A Chance to Change [HIATUS]

13 Discutir a relação


Notas iniciais
Capítulo dedicado à Valerie Riddle e Hanna Malfoy (belo sobrenome Hanna) rçrç Espero que gostem e tenham uma boa leitura!

A detenção dada por Snape foi crueldade com a minha pessoa e castigo em dobro. Limpar troféus com Harry e Rony brigados... Que maravilha! Aí, recordo-me de que eu também estava de mal com ele. Noite intensa e recheada de poeira com um silêncio que exalava tensão. Quem não iria gostar de uma noite assim?

Com a proximidade da primeira tarefa, Harry nem tempo mais teve para se importar com os deboches da Sonserina, as desconfianças da Lufa-Lufa e muito menos para os olhares superiores da Corvinal.

Sendo contra os regulamentos ou não, Hagrid revelou o tema da primeira tarefa do Torneio Tribruxo ao Potter: dragões. Acredita-se que todos os outros campeões saibam disso também. O choque momentâneo havia passado, contudo, a excitação estava voltando a tomar conta.

Hermione e eu estávamos desde cedo ajudando Harry com os Feitiços Convocatórios, clandestinamente, é claro. Havíamos pegado uma sala, porém Pirraça apareceu para estragar os nossos planos, só pra variar. O mesmo começou a jogar as cadeiras para tudo que era canto, fazendo uma barulheira danada, obrigando-nos a sair correndo, antes que Fitch aparecesse.

Já se passavam das duas da manhã e a bateria de exercícios estava quase no fim. Sorte nossa que a sala comunal estava vazia. Carregava comigo: inúmeras penas e alguns livros aleatórios que Harry estava tentando convocar. Até o pobre Trevor – sapo de Neville – estava metido nessa.

– Quase lá... – bocejei sem querer – Quase lá, Harry!

Vi-o entregar um dicionário em mãos à Mione, enquanto esta procurava se afastar.

– Atenção e foco, Harry – aconselhei e ele balançou a cabeça.

– Certo... – ergueu a varinha – Accio dicionário!

E o grande e pesado livro escapou das mãos de Hermione, indo diretamente para as dele.

– Acho que você pegou o jeito, Harry! – Hermione exclamou contente.

– Espero que funcione amanhã. A Firebolt vai estar muito mais longe do meu alcance. Ela vai permanecer no castelo, enquanto eu... Vou estar lá fora, nos jardins...

– Bobagem! – cortei-o.

– Não faz diferença. Desde que você se concentre, ela chega lá. Agora vamos dormir. Você precisa estar disposto amanhã.

As aulas têm continuado normalmente, apesar da maioria dos alunos estarem mais ocupados em discutir a primeira prova.

O que me irritava profundamente, era a falta de confiança que alguns depositavam em Harry. Ele iria se superar e esfregar na cara de todos, como andou fazendo em todos esses anos em Hogwarts. As pessoas mal perdem por esperar.

– Ah! Não consigo comer! – confessei com os meus dentes trincando, após a sexta tentativa de enfiar algo goela a baixo.

Estava tão nervosa quanto centauros quando percebem alguém em suas terras... Ok, péssima comparação, mas o que vale é a intenção.

Minerva apareceu, em passos largos e apressados, sob o olhar atento dos estudantes...

– Potter, os campeões devem comparecer aos jardins, agora. Você precisa se preparar para a primeira tarefa.

– Ok – concordou ele, meio paralisado.

– Boa sorte! – sussurramos em uníssono.

– Lembre-se do que treinamos ontem – pisquei – Atenção é muito importante.

– Você vai se sair bem! – Hermione – tentou – o tranquilizar.

O vimos concordar com a cabeça e sumir rapidinho do nosso campo de visão.

– Espero que ele não fique perdido – suspirei, empurrando meu prato de peixe defumado para frente.

– Vai dar tudo certo! – exclamou ela com um tom estranho, como se estivesse tentando convencer a si mesma também.

