A Chance for You
15 The Bite - Tsurugi Kyousuke
Notas iniciais
Você anda por aqueles corredores. Por onde passava atraía atenção de todos os alunos. As garotas dedicam olhares de inveja, os garotos sussurravam elogios. Talvez por sua culpa, ou seu carisma, mas provavelmente é pela popularidade.
Sim, você é uma garota popular e desejada. Conseguia fazer todos eles se apaixonarem, praticamente se derreterem. Bom, só havia uma exceção, Tsurugi Kyousuke. O azulado tivera a audácia de te ignorar, o que te chocou totalmente. Não esperava isso e desde esse momento se perguntava o porquê disto acontecer.
De acordo com seu raciocínio, não faltava-lhe nada. Era bonita; inteligente; amigável; alguém legal para se ter por perto. No começo apenas adquiriu uma leve apaixonite por ele. Após receber o inesperado não, acabou evoluindo para um forte sentimento, uma necessidade.
E é claro que não ia aceitar. Tsurugi tinha que ser seu de algum jeito. Só há um problema, um boato estranho sobre ele circulava pela escola Raimon. Aparentemente, o garoto quase nunca andava perto de garotas sem mencionar as gerentes do time de futebol. Mesmo assim não havia proximidade com elas.
Ele também não é chegado a namoros, na verdade, já fora visto namorando apenas três vezes, em todas, o relacionamento não passou de, no máximo duas semanas. Além disso, estranhamente as garotas ficaram assustadas com a experiência. Ao tocar no assunto, elas evitavam falar e agiam como se algo tivesse traumatizando-as. A única coisa que alertavam, é para não tentar se aproximar. Isso tudo é muito estranho. Portanto, se quisesse ter Tsurugi Kyousuke, precisava descobrir o segredo dele. Para fazer isso teria que elaborar um plano.
1 — Se confessar
Primeiro tinha que se aproximar. Uma maneira seria se confessar. Você poderia tentar ser amiga dele, mas, duvidava muito que o azulado aceitasse, na verdade, não havia também a menor chance de ambos namorarem, pelos motivos citados. De qualquer forma, dando certo ou não, tinha que tentar e, quem sabe o garoto aceite?
...
Você o procura por toda a escola, corredor a corredor. Fazia uma parcela de tempo e não o encontrava em lugar algum, o que é frustrante visto que ele sempre esteve visível para todos e dificilmente faltava.
Até que finalmente o encontra. Repentinamente aparece em um dos corredores o qual já tinha vasculhado. O garoto andava calmamente com as mãos nos bolsos e estava de costas. Você vai até ele com passos apressados e o surpreende ao agarrar seu pulso. Você o vira obrigando-o a te encarar ao mesmo tempo encurralando-o em uma parede. Seu olhar é de sedução.
— Kyousuke... Seja meu e garanto que não vai se arrepender. — Você não ia ser tímida ou fofa e sim direta e sexy. Começando a chamá-lo pelo primeiro nome, o que só é adequado para uma pessoa íntima.
Ele por sua vez não dissera nada. Sendo assim, você optou por tomar a iniciativa. Com suas mãos rodeando o pescoço do azulado, os olhos se fecham quando sua boca se aproxima lentamente da dele.
Entretanto, não houve beijo. Seu corpo é empurrado. Tsurugi te dedica um olhar de raiva fazendo-a estremecer. Em seguida, retoma a caminhada anterior te abandonando.
— Quem vai se arrepender aqui é você. — Por fim se distancia deixando-lhe uma frase enigmática.
...
2 — Informações
Como o primeiro plano falhou inutilmente, é hora de adquirir informações para saber sobre Tsurugi. Portanto, nada melhor do que falar com as pessoas mais próximas.
...
— Eh? — Matsukaze Tenma tinha um rosto confuso após ouvir sua explicação. — O segredo de Tsurugi?
— Hai. As três garotas as quais namoraram com ele ficaram meio traumatizadas. — Tenma parece ficar surpreso. — Sabe de alguma coisa que possa esclarecer isso, ou algo anormal nele? — Você anseia uma resposta.
