A Cat In My Life

9 9 — Um dia de aula e uma lembrança estável


Notas iniciais
Meus leitores lindoooooooos, eu voltei. ♥ Primeiramente quero agradecer à linda da Annie por recomendar a fanfic! MUUUUITO OBRIGADA, EU AMEI SUAS PALAVRINHAS. Gosto de saber que ela mexe tanto com você. *o* Em segundo, eu quero avisar sobre minha nova fanfic original que avisei que iria postar em ABEOM. Ela também conterá hentai, suas pervertidas. AHEAUAHEAUEHAUHE Link aqui: http://fanfiction.com.br/historia/482047/Eternal_Feelings/ Muito obrigada pelos comentários do capítulo passado. Vocês são demais! Espero que consigamos novamente passar dos 15 reviews. ♥ Aproveitem esse capítulo e boa leitura, pois o próximo vai pegar fogo. AEHAUEHAUEHUAH Um abraço. ♥

9

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“Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros.” (Desconhecido).

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Cansada e como uma mocinha apaixonada, Lucy bateu a cabeça na porta ao fechá-la, escorregando por ela até se sentar no chão frio de seu apartamento. Suas mãos estavam suadas e ela respirava com força. Tocou seu rosto corado e quente por causa da extrema vergonha.

Natsu havia ido embora depois do que tinham passado minutos atrás. Ela pensou que tinha sido um grande avanço. O que ela tinha passado com ele antes de Minerva sair de cena, tinha sido de tamanha loucura e difícil de alguém acreditar — não que Lucy pensasse em contar.

O pior de tudo era que, aquilo não era o principal da noite, e sim, o que Natsu fez no carro com ela. Seus lábios ainda sentiam a presença dele e a fazia se sentir nas nuvens. Ela mordeu os lábios e lembrou-se da sensação deliciosa de sentir os seus pressionando os dela, e logo depois um abraço confortante.

Ela se imaginou como estaria se Natsu tivesse aprofundado o beijo, deixando sua língua dentro de sua boca, sensualmente. Por um momento ela se censurou, mas queria ter tido aquela experiência — algo que ela nunca chegou a fazer. O que ela fez com seu primo no passado, não chegaria nem perto.

Lucy balançou a cabeça, corando de uma hora para outra, tentando esquecer o que houve entre os dois. Com certeza Natsu estava fora de si e só precisava de um ombro amigo — ou um lábio, também. Ela se levantou do chão rapidamente e correu para tomar um longo banho e tentar tirá-lo da cabeça.

[...]

Depois de meia hora no banho, Lucy saía do banheiro com uma toalha rosa, enxugando os cabelos, quando escutou seu celular tocar. Era provável que fosse Levy, já que era a única que tinha seu número.

Na tela de seu celular, ela viu que realmente era ela.

— Alô, Levy-chan? — enquanto ela ainda enxugava a cabeleira loira, perguntou.

— Até que enfim você atendeu — ela parecia brava. — Bati aí e ninguém atendeu.

Ela teve que pensar em uma mentira branca antes que Levy percebesse.

— Ah, eu saí, só isso. — e mordeu os lábios em seguida. Mentir não era seu forte.

— Mas você nem conhece a cidade direito!

— Eu fui de táxi pra um shopping qualquer — suspirou. — Não precisa se preocupar, mamãe.

— O.k, desde quando sair sozinha é legal? — bufou, fazendo uma voz dramática. — Eu estava estudando, e isso é terrível.

— Ninguém mandou você estudar. Ainda estamos de férias, garota! — sorriu.

— Eu queria saber da matéria, tá? Estudar é legal... — sua voz dizia outra coisa.

Lucy nunca foi fã de estudar, mas era preciso. Suas notas sempre eram mais altas que a média, mas nunca morreria para aprender uma matéria nas férias. Jamais perderia seus únicos dias fazendo algo do tipo.

