A Civil War Upon Us
22 Capítulo 22
Steve dormia na poltrona e Natasha na maca. James acordou 2 horas depois, chorando. Natasha e Steve acordaram. Steve pegou James no colo.
S: Eu acho que é fome.
Natasha olhou para Steve, petrificada.
S: Quer tentar amamentar ele?
Natasha abriu a boca mas não saía palavra nenhuma.
Steve colocou James no colo dela.
S: Quer que eu saia?
Natasha fez negativo com a cabeça.
Natasha abaixou a camisola e tentou fazer James mamar, mas ele só chorava.
N: Eu não sei como fazer.
S: Inclina ele mais pra você.
James conseguiu encaixar a boca, mas nada saía e ele voltava a chorar. Natasha estava nervosa.
N: Eu acho que estou fazendo errado. Chame a enfermeira.
Steve foi no corredor e não viu ninguém, James já estava berrando.
N: Meu Deus, o que está acontecendo?
Steve ficou nervoso e esqueceu que haviam outras grávidas e gritou por ajuda. A enfermeira veio na direção dele, esbravejando que eles tinham acordado todos os bebês. Literalmente todos estavam chorando agora.
– O que?
S: O bebê está com fome.
A enfermeira olhou para Natasha.
– Ajuda bebê, aperta mama. Aperta.
Natasha apertava, mas nada saía.
N: Eu acho que não tenho leite.
A enfermeira olhou o laudo de Natasha, que estava numa prancheta preso à maca e viu as anotações de Cho, sobre ela não ter produzido leite.
– Okay. Eu levar bebê.
N: Não.
– Bebê fome.
S: Está tudo bem, Nat.
A enfermeira levou James e o trouxe mais calmo. James ainda acordou mais 3 vezes naquela noite.
Quando Steve acordou na manhã seguinte, Natasha estava de pé com James no colo.
S: Você devia estar na cama.
N: Me sinto bem.
S: Ele está bem?
Natasha fez positivo com a cabeça e estava nitidamente triste.
S: O que foi?
N: Eu não posso alimentar meu filho. Como serei uma boa mãe?
S: Natasha, para quem nem podia ter filhos e foi considerada como gravidez de risco, quase morreu, quase perdeu o bebê... Não amamentar é o de menos.
N: Eu sei, mas...
Steve levantou e a abraçou de leve para não apertar James.
S: Ele estar bem é o que importa, não é?
Natasha e Steve ouviram batidas na porta.
S: Pode entrar.
Era Sam, Bucky e a Sra. Johnson.
Sam: Dindo chegou, pequeno Sam.
Disse Sam, pegando James do colo da Natasha.
N: O nome dele é James.
Sam estava ofendido. Bucky olhou para Steve e Natasha, chocado.
B: Sério?
S: Você o salvou e o trouxe à vida. Nada mais justo.
Sam: Eu estava lá também! Por um curto espaço de tempo, mas estava.
Natasha encostou a mão nas costas de Sam, para consolá-lo.
N: Eu sei e eu sou muito grata aos dois, é por isso que escolhemos você para padrinho.
Sam sorriu e olhou para James.
Sam: Ouviu isso, Buckyzinho. Saca só, o que eu trouxe para o meu afilhado favorito.
Sam tirou de uma das sacolas, uma blusa de basquete tamanho de bebê.
Natasha abraçou Steve pela cintura e olhava para Bucky,
N: Obrigada.
Bucky sorriu sem graça e apertou a mão de Steve.
– Sr. Rogers.
S: Sra. Johnson eu não esperava a senhora por aqui.
– Eu sei, me perdoe. Os meninos passaram no seu apartamento e me disseram sobre o bebê e eu insisti que me trouxessem, porque queria entregar meu presente.
Natasha e Steve observavam Sra. Johnson pegar uma caixa e retirar uma linda manta, bordada à mão, e ainda tinha os dizeres “Pequeno Rogers”.
– Me desculpe, eu não sabia o nome, então escrevi isso. Estou bordando desde que notei sua namorada ficando barrigudinha, já sabia que aí vinha um neném.
Steve e Natasha sorriram. Steve lhe deu um abraço de agradecimento. Ficou imaginando ela naquela idade, bordando uma manta. Ela realmente gostava deles.
– Posso ver o bebê?
N: Claro.
Sra. Johnson se sentou e Sam colocou James no colo dela.
– Meu Deus, é um bebê maravilhoso. James Rogers? Deus te abençoe, James Rogers.