Girei minha cabeça para observar minuciosamente os alunos. Muitos ainda usavam a droga de bottom de “APOIE CEDRICO DIGGORY”; digo, podem apoiar até o chulé de explodir do Simas... Entenderam? Entenderam? Ok. Voltando... Podem apoiar quem quer que seja, mas a segunda mensagem do distintivo é difamatória, por tanto, desnecessária.

Vi Fred e Jorge conversando em um canto mais afastado da mesa. Pedi licença à Mione e fui até eles. Sentei-me diante dos dois sem permissão e fui direta, cortando a conversa de ambos:

– Conseguiram falar com Ludo Bagman? – as cabeças ruivas viraram para mim em uma sincronia assustadora.

– Não – responderam simplesmente.

– Como não? – não escondi o quão incrédula tinha ficado – Achei que com essa coisa de Torneio Tribruxo vocês finalmente o encurralariam e pegariam o dinheiro que lhes pertence!

– Calma garota! – Jorge pediu.

– Não é tão fácil assim – completou Fred – Ele é como o rato idiota do Rony era. Folgado na maior parte do tempo e fujão nas horas H’s.

– Mas já estamos tomando providências. No momento, temos outras prioridades – encarou o irmão e ambos trocaram sorrisos maliciosos.

– Tipo o quê? – franzi o cenho.

O que importa mais que dinheiro? Dinheiro não é tudo, mas compra muitas caixinhas de Feijõezinhos de Todos os Sabores e Sapos de Chocolate, logo: compram felicidade.

Vi Fred olhar para os lados, certificando-se de algo e em seguida inclinar a cabeça para frente, sendo seguido pelo gêmeo.

– Chega mais... – pediu em tom baixo.

Repeti o movimento deles.

– O que é? – sussurrei.

– Achamos... – olhou para os lados novamente – Que Hogwarts precisa de um pouco de agito. Faz tempo que não aprontamos nada...

– Desde que começamos a perseguir Bagman...

– Quase não nos reconhecemos! – Jorge exclamou.

– Diga isso por si, Jorge... Minha beleza incomparável continua intacta – Fred disse cheio de si.

E pela primeira vez no dia eu ri... Para ser sincera, estava mais para uma gargalhada estridente de rato à algo decente.

– O que pretendem fazer? Quais são os planos? – entrelacei meus dedos das duas mãos, como se estivéssemos a tratar de negócios e eles entraram na brincadeira...

– Por que diríamos a você? – Jorge imitou as minhas mãos e fez uma coisa engraçada com as sobrancelhas que me fizeram crispar os lábios para continuar a brincadeira.

– Porque a minha ajuda pode ser de suma importância? Talvez essencial para que o plano de vocês dê certo ou talvez, porque eu possa alertar e botar o Filch na cola de vocês? E então o que vai ser docinhos da Harriet? – sorri cruelmente ao ver os ombros deles caírem.

– Tudo bem. Que fique claro que vamos te contar, porque você é uma amiga muito querida...

– Desembucha!

– Passamos as férias todas desenvolvendo artigos de logro e essas coisas para as Gemialidades Weasley, mas isso você já sabe – assenti – Continuamos desenvolvendo aqui em Hogwarts com a ajuda de nosso amigo Lino Jordan.

– Pretendemos testar os artigos logo, estamos esperando um momento propício.

Uau! Propício? Nossa, Fred, falando desse jeito até parece que é gente!

– E o que são essas “coisas”? – frisei.

– Temos uma poção que deixa as pessoas o suficientemente alegres e soltas por uma hora — queridos, as drogas já foram inventadas, por tanto, próxima ideia — Basta um gole para fazer efeito! Precisamos de alguém para testar. Você por acaso...

– Nem que me paguem! Já disse que sou inteligente o suficiente para não aceitar nada vindo de vocês e...

O tintilar de uma taça interrompeu a nossa interessante discussão.

