Cho: Ele não está morto! Já fez massagem cardíaca em alguém?

B: Sim, mas ele é muito pequeno e frágil.

Cho: Eu sei, é por isso que você vai usar dois dedos e não suas mãos. Faça uma leve pressão.

B: Eu tenho medo.

Cho: Medo não vai ajudar em nada, ele só tem você agora, Bucky.

Bucky consentiu e apoiou o bebê na manta e fez a pressão de leve no peito do bebê, intercalando com respiração boca-a-boca.

B: Vamos, bebê! Me ajuda! Força.

Cho e Hill aguardavam com ansiedade no hospital. Hill roeu todas as unhas e fechou os olhos, imaginando se tinha perdido além de Natasha, o bebê, foi quando ela ouviu um choro de neném.

B: Oh meu Deus, consegui! Ele está aqui. Está chorando.

Bucky também chorava junto com o bebê, ele estava muito nervoso. A responsabilidade era muito grande.

Cho: Muito bem, Bucky. Procure outra manta para cobrir ele.

Bucky obedeceu e ficou segurando o bebê que ainda chorava.

B: Ele está chorando muito. Por que não para?

Cho: Sim, está assustado, mas deixa chorar, daqui a pouco ele se acalma.

– Preparando para pousar no hospital, senhor.

O piloto avisou e aterrissou na cobertura do hospital.

Uma equipe já estava a postos e removeu o corpo de Natasha, a levando para o centro cirúrgico. Outra equipe levou Sam desmaiado para uma sala e o reanimou.

Cho pegou o bebê dos braços de Bucky e o agradeceu.

Cho: Você salvou os dois.

B: Eles vão ficar bem?

Cho: Vão!

Steve chegou na recepção do hospital, todo arrebentado. Conduziram ele até a sala de espera. Steve nem conseguia se sentar de tão nervoso.

Bucky apareceu na sala de espera, todo ensanguentado e com placenta no corpo. Steve o olhou chocado.

S: Bucky! Natasha?

B: Cho disse que vão ficar bem.

S: E o bebê?

B: Bem, está com a Cho, recebendo atendimento.

S: Então já nasceu?

Bucky consentiu com a cabeça e sorriu, apesar de exausto.

B: Você é pai agora.

H: Graças ao seu amigo! Ele fez o parto no jato, cortou o cordão umbilical e ainda reanimou o bebê.

Hill completou. Steve não conseguiu se conter e chorou. Abraçou o amigo e agradeceu.

Cho apareceu na sala de espera.

Cho: Será que o pai quer ver o filho?

Steve e Bucky se abraçaram mais uma vez. Sam veio correndo, antes deles terminarem o abraço e abraçou os dois.

H: Nossa, nunca vi nada tão gay na minha vida.

Cho: Vamos, por aqui.

Cho fez Steve e Sam vestirem camisolas do hospital, pois estavam com roupa da rua e o bebê já tinha sido banhado. Sam insistiu que tinha direito de ver por ser padrinho. Cho desistiu de tentar convencer ele a esperar.

Cho abriu a porta do quarto de Natasha, mas ela não estava lá, só o bebê, chorando.

Steve parou na porta um minuto, para assimilar que o filho dele estava no mundo e bem ali na frente dele. Steve se aproximou e pegou ele no colo.

S: Shh... Sh... rapaz. Está tudo bem.

O bebê parou de chorar assim que ouviu a voz de Steve.

Sam: Ele é perfeito, cara.

Steve suspirou e sorriu olhando o filho.

S: É sim.

Steve olhou para Cho.

S: Natasha?

Cho: Ela vai ficar bem, os médicos pararam a hemorragia e vão trazer ela pra cá em 2 horas. Parabéns, papai Rogers!

Hill apareceu na porta do quarto.

H: Posso ver ele?

S: Claro.

Hill se aproximou e olhou para James.

H: Ele já se parece tanto com você. Os olhos azuis como o seu, olha só.

Hill sorria para o bebê e estava encantada. Sam observou, primeira vez que ele viu Hill sendo humana de verdade, o que a deixou bem mais atraente.

H: Contanto que você puxe a inteligência da sua mãe!

Hill falou para o bebê e Steve a olhou com repreensão.

S: Quer segurar ele?

H: Eu? Não! Eu nem sei segurar bebês.

S: Por que não se senta na poltrona e tenta?

Hill estava sem graça, mas ela queria segurar o bebê. Ela se sentou e Steve colocou o bebê no colo dela, o bebê começou a chorar de novo.

S: Sh... sh... É a tia Hill, tá tudo bem.

O bebê foi parando de chorar, ficou só resmungando.

H: Tia Hill?

Steve riu.

H: Qual o nome dele?

Hill perguntou, apesar de saber o nome antes dos pais.

S: Ainda não escolhemos.

Sam: Samuel Rogers!

Steve balançou a cabeça negativamente, rindo.

Steve quis tomar banho, antes que Natasha voltasse e terminasse o horário de visita. Ele aproveitou para deixar o bebê aos cuidados de Hill e Sam.

Quando Steve retornou, passou na enfermaria para tomar uns pontos da ferida que estava na cabeça e se dirigiu pro quarto. Natasha já estava lá, mas sob efeito da anestesia, dormia profundamente.

H: Eles estão dormindo.

Sam: Você precisa de mais alguma coisa?

S: Não, Sam. Muito obrigado! Aliás, pode passar no meu apartamento e trazer uma roupa pra mim e pra Natasha e a bolsa do bebê.

Sam abraçou Steve e saiu com a Hill.

Steve ficou olhando para o bebê e Natasha e não podia estar mais feliz de ter os dois com ele.

Steve sentou na poltrona do lado da maca da Natasha e acabou pegando no sono, acordou tarde da noite, quando o bebê acordou e começou a chorar desesperadamente.