Por incrível que pareça, James deu um pequeno sorriso. Steve e Natasha ficaram chocados.
Sam: Vamos, olhem para cá.
Natasha olhou Sam com uma câmera na mão.
N: Sam!
Steve puxou Natasha e a colocou ela na frente dele.
N: Não, eu estou horrível.
Natasha se virou para Steve e escondeu o rosto no peito dele.
Steve sussurrou para ela.
S: Não haveria um jeito possível de você ficar horrível.
N: Vai começar...
S: Só estou tentando ser romântico, Natasha...
N: Eu sei, mas você exagera.
S: Então não falo mais.
N: Não, por favor, fale.
Steve a olhou sério e Natasha estava sorrindo, como ele não sabe ficar chateado com ela, sorriu também, ele a virou de volta pra câmera de novo.
S: Vem Bucky.
Bucky se aproximou e ficou atrás da poltrona.
Sam: Sra. Johnson vira mais o James pra cá. Isso! Agora todos sorriem.
Sam virou a câmera frontal, para que ele pudesse fazer uma selfie com eles no fundo. Natasha notou que Hill estava chegando e parou na porta, esperando a foto.
N: Espera. A madrinha dele tem que sair na foto!
Natasha olhava para Hill, que apontou para si e olhou para trás, para ter certeza que era com ela que Natasha estava falando.
N: Vem logo.
Hill estava sem graça e ficou ao lado de Bucky, todos saíram sorrindo, menos Hill.
Sam: Ficou ótimo, vou postar agora.
S: Postar? Onde?
Sam: Ué, no meu instagram.
S: Instagram?
N: Steve não conhece.
S: É como o facebook? Acho que já ouvi falar.
N: Oh Deus.
S: O que? Ninguém vai me explicar?
H: Não.
B: Desculpa, Steve, mas...
Sam: Eu já expliquei 5 vezes.
– Oh Sr. Rogers, é uma rede social, onde você compartilha fotos e vídeos. Aí você insere uma legenda legal e umas carinhas engraçadas.
Todos olharam para a Sra. Johnson, surpresos.
N: Que vergonha, Sr. Rogers, vocês tem a mesma idade, ops... Esqueci que o senhor é mais velho.
Sra. Johnson não entendeu nada.
S: Eu me lembro que você falou sobre Instagram, Nat.
N: Ah é? Eu não... Não lembro.
S: Lembra quando você me comprou uma...
Sam: O que?
S: Uma cueca idiota.
Sam e Hil começaram a rir.
Hill: A cueca que é a bandeira dos EUA.
S: Como você sabe disso?
Sam e Hill riam mais ainda.
N: Você fica uma graça nela.
S: Você postou isso, Natasha?
N: É... Eu te disse.
S: Não, você disse que ia colocar no instagram, eu lembro.
N: E eu coloquei.
S: Eu perguntei o que era Instagram, e você disse que era como chamava o armário.
N: Ops.
Natasha deu um sorriso sarcástico.
S: Quem mais viu isso?
H: Todo mundo?
Steve olhou sério para Natasha.
Sra. Johnson levantou com James no colo e estava saindo do quarto, quando Natasha a olhou.
N: Sra. Johnson! Aonde você vai com ele?
– Trocar as fraldas!
N: Ai que ótimo, Okay, vai sim.
Natasha estava aliviada por se livrar dessa mais uma vez.
Hill mexeu no celular.
H: Fury está subindo.
N: Ele está aqui?
H: Desde ontem.
N: Por que?
H: Foi baleado no braço ontem.
S: Ele está bem?
H: Tá ótimo. Vaso ruim, não quebra.
Fury chegou no quarto.
F: Cadê a criança?
N: Bom te ver também, Fury.
Sra. Johnson trouxe James de volta.
S: Aí está ele.
Fury olhou James, aproximou o rosto dele.
F: É, ele é ok..
N: Ah, Fury, ele é maravilhoso e você está encantado, admita.
F: Eu não.
Pepper e Tony chegaram na porta com os gêmeos.
P: Oiii papai e mamãe! Parabéns.
Tony apertou a mão de Steve.
T: Vamos fumar um charuto ali fora.
S: Eu não fum...
T: Relaxa, era só brincadeira.
Carol, Jessica e Peter chegaram também.
Carol pegou o bebê da Sra. Johnson.
