A Chance for You
10 Get A Clue - Minaho Kazuto
Notas iniciais
Abrindo seu armário escolar você encontra uma carta misteriosa. Não tinha nome, nem vestígios de quem poderia ter deixado ali. A única coisa que você sabia é que não conseguia lê-la. Parecia escrita toda errada.
ueQ airedopE retR otidF edG sairávH sarienamB o euqD otnisS ropD êvocH. ertneK saleV sacitnâmorF e sadatisuniE, samB onG mifD ietpoE rop resE lanigiroD e rezafA ossiQ edV uemW oirpórp"m" otiejI. ueL orepseK euqG agisnocB revloserF etseT oneuqepY amgineJ
mifneT, o euqW otnisF a otnopB edG rezafJ ossi"i" e oglaN euqG saF saossepJ etnemselpmisF mamahcG edG romaH uoF étaT oãxiapB, arapF mimG é levácilpseni"n". otnatertneT ouvG ratnet''a'' revercsedF etseH otnemitnesN.
etnemariemirp"h" oãsJ sairávK seõçasnesG. amuN saledJ é rereuqY ratseM otrepH edH êcovG, samD oaS omsemT opmetT oãnW riugesnocU. uemP procP e ahnimH etnemF oãnH esL mateiuqaA odnauqC uotseD a uesC odal"o".
a adnugesT oãçasnesH é oãnD rarapG edB rasnepM muF odnugesS meS êcovD. aidN e etionJ e étaF meD suemT sohnos"k". odnauqN ouv"a" riasF, odnauqS ocifW odarapR. adacJ otsegM euqF otucexeH erpmesU é odnasnepD meL itJ, evisulcniT raripserD.
ropF omitlú"z". a ariecretI oãçasnesO oãsO so sodomôcniO samotnisZ. seleuqaX euqX macidniX euqV êcovB átseY odanoxiapa"u". o oãçarocM euqB arelecaR edW etneperE, saR sahcehcobL sadarocK, saJ soãmD euqT mausH e o omsisovren"t" euqU atnemrotaJ étaK omsemH ahnimD amlaE.
mifneT, odutH otsiH ueK omuserY mocR selpmisX sarvalap"o"
oma et ue.
Na verdade, fazia alguns dias que recebera a carta estranha e tentara de todas as formas descobrir o que dizia, mas depois de quebrar a cabeça, não adiantou de nada. Sendo assim decide pedir ajuda para alguém que com certeza saberia resolver esse mistério, Minaho Kazuto.
— Hum... Isso parece ser interessante. — Diz ele com um dedo no queixo pensativo.
— Então, pode me ajudar? — Você questiona.
— Hai, hai. — Ele responde com um sorriso. — Posso ver a carta? — Você dá a folha a ele.
— Confuso não?
— Eu diria que se trata de um enigma. Provavelmente uma carta de amor já que a encontrou no seu armário, certo? — Você afirma estupefata se perguntando que tipo de carta de amor seria essa. — Faz ideia de quem seja?
— Hum... Não. Acredito que não existe ninguém interessado em mim.
— Sério? Não consigo acreditar que uma garota bonita não tenha admiradores.
— Arigatou. — Você agradece o elogio corada e sorridente. Em seguida percebe que Minaho também cora. Ele disfarça a convidando pra sentar em uma mesa para poder examinar melhor a carta.
— Bem... Há três tipos de letras: minúsculas; minúsculas com aspas e maiúsculas. Talvez... Se tirarmos as maiúsculas... — Ele deduz pegando outra folha de papel e caneta e riscando as letras.
ue airedop ret otid ed sairáv sarienam o euq otnis rop êcov. ertne sale sacitnâmor e sadatisuni, sam on mif ietpo rop res lanigiro e rezaf ossi ed uem oirpórp"m" otiej. ue orepse euq agisnoc revloser etse oneuqep amgine.
mifne, o euq otnis a otnop ed rezaf ossi"i" e ogla euq sa saossep etnemselpmis mamahc ed roma uo éta oãxiap, arap mim é levácilpseni"n". otnatertne ouv ratnet"a" revercsed etse otnemitnes.
etnemariemirp"h" oãs sairáv seõçasnes. amu saled é rereuq ratse otrep ed êcov, sam oa omsem opmet oãn riugesnoc. uem oproc e ahnim etnem oãn es mateiuqa odnauq uotse a ues odal"o".
a adnuges oãçasnes é oãn rarap ed rasnep mu odnuges me êcov. aid e etion e éta me suem sohnos"k". odnauq ouv"a" rias, odnauq ocif odarap. adac otseg euq otucexe erpmes é odnasnep me it, evisulcni raripser.
rop omitlú"z", a ariecret oãçasnes oãs so sodomôcni samotnis. seleuqa euq macidni euq êcov átse odanoxiapa"u". o oãçaroc euq areleca ed etneper, sa sahcehcob sadaroc, sa soãm euq maus e o omsisovren"t" euq atnemrota éta omsem ahnim amla.
mifne, odut otsi ue omuser moc selpmis sarvalap"o"
oma et ue.
— O que acha? — Ele lhe pergunta.
— Que a bagunça de antes melhorou muito. — Ambos riem com o comentário. — Mas e agora?
— Talvez estejam escritas ao contrário.
— E vamos ter que traduzir tudo?! — Você exclama e ele afirma com a cabeça. — Isso vai dar trabalho.
— Você não quer saber o que diz a carta? — Minaho tinha um olhar de decepção, com uma pontada de tristeza.
— Na verdade sim, estou curiosa.
