A Cor Púrpura De Teus Cabelos
9 Desejos Proibidos
O sol refletia pela janela quando Lola acordou de seu breve sonho.
— Bom dia! — disse-lhe a professora.— Bom dia. Que horas são? — perguntou a menina ainda sonolenta.— Hora de você levantar, tomar banho e ir para o colégio.— Anda! Estou te esperando na mesa do café da manhã. Deixei separado no banheiro toalha, sabonete e uma peça de roupa para você usar.— Obrigada! — sorriu em agradecimento a menina. Lola levantou da cama, se espreguiçou e deu um longo bocejo. Foi para o banheiro, tirou o pijama e entrou no box do . Ligou o chuveiro e colocou a mão para verificar a temperatura. A água estava morna e ela suspirou devido ao efeito anestesiante que a água fazia em seu corpo. Molhou os cabelos e usou um shampoo da dona da casa. A água percorria pelo seu corpo belo e escultural. Qualquer menina da idade dela ficaria com inveja de seu corpo: magra, alta, cintura fina , seios fartos e curvas que deixavam qualquer homem de boca aberta. O seu rosto também era extremamente lindo: olhos expressivos, maçãs do rosto ressaltadas, nariz fino e arrebitado e a para completar a boca carnuda e sedutora. Quando lavava os cabelos eram sempre o mesmo processo: a cor desbotava em cada lavagem, e junto com o shampoo, a cor púrpura ia embora aos poucos pelo ralo deixando um rastro pelo chão do chuveiro enquanto tomava banho. Lola se secou com a toalha e foi conferir a roupa que iria vestir. Era uma blusa social branca com listras finas verticais da cor cinza e a parte de baixo era uma saia lápis preta, típica roupa de professora de colégio. A menina deu uma gargalhada pela escolha da saia que ecoou até a sala onde estava a professora. Miranda ouviu e foi até ao quarto onde estava a jovem.— O que houve de tão engraçado? — questionou.— Eu estou rindo dessa saia. Ficou horrível em mim. Olhe! — disse rindo. A professora se aproximou da jovem e pelo reflexo do espelho analisou como a saia ficava na menina. Por instinto, Miranda levou as mãos à cintura de Lola. A menina por sua vez , depois de tal ato da professora, olhou-a nos olhos e ergueu uma sobrancelha. Já era a segunda vez que isso acontecia. Quando as duas se tocavam de leve ficavam desconcertadas e Lola parecia que estava gostando desse jogo de flerte.— Eu acho que ficou ótimo em seu corpo. — disse tirando as mãos da cintura da garota.— Não tem nada a ver com o meu estilo, mas...— Bom, se você quiser eu posso te emprestar outra peça de baixo. Que tal uma calça jeans? — disse cortando a fala de Lola.— Claro! Perfeito. Então, Miranda virou-se e abriu a porta do guarda-roupa, para pegar a calça jeans, nesse momento, Lola como era sem pudores, tirou a saia do corpo no mesmo quarto em que estava Miranda, ficando de calcinha diante da professora. A professora , devido ao comportamento de Lola, ficou petrificada, sem ação. Ficou com a mão estendida entregando a calça jeans para a menina. Lola se aproveitou da situação e abusou da sensualidade naquele momento. A calcinha era de renda, meio transparente e na parte de trás era fio dental. A garota virou-se e abaixou-se para pegar a saia lápis que estava no chão. Virou-se devagar, jogando o cabelo pro lado e ficou de frente pra professora entregando-a a peça de roupa. A professora ficou ruborizada e não sabia como agir, então ficou totalmente parada observando tal cena. Lola pegou a calça jeans da mão de Miranda e a colocou bem devagar. Neste momento Miranda acordou deste devaneio e pediu licença para a menina e foi para a cozinha. Se o que Lola queria era mexer com os sentimentos da professora, ela tinha conseguido com êxodo. NARRAÇÃO DE MIRANDA Eu nunca tinha sentido nada parecido por alguém , do mesmo sexo que eu , antes. Lola despertava em mim desejos lascivos e obscuros que nem eu mesma compreendia. Naquele momento, o meu desejo era tocá-la e tê-la só para mim. Poder sentir as curvas daquele corpo com as minhas mãos. Era como se uma luz fosse emitida de dentro dela e quisesse me consumir por inteira. Aquela menina, tão jovem tinha consigo um poder de sedução que me apavorada. Meus pensamentos eram errados. Aquilo não poderia estar acontecendo. Tenho que me recompor