— Sabia que, a partir do que os cientistas descobriram, pessoas que estudam muito são mais tristes e depressivas?

Ela pensou em rir, mas não o fez. Não achava Levy muito feliz, ainda mais por causa dos assuntos a tratar com Gajeel.

— Já ouvi falar — ela suspirou, parecendo triste. — Mesmo assim, eu estou com bolsa, e se eu perdê-la, estou ferrada.

Ela entendia, mas Levy precisava se divertir mais. Estavam de férias e ela mal saía de casa. Isso era terrível para Lucy.

— Mesmo assim, vamos parar de falar de estudos pelo menos um pouquinho, certo?

— Tudo bem.

— De qualquer maneira, só faltam mais seis dias pra começar as aulas, amanhã apenas cinco. Estou curiosa pra ver o pessoal.

Ela ouviu sua respiração forte pelo celular.

— Bem, eu já estou acostumada com aquelas caras de idiotas, a não ser pela Erza — sorriu do outro lado da linha. — Ela é meio durona, mas gente boa. Vou apresentar a você.

Conhecer pessoas novas era o que ela queria, e, por algum motivo, ela achava que as amizades dessa vez durariam por um longo tempo. Ela se lembrou de Natsu e corou um pouco. Vê-lo todos os dias da semana a deixava um pouco desconfortável.

— Claro, vou adorar conhecê-la. — sua voz falhou um pouco.

— O que houve? — Levy parecia ter algum tipo de poder para sempre perceber quando Lucy estava querendo esconder algo.

— Nada. — ela quase gaguejou.

— Olha, a gente não é melhor amiga e nem nada do tipo, mas você pode se abrir comigo sempre que quiser, certo?

— Claro, Levy-chan, eu sei que posso — ela sorriu fraco. — Nos vemos algum outro dia. Ainda está de pé irmos juntos, não é?

Ela sorriu, brincando com os fios azuis.

— Claro. Nos vemos depois — ela se preparou para ir jantar. — Um beijo.

Lucy suspirou e se jogou no sofá para assistir alguma coisa na televisão. Ainda não havia recebido nenhuma carta do pessoal que trabalhava na sua casa, estava com saudades deles, mas sabia que após começar as aulas tudo seria muito frenético.

[...]

Quando Natsu chegou em casa, já não tinha mais indícios de choro. Por um momento ele sentiu vergonha por ter feito uma cena daquelas na frente de Lucy. Poderia até ser outra garota, mas não Lucy. Ele não sabia explicar, mas queria parecer sério ao lado dela.

Seu pai se importava com ele e isso era ótimo. Ele pensou em não falar com seu avô sobre nada, era melhor fingir que nada daquilo havia acontecido. Faltava quase cinco dias para começar as aulas e ele estava um pouco excitado para ver Lucy. Ele não teve a oportunidade de beijá-la do modo que queria, nem sequer percebeu quando seus lábios se uniram aos dela, algo que nunca tinha feito com outra.

Estacionou o carro na garagem de sua casa e travou a porta. Não gostava muito de andar de carro, mas queria impressionar Lucy. Ele percebeu que ela não se tocou muito no seu carro, e isso era um bom sinal. Talvez ela fosse alguém bem humilde.

— Porra — murmurou enquanto entrava em casa.

Estava pensando coisas tão gays que nem estava acreditando. Saber que seu pai o amava deixou sua cabeça mais aberta. Minerva havia feito muita merda, mas no final fez algo bom.

Quando fechou a porta, precisava descansar. Era noite e ele não costumava dormir cedo. Seu avô já estava em casa e assistia televisão na sala de estar.

— Boa... noite. — ele ficou um pouco ocioso para dizer.

Makarov olhou para o lado rapidamente, depois voltou a olhar para a televisão.

— Boa noite — respondeu. — Seu jantar está pronto.

— Obrigado. — indo até a cozinha, ele disse.