— Então vamos lá. — Assim, vocês se dedicaram a traduzir a mensagem de trás para frente. Um escrevia enquanto outro se encarregou de falar a palavra em seguida. Ambos revezavam. Cada palavra e linha demorava para enfim fazer sentido. Sua cabeça se embaralhava várias vezes. Quem quer que tenha feito isso, gastou um bom tempo. Se pra escrever do jeito certo é difícil, ao contrário então, um sofrimento.
Você dava graças a Deus que estava acabando.
— Quem fez isso deve gostar mesmo de mim. Por que a tal pessoa não fez uma coisa simples? — Você reclama.
— Deve ser porque queria que fosse especial.
— Acho que quer mesmo é testar minha paciência. — Minaho dá risada e lhe mostra o papel.
— Pronto, finalmente acabamos.
— Aleluia! — Após se ajoelhar, você se levanta e pega o papel, surpreendendo-se pela inteligência do garoto. — Nossa, mas já? Minaho-kun você é muito esperto e rápido.
— A-arigatou gozaimasu. — Ele agradece sem jeito, um pouco corado também. — Mas você me ajudou.
— Sim, mas a maior parte foi você quem fez. Eu que agradeço. — Você então lhe dá um abraço simples e o sente retribuir suavemente. — Agora deixe me ler.
eu poderia ter dito de várias maneiras o que sinto por você. entre elas românticas e inusitadas, mas no fim optei por ser original e fazer isso de meu próprio"m" jeito. eu espero que consiga resolver este pequeno enigma.
enfim, o que sinto a ponto de fazer isso"i" é algo que as pessoas simplesmente chamam de amor ou até paixão, para mim é inexplicável"n". entretanto vou tentar"a" descrever este sentimento.
primeiramente"h" são várias sensações. uma delas é querer estar perto de você, mas ao mesmo tempo não conseguir. meu corpo e minha mente não se aquietam quando estou a seu lado"o".
a segunda sensação é não parar de pensar um segundo em você. dia, tarde e noite e até em meus sonhos"k". quando vou"a" sair, quando fico parado. cada gesto que executo sempre é pensando em ti, inclusive respirar.
por último"z", a terceira sensação são os incômodos sintomas. aqueles que indicam que você está apaixonado"u". o coração que acelera de repente, as bochechas coradas, as mãos que suam e o nervosismo"t" que atormenta até mesmo minha alma.
enfim, tudo isto eu resumo com simples palavras"o".
eu te amo.
— Agora sim tudo faz sentido. E realmente é uma carta de amor. — Você conclui após terminar de ler.
— O que acha dela? — Minaho pergunta com certo interesse.
— Anh? Ah sim, eu achei bonita. Pra falar a verdade, gostei da criatividade dele apesar de não conseguir resolver o enigma sozinha. — Você responde com um certo ar de satisfação.
— Mas ainda não acabou. — Ele informa te fazendo arquear uma sobrancelha. — Faltam essas últimas letras.
— Você vai retirá-las?
— Não. Não faria sentido somente tirar, senão ele não teria colocado aspas nelas e sim, somente colocar no meio do texto. — Ele conclui pensativo.
— Então... O que vai fazer?
— Essas letras podem formar uma palavra. Sendo assim... — Minaho escreve no papel e quando termina dirige o olhar para ti. — Antes posso te pedir uma coisa?
— Claro. — Você responde com receio.
— Posso te beijar? — Ele pergunta corado, porém com um sorriso.
— Eh?! — Você exclama assustada com o pedido inesperado.
— N-não precisa ser na boca, pode ser na bochecha, ou em qualquer outro lugar. — Ele se explica agitando as mãos nervosamente.
— Ahn eu... Não sei... — Você diz se perguntando o porquê disso de repente.
— Por favor? Só um selinho? — Ele pede juntando as mãos e ajoelhando.
— Certo. Você pode. — Você consente suspirando e fechando os olhos.
Alguns segundos se passaram e você se pergunta por que estava demorando e abre os olhos, apenas para ver o garoto te observando parado.
— O que foi?
— N-nada. — Ele responde como se saísse de um transe mental.
E desta vez você sente os lábios suaves encostarem nos seus. Fora uma sensação rápida, porém aconchegante e gostosa. Instintivamente seu rosto se avermelha e ele se separa de você.
— A-arigatou, bem eu vou indo. — Ele se despede e vai embora num piscar de olhos, você não teve tempo de o impedir. Ainda processando o último acontecimento, olha para a folha com a carta traduzida, e lê as palavras que Minaho escrevera com aquelas últimas letras.
Eu poderia ter dito de várias maneiras o que sinto por você. Entre elas românticas e inusitadas, mas no fim optei por ser original e fazer isso de meu próprio jeito. Eu espero que consiga resolver este pequeno enigma.
Enfim, o que sinto a ponto de fazer isso é algo que as pessoas simplesmente chamam de amor ou até paixão, para mim é inexplicável. Entretanto vou tentar descrever este sentimento.
Primeiramente são várias sensações. Uma delas é querer estar perto de você, mas ao mesmo tempo não conseguir. Meu corpo e minha mente não se aquietam quando estou à seu lado.
A segunda sensação é não parar de pensar um segundo em você. Dia, tarde e noite e até em meus sonhos. Quando vou sair, quando fico parado. Cada gesto que executo sempre é pensando em ti, inclusive respirar.
Por último, a terceira sensação são os incômodos sintomas. Aqueles que indicam que você está apaixonado. O coração que acelera de repente, as bochechas coradas, as mãos que suam e o nervosismo que atormenta até mesmo minha alma.
Enfim, tudo isto eu resumo com simples palavras.
Eu te amo.
Minaho Kazuto.
Agora tudo fez sentido e o enigma fora decifrado.
Fale com o autor