Carol: Oh meu Deus, você é a coisinha mais fofa que eu já vi na minha vida, é sim, é sim. Modeuso tchu tchu tchu, meu tchuco tchuo, coisa linda.
Jess olhava James por cima do ombro de Carol, sorrindo. Enquanto o restante estava assistindo Carol falando com James, como alguém que sofreu derrame.
F: Tem muita gente aqui. Estou indo, liguem se precisar de algo. Você vem, Hill?
Hill demorou a responder porque deu uma breve olhada para Sam, que a estava observando e Fury notou.
F: Jesus Cristo!
Hill ficou sem jeito e ajeitou o cabelo atrás da orelha, fazendo uma cara confusa.
H: O que? Eu vou junto também.
Hill saiu com Fury, mas quando estava na porta, ainda checou se Sam ainda estava olhando para ela, e ele estava.
Natasha também notou e deu um sorriso sarcástico, mas guardou para si.
Steve foi até a porta.
S: Sr. Parker.
P: Senhor. Capitão.
S: Por favor, só Steve.
P: Sim, senhor.
S: Entra, venha conhecer meu filho. Mas não me vá postar foto dele no seu jornal.
P: Não, senhor. Quer dizer.... Steve.
Cho chegou no quarto e pediu para segurar James. Ela o colocou no trocador e o deixou nu, pesou e mediu, anotou na ficha dele.
Cho: Ele está ótimo.
N: Você tem certeza?
Cho confirmou com a cabeça.
N: É que ele chora demais.
Cho: Ele é só um bebê, é a maneira dele de comunicar que precisa de alguma coisa.
N: E como vou saber o quê?
Cho: Instinto materno.
N: Ai Cho, por favor, preciso de algo racional e lógico.
Cho: Mas é assim mesmo, Natasha. Se ele estiver alimentado, cheque se não é xixi, ou caquinha. Porque essas coisas incomodam. Às vezes choram porque estão com sono e não querem dormir... Qualquer dúvida, vocês me liguem. Estão os dois de alta.
N: Alta? Isso quer dizer que ficaremos sozinhos com ele.
Cho a olhou, confusa.
N: Eu prefiro ficar aqui, é mais seguro.
Cho: Natasha você não pode criar o bebê no hospital.
N: Mas ele sente fome toda hora e eu não tenho leite.
Cho: Você vai comprar um leite especial para recém nascido.
Pepper: Eu também posso amamentar, Natasha. Se você não se importar.
Natasha olhou para Pepper chocada.
N: Mas seus filhos já tem 2 anos.
P: E ambos ainda mamam!
N: Cruzes!
P: Pois é, que sorte você teve, vai ficar com tudo em cima.
Cho: Olha leite materno é ótimo, se Pepper puder ainda estocar um pouco de leite pra vocês, é ótimo para o James.
S: Obrigada, Pepper.
Cho: Natasha e Steve, deixa eu falar com vocês a sós ali no canto.
Natasha e Steve foram para perto da Dra. Cho.
Cho: Vocês sabem o que é resguardo?
Os dois estavam com a testa franzida, esperando ela soltar mais informações.
Cho: Natasha não pode se esforçar ainda.
Natasha deu de ombros.
N: Okay.
Cho falou mais baixo.
Cho: Isso quer dizer, que não podem fazer sexo.
N: Quê??
S: Quanto tempo dura isso?
Cho: No mínimo 30 dias.
N: O que? Não posso. Isso é um absurdo, eu estou há meses...
Steve olhou para Natasha.
S: Nat...
N: Eu estou estressada. Você sabe que preciso aliviar meu stress.
Cho: Olha, Nat, você teve uma gestação perturbada, seu parto foi complicado. Você terá que se esforçar. E, Steve, segura a onda. Gente, tenho que ir. Boa sorte.
Steve estava vermelho, mas de vergonha. Falar de sexo com Natasha já deixava ele tímido, ouvir de outro alguém, era pior ainda.
N: Quero morrer.
S: Não é tanto tempo assim.
Natasha bufou, olhando Steve.
Sam: Bom então vamos indo, gente? Dou carona pra vocês e a Sra. Johnson.
Steve e Natasha se despediram de todos e foram para casa. Sam só os deixou na portaria e disse que tinha outros assuntos a resolver.
Quando chegaram no pavimento da Sra. Johnson, Natasha tocou no ombro dela.
N: Sra. Johnson.
– Pode me chamar pelo primeiro nome. Ruby...