Ele estava se sentindo feliz, mesmo naquele estado. Tudo que queria era ir até o apartamento de Lucy, arrancar sua roupa e fazer amor com ela no chão frio. Era um depravado, tinha que admitir, mas ficava excitado só de olhar para ela ou vê-la sorrir.

Ficar excitado com uma mulher que o queria, estava tudo bem. Mas se excitar com uma mulher que nunca poderia ter, era uma grande droga e Natsu odiava admitir aquilo.

Realmente dormir com Lucy não daria certo. Ela era virgem e nunca tinha beijado verdadeiramente. Estragar seu momento era estúpido, e ele queria que ela fosse feliz, e não uma garota infeliz que havia perdido a virgindade com um idiota sem coração.

[...]

Os dias passaram rápidos até demais para Lucy. Ela não viu Natsu nos cinco dias que se passaram, mas estava na hora de revê-lo. Enquanto ela terminava de se vestir, esperava Levy bater em sua porta para chamá-la. Passou seus últimos dias em casa, sem fazer nada, até parou um pouco para estudar, ou melhor, ver o que iria ter que estudar quando fosse a hora. As apostilas eram grandes e pesadas, seria difícil levá-las, ainda mais porque nunca foi forte o suficiente.

Terminou de calçar os sapatos do uniforme e abriu a porta do seu quarto, esperando Levy sair finalmente do seu. Quando ela apareceu, com sua saia mais comprida que o normal e a blusa por dentro dela, elas se cumprimentaram.

Em outra parte de Magnólia, Natsu ainda acordava para tomar um banho e escovar os dentes e comer. Gajeel apareceria em sua casa para irem juntos como de costume. Makarov já deveria estar lá há alguns minutos. Lisanna ligou para ele a noite de ontem, aos prantos, dizendo que queria falar com ele quando estivessem na escola, pois não queria aceitar o término dos dois. Natsu apenas resmungou um “o.k” e desligou.

Lucy e Levy andavam sem pressa para a escola. Já que resolveram ir a pé, teriam que acordar bem cedo. As duas conversavam sobre os professores e como eram as aulas. Pelo que ela ouviu, eles pareciam bem simpáticos. Depois de meia hora elas finalmente chegaram até os portões da escola. O porteiro deu um sorriso simpático e um caloroso “Bom dia!”, responderam a ele e logo entraram, excitadas.

Lucy se sentiu no céu. Era como aquelas escolas de filmes universitários, havia um grande jardim antes de entrar realmente. Havia vários estudantes sentados em grupos na grama verde e uns casais se abraçando ou se beijando, aproveitando que ainda não havia começado as aulas ou o toque do sino.

— Caramba, aqui mudou — disse Levy, sorrindo e andando até a porta principal da escola. — Todo ano o Makarov faz uma grande reforma, e sempre para melhor. Ele é um velhinho e tanto.

Ela lembrou-se quando o conheceu no avião. Pelo que ela viu, ele gostava de ser chamado pelo nome, e não por “diretor” ou “senhor”. Isso era bom, demonstrava que ele não era tão rigoroso.

— Bem, pode começar a me falar de tudo. — ela sorriu ao chegarem até a porta aberta.

— Pelo que eu vejo os alunos são praticamente os mesmo, parece que tem algumas caras novas — suspirou. — A escola é enorme, depois de falo sobre cada local no intervalo e no fina da aula, pode ser?

— Claro — sorriu. — Podemos procurar pela nossa sala?

— Com certeza, vamos ver os nomes do pessoal que vai ficar com a gente. — pegando o braço de Lucy, foram apressadamente até a escadaria.

Procuraram as duas salas do terceiro ano, foram primeiramente à 3 – A, e por sorte, era a delas e ambas estudariam juntas.

— Que sorte, ainda bem que eu, você e a Erza estamos juntas — ela sorriu, mas Lucy percebeu seu sorriso morrer quando viu algum outro nome. — Merda.

— O que foi? — ela franziu o cenho e olhou para o papel.

