A Cat In My Life

7 7 — Um reencontro comprometedor


Notas iniciais
GEEEEEEEEEEEENT ♥ Já estamos com 4 recomendações, é sério? MUUUUITO OBRIGADA, CHI E SHYLPHION (?) Eu amei a recomendações de vocês, foram muito fofas. *-* Leitores lindos, imitem eles e façam a sua. ♥ Chi gostosa, que coisa enorme foi aquela? *-* E Shi, a sua mesmo sendo pequena, foi linda! Muito obrigada aos que também comentaram, adorei responder vocês! Sinto muitíssimo pela demora, eu estava um pouco sem tempo, mas tentarei voltar ao ritmo, dependendo dos comentários. *-* Um beijo e boa leitura. *-*

7

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“Há pessoas que amam o poder, e outras que tem o poder de amar.” (Bob Marley).

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Lucy ainda não se movia. Estava aturdida com aquele carro que, provavelmente, havia valido uma fortuna. Ela sabia que ele era popular, mas rico era algo mais diferente e meio improvável. Mas, quando ela pensou bem, para ser um gato tão chato, ele deveria ter realmente muito dinheiro, mas não tanto quanto ela via e imaginava naquele momento.

Ele buzinou para ela, achando que ela não tinha visto ou escutado ele a chamar — algo que era impossível. Cada pessoa que passava a sua frente não desgrudava o olhar do carro e do motorista, principalmente Lucy, que olhou para suas próprias vestimentas para encontrar algo errado, mas não, estava tudo em seus devidos conformes.

Voltou sua atenção para Natsu e o pegou sorrindo, pois sabia que ele estava em dúvida para andar. Ela ergueu o queixo e foi até ele, parando na janela do carro, em uma posição que dava para ver seu rosto sem precisar se abaixar.

Ouviu alguns murmúrios atrás dela, como: “Cara, ela tem muita sorte.”, ou “Caramba, que carro — ou homem — lindo.”. Ela corou e esperou ele dar permissão para ela entrar mais uma vez, mas ele não disse nada, apenas continuou sorrindo, olhando para seu vestido. Os raios da lua atravessavam o carro e deixavam a cor preta mais brilhante.

— Seu idiota, não vai falar nada? — ela falou entre os dentes, para ninguém perceber a conversação. Ela tinha escutado ele falar com ela, mas queria ouvir novamente para não parecer atirada ou algo do tipo. Estava confusa.

Ele apenas deu um riso rápido e olhou, finalmente, para seus olhos cor de chocolate.

— Desculpe, eu estava hipnotizado pelas suas pernas — brincou, deixando-a um pouco vermelha e destrancando a porta do carro com um botão do painel da frente. — Pode entrar, Raio de Sol.

Ótimo, ela pensou. Mais um apelido dado a ela. Talvez ela não tenha detestado tanto, pois era a primeira vez que alguém a chamara daquele jeito.

— Raio de Sol, é sério? — ela ergueu as duas sobrancelhas e o encarou, cruzando os braços. Não queria parecer ter gostado, até porque isso só aumentaria seu ego superinflado.

— Eu acho que combina mais com você — ele sorriu, tocando os próprios fios de cabelo, depois apontando para os dela bem rapidamente. — Loira, sabe?

Ela suspirou em rendição e entrou no carro rapidamente, tentando não se importar com suas brincadeirinhas sem graça. Devia estar ficando mais louca para sair com um rapaz que dormiu nu em sua cama e ainda a chamava de “querida” ou “Raio de Sol”. Definitivamente, ela não estava bem. Mal ela sabia que era por causa do próprio Natsu.

Após fechar a porta, sentiu o conforto do banco do carro e relaxou. A última vez que havia sentido algo tão macio foi com o carro do diretor da Fairy Tail School, Makarov. Por um motivo ela viu que o carro era bem parecido, a não ser pela marca, pois o outro era um Corolla.

— Ok, eu não sabia que você era um traficante de drogas, também. — resmungou, pegando o cinto de segurança depois de algumas tentativas.

Ele deu uma gargalhada gostosa e a encarou, segurando o volante.

— Adoro seu senso de humor — ele piscou um olho. — Mas quando eu era um gato, você não era tão irônica assim.

Ela concordou em sua cabeça e olhou para os seus olhos ébano por um momento. Eram lindos como ela suspeitava. Desviou rapidamente o olhar para o vidro da frente sem dizer nada. Ainda pensava muito nele mesmo vendo ele nu em seu quarto. Ela não podia mentir, mas havia gostado da visão, ainda mais depois que, supostamente, descobriu a verdade — afinal, nem lavou o travesseiro, também.

Natsu sentiu-se constrangido com o olhar depois de tanto tempo que se conhecia por gente e ligou o carro para mudar o campo de visão; por um momento nem se lembrou para onde ia. Lucy estranhou não ver o sorriso pervertido dele, mas não comentou mais nada.

Quando o carro começou a se movimentar e a sair de perto do prédio, Lucy tentou puxar algum assunto para que o silêncio não ficasse constrangedor:

— Você já falou com os seus amigos? — ela se odiou por ter perguntado aquilo, mas não tinha muita coisa a falar com ele, não ainda.

— Sim — ele deu uma breve tossida abafada. — Eles quase me mataram, mas eu consegui inventar uma “boa” desculpa.

Não, ela não ia perguntar.

— Qual foi? — mais uma vez ela quis apunhalar os próprios lábios.

