Em uma tarde de um sábado ensolarado, a menina dos cabelos cor de púrpura se preparava para ir à casa de sua arque inimiga Anna, dona de belos cabelos loiros e dourados como os raios de sol daquele mesmo dia.
Lola havia colocado uma blusa cropped branca com listras horizontais pretas cuja as mangas era estilo "cigana" pois ficavam caídas nos ombros mas era justa, detonada, rasgada e desbotada, de cintura alta, nos pés ela havia calçado um par de coturnos pretos de couro falso. Como ela amava usar maquiagem, usou um delineador nos olhos e na boca ousou no batom vinho e deixou a boca bem marcada.
Após se arrumar, a menina mandou uma mensagem para Anna, avisando que já estava pronta.
As duas iriam se encontrar na esquina da casa de Lola, pois o pai de Anna, o diretor do colégio, iria buscá-la de carro.

*****
Lola estava embaixo de uma árvore se escondendo do sol e estava esperando há alguns minutos a chegada de Anna. Levou um leve susto quando percebeu a presença da menina por trás e sentiu a mão dela a cutucando no ombro.
– Não me viu chegar? — perguntou Anna.
– Que susto! — disse Lola, colocando a mão sob o peito.
– Vem logo pois está muito calor e eu quero ficar no ar condicionado dentro do carro — Anna disse enquanto se abanava com uma das mãos — Me segue! O carro do meu pai está logo ali.
Lola revirou os olhos pela frescura da loira e a seguiu até o carro.
Anna disparou na frente sem se importar com Lola e ela reclamou:
— Vai devagar!
– Anda logo, moleza! — disse Anna implicando.
Como se esperava, Anna chegou primeiro e abriu a porta do carro. Lola deu passos apressados e por fim chegou ao carro. Ambas entraram e se sentaram nos bancos de trás.
– Olá, Dolores! — cumprimentou o diretor.
– Olá! — respondeu Lola apreensiva, afinal não era todo dia qur um estudante do colégio entrava no carro do diretor.
– Então quer dizer que vocês vão fazer um travalho juntas? — perguntou ele enquanto coçava o bigode com uma das mãos e a outra se encontrava encima do volante e ele observava as garotas pelo espelho retrovisor do automóvel.
– Pois é, não tem outro jeito! — deu de ombros Anna.
– Anna! — brigou o pai da garota — Respeite sua colega!
Anna bufou e cruzou os braços.
– E foi a professora Miranda que propôs isto?
– Exatamente, senhor — disse Lola educadamente.
– Quando Anna me contou eu achei que foi uma excelente ideia a dela!
— Ótima ideia? — questionou Anna.
– Claro que sim. Vocês vivem brigando desde o ensino fundamental, já era hora de entenderem ou ao menos começarem a se tratarem bem, afinal vocês não são mais crianças.
— Se darem bem? Nós vamos tentar sobreviver à usto. E isso é só um trabakho, okay? Não pensei que serei amiga dela — Anna apontou para Lola e se referiu à ela com desdém, como ela sempre fazia quando se referia à s pessoas que não gostava,ela os tratava como se não estivessem presentes.
— Olha, não é porquê eu estou no carro do seu pai e na presença dele que eu vou engolir desaforo,garota! E outra, você realmente acha que eu seria amiga de alguém esnobe e prepotente como você?
Anna se sentiu ofendida e ficou boquiaberta.
— Que audácia, garota! Sua grossa!
Ambas começaram a discutir e e então o pai de Anna teve que intervir na discussão.
– Calem-se! — gritou ele.
As jovens calaram-se no mesmo instante e arregalaram os olhos surpresas pela atitude dele.
— Se vocês não se comportarem feiti duas pessoas civilizadas é melhor me avusarem e nem começarem a fazer o trabalho, pois eu posso me comunicar com a professora e cancelar essa atividade e dizer para ela dar zero para ambas.
– Não, pai! Por favor!
– Não! Se eu tirar zero meu pai me mata! — Lola levou as mãos à cabeça em desespero.
– Então vocês me prometem que se comportarão? E que não irão discutir e brigar feito cão e gato?
As duas ficaram caladas por um momento e trocaram olhares.
– Eu prometo!
– Eu também prometo. — declarou Lola.
— Então vamos logo para começarem a fazer esse trabalho. Me ouviram, hein? Qualquer discussão que eu ouvir falarei com a Miranda para cancelar o trabalho de vocês!
As duas abaixaram a cabeça como se estivessem cientes do comportamento que teriam.
Então o diretor deu partida no carro e seguiu caminho para casa. Em todo o caminho as duas mal se olharam e permaneceram caladas por todo o trajeto.