A Chance for You

25 Mirror Force - Afuro Terumi (Aphrodi)


Notas iniciais
Aqui está mais um cap. Minha internet está horrível desde ontem, to sofrendo, se eu sumir por esses dias é por culpa dela ;-; Outro capítulo pro Aphrodi (Chip: De novo? mas por quê? Dark: Achei que o outro não ficou muito bom e fiz outro, dessa vez maior :3 sem falar que se tornou um dos meus favoritos ^^ Enjoy. Tradução do título: Força do espelho ou Poder do espelho (Peguei isso de uma das cartas de Yu-gi-oh) :P No final vcs entenderão o porquê do título ser esse.

Acabando de chegar de mais outro cansativo dia escolar, você entra em seu quarto jogando a mochila no chão e deitando na cama. Todos os dias era sempre a mesma coisa. Ia para escola; voltava; conversava com seus amigos; de vez em quando saía com eles; em casa passava a maior parcela de seu tempo no celular ou computador. Já estava farta disto. Queria sair um pouco da rotina, descontrair de preferência arrumar um namorado.

Sim, exatamente, você faz o tipo de garota romântica. Não queria permanecer somente no ficar com um ou outro. Porém, por mais esforço que fizesse, sempre acabava segurando vela. Seu coração sentia-se solitário e precisava de uma companhia, amor e carinho, apenas isso.

Você caminha até o grande espelho de seu quarto. A moldura era branca com desenhos em relevo de flores e folhas, o vidro era limpo e brilhante. Ficando de frente a ele, se analisa. O que lhe faltava? Beleza? Personalidade? Realmente não sabia, mas será que é tão difícil ter amor? Dando um suspiro, você se deita na cama sonolenta e dorme profundamente.

Depois de um merecido e longo descanso, você acorda se espreguiçando demoradamente. Já era noite e seu estômago roncava. Hora de comer. No momento em que levanta, você passa em frente ao espelho e para ao avistar algo anormal. Seu reflexo não aparecia! Boquiaberta, seu corpo congela de medo. Teria morrido? Não, não é possível, mas se sim, como? O mais maluco era o fato de que o espelho não refletia seu quarto também. A imagem que podia ser vista é a de um outro quarto totalmente diferente do seu.

Ainda assustada você fica com medo de que isto poderia ser obra de algum espírito, fantasma ou até alma penada lhe assombrando. Com uma coragem tirada do além, você decide tentar tocar àquilo que mais parecia um portal para outra dimensão do que um espelho. De repente a porta do quarto refletido abriu-se. Uma garota entrou. Um calafrio lhe atingiu enquanto você a observava. Os cabelos eram loiros e compridos até a cintura, pele clara e olhos avermelhados. Ela foi até o guarda-roupa dela tirando uma muda de roupas e no instante em que ia se despir, pousou os olhos em sua direção.

— KYA! E-ESPÍRITO! — Você grita e sai correndo procurar abrigo com seus pais. — MÃE! PAI!

— O que foi filha? — Eles perguntam antes de você puxá-los até o cômodo.

— E-eu v-vi e-espíritos! O espelho! — Gaguejando e tremendo, você aponta o objeto e eles o examinam.

— Mas, não tem nada aqui! — Seu pai diz.

— O quê? Mas estava aí agora há pouco, vi uma garota dentro. — Logo nota que o maldito refletia tudo normalmente. — M-mas, m-mas...

— Deve ter sido impressão. Vou fazer um chá pra te acalmar certo? — Sua mãe diz. Seu pai apenas diz pra parar de ver filmes de terror de noite e vocês saem do quarto indo até a cozinha.

Após tomar um chá de camomila, você decide ficar com seus pais até a hora de dormir. Quando esta chegou, cautelosamente seus olhos examinam o quarto. Tudo voltara ao normal. Suspirando de alívio, você se sente segura para descansar e foi o que fez.

...

Despertada pelo barulho irritante do alarme, acorda se espreguiçando como sempre, mas logo em seguida o susto volta. Novamente o seu espelho refletia um outro quarto diferente e sua imagem não aparecia nele. Pensou em chamar seus pais, entretanto estava sozinha em casa. Eles saíram para o trabalho de manhã.

