A Chance for You

58 Delicada - Hiroto Kiyama


Notas iniciais
Olá de novo! Eu não falei algo que queria falar na outra one que postei. Er... Hoje, decidi postar todas as ones que tenho feitas (não é uma grande novidade, eu sei :V ) meu plano era postar aos poucos um dia de cada vez, porque sei que tem pessoinhas que leem rápido demais, ainda mais one-shots. Porém as coisas pra mim esse mês tão corridas pra carvalhos '-' E não sei se vou conseguir postar muito pois nem ter tempo pra um pouco do meu lazer e entretenimento eu estou tendo mais ;-; Então será como um presente de Natal e Ano Novo para vocês leitores :D

“O que os outros pensam não importa, porque pra mim você é mais que isso.”

Na simples propriedade que rodeava a escola Raimon, nas perigosas ruas cheias de obstáculos; em qualquer local em que sua pessoa se encontrava, ou a mínima ação que você executa, seus braços dão um jeito de derrubar objetos; suas pernas se enroscam ou desequilibram como se automaticamente fizessem a dança de cair, só que sem querer; mãos e dedos que deixavam tudo escorregar. Parecia ter folhas de alface no lugar.

Seu apelido escolar era Dona dos Desastres e mesmo que possa ser cômico de certa forma, era chato. Mas que culpa tem? Cuidado você tomava, apesar de não parecer. Porém o mundo colabora em conspirar contra sua pessoa. É como um talento natural para atrair constrangimento. Quando menos se esperava, acontecia um pequeno acidente, digo, às vezes essa sua “qualidade” acabava lhe pondo em risco. Tombos e quedas eram sua especialidade. É por isso que de repente, sem permissão e sem esperar de jeito nenhum, acabaste ganhando um guarda-costas. Mais ou menos isso.

— Cuidado, é melhor eu ficar do seu lado. — Quem diria que um esbarrão pudesse ser tão mágico? Hiroto Kiyama lhe segurou, seja a impedindo de cair pelos ombros naquela hora, ou como um suporte para dias ruins. Aquela frase foi dita com um duplo sentido. Simples assim. Qualquer gesto que podia a deixar em risco, ele vinha e impedia. De um simples cadarço seu que ele insistia em amarrar, igual um fiel servo de sua princesa, até um conselho amigável para te arrancar um sorriso.

Não precisou de muito tempo para apreciar e desejar sua companhia. Mais que isso, era aquela necessidade gostosa de ter a pessoa que lhe fazia feliz; faltava pouco para a agitação dos impulsos a tomarem. Ou seja, a qualquer segundo passado, tinha a vontade de agarrar o Kiyama pelo pescoço e enchê-lo de carinho. E como se soubesse, o ruivo fazia questão de atiçar seus desejos, junto com sua sorte em ser descuidada.

As mãos alvas dele, a seguravam com firmeza pela cintura sempre que caía.

Arrepiava-se toda pelo susto. Se sentia uma boneca que desmontaria entre seus braços.

Sua simples presença a fazia arfar e perder o oxigênio sem que precisasse nada acontecer para isso.

Sua voz sedutora a encantava. Ele não era um cantor, mas você se tornou sua fã.

Porém, vieram malditas dúvidas trazidas por palavras de pessoas idiotas.

“Ele apenas está do seu lado por pena.”

Tivera a obrigação de escutar isso, afinal, felicidade nunca vem sem um porém. Você claramente ignorava. Contudo há aquela dúvida de que Hiroto talvez jamais a correspondesse. Não só por comentários assim, mas também por até hoje achar estranho ele chegar perto de você repentinamente. Logo você quando se há milhares de garotas, atraentes, com qualidades de sobra? Por que logo a estabanada, Kiyama? Qual o motivo de tanto zelo e carinho do nada? Você não queria que ele se sentisse com dó de sua pessoa, mas ao mesmo tempo queria o ter por perto e só para si, não ligando seu motivo.

É por isso que se afastou evitando se machucar antes que fosse tarde. Antes que descobrisse suas verdadeiras intenções e antes que a imagem perfeita que sua mente apaixonada criara, fosse destroçada pela realidade. Foi difícil aceitar a solidão de não ter mais toda aquela proteção que o ruivo insistia em ter contigo. Tentava não pensar mais. Foi bom enquanto aquele sentimento unilateral durou. Surpreendentemente, Hiroto te buscava enquanto você corria.

— Uma hora eu ia te achar, certo? — Lá estava o ruivo lhe olhando com suas duas esmeraldas gentis. Seu sorriso expressou tristeza, entretanto. O toque em seu braço a acalentou por inteiro. — Eu devo ter feito alguma coisa errada como sempre. Então, me perdoa?

Você não pôde conter o riso qe lhe escapou.

— Não é você. É só... Que... Não sou boa o bastante... Pra ficar ao seu lado. — Disse de uma vez, só aguardando sua reação.

Qual não foi o que você tanto esperou desde que o conheceu? Um beijo em que ambos os lábios se encaixaram. A mágica de sentir, foi rápida e curta para sua frustração. Ele acariciou seu rosto.

— Você é Delicada. Como uma flor que até o vento quer levar. É isso que me fez querer ficar contigo. — Corou com o elogio e a declaração. — Delicada do seu jeito. Delicada demais pra eles admitirem sua beleza.

Aquela metáfora você não compreendeu muito bem, mas apenas de escutar isso dele, era mais que suficiente para não dar ouvidos aos invejosos.

— Não preciso de motivos pra te querer só pra mim, preciso?

Passou a gostar de seu defeito que Hiroto tanto ama chamar de “qualidade”.

Notas finais
Sei que ficou pequeno, mas sempre é de coração ♥