A Chance for You

59 Lion Heart - Kishibe Taiga


Notas iniciais
Foi totalmente inspirado numa música de Girl's Generation ou SNSD sei que não entendo absolutamente nada de K-POP, mas gosto e qdo lembrei desse single e o MV acabei criando o plot :3 Título: Coração de leão.

“Você vai ser capaz de aceitar as coisas desse jeito por mim?”

— Mas... De novo? — Você indaga indignada, querendo na verdade, gritar com seu namorado, que ultimamente estava lhe estressando ao invés de a deixar feliz; o que deveria ser o correto. Porém, Kishibe Taiga não aparentava bem no início, ser um cara de pau como estava mostrando. Ele era, ou melhor, ainda é gentil; amável; carinhoso; engraçado; além de todos os adjetivos que qualquer coração apaixonado encontra para descrever o parceiro.

— Sim, mas eu te ligo amanhã. Prometo. — Se despediu com um selinho e um carinho em sua bochecha. Antes dele sair andando calmamente nas ruas de Inazuma, você viu um olhar preocupado em seu rosto, como se ocultasse algo. Isso foi suspeito.

Novamente ele partiu com uma desculpa nova. Quatro semanas foram o bastante para suspeitar dessas estranhas atitudes. Nunca saía junto de você quando anoitecia e passou a aderir saídas pessoais somente nestas horas. Não suportava a ideia de ser traída; de ter outra que Kishibe achava melhor. Ninguém aceita, muito menos merecia passar tal situação. Suas amigas o aconselhavam a deixá-lo e partir, deixar a fila andar. E realmente era uma opção tentadora, porque existia um indivíduo dotado de qualidades comparadas ao Taiga. O dito cujo não era mais nem menos que um pianista de caráter igualmente singelo. Shindou Takuto. Entretanto, ainda nutre emoções únicas por Kishibe.

Você nem se dera ao luxo de escutar e prestar atenção direito aos programas noturnos do de cabelos roxos, desta vez. Nada adiantaria, pois iria passar raiva e também não aguentava mais discutir com ele e tudo acabar em nada. No começo era perfeito e agradável, apesar dele ainda mostrar ser aquele que a conquistou com poucas palavras e ações pequenas. Mas você encarava no momento, seus defeitos. Mesmo assim, ainda o amava.

❣ ✿ ❣

O Takuto expressou o melhor de seu sorriso. Aqueles olhos castanhos e doces como chocolate claramente a convidavam; te diziam que queriam seus lábios agora nos dele. Não era necessário ter dito de maneira explícita. Você recusava aquelas investidas elegantes, por sinal e educadas, visto que precisa resolver um lado primeiro. E de repente um ser brota ali, cortando o clima. Uma mão rodeou seus ombros. O outro se despediu às pressas, ao notar os ciúmes. Jurou que uma aura animalesca se fez presente.

— Sei que não acredita, mas preciso que confie em mim. — Implora desesperado o de cabelos roxos, após você sugerir o término e depois de uma conversa.

— Não faz sentido uma relação com mentiras e coisas não esclarecidas. — Você retruca decepcionada, após o lembrar que não recebeu nenhuma bendita ligação que prometera no dia seguinte. Se for para continuar assim, melhor que ambos vivessem com seus segredos cada um para um lado.

Expressando um olhar arrependido e melancólico, ele tenta te beijar na tentativa de mudar sua mente. Você o rejeita, afastando lhe corpo e distanciando o seu.

— Pelo menos me dê três dias. — Pediu ele assegurando certeza. Você esboçou uma cara indignada.

— Dias?! — Exclamou. Kishibe pegou suas mãos e lhe dedicou seu olhar azul triste, literalmente.

— Preciso de três dias pra te convencer que não sou um cafajeste como pensa. Então... Por favor?

Mais tarde, depois que a deixou sozinha, você se arrependeu de o ter dado mais uma chance. Quis se estapear por agir como uma burra, sendo que sabia o que poderia estar ocorrendo naquela relação. Mas novamente, repito que ainda o amava. E o amor faz coisas que às vezes não queremos, entretanto, essa seria a última chance que daria. A última. Ele devia aproveitar bem. Se não partiria de braços abertos para o Takuto.

Todavia, queria saber a verdade por detrás daquilo. Não suportou esperar como uma tonta e somente crer em sua palavra. Numa das noites, o seguiu sem ressentimentos; sem medo. Ele ao menos teve a decência de a avisar antes de sair pela noite como de costume. Podia não parecer, mas você estava indo muito bem para uma espiã. Se esgueirando feito uma sombra e rastejando feito uma cobra, tudo corria a seu dispor. Seu namorado caminhava sem rumo e sem parar. Onde ia afinal de contas?

As coisas começaram a tomar um caminho estranho quando o de cabelos roxos partiu para um parque florestal, que costumava ficar vazio essas horas. Não tinha nenhuma criatura viva por lá, nem mesmo um pássaro. Deu-lhe um pouco de receio, mas continuaste firme em sua tarefa. Seu coração se apertou repentinamente. Estaria ele se dirigindo para lá em busca de encontrar a amante? O viu se esconder e desaparecer perante algumas árvores. Nervosismo se elevou, a verdade é que temia ver as cenas. Não estava preparada. Estreitou a visão, caçou qualquer vestígio em vão. Apenas a deram breu como resposta. Sem nenhum sinal, você decide abortar a missão por causa das altas horas. Se tocou que estava demasiado perigoso para uma figura feminina.