— Bem... — Começa colocando uma mão no queixo pensativo. — É verdade que Tsurugi era um Seed enviado pelo Fifth Sector e quando o conhecemos foi cruel conosco... — O castanho diz o que você já sabia. — Mas Tsurugi não é mais assim! Ele se tornou nosso amigo de verdade e... — Tenma faz um pequeno discurso de como Kyousuke voltara a jogar o verdadeiro futebol e ser um bom amigo. Você termina a conversa derrotada por não conseguir nada.
Após entrevistar muito jogadores, nenhum deles informou algo de útil. As próximas vítimas então, seriam as ex-namoradas.
...
— Como conseguiu ficar com Tsurugi-kun? — Você indaga para uma das ex do garoto.
— Ahn... Eu só pedi. Acabamos namorando por uma semana apenas. — Explica estranhando seu questionamento.
— Desde que terminaram houve boatos esquisitos. Como por exemplo, de que você ficou assustada após isso e sequer chega perto de Tsurugi, o evitando a todo custo. Sabe o porquê disto? — A garota se mostra totalmente desconfortável e se recusa a responder.
— P-por f-favor não me pergunte mais nada sobre isso! — Ela sai correndo sem motivo.
A segunda garota agiu da mesma forma. Evitou falar qualquer coisa, fugiu do assunto e no fim, correu como a outra. Contudo, a terceira... Foi um pouco diferente.
...
— Então, o que aconteceu para todos inventarem essas coisas? — Novamente questionando as mesmas perguntas, você já estava com menos zero de paciência.
Tsuki, a terceira ex te observa relutante em responder ou não. Só para prevenir você agarra o braço dela impedindo-a de fugir. — Pelo amor de Kami-sama, não corra. O que custa responder UMA pergunta?! Vai morrer se fazer isso?! O que diabos aconteceu entre vocês e o maldito Tsurugi que ninguém fala?! — Esbraveja com raiva.
Ela, surpresa com seu tom de voz, desvia os olhos para o chão, refletindo no que fazer. Por fim, Tsuki olha em todas as direções que existiam procurando, ou melhor, verificando se havia certo alguém por ali. Após constatar que estava tudo bem, a garota chega perto de seu ouvido aparentando querer sussurrar um segredo.
Neste exato momento, ambas sentem uma presença passando. Um enorme calafrio faz você e também ela se arrepiarem. Era um garoto de cabelos preto-azulado possuindo olhos laranja e a pele muito branca, ou seja, Tsurugi Kyousuke.
Tsuki para o que estava prestes a fazer. O azulado dirige um olhar sério na direção dela que disfarça.
— Gomenasai, mas não posso contar... Ele não deixa.
3 — Perseguição
Não restava-lhe outra opção senão dar uma de stalker e segui-lo. A começar por hoje após a aula.
...
Durante quatro dias seguidos você o stalkeou. Apesar de seus esforços, não conseguira descobrir nada. Era noite, um suspiro de cansaço escapa de seus lábios, na verdade, pensava em desistir de toda essa ideia doida. Queria ter o azulado, mas não de forma egoísta nem por orgulho de ter sido rejeitada. Ele é alguém interessante, isso já é motivo suficiente para você. Além do mais, com tudo o que fez até agora, simplesmente jogar para o alto seria perda de tempo.
Sem dúvida seu interesse nele aumentava cada vez mais. Seu desejo passou de experimentar para conquistar. Antes você apenas queria prová-lo um pouco, agora quer dominá-lo completamente. Seu objetivo se tornou fazer ele te desejar intensamente.
Sua reflexão é cortada por uma visão inesperada. Através da janela do quarto, avista Tsurugi passando pelas ruas totalmente desertas de Inazuma. Surpresa, se pergunta o porquê dele estar ali naquela hora.
Trocando de roupa, logo pensa em segui-lo. Nunca havia o feito de noite, mas talvez não houvesse outra oportunidade assim. A princípio fica hesitante em sair, estava tudo silencioso e sombrio. Decidida enfim, o persegue receosa.