Com cuidado caminha até ele. Com a ponta de seus dedos, o toca esperando atravessá-lo, mas sua mão apenas encostou e ficou ali. Ou seja, não era um portal. Vendo que nada mais acontecia, você nota que a mesma garota de antes estava lá, deitada numa cama de solteiro dormindo tranquilamente. Anteriormente você não prestara atenção direito pelo susto, mas agora se sentia um pouco mais confiante pra fazer isso. Sua expressão era amena com um toque angelical. Os cabelos completamente soltos se espalhavam entre o travesseiro e os lençóis. A cor combinando com as feições do rosto. Realmente parecia um anjo.

Durante certo tempo, você ficara observando a cena sem saber o que fazer, até que um barulho de alarme soou. Pensou ter sido o seu, mas já havia desligado-o. De repente a garota se remexeu na cama. Seu braço toca o aparelho em cima da escrivaninha do quarto paralelo, desligando-o. Ela se levanta espreguiçando-se de um modo engraçado até olhar para o espelho e sua expressão tornar-se confusa e surpresa. Vocês se olham até a suposta garota paralela chegar perto e tocar o vidro.

— O quê?! — Para seu espanto a voz dela não parecia ser feminina, tinha um toque masculino. — O que é isso? — Ela pergunta de novo.

— V-você pode me ver? — Tomando coragem você fala.

— O que está acontecendo?

— Não faço a mínima ideia do que tá acontecendo. Só sei que o seu quarto apareceu em meu espelho de repente, desde ontem. — Considerando a cara dela, você trata de explicar a situação.

— Mas então, quem é você? — Ela pergunta ainda confusa pelas informações. Sendo assim, você menciona seu nome.

— E o seu? — Você pede.

— Afuro Terumi, mas me chame de Aphrodi. — Nesse instante você se toca que a garota na verdade era um garoto. Além do nome, não possuía seios sem falar do volume entre as pernas, o que lhe espanta, pois, a semelhança com o sexo oposto era muita.

Desse dia em diante, ambos conseguiam se ver através do espelho que parecia ter algum tipo de energia ou até magia. Você e Aphrodi conversavam diariamente e cada vez mais se conheciam. Tudo o que você sabia sobre ele era que morava em uma cidade chamada Inazuma, que ficava no Japão da dimensão paralela. Seu país natal é a Coréia do Sul e ele era jogador de futebol de um time chamado Fire Dragons. Quer dizer, isso somente o básico, ficaram um mês conversando.

Durante essa experiência, você acabou se afeiçoando ao loiro. Mesmo que não pudesse tocá-lo. Toda vez que chegava da escola, ansiava vê-lo. Ambos ficavam horas falando sobre qualquer coisa. Você sempre ria quando Aphrodi comentava sobre dois colegas do time, Nagumo e Suzuno, que pelo que dizia, são uma comédia.

Ele sempre a fazia rir e sorrir; apoiava-a e criticava quando necessário; era um bom ouvinte. Por isso, sempre ao ver ele no outro lado do espelho, você sentia algo diferente. Na verdade, mais que uma simples afeição de amigo. Cada dia você queria passar mais tempo junto, além de querer tê-lo mais por perto. Você se preocupava com o que ele pensava de ti. Se Aphrodi sentia-se da mesma forma que você se sente quando estão próximos. Em pouco tempo, você admite pra si que estava apaixonada no fim das contas.

Porém, você sabia que este amor seria impossível mesmo se fosse correspondido, afinal, como namorar alguém através de um espelho? Em algum momento, ambos iriam querer se tocar e não é possível. A não ser que outra anormalidade aconteça.

...

Mais um dia você chegava ansiosa e nervosa. Ver Aphrodi lhe deixava coradinha de vergonha e timidez. Ao abrir a porta do quarto, entra prestando atenção ao espelho, certificando-se de que o loiro não estaria lá. Após ter certeza, começa a trocar de roupa. Terminando, você vira-se apenas para ver o garoto te encarando feito uma estátua com as maçãs do rosto coradas. Instantaneamente as suas também ficam.

— V-você...

— E-eu n-não vi nada! Juro! — Ele se defendia gaguejando. Você não acreditou muito, mas não se importou, afinal essa ideia não parecia tão ruim assim, talvez te achasse bonita. — Então... Como foi o dia na escola? Novidades? — Pergunta ele mudando de assunto.

— Bem, hoje um garoto me pediu pra ficar com ele. Fora isso tudo foi tudo normal. — Ao terminar a frase a expressão do loiro muda. Parecia surpreso.

— Eh?! E o que você disse? — Indaga ele hesitante.