e me pôr no meu devido lugar: como uma senhora casada e educadora desta jovem. E meus sentimentos deveriam ser reprimidos por completo, aquilo não era justo e socialmente bem visto pelas pessoas. Eu, particularmente, nunca tive preconceito algum com homossexuais, pelo contrário, já tive amigos que eram deste jeito. E creio que a pessoa já nasce desse jeito e não se torna depois de anos. Aquilo deveria ser crise de meia idade. E não era justo , também, com o meu marido. Henrique era a razão do meu viver. O conheci ainda no ensino médio, ele entrou em minha vida em um momento bastante turbulento em que eu enfrentava uma separação dos meus pais e tive que lidar com a perda , devido à uma doença, de minha avó. Meu mundo estava de pernas por ar e foi Henrique que me ajudou a suportar tudo aquilo. De início, confesso que não queria me envolver pois tinha medo dele machucar meus sentimentos, mas ele foi se mostrando, com o tempo, que era uma pessoa maravilhosa e além de amante era um grande amigo. Eu sabia que podia me abrir para ele , pois estava sempre disposto a me ouvir, consolar e me dar forças. Passaram-se quinze anos e ainda estamos juntos. Somos bem casados, ele é louco por mim e eu nunca o traí. Não quero estragar esse casamento perfeito por sentimentos banais. E devo ter cautela pois sinto que não conseguirei conter tais desejos por muito tempo.********** Miranda estava em pé na cozinha, se segurando na pia, com a cabeça baixa. Lola entrou devagar, pigarreou e sorriu para a professora. Miranda sentiu sua presença e preferiu agir normalmente, agiu como se o episódio ocorrido recentemente nunca tivesse acontecido.
— Amei a calça. Ficou ótima. — sorriu a menina.— Que bom que lhe agradou. Vamos tomar café então, pois temos que chegar cedo no colégio. Dentro do carro, Miranda segue caminho para escola, dizendo que Lola deve conversar com o seu pai e esclarecer o que houve na noite passada. Lola assentiu e disse que faria isso. No estacionamento do colégio, onde era quase desertou e era frequentado na grande maioria pelos professores, Miranda estacionou o carro. Antes de Lola sair do carro, ela perguntou para a professora.— Professora, posso lhe dar um abraço? Em forma de agradecimento por tudo que fez por mim. Se não fosse a senhora, aquele cara nojento teria abusada de mim. Nunca tive uma professora tão legal quanto a senhora. A maioria só briga com os alunos.— Claro que pode. Lola se aproximou de Miranda, abriu os braços e a abraçou. As duas ficaram abraçadas por alguns segundos e Lola foi quem se separou primeiro do abraço. Neste momento, a garota olhou bem nos olhos verdes de Miranda e avistou sua boca. O desejo de beijá-la se acendia dentro da menina. Então, se deixando levar por tal sentimento, Lola tocou os lábios da professora com os seus carnudos e doces lábios. A professora por sua vez, ficou novamente sem ação. Não a repeliu. Ficou petrificada novamente, sem ação, sem saber o que fazer. Os lábios de ambas se encontraram e assim ficaram por certos segundos. Lola se afastou, abaixou a cabeça e ruborizou na hora. A única coisa que conseguiu dizer foi sussurrar um ''desculpe-me'' e saiu correndo pelo carro a fora. Deixando Miranda dentro do carro, sozinha, analisando , pasma o que tinha acabado de acontecer. Lola entrou no colégio, foi para o banheiro feminino e jogou um pouco de água da torneira em sua face para tentar se despertar do transe. Se apoiou na pia do banheiro e pensou, dizendo alto:— Eu não deveria ter feito aquilo... Neste momento, Lola levou um susto pois a porta do banheiro tinha sido aberta bruscamente, revelando a presença de outra pessoa naquele lugar. Era Anna, a filha esnobe do diretor. Esboçando um sorriso malicioso, Anna perguntou:— Anda aprontando como sempre, esquisitona? — disse rindo enquanto lavava as mãos.— Vai cuidar da sua vida, garota! — respondeu Lola.— Eu se estivesse em seu lugar, cuidaria da sua vida, pois mais um deslize seu, é capaz de ser expulsa desse colégio. — disparou a loira. Lola revirou os olhos. Anna ao invés de secar as mãos no papel toalha, balançou-a toda molhada perto do rosto de Lola, provocando-a.