A Chance for You

16 Receita para quem quer conquistar - Kurama Norihito


Notas iniciais
Este aqui eu resolvi fazer um tipo diferente, eu já disse que adoro testar coisas novas nas minhas fics? Pois é, eu amo e essa não será a primeira vez que acontecerá algo assim :) Apenas isso. Enjoy ^.~

Como conquistar um Kurama

Ingredientes:

1 Kurama Norihito

1 Mero Encontro

2 Xícaras (chá) de coincidências

1 Situação Engraçada

1 Situação Constrangedora

3 Xícaras (chá) de paciência

2 Colheres (sopa) de insistência

1 Ombro Amigo

Uma pitada de provocação

1 Beijo Atrevido

Rendimento: Indeterminado

Tempo de Preparo: Depende de como os ingredientes são colocados e misturados.

Modo de Preparo:

Pegue uma vasilha grande. Coloque um Kurama, o mero encontro e os misture com uma colher de madeira.

A caminho da escola Raimon, você andava nervosa e ansiosa, pois mesmo que a maioria dos alunos que se prezem jamais quisessem estudar nela, antigamente fora o palco de muitos acontecimentos incríveis, como o nascimento dos Inazuma Eleven e foi lá também que o futebol floresceu e cresceu em todo o país. Adentrando o local, seus olhos se admiram observando tudo ao redor. Era uma escola com qualquer outra, porém, não deixava de trazer um certo sentimento de bem-estar.

Você esbarra em uma pessoa por culpa da distração, mais especificamente um garoto baixinho de cabelos azuis bem claros, olhos negros e pele morena. Rapidamente você se desculpa. Ele possuía uma expressão emburrada.

— Devia parar de andar distraída novata. Você está na Raimon e não em Marte. — Adverte rudemente continuando a caminhar. Você, sem graça pela resposta, vai atrás dele.

— Ahn... Poderia pelo menos me indicar onde é esta sala? — Você mostra um papel.

— ... Não. — A resposta te deixa indignada. — Procure você mesma. Tem suas pernas e consegue enxergar, não é difícil. — Dessa vez ele fala de forma grossa. Sua vontade era de pegá-lo pelo colarinho e chacoalhá-lo para aprender a ser mais educado. Contudo, um estranho interesse por ele surgiu em sua mente.

Pegue as xícaras de coincidência e despeje aos poucos na massa, ao mesmo tempo mexendo para misturar totalmente.

Ambos se encontravam inúmeras vezes, nos corredores; no pátio; sempre se esbarrando. Até que um dia, o vê treinando com o time de futebol. Você acha aquilo ainda mais interessante e decide observar até o final e teve que admitir, o baixinho é muito bom jogando.

Mais tarde no fim das aulas, uma chuva forte começa. A maioria dos alunos ia para casa de guarda chuva e outros optavam por esperar até os pingos cessarem. Uma dessas pessoas era você e a seu lado, o baixinho de cabelos azuis. Como sempre, aparentava estar ou emburrado ou irritado, mas talvez apenas entediado.

— Então... Eu ainda não sei o seu nome. — Você corta o silêncio.

— Por que deveria dizer? — Ele indaga ignorante sem te olhar.

— Prefere que eu te chame de baixinho? — Você arrisca a perguntar recebendo um olhar irritado.

— Kurama Norihito. — Após ouvir o nome, você diz o seu.

— ... Kurama-san? — O chama atraindo atenção. — Eu te vi treinando mais cedo... E, eu acho que você joga bem. — Ele apenas fica quieto.

— Arigatou... Gozaimasu. — Surpreendentemente ele agradece o elogio.

Outro dia descobre que Kurama morava perto de sua casa. Nunca havia notado por distração. A partir disso, inconscientemente vocês saíam de casa para a escola no mesmo horário. Algumas vezes chegando à andar bem próximos um do outro sem perceber. Coincidência ou obra do destino?

Adicione a situação engraçada para deixar a mistura com uma forma mais homogênea.

Não importa quantas vezes você pedia, ele nunca a deixava tentar jogar, muito menos a ensinava, sendo assim, você mesma foi até o campo e pegou uma bola. Todos te olhavam se perguntando o que iria fazer. Kurama apenas coloca uma mão no rosto fingindo que não a conhecia.