Ao mesmo tempo que prestava atenção nos perigos da madrugada, tinha cautela para não ser percebida.
As coisas começaram a ficar tensas quando ele entra em uma área florestal meio isolada da cidade. Já tinha caminhado muito, não gostaria de desistir após meio caminho andado, especialmente porque um sentimento de que estava perto da verdade atingia sua mente. Você continua adentrando o local assombroso e frio passo a passo, atenta a qualquer detalhe ou som.
Aos poucos arrependia-se lentamente visto que perdera o azulado de seu campo de visão. Você gira os calcanhares e tenta retornar à saída, entretanto, é tarde demais, estava completamente perdida. Sua única opção é encontrar o garoto para poder conseguir voltar sã e salva para seu lar.
— Tsurugi? Você está aí? — O chama na vã esperança dele aparecer, o que foi uma ideia não muito boa, pois sua voz ecoa atraindo atenção de alguns animais entre às árvores.
Superando o medo, você continua chamando cada vez sem obter sucesso. Vendo que de nada adiantava, para e se concentra somente em andar procurando um rumo.
Uns ruídos anormais te assombram. O grito de um animal e ao parecer, aquele que o caçava correndo para devorar a presa morta. Apesar de não fazer o menor sentido, você resolve checar por curiosidade. Cautelosamente vai aproximando-se do local onde ouvira os animais, o barulho de mordida ou algo parecido ficara mais alto.
O único obstáculo impedindo-a de ver a suposta cena agora é um mero arbusto. Hesitante, seus dedos movem-se afastando as folhas e galhos. Uma visão atordoante a fez ficar boquiaberta, sua boca não se atrevia a dizer nada. Aquilo é muito confuso e bizarro.
Tsurugi estava abaixado, mordendo o pescoço de um pobre cervo. Muito sangue escorria, o garoto lambia sujando-se. De repente ele ergue a cabeça percebendo sua presença. Um olhar incrédulo surge no rosto dele.
— T-tsurugi? — Você profere seu nome sem saber o que fazer exatamente.
Ambos ficam em silêncio juntamente com um horrível clima de tensão. Enquanto isso, em sua mente, várias dúvidas apareciam. Por que ele fez isso? Tinha algum problema?
— O que faz aqui? — Ele questiona após se limpar e ajeitar-se.
— E-eu... Te segui. E acabei me perdendo. — Esclarece vendo-o se irritar.
— Não tinha nada que se intrometer no que não é da sua conta! E o que você quer perguntando de mim pra todo mundo? — Isto te pega de surpresa, você não responde.
— Por que... Fez isso? — Você indaga apontando para o cervo morto.
— Quer tanto saber? — Ele faz uma pergunta retórica. — Então eu digo. Sou um vampiro e estava me alimentando desse animal, satisfeita?
Estranhamente, você não sente medo depois da informação, na verdade, uma curiosidade absurda toma-lhe conta. Quando pensou em fazer um monte de questionamentos sobre o assunto, Tsurugi pega seu pulso arrastando-lhe à saída da floresta. Em seguida acompanhou-te até sua casa.
— Acredito que não preciso te ameaçar para não sair contando o que aconteceu hoje, certo? — Você concorda sentindo um calafrio.
...
No outro dia você não pensa duas vezes antes de ir ao encontro de Kyousuke, que, provavelmente estaria em casa dormindo. Tinha quase certeza, afinal havia decorado a rotina dele e hoje não tinha aula. E é para lá que estava se dirigindo.
Você toca a campainha não uma, mas milhares de vezes. Um Tsurugi Kyousuke irritado e com uma veia saltando da testa aparece. Ao te ver ele suspira como se estivesse tentando se acalmar.
— O que... Você... Quer? — Tsurugi questiona controladamente.
— Como assim o que eu quero? Depois de ontem eu preciso de uma explicação! Ou acha que acreditei naquela história de vampiro? — O azulado a puxa para dentro fechando a porta imediatamente.
Ele a convida a sentar-se no sofá. Após se acomodarem, Tsurugi respira fundo antes de começar a falar.