— Disse que não queria. — Aphrodi ficou aliviado.

— E... Por que você não ficou com ele?

— É que, estou interessada em outra pessoa. — Essa frase deixou-o chocado e com uma cara triste ao mesmo tempo.

— Sério? Quem? — Sua voz desanimou-se.

— Se-gre-do. — Você faz sinal de silêncio.

— Me diga quem é agora! — Ele pede diversas vezes. Por mais que quisesse contar, você não poderia, ou melhor, tinha medo de sua reação.

...

Tarde da noite você ouve um barulho e abre os olhos. A primeira coisa que avista é o loiro encostado em seu próprio espelho. Parecia lhe observar enquanto dormia. Isso é estranho. Você se levanta recebendo um olhar de susto. Ele não imaginou que acordaria. Em seguida vai na direção do grande espelho vertical, ficando sentada em frente a ele.

— Não consegue dormir? — Ao invés de questionar se estava te olhando você prefere abafar o assunto. Na verdade isso já acontecera algumas vezes no meio da noite. Aphrodi apenas faz sinal de positivo com a cabeça.

— Tem algo me incomodando à algum tempo. — Ele complementa.

— Quer desabafar? — Você questiona gentilmente, do mesmo que ele já fizera com você.

— Tem uma garota que eu gosto muito... — Seu coração falhou umas batidas. Ele gostava de alguém? — Mas não posso falar isso pra ela. É uma coisa complicada, apesar de termos nos conhecido pelo destino, não podemos ficar juntos. Estou pensando em simplesmente ignorar tudo.

— Eu acho que você DEVE contar. Continuar guardando só pra você. Vai fazê-lo sofrer ainda mais. Melhor do que não contar e se arrepender depois. Não importa se não podem ficar juntos, se ela te corresponder vai ser uma coisa legal, confie em mim. — Você conclui piscando pra ele.

— Certo, vou fazer isso. — Você faz um sinal positivo. — Mas, você ainda não sabe quem é ela?

— Não. Como vou saber? — Você responde escarquiada pela pergunta. — Me diz quem é? — Aphrodi diz sim antes de falar.

— É você. Eu te amo.

Seu coração antes triste pulara de alegria. Não podia ficar melhor? Aphrodi te amava e você o correspondia. Então você começa a se tocar que isso é verdade. Algumas vezes ele te observava com um olhar sonhador e um sorriso amável; te elogiava sempre que possível. Não foi difícil acreditar nessas três palavras.

— S-sério? — Você pede uma confirmação. E ele diz sim. — Nya! Eu também te amo! — Você confessa enfim, alegre demais para se sentir envergonhada ou algo do tipo. — Sempre te amei Aphrodi! — E qual não foi a surpresa dele ao te ouvir.

— Então posso te beijar? — Ele questiona.

— Eh?! Mas... Como? Não dá... — Responde decepcionada e confusa ao mesmo tempo com a pergunta.

— Tive uma ideia. Apenas feche os olhos e me beije que eu vou te beijar. — Você entende a ideia que ele teve. Iriam se beijar pelo espelho. — Mesmo que não podemos nos tocar, eu quero tentar sentir essa sensação.

Assim você fecha os olhos. Mesmo sendo uma ideia meio retardada e doida, você decide concordar em fazê-la. Não ia perder coisa alguma. Ansiosa e corada, se aproxima aos poucos, tentando não pensar em tristeza ou que aquilo é idiota, nem nada parecido. Ao sentir-se bem próxima, uma coisa inesperada acontece. Você magicamente sente os lábios do loiro tocando os seus. Sua vontade era de se separar pra ver o que houve, mas você continuou firme se importando apenas em sentir o sabor da boca dele, a textura da pele, o perfume ludibriante que ele usava. Enquanto isso as mãos dele passeavam pelo resto do seu corpo, pescoço, cabelos.

De repente um tipo de força invisível lhe empurra fazendo-a cair em cima de Aphrodi. Desta vez, ambos se separam para contemplar o fato, surpresos. Você não podia acreditar em tudo o que acontecera. Estava em outra dimensão. Caíra do outro lado. Tudo graças ao espelho que podia ser chamado de mágico, afinal ele tinha um brilho místico em volta dele. Entretanto, para você e o loiro isso agora pouco importava pois já estavam se beijando novamente.

O impossível se tornou possível.

Notas finais
Até amanhã se minha net colaborar - See Ya!