A Chance for You
18 Game of Love - Kiyama Hiroto
Notas iniciais
— O que eu estou fazendo aqui? — Você se pergunta. Normalmente você jamais entraria em uma loja dessas, na verdade tinha uma certa curiosidade, mas nunca conseguia ter coragem, afinal o que as pessoas pensariam? Até que finalmente você conseguiu e ali estava, completamente corada, suada e nervosa dentro de um sex shop.
Acontece que você estava naquele local apenas para comprar um presente, mais especificamente para seu namorado, Hiroto. Era dia dos namorados e fazia um tempo desde que ambos estavam apenas entre carícias, beijos e abraços. Estava na hora de levar o relacionamento para um próximo nível. Para ajudar, você teve a brilhante ideia de comprar algo nessa loja.
— Droga, o que devo levar? — Havia tantos itens variados, entretanto eles a deixavam acanhada. Queria escolher alguma coisa e sair o mais depressa que podia. — Calma, você não está fazendo nada de errado, já é maior de idade. — Repreende a si mesma e se concentra. Seus olhos veem algemas, chicotes, correntes.
— Sadomasoquista demais. — Em seguida, fantasias diversas. Enfermeira, mulher gato, empregada. — Ousado demais. — Mais adiante havia óleos e loções para massagem e perfumes estimulantes. — Muito simples... — Assim sua busca caminhava em vão até... Você chegar em uma parte onde havia baralhos, jogos eróticos e coisas parecidas. Um par de dados em especial chamou-lhe atenção. Ambos tinham palavras em cada um dos seis lados. O primeiro continha partes do corpo, boca; pescoço; peito; nuca; orelha e um coringa, enquanto o outro era rodeado de tarefas, beijar; acariciar; morder; massagear; lamber; chupar e também outro coringa. — Perfeito... Eu acho. — Você decide levar os dados, apesar de estar um pouco hesitante.
...
Já era hora do seu ruivo chegar. No entanto, sua mente não estava tranquila pensando em como iria pedir para ele jogar aquele jogo e nervosa ao imaginar a reação do mesmo. Afinal, será que ia gostar? Não estava sendo precipitada? E mais, não seria ridículo começar com esses dados? Sua maior preocupação ali é Hiroto entender errado e você fazer papel de idiota.
— No que estava pensando? Não vou conseguir fazer isso. Não tenho coragem. — Diz para si até que ouve o som da porta se abrindo. Derrotada pelo medo e pensamentos negativos, decide abandonar a louca ideia.
— Cheguei! — Ao ouvir o som da voz dele, rapidamente você guarda os dados debaixo do travesseiro.
— Bem-vindo. — Você o recebe com um abraço caloroso e apertado. Em seguida um beijo apaixonado. — Como foi o dia?
— Cansativo. — Hiroto responde e retira um embrulho bonito e enfeitado o qual deixa-lhe curiosa.
— O que é isso?
— Feliz dia dos namorados. — Ele lhe entrega o presente, juntamente de uma rosa vermelha que seus olhos não tinham notado antes. Abrindo o embrulho, você retira uma correntinha fina e delicada de ouro puro, junto dela um pingente de um pequeno diamante. Ambos brilhavam intensamente e apesar de simples, aparentava ser de muito valor, inclusive o diamante o qual parecia ser de verdade. — É... É lindo! — Você olhava admirada.
— Gostou? — O ruivo pergunta ansioso pela resposta.
— Não... — Num instante ele se assusta e faz uma expressão confusa. — Eu amei! — Acrescenta a frase pulando em cima do namorado que fica aliviado. — Obrigada, mas isso deve ter sido caro!
— Um pouco, mas comparado ao seu valor, nada é caro neste mundo. — Você cora pelo elogio e dá um riso sem graça. — Seu amor sim eu ralei pra conquistar e não troco por nada. — Você o beija suavemente, retribuindo as doces palavras que ele lhe dizia.
— Também tenho um presente pra você. — Após se separarem, você se dirige até o quarto pegando o presente e entregando-o. — Feliz dia dos namorados, espero que goste. — Timidamente você diz.
