A Constante da Bad

7 Capítulo 7 - "Wrong, do it again!"


Notas iniciais
Foi mal, acho que tenho que virar cardiologista depois dessa fic.

Era o pior dia pra isso acontecer, poxa. Jesus tinha acabado de morrer, e a gente se pegando. É meio desrespeitoso se for parar pra pensar. Mas, sei lá, Jesus mal era amigo meu e ele nem conhecia o Vinny, só conhecia o Math. Então, não era errado, de qualquer forma.

O Vinny havia me jogado na cama, e se sentado no meu colo para me beijar, mas eu inverti, com um movimento rápido, eu o joguei na cama e me sentei no colo dele, com minha bunda posicionada (propositalmente) no pau dele, o qual eu conseguia perceber que estava duro (e não era muito difícil, afinal, era grande. BEM GRANDE).

Nós nos beijávamos sem parar um único segundo, sem parar com “American Jesus” do Bad Religion tocando baixo ao fundo. Era um momento perfeito. Ele me girou e me colocou novamente por cima, mas dessa vez me colocou deitado para que ele pudesse colocar as mãos dele na minha bunda. Diferente do seu irmão, a mão dele era leve, mas era rápida, e sabia exatamente onde pegar. Ele removeu minha camiseta e começou a arranhar minhas costas. Quando eu estava prestes a arrancar a blusa dele, ouvi minha mãe gritar lá embaixo:

– Gente! Já é 23:30! Vai ficar muito tarde pro Vinícius ir embora! Ele pode voltar amanhã.

E então eu broxei. E acho que ele também.

­- É melhor você ir embora, Vinny. – Sussurrei no ouvido dele – Minha mãe é aquele tipo insuportável, se você não sair em dois minutos é capaz de ela subir aqui no quarto pra ver o que está acontecendo, e vai ser meio estranho se ela me ver te pegando. – E dei uma risadinha. Ele riu também.

– É. É melhor eu ir indo. Coloca uma blusa pra ela não ver isso que fiz nas suas costas.

Eu me levantei e ele logo após, coloquei a blusa de volta. Demos mais uns dois beijinhos e descemos. Minha mãe estava lá embaixo com os braços cruzados com aquela cara de insatisfeita que eu sabia o que significava, mas para outra pessoa era apenas neutra.

– Vinícius. – Ela chamou.

– Senhora? – Ele respondeu.

– Onde você mora mesmo?

–Ahn... A duas ruas atrás.

– E... – Disse minha mãe – Como que Jesus morreu mesmo?

– Crucificado. – Eu disse – Os romanos o crucificaram, depois jogaram o corpo em uma caverna, fecharam com uma pedra e três dias depois ele ressuscitou.

E comecei a gargalhar. O Vinny se conteve para não rir junto, mas você via que ele estava disfarçando.

– Ele caiu com a cabeça na rua, naquela parte asfaltada da praça sabe? E então veio um carro e passou por cima dela. Foi bem feio.

– Ah, porque o Ganesha não foi pra delegacia?

– Ele não estava sóbrio. Se ele fosse para a delegacia, além dele não se lembrar de nada, alguém podia usar isso contra a gente, querer prender um de nós por não ter ajudado ou algo assim...

– Não, eles não podem fazer nada, não foi culpa de nenhum de vocês, a culpa foi única e exclusivamente do motorista. Enfim, você precisa ir embora, não é mesmo? Já é quase meia noite. Você sabe que aqui é muito perigoso.

– Sim senhora. Estou indo, qualquer coisa, amanhã eu retorno.

– Ah mãe, é com ele que eu vou assistir o Man of Steel amanhã. – Disse.

– Mas amanhã não é o enterro do Jesus? – Minha mãe disse.

– Puts, é verdade – Disse o Vinny – Porque nós não marcamos pra depois de amanhã Gan? Porque vai ser complicado você dizer pra Tainá que você não foi ao enterro do ex-namorado dela porque você foi ao cinema comigo.

– É. Então vamos, eu te acompanho até a porta.

Ele se despediu da minha mãe e eu o levei até o portão. Fechei o portão atrás de nós, olhei para os lados e como não tinha ninguém na rua, eu dei um beijo nele no portão de casa mesmo. Mas foi só um e bem rápido.