— Vou explicar tudo, mas não me interrompa. — Ordena com um tom de voz normal. — Eu realmente sou um vampiro, de verdade. — Você abre a boca para comentar, mas se lembra da ordem. — Não costumava acreditar que eles existiam até ser mordido por um. Desde então, tenho que tomar cuidado com meus novos instintos. Demorou um tempo, mas aprendi a controlá-los. — Sua expressão até o momento estava apática. Custava a acreditar na história. Começara a pensar se ele enlouqueceu. — Porém evito ficar perto de mulheres. Pessoas do sexo oposto nos fazem perder o controle rápido, especialmente se for de idades semelhantes, o aroma do sangue é mais suculento. — Você arqueia uma sobrancelha, isto se tornava mais bizarro. — Apesar disso, não me alimento de humanos. Bebo sangue de animais da floresta. Mesmo assim, tento não matar muitos. Pelo menos consigo saciar minha sede com pouco... Esse é o motivo das garotas estarem daquele jeito, sem falar que só consigo ficar no máximo umas duas semanas com elas. — Finaliza com um ar monótono deixando-a sem palavras. Ainda se recusava a crer nessas coisas absurdas. — Já pode falar.
— Ahahaha... — Suas altas risadas ecoam pela sala de estar. — Tsurugi, você tem muita criatividade. Mas acho que deve inventar uma história melhor para a bizarrice de ontem. — Desacreditada, você caçoa. — Se é mesmo um vampiro, por que não prova?
— Então tá. — Responde convincente. — Em seguida ele abre a boca. Seus dentes caninos crescem, ficando pontudos e afiados; os olhos ganharam uma cor mais brilhante. Sua reação foi de surpresa, contudo se mantém firme.
— Truque legal, são de plástico? — Você toca os dentes dele notando que pareciam reais.
— Quer que eu te morda pra mostrar? — Ele questiona novamente irritado. Você acena negativamente.
— Mas, como? Isso... É verdade mesmo? — Tsurugi confirma. Você fica em silêncio refletindo sobre o assunto.
Não sentia medo, somente curiosidade, como na floresta. Estava na frente de um garoto vampiro. Isto é impossível.
— Mas se você é um vampiro, como sai no sol tranquilamente?
— Ahn... Bem, isso...
— Seu reflexo aparece?
— Hã?
— À quanto tempo é assim? Você se transforma totalmente? Vira morcego também? Alho te assusta? E lobisomens existem? — Você dispara um turbilhão de perguntas que o deixaram maluco.
O azulado tampa sua boca.
— Uma... De cada... Vez.
...
Depois de descobrir enfim o segredo, ao invés de os afastar, serviu para ambos se aproximarem e o inesperado acontece. Começam a namorar. Kyousuke é um namorado como qualquer outro. Te abraça e beija. Só não fazia coisas muito românticas.
Mas para você é especial de qualquer forma, principalmente porque por ele ser um vampiro podia tirar proveito disso em algumas ocasiões.
— Tsurugi... Olha o que eu tenho! — Você mostra um pequeno corte em sua mão, o qual jorrava sangue. O azulado tampa o nariz imediatamente numa tentativa de não sentir o cheiro.
— Você é louca! — Tsurugi foge para longe, esquivando-se.
— Gosto de brincar com o perigo.
— Ah é? Então vai ter o que quer. — Ele corre atrás de você, te empurra no sofá e começa a distribuir beijinhos em suas áreas sensíveis causando-lhe arrepios e cócegas. Após a brincadeira você estende a mão como se pedisse para ele lamber, o garoto se recusa. — Você realmente não tem medo. Posso acabar te machucando sabia?
— Eu sei que nunca faria isso.
As garotas que já namoraram Kyousuke te chamam de maluca, obsessiva e estranha. Mas pouco importava, não havia motivos para temê-lo. Ele não é uma pessoa ruim e não tinha culpa de não ser mais humano.
Estão juntos há quase dois meses, o que é anormal, porém ele já estava em seu limite. Evitava ficar muito tempo do seu lado. Quando o fazia, tinha imensa dificuldade em se controlar.
