A Chave da Esperança
6 Tenho um pesadelo
Foi o pior sonho da minha vida. Estava em um lugar deserto, o solo era arenoso e havia montanhas ao fundo. À minha frente, se encontrava o Mar Mediterrâneo, azul e calmo. Haviam alguns acampamentos ao meu redor. Parecia uma base militar antiga.
Tinha um gigante lá. Ele tinha cabelos longos e escuros, assim como os olhos e usava camiseta e jeans. Parecia um adolescente, tirando o fato de ter 6 metros e estar com uma armadura por cima da roupa. O gigante gritava com alguém.
– Você não me ouviu, ciclope idiota?!
– Mas... mas... Porfírion... — disse o ciclope
– Faça uma espada pra mim. — disse Porfírion — Aquele semideuses virão aqui para pegar a chave.
Porfírion tinha um rosto horripilante. Ainda mais quando estava brigando.
– Que chave?
– Que chave? — o gigante imitou o servo
Porfírion tirou uma chave do bolso.
– Sem essa chave Gaia não se erguerá.
– Ah lembrei. — disse o ciclope — E como eles saberão onde você está? — perguntou o ciclope
– Ora, eles saberão, idiota. Ainda mais quando estou no sul de suas raízes.
–Então, como vai querer sua espada?
– Quero que tenha uma haste bem pesada. Vou matar todos aqueles semideuses nojentos. — disse Porfírion — Mas Gaia pediu para eu poupar 3, um garoto, uma garota e a neta de Atena.
Acordei com um susto. Porquê me poupar? O que Gaia iria fazer comigo? A imaginei num restaurante fast food pedindo um combo duplo de semideus e uma porção extra de assistente. Naquela situação, essa imagem parecia tão patética que consegui rir um pouco, mas realmente isso me intrigava. Demorei a pegar no sono de novo.
Fale com o autor