Estava escrito o nome de Natsu, fazendo seu coração se acelerar.

— Os idiotas estão com a gente, que droga! Eles sempre eram do B, por que isso agora?

— Talvez tenha sido o diretor, não?

— Não... O Natsu é o neto do Makarov, sabia?

Lucy arregalou os olhos e abriu a boca, sem saber o que dizer. Ela teve uma oportunidade de perguntar a ele, mas não o fez. O estilo do carro deles era igual, mas neto do diretor da escola não era nada bom e aquilo a assustava um pouco.

— Meu Deus, por isso o carro... — ela sussurrou, mas Levy não escutou muito bem.

— Carro de quem?

— Não, nada. — ela corou, havia pensado em voz alta, algo que odiava.

— Enfim, pelo menos estava no último ano, nada melhor que se separar desses idiotas! — bufou, abrindo a porta e entrando na sala, Lucy a seguiu.

Não havia mais do que cinco pessoas na sala. Levy correu em direção a uma ruiva, que ela chutou ser Erza. Olhou para o restante e viu um casal abraçado, uma garota de óculos mexendo no celular e um garoto lendo um livro gigante.

— Erza, que saudades! — ela praticamente pulou em cima dela.

Ela era realmente muito bonita. Seus cabelos eram ruivos e compridos, batendo abaixo da cintura. Parecia ser bem confiante, mas ao mesmo tempo, uma garota bem simples.

— Ai, sua anã, assim você me mata — ela riu. — Ela é a Lucy?

Ela sorriu timidamente e se aproximou.

— É ela, sim — sorriu. — Lucy, essa é Erza Scarlet. Erza, ela é a famosa Lucy Heartfilia.

— Muito prazer, Lucy — ela piscou um olho. — Levy me falou que vocês são vizinhas.

— Somos, sim. Foi muita forte, eu não conhecia ninguém e seria difícil pra mim. — ela riu.

— A otária da Erza passou todas as férias viajando pelo mundo com o pai — ela bufou. — Nem pra levar as amigas junto.

Erza sorriu e Lucy se sentou ao lado das duas. As cadeiras delas não ficavam na frente, nem atrás, e sim, no meio, onde ela gostava de ficar, mas escolheu ficar ao lado da parede para não chamar a atenção de ninguém.

— Você sabe que não dava, não é? Meu pai só me levou, porque não queria que eu ficasse só, uma idiotice já que eu sei cuidar de mim mesma e ele sabe muito bem.

— É verdade, mas talvez ele só queira ficar mais perto de você — Levy sentou-se na frente de Erza, que revirou os olhos. — Lucy mora sozinha assim como eu, e nem por isso está morta.

Lucy riu com o nariz e pensou que quase nunca ficara sozinha. Uma vez era com Levy, outra com o “Gato”, o Loke. Corou se lembrando do beijo da noite passada, não deixando despercebido pelas duas.

— O que foi, Lucy? — perguntou Erza. — Você ficou muito vermelha de uma hora pra outra!

— N-não, não é nada, estou bem — sorriu incerta, um pouco nervosa. — Eu realmente não me importo em morar só. É um pouco solitário, mas dá pra aguentar.

Elas sorriram e ficaram em silêncio por um tempo. De repente Levy bateu as mãos na mesa, parecendo irritada, mas levemente divertida.

— Que droga! Eu tinha uma amiga peituda, agora tenho duas. Isso é sacanagem... — reclamou, deixando Lucy sem saber o que dizer, mas com vontade de rir. Erza não se importou e a olhou com desdém falso.

— Ninguém mandou você ter apenas 5% dos hormônios que precisa — ela segurou uma risada com Lucy. — Sua despeitada.

Lucy caiu na risada quando Levy começou a — tentar — bater em Erza e ela conseguir segurá-la sem nenhum problema. Tinha gostado muito de ter feito duas amigas, mas não conseguia tirar da cabeça que Natsu e os amigos dele ficariam na mesma sala que ela. O pior era que Makarov era seu avô, era muita informação para uma pessoa só em um só dia.