Hiroto abre se deparando com um relógio de pulso elegante que você comprou uns dias atrás e antes de sequer experimentá-lo, ele agradece com um abraço carinhoso.
...
Após o jantar, refletia consigo mesma sobre seu relacionamento que tinha apenas um ano, entretanto, você não esperava que durasse tanto tempo assim contando que jamais cogitou a possibilidade de finalmente poder chamar Hiroto Kiyama de seu namorado enquanto ainda suspirava apaixonadamente por ele em segredo.
Se antes de conhecê-lo você já admirava todas as qualidades dele, depois de começarem o namoro, passou a amá-lo ainda mais. Todos os dias ele dizia palavras lindas e te enchia com variados elogios. Fazia questão de demonstrar amor por você de muitas maneiras, com gestos, abraços e principalmente muitos, MUITOS beijos. Cada dia era possível amar esse ruivo mais do que o dia anterior.
Mas... Mesmo assim, você se sentia culpada, por não corresponder esse amor com tal intensidade, afinal é sempre ele que a elogia, sempre ele que lhe agarrava de surpresa e te beijava. Sempre ele que a impressionava. Você tentava fazer o mesmo, mas não conseguia. Algumas vezes pela timidez que possuía de natureza, outras por temer ser melosa demais e acabar deixando-o enjoado. Sim, o medo de perdê-lo a impedia de tentar realizar coisas novas e no fim sempre acabava pensando se o ruivo acabaria deixando de te amar por esta falta de afeto.
Exatamente por isto que decidiu ir àquela loja. Queria demonstrar o quanto pode ser carinhosa e o que o amava tanto quanto ele.
Mas... Outra vez falhara miseravelmente sem nem tentar. E mais outra vez, aquele seria um dia como qualquer outro. Suspirando pesadamente, você deita a cabeça no travesseiro, se amaldiçoando por ser tão idiota.
— O que foi? Que cara de tristeza é essa? — Hiroto chega deitando na cama de casal.
— Nada... — Você responde cabisbaixa. Sem se convencer, o ruivo deita por cima de você e começa a distribuir beijinhos pelo seu pescoço, seu ponto fraco.
— Ninguém fica triste por nada... Sendo assim, vou te deixar feliz de novo.
Você empurra e tenta tirá-lo de cima, mas ele segura suas mãos. Em instantes seu corpo todo começa a esquentar, principalmente o rosto. Ele sabia exatamente como te deixar desse jeito. O mínimo toque, uma mínima aproximação já é suficiente para lhe derreter de prazer, e por mais que tentasse o impedir, sabia que na verdade você queria aquilo. Não, você queria experimentar mais dele.
— O que é isso? — Ouve ele perguntar e estender a mão debaixo do travesseiro e pegar o par de dados escondidos. Automaticamente você tenta pegar os objetos de volta, mas não consegue.
— E-eu... Eu c-comprei isso para o dia de h-hoje... — Você gagueja corada de cabeça baixa. Se arrependendo de ter ido naquela loja.
— E não me falou nada. Aposto que ficou com vergonha.
— Isso não é nada, deixe pra lá. — Tentou desviar o assunto.
— Já que você comprou, por que não usar? — Ele propõe num tom meio pervertido e ansioso.
— Eh? N-não precisa. — Você tenta fazê-lo esquecer aquilo.
— Vai ser divertido, vamos. — Corada e nervosa, você aceita fazer a brincadeira, agora não tinha mais volta.
...
Basicamente consistia de jogar os dados e executar as ações que eles mandavam.
— Pronta? Primeiro eu. — Não, você não estava, mas mesmo assim assente. Fazer o quê? Ele não a deixaria em paz aquela noite depois de achar o objeto. — Relaxe. — Ele diz num tom de voz suave, mas de nada serviu a não ser para lhe deixar mais tensa ainda. Hiroto joga os dados. Um cai lamber e o outro, pescoço. — Posso? — Ele pede carinhosamente num tom sedutor. Você respira fundo e consente hesitante.