Uma enfermeira apareceu e levou o bebê, disse que ia alimentá-lo, já que Natasha ainda não tinha acordado.

A enfermeira trouxa o bebê mais calmo.

Steve pegou ele no colo e a enfermeira saiu e fechou a porta.

Natasha moveu a cabeça e abriu os olhos lentamente, tentando reconhecer onde estava. Ela olhou para Steve com o filho dela nos braços e sentiu um alívio enorme por ele estar vivo e até esqueceu que ela também está.

Steve a olhou e sorriu.

S: Olha o que fizemos.

Steve abaixou o bebê para Natasha ver. Natasha deu um pequeno sorriso e suspirou.

N: Ele está bem?

S: Sim. Quer segurar?

N: Eu não sei.

Steve se aproximou.

S: Consegue se sentar?

Natasha se ajeitou para sentar, ainda sentia um pouco de dor no ventre. Steve colocou James no colo dela. Natasha não pôde evitar de deixar uma lágrima cair ao ver o filho pela primeira vez. Ela não removeu o olhar dele. Segurar ele nos braços era a sensação mais reconfortante nesse mundo.

N: Como é possível amar tanto alguém que acabei de conhecer?

Steve a olhou e olhou para o filho e sorriu.

S: Você conseguiu!

Steve beijou a testa de Natasha.

A enfermeira bateu na porta e entrou, trazendo uma fralda. Ela era japonesa.

– Trocar bebê. Fralda.

S: Hã?

– Você pai, ou você mãe. Trocar bebê. Fralda.

Steve olhou para Natasha. Natasha enxugou a lágrima.

N: Ele já faz essas coisas? Toma, Steve.

S: Eu não sei trocar fralda direito, lembra do Chá?.

N: E eu? Ele é muito pequeno, tenho medo de quebrar.

S: A senhora não pode fazer isso?

– Pai. Mãe. Não sabe trocar fralda bebê. Americanos ordinários! Okay bebê, vem bebê. Eu trocar bebê fralda.

A enfermeira pegou ele dos braços de Natasha e Natasha ficou nervosa, ela não queria se afastar dele. Mas a enfermeira o trocou ali no quarto mesmo e o devolveu para Natasha.

N: Steve?

S: Oi?

N: Ele dormiu, coloca ele no berço, por favor.

Steve pegou ele e colocou no berço, ele notou que colocaram uma pulseirinha no braço do bebê, mas não tinha nome.

S: Ele precisa de uma identificação.

N: Eu escolhi um nome.

Steve olhou para Natasha com as sobrancelhas arqueadas.

N: Eu quero que seja James.

Natasha estava com receio de Steve sentir ciúme, mas na verdade esse foi o primeiro nome de menino que Steve pensou, desde a época que eles estavam escolhendo nome de bebês, mas ele nunca teve a oportunidade de dizer, ainda mais depois da briga com o Bucky, que quase fez ele desistir de chamar o filho de James. Steve sorriu para Natasha.

S: Eu gosto.

Natasha sorriu.

N: Teremos que deixar Sam ser o padrinho, sabe disso?

S: Você vai querer que ele seja batizado?

N: Eu sei que você quer.

Steve sorriu de novo e sentou na beira da maca de Natasha, segurou na mão dela e ficou brincando com os dedos dela.

S: E quanto ao Clint?

N: Ele vai entender. Ele pode ser padrinho de consagração.

Os dois riram, até Natasha desmanchar o sorriso, suspirar e fitar Steve. Steve não notou que ela o olhava de maneira diferente, até o silêncio começar a ficar estranho. Steve também desmanchou o sorriso e os dois ficaram minutos sem dizer nada, só se olhando, quase sem piscar.

Natasha abaixou o olhar primeiro e disse sussurrando para não acordar James.

N: Lembra quando você me ligou para reclamar do Tony? Que eu ia te dizer algo e desisti?

Steve confirmou com a cabeça.

S: O que tem?

N: Eu ia dizer, como ia dizer várias outras vezes e não consegui. Eu...

Natasha levantou o olhar até cruzar com o dele de novo. Steve a olhava cheio de ternura nos olhos. Como sempre.

N: Eu... amo você.

Steve não esperava ouvir isso, mesmo Natasha levando esse tempo todo explicando. Ele achou até que não ouviria nunca, já nem esperava mais ouvir, já nem se importava. Mas agora que ele ouviu, ele se importa e muito. Esse sorriso bobo que estava nos lábios dele era involuntário. Steve chegou a corar.

S: Eu também te amo. Muito.

Natasha suspirou e sorriu. Ela estava engasgada com isso há tento tempo, que agora ela estava aliviada e orgulhosa de si mesma por ter conseguido expressar seus sentimentos.

N: Eu devia ter dito antes, porque eu te amo tanto que às vezes me sinto sufocada. Teve tantas vezes que eu quis dizer. Mas eu... Eu...

Steve não deixou ela terminar a frase, sentou mais para frente, segurou o rosto de Natasha com ambas as mãos e colou os lábios nos dela. Natasha foi pega de surpresa, mas correspondeu logo ao beijo, repousou a mão sobre a dele, enquanto matava saudade de encostar a língua na dele e sentir todo esse amor que Steve sabe passar num beijo. Eles finalizaram o beijo, com longos e repetidos selinhos.

Steve encostou a testa na de Natasha. Natasha roçou a ponta do nariz no nariz de Steve e deu um cheirinho nele e deu mais um selinho.

Eles se olharam bem de pertinho e ouviram James emitir algum som, ele estava acordado, mas não chorando. Os dois olharam para James e sorriram.

Notas finais
Consegui me redimir? Consegui fazer você sorrir? Como foi ver Natasha assumindo seus sentimentos, pela primeira vez?