— Se cuida, garota! — disse em saída a filha do diretor. Uma luz de desespero se ascendeu dentro de Lola, pois pensou que talvez alguém pudesse ter avistado o que aconteceu entre ela e Miranda. Lola começou a imaginar o que isso poderia ocorrer caso alguém realmente tivesse visto. Seus pensamento foram cortados pelo barulho do sinal do colégio, fazendo-a seguir seu caminho para a classe. Lola saiu do banheiro e levou as mãos à boca lembrando do breve beijo e sorriu devido à lembrança. No estacionamento, Miranda ainda tentava se recompor dentro do carro. Saiu do carro, bateu a porta e olhando pros lados tentou enxergar e perceber se alguém poderia ter visto tudo o que tinha acontecido. O barulho do sinal também despertou Miranda de tais pensamentos, e ela então, seguiu seu caminho para dentro da escola, ainda abalada e confusa com tudo aquilo que tinha acabado de acontecer.***** NARRAÇÃO DE ERICK Hoje seria o primeiro dia em que eu pilotaria a minha moto nova. Ganhei de presente de aniversário do meu pai. Estava todo feliz e queria compartilhar tal notícia com a minha melhor amiga Lola. Mandei mensagem para ela pelo celular mas ela não me respondeu de volta. Deduzi que dentro da galeria, talvez, não pudesse usar o aparelho. No dia seguinte estreei minha moto pelas ruas da cidade à caminho do colégio. Fui pela entrada dos fundos e estacionei minha moto onde todos os professores e alguns alunos estacionavam seus veículos. Estava desligando a minha moto e tirando meu capacete quando reconheci o carro da professora nova. Eu iria ao encontro dela, para perguntar como tinha sido a visita para galeria mas então algo me repreende. Um cabelo com a cor bem chamativa me chama a atenção. Era Lola, com toda a certeza. Não poderia ser outro pessoa. As duas estavam conversando e de repente se abraçaram, quando se soltaram uma dos braços da outra, Lola se aproxima e beija a professora. Eu não estava acreditando no que registrei diante de meus olhos. Aquilo só podia ser peça da minha imaginação. Mas então a porta do carro se abriu e eu me abaixei atrás de uma árvore e fiquei em total silêncio. Lola saiu do carro e seguiu rumo à escola. A professora continuou dentro do carro por uns instantes, depois saiu e ficou observando em volta como se quisesse conferir se alguém estava espiando. Devido a minha proteção atrás da árvore, a minha presença foi despercebida. Deixei que a professora fosse para a escola e fiquei parado, encostado na árvore, ainda sem acreditar no que tinha presenciado. Se aquilo fosse verdade e chegasse no ouvido do diretor aquilo daria uma confusão danada. Me senti triste ao pensar que talvez eu não fosse considerado tão amigo de Lola como eu a considerava. Eu contava tudo o que acontecia em minha vida para ela. Meus planos, sonhos, vitórias e fracassos. Em todos os momentos ela estava presente mas Lola parecia distante nesses últimos dias. Sempre nos falamos pelo celular antes de dormir e ela não responde mais as minhas mensagens, na hora de ir para o colégio sempre vamos juntos e eu a espero mas nesses últimos dias ela tinha ido na frente sem me esperar. Quando a chegada da minha moto eu queria contar que estava feliz e animado para alguém, e até cheguei a pensar que o meu presente seria como um elo para eu poder voltar a conversar como antes com Lola. Depois do que acabei de presenciar, receio que talvez não conheça totalmente essa pessoa que eu considero, ainda, como a minha melhor amiga. E o meu único segredo, não revelado para ela mas que fica explícito em meus atos, é que eu nutro uma paixão pela minha melhor amiga. Não sei se o que eu estou sentindo é raiva, surpresa, desgosto ou tristeza por ter visto tal cena. Preciso conversar com Lola, e de hoje não passa.
Notas finais
Pessoal, neste capítulo o amor das duas foi selado por um beijo. Já de princípio o breve encontro delas poderá ser abalado por um terceiro que está cego de ciúmes. Será que Erick usará o que viu como uma arma para eliminar a professora de seu caminho e deixá-lo livre para ter o coração de sua amada?
Bom, isso revelarei nos próximos capítulos. Espero que tenham gostado! Comentem o que acharam. ♥
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