– Alunos, os campeões já estão em seus postos. Agora é a hora de vocês irem dar o apoio e torcida necessária a eles. Peço que vão para as arquibancadas, em ordem, por favor.

O som de inúmeros bancos sendo empurrados para trás predominou no Salão e em poucos segundos a massa de estudantes já estava se dirigindo para fora.

Harry e Rony podiam não estar se falando, mas o segundo parecia bastante aflito pelo amigo. A gente não voltou a se falar, logo não foi ele quem me disse. Percebi isso quando ele se juntou a nós, corrigindo: a Hermione.

A tarefa era simples – na teoria: passar pelo dragão e pegar o ovo dourado que este defendia, sem danificar a ninhada também. Os juízes seriam os diretores das casas mais os Srs. Crouch e Bagman.

Um som de apito impregnou o campo e Cedrico Diggory foi o primeiro e único a aparecer.

Uh, a cara dele não estava muito boa não... Parecia que ia botar o que quer que seja que ele tenha comido, pra fora.

De súbito, o silencio atingiu a todos; até vi algumas das pessoas da Lufa-Lufa darem as mãos com medo.

Cedrico apontou a varinha para um local aleatório e de lá, no lugar de uma pedra, saiu um cachorro.

Transfiguração é? Minerva aprova!

– O campeão está se arriscando! – a voz de Bagman ecoava em cada canto, como na Copa Mundial de Quadribol.

Porém sua tentativa de distrair o enorme dragão com o pequeno cão deu meio certo. No meio do caminho, o dragão desistiu de ir atrás do animal e se virou para o Diggory.

– Boa tentativa, mas parece não ter dado efeito!

Este antes de conseguir capturar o ovo, tomou uma jorrada de fogo, fazendo algumas pessoas urrar de terror. Com persistência, ele cumpriu a tarefa.

– Realmente muito bom!

Uma salva de palmas foi dada e os juízes ergueram as placas, mostrando as notas. É, tudo na média, talvez por ter levado algumas queimaduras consigo. Do campo, saiu direto para a assistência de Madame Pomfrey.

– Um a menos, faltam três! Srta. Delacour, por favor!

E a veela surgiu em meu campo de visão. Com sua postura usual de elegância, entretanto, com o nariz um pouquinho menos arrebitado, confesso.

Com a varinha em mãos, murmurou algum feitiço que não consegui pegar e o dragão pareceu ficar manso, como se fosse cair em um sono profundo e de repente, com um ronco: chamas jorraram fazendo a saia de Fleur pegar fogo. Os garotos só não aproveitaram a visão, porque estavam demasiadamente aflitos. Mas só por isso mesmo.

– Ah! Quase! Cuidado agora! – Ludo gritava.

– Aguamenti! – e as chamas da saia sumiram.

Ela foi usando o mesmo truque do sono até dar certo e o dragão acabar dormindo de jeito e assim: mais um campeão passou.

– E aí vem Sr. Krum!

Deixar Harry por último... Como não imaginei? Atração principal que ninguém iria querer perder.

Por mais que o medo não estivesse visível em suas expressões duras, eu sabia que ele estava com medo. Digo, é impossível não estar diante daquela criatura enorme e feroz que pode transformar qualquer um em presunto queimado num roncar!

– Conjunctivitus! – o ouvi conjurar.

O olho do dragão ficou ferido e o mesmo saiu agoniado, batendo a cauda em tudo que tinha aos redores. Vitor aproveitando a brecha saiu correndo para pegar o ovo.

– Muito ousado! – Bagman se empolgou.

As palmas dele parecem ter sido mais vivas, talvez pelo brilhantismo e facilidade em agir ou porque ele é um apanhador internacional... Nunca vou saber.

Agora era a vez de Harry.

Senti as respirações ao meu lado ficarem escassas. Prendi a minha assim que Harry apareceu.

– Vamos lá Potter, é só fazer o que treinamos a noite toda... – sussurrei, torcendo meus dedos de ansiedade.