No mesmo momento que as duas brigavam, o sino tocou e vários alunos entraram em tumulto. Ela não conheceu ninguém e não viu quem ela queria. Erza empurrou Levy rapidamente quando olhou para a porta. Levy praticamente saiu voando com a cadeira, mas não pareceu se importar.

Da porta vinha um garoto com os cabelos azuis, parecidos com os de Levy, mas um pouco mais escuros. Ele sentou-se ao outro lado de Erza e ela corou, dando um aceno com a cabeça para ele, que fez o mesmo, sorrindo gentilmente. Levy olhou para Lucy e deu uma piscadela, deixando a entender muito bem qual era o recado.

Os dois não conversaram mais nada, parecia que não tinham o que falar. Levy não se intrometeu, e Lucy também ficou na dela.

Algumas cadeiras ficaram vagas, e ela sabia bem de quem eram aqueles lugares. A porta se abriu novamente e quem ela temia ver apareceu. O problema era que Natsu estava sendo agarrado por uma garota de grande busto e cabelos brancos bem curtos. Ela sorria e falava sem parar em seu ouvido, mas ele não parecia dar ouvido a ela, como se saísse pelo outro lado. Lucy não queria admitir, mas sentiu uma pontada forte de ciúmes.

Atrás dele entrou Gajeel, fazendo Levy se mover na cadeira de um jeito estranho, como se estivesse nervosa. Gajeel sorriu para ela sem malícia enquanto seguia Natsu, mas não recebeu nada em troca, sendo ignorado. Ele bufou.

Lucy se esqueceu dele e olhou de recanto para Natsu, ele olhava para ela um pouco sério, como se estivesse pensando no que fazer. Ela corou e olhou para as mãos em cima da cadeira grande e branca. Ele tinha uma namorada e aquilo era constrangedor, pois nem sabia.

Depois deles entrou o mesmo garoto que estava com eles naquele dia da lanchonete, com os cabelos escuros e de mãos dadas à moça que também estava com ele, ambos parecendo extremamente apaixonados. Ela também tinha os cabelos azuis, mas bem claros. Ela olhou para Levy e Erza, como se esperasse algo, mas ambas nem sequer olharam para ela. Lucy sentiu um pouco de pena dela.

— Todos, sentem-se. — ela viu o professor entrar e fechar a porta.

A tortura iria começar.

Durante a aula, Lucy ouvia murmúrios baixíssimos vindos do fundo da classe. Ela se atreveu a olhar e viu a garota de cabelos brancos tentando beijar Natsu pela cadeira da frente da dele. Lucy sentiu vontade de empurrá-la para longe, ainda mais porque ele não parecia querer nem um pouco a companhia dela. Ela queria que o professor visse aquilo, mas ele copiava a matéria do quadro.

Natsu não queria mais se importar com Lucy, mas sabia que ela olhava para ele de vez enquanto, deixando-o com vontade de beijá-la novamente, mas de um jeito melhor. Lisanna não o deixava em paz e aquilo estava o deixando irritado.

— Lisanna, para com isso, porra — ele disse. — A gente não tem nada.

Ela deu uma risadinha.

— E daí? Só por causa disso a gente não pode mais se agarrar?

— Agora não to a fim, beleza? — ele se afastou mais para trás.

Ela bufou e revirou os olhos.

— Se quiser alguém pra comer e te matar de prazer, já sabe onde me encontrar. É difícil achar alguém bem dotado e que sabe o que faz na cama — piscou o olho. — Já estou toda molhada pensando no seu amiguinho.

Lisanna não o deixava tão excitado como ela achava, mas Natsu tinha que admitir que queria transar com ela para esquecer Lucy. Era apenas fechar os olhos e fingir que ali estava apenas Lucy e ele. Estava se achando um obsecado imbecil.