— Ei Kurama, aquela não é a garota que chega junto de você? — Amagi pergunta.

— Não.

— Conhece ela?

— Não faço ideia de quem é.

— O que acha que ela quer fazer?

— Já disse que não sei!

Escuta a conversa sem dar importância. Ia mostrar para o baixinho que também conseguia chutar. Você se prepara e chuta com toda a força para o gol. Infelizmente a bola não entra na rede, mas inexplicavelmente bate na trave e acerta a cabeça do treinador Endou. Você corre até ele se desculpando enquanto umas risadas são ouvidas, elas pertenciam à Kurama.

— Por que diabos fez aquilo? — Ele pergunta isoladamente dos outros.

— Eu queria mostrar que posso sim jogar. — Se defende sem graça.

— Mas acabou fazendo o contrário. — O garoto tenta parecer sério, no entanto volta a rir como antes. Você se junta a ele, relembrando a cena anterior e se surpreende por poder testemunhar esse lado oculto do baixinho.

Com muita cautela, coloque a situação constrangedora, mas cuidado, senão, vai estragar a consistência da massa.

Discussões nunca acabam totalmente bem. Você nem sabia como a de agora à pouco aconteceu, apenas que se encontrava com a camisa molhada de água, tentando à todo custo não deixar ninguém ver como é seu sutiã, pois a camisa ficou toda transparente. Desesperada, corre ao vestiário se escondendo de vergonha. Tentou esperar o líquido secar, mas fora em vão. Pra piorar, tinha esquecido a jaqueta em casa.

Você ouve três batidas do lado de fora e a voz de Kurama chamando-lhe.

— O que é? — Completamente brava, pergunta indo verificar.

— Tome. — Ele estende a própria jaqueta para você. — Considere isso como um pedido de desculpas, onegai. — Sem opção, decide aceitar, mas ainda estava com um pouco de raiva.

Mesmo que Kurama estivesse fofo com o rosto corado de timidez, não fora muito legal ele ter jogado água em você.

Despeje, ou melhor, derrube de uma vez as três xícaras cheias de paciência e misture sem dó. Elas são estritamente necessárias. Se preferir, adicione mais meia xícara.

— Como ele pode ser tão idiota? — Kurama reclama de Tenma, que falava com o time de forma encorajadora.

É normal o baixinho sempre se estressar com pessoas assim, de personalidade "irritante". Na opinião dele isso incluía também a você, mesmo não se encaixando tanto nesse padrão. Kurama realmente não suporta esse tipo de comportamento e costuma ser mais ignorante que o normal.

— Não o acho idiota. Tenma só é muito otimista e alegre. — Você defende o castanho.

— É claro que você não acha, é igual a ele. Os idiotas se entendem. — Kurama ofende.

— E você fala como se não fosse um.

— Como é?! — Ele se altera um pouco.

— Ahn bem, vai dizer que nunca passou por uma fase assim? — Você corrige a pergunta para não irritá-lo mais.

— Não. Sempre tive juízo. — Ele responde com um ar superior.

— Mentiroso, todos têm, tiveram ou ainda vão ter uma fase tipo: 'como eu era idiota'.

— Está me confundindo com vocês.

— Por que você tem que ser chato e ignorante? — Kurama arqueia a sobrancelha, pronto para ser rude. — Até parece um infeliz.

— Se não gosta do meu jeito, por que continua falando comigo então? — Kurama se levanta fazendo menção de sair. Você segura seu braço.

— Não é que eu não goste, mas muitas coisas que diz, magoam demais os sentimentos dos outros. — Ele puxa o braço de volta ficando em silêncio. — Entendeu? Você só precisa ser menos rude. — Finaliza dedicando um sorriso a ele, entretanto, Kurama sai te deixando só.

Você massageia as têmporas com um suspiro de cansaço. Talvez você precise de uma paciência infinita com essa pequena criatura.

Apenas duas colheres de insistência são suficientes para adoçar um pouco as coisas.

— Só um, onegai? — Você pede pela segunda vez.

— Não. — Novamente ele responde com a palavra chata.

