A Collab Tale - Oito
2 O Observador - Vampiritico
"Daniel viveu até os 12 anos em El Nath, onde teve uma infância feliz e livre de preocupações. Ele começou a roubar com 8 anos, quando sua mãe adquiriu uma doença e seu pai, já idoso, não podia fazer nada. Ele roubava, principalmente, pessoas de fora da cidade, que desciam a torre Orbis, mas quase nunca matava, ou se quer confrontava as vitimas. Mas ele não podia evitar totalmente que isso acontecesse. Porem, nem tudo foi assim na vida dele. Um dia, Daniel estava na Vila Feliz, uma vila próxima a El Nath, quando viu alguns homens, de roupas negras e chapéus de “carteiro” interrogando a vila.
Achando que eles tinham dinheiro, o garoto tentou roubar o grupo, um por um. Falhou na primeira tentativa, e eles o capturaram, e torturaram. No meio disso, fizeram com que ele revelasse onde sua família morava, e mataram sua mãe na sua frente. Ninguém tentou impedi-los. Depois, levaram o garoto para Edelstein, onde o deixaram preso por algum tempo, quase 6 messes. Diferente de muita gente, o garoto não foi levado para o laboratório, pois foi considerado de “Baixa Qualidade”.
Os Black Wings já planejavam matar o garoto. Um dia a prisão foi invadida e, em parte, destruída por um grupo rebelde em Edelstein. o garoto aproveitou isso e com habilidade arrombou e fugiu junto com o grupo. Porem, logo se separou deles, e seguiu seu caminho na cidade. Ele aprendeu a usar a adaga na rua, e entre roubos e brigas, conseguiu “seu lugar” em Edelstein. Conseguiu viver no porão de uma casa, pagando aluguel com o dinheiro que consegue dos roubos. E apesar de tudo que passou, depois da morte de sua mãe e da fuga da prisão, ele sentiu um sarcástico orgulho, e sempre está Alegre, pois diz que 'Não tem nada mais que o faz ficar triste.'"
Daniel estava sentado na beira do topo de uma casa. Não era muito alta, mas era o suficiente para o garoto não ser percebido. Armado apenas com sua adaga, ele aproveitava sua capa Negra para se esconder. A casa ficava próxima de um prédio (prefeitura) O que fazia com que uma sombra cobrisse o telhado da casa totalmente naquele momento do dia. Perfeito. Mas o garoto agora não se importava com isso. Ele percebera um movimento estranho em Edelstein o dia inteiro. Os Black Wings estavam entrando em casas, destruindo as portas. Interogatórios agressivos foram feitos. Mas nada de tortura, até o momento.
O garoto observava um menino, proximo a casa, brincando. Era engraçado olhar o garoto e tentar se ver no pequeno garoto. Isso o remetia a sua infancia.
Mas isso não importava no momento, quando ele viu um grupo de Black Wings se aproximarem do pequeno. O garoto chutou a bola com que brincava, e uma das pessoas do grupo a pegou, e jogou longe, passando proxima da casa onde Daniel estava. Então, eles cercaram o garoto.
– Olha, o que temos aqui...- Disse um dos membros daquela organização.
– Minha bola! — Gritou o garoto, como se fosse a coisa mais importante no momento. Daniel viu um outro homem do grupo levatando o garoto pela gola da camisa, e olhando para um emblema no peito do garoto. Daniel tinha uma visão boa, e sabia o que era: O simbolo dos revoltosos de Edelstein.
– Onde conseguiu isso, garoto?- Disse o homem, com um tom de raiva e brutalidade.
–Não é de sua conta.- O garotinho cuspiu no rosto do homem, e Daniel, no alto da casa, sorriu. O homem, furioso, jogou o menino no chão, com raiva, e o grupo começou a chuta-lo, fazendo perguntas. Daniel precisava agir rapido.
Ele se posicionou rapidamente, e então, com a adaga em punhos, se jogou da casa. Ele derrubou um homem no chão, enfiando a adaga nas suas costas e o usando para aparar a queda. O homem morreu com o impacto e a adaga nas costas, mas Daniel não parou por ai. Ele tirou a adaga das costas do homem, e girando, rapidamente ficou de pé, passando na lamina no pescoço de outro homem. Então, ouviu um som zumbindo no ar, e virou rapidamente, aparando o outro homem, que usava uma espada. Ele chutou os genitais do homem, que caiu no chão desmaiado. Daniel se virou rapidamente, só para ver o homem avançar nele, também usando uma arma branca. Eles não queriam fazer barulho. Daniel se jogou pra trás o mais rapido que pode, e a espada passou raspando em seu peito, cortando uma parte da camisa e a pele de Daniel. Ele sentiu a dor, mas no momento, não podia se importar com ela. Deu alguns passos pra trás, vendo o homem já se preparando para dar o golpe final nele.
Agiu rapido. Quando viu o homem avançando em sua direção, abrindo a guarda totalmente para lhe cortar, ele arremessou a adaga, que atingiu o homem na garganta. Ele viu os olhos do homem virarem enquanto ele caia.
Daniel recuperou a adaga, e olhou para o garotinho, que parecia assustado. Devia ter uns dez anos. Seus olhos estavam arregalados, e ele estava de boca aberta. Daniel se sentiu um monstro, mas sabia que havia feito o certo. Ele virou para o garoto e disse:
–Me desculpe...- O garoto não assentiu, nem se quer se mexeu. Daniel deu um soco na boca do estomago dele. O garoto "desmaiou". Ele o segurou antes de cair no chão, e disse.- Mas nem você pode ficar aqui.
Ele arrastou o garotinho para a parte de trás da casa onde ele estava, e deixou ele lá, encostado na parede de casa. Então, olhou ao redor, procurando algo, que achou facilmente. Ele pegou a bola e deixou no colo do garoto. Ele parecia dormir. Daniel sorriu, e então correu do local. Certamente, os gritos dos homens alertariam mais grupos, e ele não poderia lutar com alguém com armas de fogo.
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