O ruivo chega perto de seu corpo, coloca uma mão em seu pescoço, para facilitar o acesso a área. Você inclina um pouco sua cabeça, sentindo sua respiração morna. Em seguida sente a língua quente e úmida encostar levemente em sua pele. Seu coração acelera e seu corpo esquenta em segundos. Hiroto continua lambendo cada parte de seu pescoço lentamente e suavemente, ao mesmo tempo lhe puxando para mais perto. Você suspira e puxa o ar com dificuldade. Sentindo cada vez mais o calor subir à cabeça. Desta vez você não o empurrou, apenas ficou quieta sentindo aquela língua gostosa subir e descer por todo o seu pescoço. E de repente acabou, ele se separou de você te deixando com vontade de querer mais.
— Sua vez. — Ele informa dando uma piscadela.
Mesmo após o acontecimento anterior, você ainda não tinha entrado totalmente no clima, especialmente porque agora era sua vez de retribuir. Você pega os dados rezando para ser algo fácil e não muito malicioso, apesar de não saber à quanto tempo iriam jogar.
Ao jogar cai beijar e peito.
Seu rosto ainda quente, começa a ferver. Hiroto por sua vez pareceu mais empolgado que de costume.
— T-tudo bem? — Você questiona.
— Nem precisa perguntar.
Após responder, ele começa retirando sua camisa deixando à mostra o peitoral sarado, este ato quase a fez ter um sangramento nasal.
— Quer ajuda? — Indaga com um sorriso sacana ao ver que você o olhava.
— Não! — Você recusa com um muxoxo.
— Não me decepcione.
Devagar, você começa a ficar por cima dele. O nervosismo toma conta de seu corpo, mas não te impede. Você aproxima seus lábios daquele peitoral nu e distribui beijinhos por toda sua extensão. O ruivo dá leves gemidos e suspiros. Percebendo isso, você decide além de beijar, acariciar sua pele macia. O resultado foram mais suspiros por parte dele. Gostando de causar estas sensações nele, você se foca em beijar suas áreas mais sensíveis, como resposta ele segura seus cabelos e com a outra guia suas pequenas mãos que passeavam timidamente pelo peito dele. Uma agradável sensação tomou sua mente. Nunca tinha feito uma coisa dessas, nunca o fizera agir assim. Simplesmente era prazeroso deixá-lo à sua mercê.
Entretanto, você se separa bruscamente só para deixar um gostinho de quero mais, Hiroto lhe olha confuso.
— Vamos continuar.
— Mas já? Que pena, eu estava gostando... — Você abaixa a cabeça desviando o olhar.
Os dados caem, dessa vez, chupar e peito. Seu rosto queima de vergonha, mas de alguma forma você queria experimentar isso.
— Tudo bem se não quiser... — Hiroto fala, porém você retira sua blusa deixando-o surpreso.
— Mas eu quero. — Você pede com um olhar abusado e uma voz manhosa.
Atendendo o seu pedido, o ruivo retira seu sutiã deliciando-se com a visão de seus seios. Isso a faz ficar tímida, em seguida você sente a boca dele chupar um deles. Você geme um pouco alto, com isto uma das mãos do ruivo massageia lentamente seu outro seio fazendo-lhe aumentar seus gemidos que se mesclavam com suspiros. Aquela sensação lhe fazia enlouquecer. Por mais timidez e nervosismo que pudesse sentir, pouco te importava. Você queria mais. Aquilo era inexplicável, seu corpo clamava por mais. O calor subia sem parar. Instintivamente você começa a passar a mão pelo corpo do seu parceiro querendo retribuir também os gestos. Ele por sua vez, apenas apertou mais forte seu seio. Um gemido alto escapa de sua boca.
Desta vez o ruivo para as carícias e avança para seus lábios, beijando-os ferozmente. As mãos dele acariciavam seu corpo; seus cabelos. A língua dele já introduzida em sua boca, explorou cada canto como se nunca tivesse feito antes. Hiroto te empurra na cama ficando por cima de você.
Os dados acidentalmente foram derrubados, mas isso não era importante, afinal agora não precisavam mais deles.
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