Diferente de nós, as pessoas começaram a fazer mais barulho. Algumas assoviavam, outras vaiavam e tinha os mais sem noção que berravam muito e nada ao mesmo tempo.

Ele ergueu a varinha e:

– Accio Firebolt! – e segundos depois a vassoura parou em suas mãos.

Flitwick, aonde quer que você esteja, espero que esteja batendo palminhas. Seu aluno de desempenho ruim tomou jeito.

Harry não quis dar brechas ao dragão e montou em sua vassoura de imediato. De um impulso e subiu.

– Gárgulas vorazes! Potter convocou uma vassoura! E não é uma vassoura qualquer... É uma Firebolt, senhoras e senhores! Genial! Muito original!

Com você falando assim, nem da pra perceber que você tem um favorito, homem.

Vi ele voar cada vez mais alto, respirando fundo. Avaliou o campo e mergulhou em direção do ovo, mas sem sucesso já que teve que desviar do fogo.

– Como ele sabe voar! O senhor está assistindo isso, Sr. Krum?

Repetiu o processo várias vezes e em uma das tentativas, um dos chifres do dragão acertaram-lhe o ombro, fazendo um rasgo nas vestes.

– Uhhhhhhhh! – as pessoas urraram.

Foi então que Harry voltou a voar, dessa vez mais alto ainda... Era como se ele estivesse tentando fazer o dragão sair do chão também... Quando o bicho abriu as asas e se foi se preparar para levantar voo, Harry mergulhou feito um raio: rápido e perigosamente, pegando o ovo dourado.

A multidão ficou enlouquecida e meus tímpanos quase deixaram de existir.

Corremos apressados para o parabenizar, empurrando quem quer que seja que estivesse em nosso caminho.

– Licença, licença... – pedia – Saí da frente... Licença... Aí...

Quando chegamos à barraca de primeiros-socorros, encontramos Cedrico ali também.

– Dragões! – Madame Pomfrey exclamou em tom reprovador – Em um ano são dementadores e agora dragões...

Pois é, não há lugar mais seguro!

– Harry! – pendurei-me em seu pescoço – Parabéns! Foi muito bem!

O soltei, dando oportunidade para Hermione também. Rony foi chegando de fininho, com passos tímidos.

– Harry... – chamou sério – Quem quer que tenha colocado o seu nome no cálice, eu... Reconheço que está tentando te matar!

– Agora me entende? – Harry questionou ressentido – Demorou – foi frio.

Essa era a reconciliação deles. Emocionante não é? Já estou quase chorando com tanta demonstração de sentimentos.

– Ok, escuta...

– Não precisa, Rony... Esqueça.

Eles riram nervosos e o clima de tensão pareceu dissipar. Hermione começou a chorar escandalosamente.

– Maluca...

Revirei os olhos ao vê-la correr pra longe.

– Ela está muito feliz por vocês. Vou ver como está... – dei alguns passos, pronta para correr também – E ah! – parei – Já que já está de bem com o Harry, acredito que também já podemos voltar a nos falar, Rony!

Sai procurando por Hermione como desculpa para deixar os dois a sós.

Sabem como é... Eles precisam discutir a relação.

Notas finais
SURPRESA GAFANHOTOS! AQUI ESTOU EU E NÃO, HOJE NÃO É SÁBADO LALALALA Obrigada pelos comentários no capítulo anterior... VOCÊS SÃO TUDO UMAS LINDEZAS! Favor ignorar os erros de português, porque eu estava demasiadamente ansiosa para postar o capítulo para esperar revisar fjaslfjasfjasfasfjas Como estão? O que vão fazer neste interessante e intenso feriado? O que acharam o capítulo? Comentem seus lindos, quanto mais rápido... Melhor pra vocês haha' Pretendo compensar a minha lerdeza nesse recesso de aulas e... Vou adiantando que o Baile de Inverno está chegando, senhoras e senhores! Conversem comigo, por favor! Obrigada, de nada! Até a próxima (sábado - porque estou na agilidade), pequenos gafanhotos!