Entre aliviada e derrotada, decide voltar. Seus calcanhares giram, porém cessam a ação quando sua audição capta o som do farfalhar e pés arrastando. Suou frio no lugar, adrenalina nas veias das pernas. Desataria a correr como se fosse uma maratona, caso fosse um criminoso. Poderia ser um inseto, mas correria pela vida. Você sentiu sua alma pular para fora ao enxergar pelagem negra avançando contra ti. Cabeça quicou no solo duro, oxigênio faltou de terror. Sua reação na hora foi proteger rosto enquanto se debatia. Mas o provável, animal surgido, não tentou lhe devorar, nem nada mais. Suas pupilas dilatadas pelo pânico se normalizaram. Mesmo nada ocorrendo, ficou na defensiva.

Peso.

Sentiu algo muito pesaroso fazer pressão contra seu peito; o comprimir, dificultando-lhe a respiração. As patas prensando seu corpo no chão. Você contemplou os detalhes conforme a luz lunar iluminava. A pelagem era na realidade, marrom clara; dentes afiadíssimos, cobertos pela enorme boca; uma juba grandiosa, desarrumada. Olhos castanho escuro, pregados em sua silhueta. A criatura logo executou algo inédito. Seu corpo se transformou, tomando devagar, uma forma humana. Foi bizarro observar tão próximo. E de repente, você pensou se estava vendo a realidade ou vivia um sonho extremamente realístico. Talvez tivesse esquizofrenia? Porque o que se viu em seguida, foi seu namorado, Kishibe Taiga.

Com um par de orelhas meio redondas da mesma cor da juba que sumiu; os caninos um pouco maiores continuaram; uma cauda de aspecto fofinho e patas no lugar das mãos. Conclusão: ele tomou a meia forma de um leão.

— Eu... Eu quase te matei... — Kishibe admite arfando de adrenalina também e com medo de si.

— O-o que tá acontecendo? — Indagou o plausível. Se ergueu aceitando a mão, que parecia ter uma pantufa nela. Você massageou a nuca.

— Vamos pra casa antes. — Mandou. A agarrou contra si e a conduzindo de modo protetor pela cidade, tomando cautela com pessoas perambulando por aí.

— Como pode ver... Seu namorado é um leão. — Respondeu tentando apaziguar a tensão mesmo após tudo se acalmar. Você apenas esperou sua explicação. — Ok... Todas as noites, eu me transformo, mas só posso fazer isso pela metade... Ou inteiro. Não consigo evitar. E não quero sair com você assim. É ridículo. — Concluiu sem dar muitos detalhes, observando as mãos com asco. Um riso cômico quase lhe saltou. Estava a um segundo morrendo de medo de perder a vida. Agora via um Kishibe furry.

— E por que pediu três dias? — Ainda desacreditada. Você pergunta a primeira dúvida que veio a sua mente. E se distraiu encantada com suas partes novas do corpo. As orelhas se mexiam para cima, baixo. Era tentador o súbito desejo de tocar.

— Porque... Estava criando coragem pra te contar tudo com calma. — Admite constrangido. Um silêncio mútuo obviamente toma conta da situação.

Você agora estava arrependida. Não se tratava de traição, afinal.

— Me desculpe, não confiei o suficiente em você. — Seu olhar se concentrou em um ponto morto do chão, tentando controlar a vontade de o acariciar.

Até você sentir sua mão fofinha levantando seu queixo, praticamente puxando seu olhar para mirar os azuis dele, que quase gritavam por algum carinho.

— Como é que você ia saber? Qualquer um ia pensar em traição. — Ao invés de se defender, ele fez o oposto. O novo tipo de toque feito por suas patas engraçadas, lhe causou o arrepio do jovem sem querer lhe machucar. Porém sabia que não aconteceria. — Mas... Não me importa. Eu amo você. — Uma confissão que te deixa encabulada. — E entendo se não me quiser mais.

Você estava ainda confusa. Havia tantas questões sem respostas... Como a origem dessa transformação; por que logo um leão, quando poderia ser um gato, por exemplo, entre milhares de mistérios inexplicáveis que existiam por aí. Porém quem liga? Vai ter tempo o bastante de o perguntar. Porque Kishibe já tinha te pego como sua presa. Não é por ser diferente, que iria o deixar.

— O que te faz pensar que meu amor, se acabaria assim tão fácil? Não diz aquele ditado, que não importa a idade ou distância? Por que eu ligaria pra sua aparência? Eu até gostei. — Resolve este assunto de uma vez. — Conclui e vê sua cauda balançar e as orelhas se mexerem de um jeito meigo. Ele ergue as patas para você.

— Mesmo que essas mãos atrapalhem... N-naquela hora? — Perguntou, suas orelhas abaixaram, denotando sua timidez. Ele se referia na hora do sexo, você também corou. E violentamente.

— Quanto a isso... Resolvemos na hora. — Respondeu constrangida. — Acredito que vou gostar das novidades.

Alegou, num misto de graça e malícia, deixando Taiga rosado e tranquilo ao perceber que tinha entregue seu segredo e a si mesmo; sua alma; corpo físico e especialmente seu coração de leão, para uma pessoa que valesse a pena.

Notas finais
Clipe: https://www.youtube.com/watch?v=nVCubhQ454c Esse MV tem uma mensagem adulta e bem importante, tirando toda a coisa engraçadinha e fofa xD