Hoje recebera uma ligação, onde marcaram de se encontrar pois o azulado queria dizer-lhe algo importante. O tom melancólico da voz te preocupou. Tinha um mal pressentimento.
...
Você o vê chegando, estava de noite e um clima agradável de verão pairava no ar. O parque sem dúvida é mais pacífico esta hora, sem crianças ou pessoas tagarelas, apenas o som do vento balançando as folhas das árvores.
— O que quer me dizer? — Ambos sentam-se em um banco depois de se cumprimentar.
— Eu... Quero terminar. — Ele responde de cabeça baixa e com uma triste expressão.
— Nani?! — Você indaga em choque.
— Não podemos mais ficar juntos, é impossível para um humano e...
— É possível! Vai ser difícil, mas a gente consegue. — Tenta convencê-lo desesperadamente.
— Isso não é um livro ou filme de romance, é a vida real. — Essas palavras te magoam. — Já disse, em algum momento vou te machucar, ou pior, te matar. — Você o abraça carinhosamente.
— Kyousuke, eu confio em você.
— Não adianta! — O garoto desfaz seu abraço e olha em seus olhos. — Tem uma coisa sobre mim que não contei. Agora escute. — Você se aquieta prestando atenção. — Isso aconteceu com uma ex-namorada. Ela foi a primeira que tive depois de ser transformado. Tudo estava bem até meus instintos atacarem... — Tsurugi diz cada vez mais triste ao relembrar. — Em um minuto eu a beijava e no outro... Ela estava morta em meus braços. O corpo frio e duro, sem nenhum sangue. Desde esse dia, jurei nunca mais namorar seriamente e não ir contra minha nova natureza. — Finaliza abaixando a cabeça.
— Kyousuke...
O silêncio desconfortável domina entre ambos. Você não sabia o que dizer, mas apesar de estar sem palavras gostaria de consolá-lo, continuar a convencê-lo que podiam sim ficar juntos. Mas no final sempre soube que ele tinha razão. É impossível quebrar essa barreira que separava-os. Na verdade... Havia somente uma forma, a qual você pensou e repensou antes e tomou uma decisão drástica.
Você tira a jaqueta que usava, afasta o cabelo e o tecido da sua blusa deixando seu pescoço totalmente exposto. Tsurugi rapidamente leva a mão ao nariz afastando-se com a guarda alta.
— É isso o que quer, não é? — Você diz indo para perto dele.
— O que você... — O interrompe colocando um dedo em seus lábios. — O único modo de ficarmos juntos é se eu virar vampira também, então... Me morda. — O garoto nega e você pede várias vezes, ele continua negando sem parar.
Você entrelaça seus braços no pescoço de Tsurugi puxando sua boca. Durante um tempo, ambos têm uma briga de mãos, até o azulado enfim desistir.
— T-tem certeza? — Ele indaga em dúvida. Você afirma.
Sem mais se conter, ele aproxima-se devagar e tenta fincar as presas com delicadeza em sua pele. Mesmo assim sente a sensação de agulhas te furando, além de umas pinicadas. Seu corpo começa a amolecer e o garoto para de imediato. Tudo fica escuro e você perde os sentidos.
...
Ao abrir os olhos se sente esquisita e vê um Tsurugi preocupado, que afagava seus cabelos. Levantando a cabeça do colo dele, pisca inúmeras vezes ao mesmo tempo que se ajeita.
— T-tudo bem? — A voz dele tinha hesitação e medo.
— Sim, mas, você...
— Veja com seus próprios olhos. — Você tira um espelho de seu bolso. Nele pode ver seus caninos pontudos.
— Está arrependida?
Como resposta, você o agarra selando seus lábios frios nos dele. Ambos correspondem o beijo fervorosamente. As línguas já introduzidas não hesitavam em explorar a boca um do outro. As mãos passeavam entre os cabelos; cintura; costas e rosto. Era como se tivessem ficado anos sem fazer isso.
— Nunca me arrependerei.
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