha casa pois eu não sairia do meu conforto para ir na sua que nem sei ao menos onde fica. — Tudo bem, pode ser na sua casa. É até melhor...
– Melhor porquê? — Anna perguntou curiosa.– Assim você não infecta o meu lar com o seu veneno. — Lola deu um sorriso amarelo e deixou Anna sozinha fervendo de raiva. — Ah, como eu odeio essa garota! — Anna gritou batendo o pé. Mais uma vez parecia que o destino pregava peças na vida de Dolores. Anna e Lola eram como água e óleo, não se misturavam de forma alguma mas parecia que Miranda queria desafiar a lei da natureza ao colocá-las juntas.
Notas finais
Purples, gostaria de interagir com vocês com relação a um acontecimento na história. Para isso eu preciso que vocês dêem suas opiniões respondendo 1 ( sim) ou 2 (não) à uma pergunta que farei pelo facebook. Basta procurar por " A Cor Púrpura de Teus Cabelos" e curtir a página e me ajudar na decisão ao rumo que a história poderá tomar. Espero a resposta de vocês! Beijos!
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