— Hoje à noite vou passar na sua casa. — ele disse, ríspido e frio.

— Claro, vou te esperar prontinha e sem delongas. — ela lambeu os lábios e se virou.

Durante as três aulas antes do intervalo. Lucy deixou de pensar em Natsu e prestou atenção nas aulas, que era o que fazia de melhor. Levy e Erza faziam o mesmo e nem olhavam para os “garotos que mexiam com elas”, ao contrário de Lucy.

Ela sentia o olhar de Natsu para ela, mas não quis olhar de volta, ele já estava feliz — ou não — com aquela garota, o que fazia ela se encher de ciúmes. Lucy deveria saber que aquele beijo não significava nada para ele.

[...]

Quando o sino tocou, toda sala correu para comprar o lanche, inclusive Natsu e os amigos. Lucy suspirou, cansada.

— Vamos descer? Gosto de comer naquelas mesinhas redondas. — disse Erza.

— Claro, estou cheia de coisas pra falar. — Levy bufou, mas Lucy não conseguiu saber se ela estava com raiva ou não.

As três foram até o primeiro andar, indo até a quadra da escola, onde também ficava a cantina. Erza falou sobre as aulas que tivemos, mas Lucy tinha certeza que Levy ia perguntar sobre coisas mais interessantes. Ela conseguiu perguntar sobre o pessoal e descobriu que a menina de cabelos brancos era Lisanna, que vivia no pé de Natsu, e o outro amigo, Gray, com sua namorada que se chamava Juvia, mas por algum motivo as duas não quiseram falar muito dela.

E elas chegaram. A quadra era gigantesca e muito bonita. Levy saiu correndo como nunca até uma das mesas vazias. Erza riu de seu desempenho, mas Lucy estava preocupada em ver outra pessoa.

— Por sorte conseguimos uma mesa — ela sorriu. — Agora desembucha logo, Erza.

— O quê? — ela corou, abrindo seu tuppeware e retirando um bolo de morango.

— Até eu percebi — Lucy riu baixinho, mordendo uma maçã. — Quem é ele, Levy?

Erza estava sem saber o que dizer, então mordeu seu bolo.

— É Jellal Fernandez, ele é um gatinho, não é? Tenho certeza que ele é louco pela Erza. — ela piscou o olho, comendo um sanduíche.

— Hmm.

— Já podem parar com isso. Ele é só... um amigo.

— Amigo, é? — perguntou Levy. — Amigos que mal se falam e ficam sem jeito quand...

Lucy estranhou a parada repentina de Levy, mas logo viu do que se tratava.

— Os idiotas vão jogar vôlei — ela se virou, ficando de costas para a quadra.

— Vai me dizer que não gosta de ver o corpo suado do Gajeel? — Erza provocou, dando um risinho.

Enquanto Levy discutia e corava com os comentários de Erza, Lucy olhou para quadra e viu Natsu se posicionando com o resto do pessoal. Lisanna gritava seu nome e o chamava na arquibancada, mas ele ignorava, era até engraçado.

Ela deixou-se levar pelo seu corpo, ele usava uma regata vermelha, mas a calça era a da farda. Seus músculos lindos como ela se lembrava. Ele estava se preparando para sacar a bola. Gray, Gajeel e um loiro com uma cicatriz na sobrancelha também estavam em seu time. O resto ela não se importava, pois não pareciam tão próximos.

Antes de ele sacar, seus olhares se encontraram rapidamente. Lucy corou, mas não desviou mais o olhar. Natsu continuou fitando os seus olhos, boca e corpo, querendo se aproximar, mas o grito de Gajeel o fez acordar.

E ele sacou de um modo elegante, deixando Lucy com o coração descompassado e levemente sem ar.

Notas finais
Fanfic nova, para lembrar vocês: http://fanfiction.com.br/historia/482047/Eternal_Feelings/ Comentem. ♥