— Ah vamos, somente um.

— Já disse e repito, não! — O baixinho já perdia a calma.

— Mas é só um beijinho na bochecha! — Insiste.

— Eu devo estar falando coreano, só pode.

— Então isso é um sim?

— Claro que não!

— Aposto que vai gostar... — Provoca cantarolando a frase.

— Não sou eu quem está dizendo isso. — Responde calmo.

— Kurama-san me diga, você é gay?

— Não! Por que tá perguntando isso de repente? — Ele te olha indignado.

— Bem, recusando o beijo de uma garota...

— E eu lá sou obrigado a beijar todas as mulheres? — Você nega com a cabeça. — Então pronto!

— Escute, eu vou te dar um beijo você querendo ou não.

— Não se atreva! — Kurama alerta, mas já é tarde demais.

Seu alvo seria a bochecha dele, entretanto, no exato momento em que se aproxima, seus lábios encostam nos dele, que virou repentinamente. Ele se separa mais vermelho que um tomate. Você apenas ri da reação enquanto Kurama discute com você.

Um ombro amigo sempre é bom para fazer qualquer mistura ficar melhor. Mexa delicadamente com a colher de madeira.

Você jamais imaginou que pudesse ver Kurama naquele estado, mas aí estava ele, sentado a seu lado, chorando. Ele sempre se fazia de forte, escondendo seus sentimentos, mas na verdade sabia desde o começo que o garoto é como qualquer outra pessoa. Estranhamente ele não correra ou tentava segurar o choro, e até agora não disse algo rude para você, nem te expulsou.

— Não sou tão forte como pensava que era. — Se lamenta no meio do choro. — Pareço um idiota.

— Não acho. — Passa um braço ao redor dos ombros dele consolando-o. — Na verdade, só pessoas fortes conseguem ter a coragem de chorar na frente de alguém. — Kurama te olha surpreso pelas palavras incentivadoras.

— Arigatou. — Ele agradece desviando o olhar às estrelas.

Coloque uma pitada de provocação só pra variar.

Uma das coisas que mais adorava fazer é provocá-lo e não tinha hora para fazer isso. Dia, tarde e noite e em qualquer lugar. Também não faltavam "adjetivos": baixinho; pirralho. Se não se conhecessem, poderia ser considerado bullying.

— Louca retardada. — Kurama lhe ofende com uma veia saltando da testa.

— Pode pegar um banquinho, eu espero. — Zomba enquanto impede o garoto de alcançar o próprio livro que estava em sua mão. É hilário vê-lo na ponta dos pés. Você bota um dedo em sua cabeça dificultando mais para ele.

Sentimentos são sempre bem-vindos, polvilhe-os a gosto.

Amor, tinha certeza que é isso o que sentia por Kurama Norihito. Por quê? Simplesmente porque ele a fazia corar, se arrepiar e acelerava seu coração como ninguém. A todo momento pensava em como o baixinho estava e o que fazia. Ao mesmo tempo que não queria estar junto por ele praticamente fazê-la derreter de timidez, quando estavam separados, você morria de saudades. Alegria; paixão; desejo. Desde que o conhecia, só sentia coisas boas. É tão bom sentir tudo isso que fazia bem para seu coração.

Por fim, adicione um beijo atrevido e coloque no forno pré-aquecido à 180°C durante um minuto. Retire depois de pronto e sirva-se.

Não aguentava mais segurar esses sentimentos só para si. Precisava compartilhá-los e foi o que fez.

Encarando os atraentes olhos de Kurama, você não hesita em beijá-lo. Diferente do que mostrava ser, os lábios do garoto não são amargos e sim doces. Até o momento ele não interrompeu o ato, sendo assim, você se sente livre para continuar. A começar rodeando os braços em volta do garoto. Sua surpresa foi quando ele fez o mesmo, puxando-a para perto. Ambos se moviam suavemente aproveitando os toques das mãos, o perfume do outro e o gosto do beijo.

— Você não devia ter feito isso... — Ele diz após se separarem te assustando. Seria rejeitada? — Eu queria ter te beijado primeiro. — Você pula em cima dele abraçando-o.

Bom Apetite!

Notas finais
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