– Tchau Gan, até amanhã.

– Tchau Vinny, até amanhã.

E entrei todo feliz da vida e fui correndo para o quarto, pra que não desse nem tempo da minha mãe vir me falar alguma merda, porque olha, eu não estava disposta. Tirei toda a minha roupa e entrei no banho. Molhei meu cabelo e fiquei pensando em tudo que aconteceu esses dois dias: Conheci um menino lindo e ele vira meu crush, fiquei com outro menino lindo, descubro que um é irmão do outro, fico bêbado na praça, meu amigo morre e beijo o meu crush. Minha vida poderia virar um livro. Ou uma fic de adolescentes, ia ser bem famosa.

Para não perder o costume, apenas para não perder o costume, eu me masturbo no banho, pensando em quem? ADVINHA? Isso mesmo, no crush. Lembrando daquela sensação que foi sentir o pau dele... Cara foi muito bom aquilo. Eu poderia bejia-lo durante anos e anos seguintes. Terminei o banho, me sequei, coloquei apenas uma cueca e fui dormir, já estava tarde e amanhã eu iria para a escola.

Tive um sonho muito estranho. Eu via um octógono com alguns adolescentes dentro, batendo em um menino vestido de drag. Foi muito real, eu sentia os socos e os pontapés que era dado, foi muito bizarro e doloroso ao mesmo tempo. E então, o despertador tocou e me tirou daquele transe infernal. Ainda bem.

Levantei-me, me troquei, escovei os dentes, penteei o cabelo, fui até a cozinha, comi uma banana e sai para a escola. Passei na casa das minhas amigas, mas, nenhuma novamente iria hoje. Descobri que duas delas estavam viajando e as vacas não me disseram nada. Vai ter volta isso. Inclusive evitei passar na Tainá, não sabia o quão bem ela estava para me atender no portão, só para me dizer que ela não iria à escola. Também não tinha moral de ir à casa do Math pra chamar ele, porque tinha acabado de pegar o irmão dele, no dia seguinte em que o peguei, então achei melhor evitar essas coisas.

Resolvi ir direto pra escola, pela rua que geralmente não vou, porque fica muito fora de rota da casa das minhas amigas, mas é mais fácil de ir pra escola por aqui. E então o Pedro, com mais seis meninos aos quais eu não conheço, vieram e pararam na minha frente:

– Ganesha! Era você mesmo que eu queria ver agora. Você não sabe como eu queria falar com você! Como você está?

– Tô bem. Por quê?

– Você já viu o seu vídeo que anda rolando por ai?

– Vídeo meu?

– É, você mamando o pau do Matheus no banheiro. Quase todo mundo da escola tem esse vídeo?

– Como assim?

– Um vídeo, seu, mamando, o , pau, do, Matheus – Disse ele pausadamente. – En-ten-deu?

– Eu já havia entendido, só não quero, crer, deixa eu ver esse vídeo.

Então o Pedro tirou um celular do bolso, procurou na galeria de vídeos do celular e me mostrou um vídeo, de mim chupando o Matheus... Nossa... Será que ele gravou esse vídeo cara? Ou será que tem uma câmera no banheiro? Só sei que no momento eu fiquei sem reação, sem saber o que fazer.

– Fora que também temos essa foto – E me mostraram uma foto de eu beijando o Vinícius – E como eu já havia comentado com você a algum tempo e com os meninos, não aceitamos viadinhos na nossa escola, certo rapazes?

– Mas eu sou como vocês! – Gritei – Também sou um ser humano!

E então, ele me deu o primeiro soco no estômago.

– Não como nós, porque a gente gosta de buceta. – E todos riram.

Um veio e chutou minha perna, fazendo assim com que eu caísse no chão. Logo após, todos se abaixaram e deram vários socos e pontapés em diferentes áreas do meu corpo, pernas, braços, barriga, costelas, rosto, e depois de cinco minutos contínuos dessa surra, tudo começou a se esvair até ficar totalmente preto.

Notas finais
Peço o favor que entre em contato comigo para que eu saiba se devo continuar a história ou não . Facebook: Vinícius André Junqueira Email: viihzin@hotmail.com, eu ficaria muito grato. De verdade.