N: Ruby, você se incomoda de vir com a gente, só um pouquinho?
Ruby sorriu.
R: Claro, minha filha.
Todos subiram para o apartamento. Quando Steve abriu a porta, Clint estava na sala dele.
S: Eu preciso trocar essas fechaduras de novo.
C: TCHAMRAMMMM!
Clint abraçou Natasha, e deu 2 tapinhas nas costas de Steve.
C: Meus parabéns! Ele é cabeçudo.
N: Cala boca, a cabeça dele é menor que a do Nathaniel.
C: Ah mas não é mesmo. Foi parto normal, né? Vish, Nat, como isso passou aí? Deve tá toda estragada.
N: Veio cometer suicídio, Clint?
Clint estava rindo.
C: Não, vim entregar meu presente.
N: Presente?
C: Venham comigo.
Steve entregou James no colo da Sra. Johnson e segui Clint até o quarto de hóspedes.
Clint abriu a porta e deixou os dois passarem.
N: Clint!
S: Não acredito!
Clint tinha montado um quarto de bebê completo, e estava tudo decorado de azul e vermelho.
C: O berço foi eu mesmo quem fiz, na fazenda.
Natasha se segurou para não chorar, ela abraçou Clint com força.
N: Obrigada.
Steve entrou e viu o escudo dele pintado no teto e sorriu. Ele tocou no berço, todo entalhado, era muito bonito.
S: Não sei como agradecer, nem tínhamos pensado aonde o bebê ia dormir.
C: Eu sei. E é por isso que comprei roupas e fraldas.
Clint abriu a porta do armário e as gavetas.
C: Na verdade, Laura comprou as roupas e fraldas e eu trouxe pra cá.
N: Clint... Nós deixamos Sam ser o padrinho.
C: Ah tudo bem.
N: Nós demos o nome do Bucky para o bebê e Sam ia ficar triste.
C: Ele ama esse bebê tanto quanto eu.
S: Mas queremos que seja o de consagração.
C: É uma honra. Agora tenho que ir, Laura está me esperando.
Clint saiu do quarto, olhou para o bebê, tirou uma foto para mostrar à Laura, se despediu da Ruby e foi embora.
Steve e Natasha ainda analisavam o quarto.
N: Como não pensamos nisso, antes?
Steve se aproximou e abraçou a cintura dela, dando um selinho nos lábios dela.
S: Não sabemos nada de bebês.
N: Só como fazê-los.
Natasha sorriu, com a sobrancelha arqueada. Steve deu mais um selinho nos lábios dela, seguido de mais dois e quando menos esperavam, as línguas deles já estavam enroscadas uma na outra. Natasha agarrou na blusa de Steve com força e sentiu sua respiração ficar acelerada. Steve segurou na nuca de Natasha e apertou o corpo dela contra o dele, ele começou a andar agarrado com ela pelo quarto, até atingirem a cômoda e fazer o abajur cair no chão e quebrar. Os dois pararam nesse momento, congelados.

R: Tudo bem aí dentro?
Natasha olhou para Steve chocada, eles até esqueceram que a Sra. Johnson está na sala e com o filho deles. E esqueceram sobre o resguardo.
Steve estava com o pescoço vermelho, e ambos estavam ofegantes, olhando um pro outro.
N: Nós não devíamos.
S: Não.
N: Vamos voltar pra lá.
S: Okay...
Natasha ajeitou a roupa dela, e foi olhar Steve e notou que ele não estava em condições de ir na sala.
N: Steve!
S: Oi?
N: Melhor você ir pro banheiro.
S: Hã?
Natasha olhou pra calça dele, e Steve foi reparar o estado que estava. Ele colocou as mãos na frente, saiu do quarto do James e foi pro dele.
Natasha voltou para a sala.
R: Ele dorme que nem um anjo.
N: Espere até de noite.
R: É melhor eu ir, meu gato está sozinho.
N: M-ma-mas Sra. Johnson, Ruby...
R: Minha filha, ele está dormindo e ele está ótimo. Qualquer coisa você me chama. Tá legal?
Natasha consentiu com a cabeça e pegou James no colo.
R: Lembre que tem que ficar 1 mês sem fazer obra.
Natasha a olhou, com uma expressão confusa. Ruby piscou o olho e saiu do apartamento.
Natasha foi até o quarto de James e o colocou no berço e ficou um tempo olhando para ele. Tão perfeito, daquele tamanho. Natasha sorriu e foi por quarto.
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