Finalmente ele sorriu, mas sem olhar para ela.

— Eu disse que passei esses dias na casa de uma garota.

— Eu sou espero que — ela pensou se realmente diria aquilo, mas sua boca tinha vida própria. — essa garota não seja eu.

— Não se preocupe, nem pensei em você naquele momento. — ele deixou o rosto sério.

Ele não se preocuparia em dizer que era mentira, pois era. Ele mentiu para seu avô e o resto do pessoal da escola com a mesma mentira da moça e o roubo. Gajeel e os outros quiseram matá-lo pelo sumiço, mas não por saudades ou preocupação, mas sim, pelo time de vôlei. Sem Natsu o time não era tão bom, pois suas habilidades eram melhores do que qualquer um que participava.

Pensando nisso, Natsu percebeu que já estava chegando até a entrada do shopping em que se conheceram e que por sorte não era tão longe. Lucy olhava para as mãos e as unhas bem feitas e não falava mais nada; não queria pensar que tinha ficado chateada com o comentário dele. Foi a vez de ele falar alguma coisa.

— Você é do tipo nerd? — ainda olhando para frente, ele perguntou a ela.

— Por quê? Vai querer aulas comigo, também? — ela não estava com um tom irritado, mas sim, calmo até demais.

— Não, digamos que eu sou muito inteligente. — ele sorriu.

— Ah, que ótimo — ela tirou a franja do olho. Não acreditava cem por cento — Eu também sou bem inteligente, modestamente.

Natsu, por um momento, se sentiu surpreso. Queria saber mais sobre ela.

— Estudava em que escola? — aproveitou para perguntar algumas coisas que ela omitiu enquanto ele era um gato.

Lucy não estava gostando de tantas perguntas, mas não queria ficar em silêncio.

— Eu não era dessa cidade.

— Sério? Por isso nunca te vi.

— Não sou de ir para festas, se quer saber. — ela passou as mãos por seus braços. O ar-condicionado estava forte demais.

— Eu sei que não. Tem medo até de beijos. — ele brincou, indo até o painel do ar-condicionado e aumentando a temperatura de 18 para 23 graus célsius. Lucy agradeceu mentalmente, mas corou com a afirmação dele.

Merda, ele não poderia se lembrar daquele dia.

— Como você sabe? Já beijei vários caras!

— Uau, imagino que sim. — ele, com toda certeza, não acreditava.

— O Loke era apenas meu amigo, não quis e nem quero me envolver desse jeito com ele. — suspirou, pensando em algo para matar aquela conversa.

— Mas quis se envolver comigo? — sorriu de canto e a olhou.

Seu coração acelerou.

— Não! — ela gaguejou. — Não quero falar disso.

— Mas você disse que não parava de pensar em mim. Não minta, Raio de Sol. — sua voz era tranquila como o inferno.

— Eu não conhecia você — resolveu se abrir, finalmente. — Agora não posso te dizer mais isso. Sinto decepcioná-lo.

Ele gargalhou baixo, engatando a última marcha e acabando o assunto. Ela estava mentindo, claro, mas não se envolveria com ele de jeito algum, não depois de saber quem ele era e o que fazia.

Ao perceber que o carro tinha parado, ela olhou para o lado de fora.

Ele realmente tinha acertado.

— Errei o lugar? — sorriu, tirando o cinto de segurança.

— Não — ela já sabia que ele estava certo. Por incrível que parecesse, ela não estava assustada e não queria mais prolongar a noite. — Pode me levar de volta.

Ele franziu o cenho, deixando de sorrir e a encarar.

— Mas você não disse que queria que eu...

— Eu sei, eu acredito em você. Só quero ir pra casa.

— Mas eu não quero — ele saiu do carro com chave em mãos e foi até a porta que Lucy estava. Ela olhou para ele enquanto se movimentava até ela e abria a porta. — Vem, vamos andar.

Ela não estava acreditando no que estava acontecendo a cada minuto que se passava. Natsu realmente queria “andar” com ela? Era bom e ruim, mas Lucy não teve tempo pra responder quando foi praticamente puxada para fora do carro, mas com certa maestria.

Lucy não fez nenhum escândalo, pois muitas pessoas passaram por lá e pelo shopping. Mesmo não querendo falar com ele sobre o dia que eles se encontraram, não teve escolha.

Natsu fechou o carro e a encarou, de frente para ela.

— Eu quase fui atropelado e você me salvou — ele riu rapidamente. — O motorista foi muito ignorante. Tive vontade de mandá-lo se foder.

Lucy parou de respirar por um momento quando ele segurou seu cotovelo e sorriu.

— Não está assustada, Lucy? — ele ficou sério e seu olhar escureceu mais. Ela não ia se deixar intimidar com ele.

Ela apenas negou com a cabeça, mas continuou olhando para ele. Natsu se aproximou um pouco mais e a fez sentir seu hálito quente.

— E agora?

— Não tenho medo de você, pode apostar. — só daí ela descobriu que não estava respirando. Soltou o ar lentamente para ele não perceber que sim, ela estava nervosa.

— Prendeu o ar? — ele massageou lentamente toda a extensão de seu braço e segurou o seu outro cotovelo com a mão direita, impedindo Lucy de fugir.

— Me solte — ela mandou, baixinho para ninguém do outro lado da rua perceber. — Pensei que íamos andar.

— Sim, iremos já. — ele se aproximou dela, os lábios mais próximos.

Por um segundo Lucy quis saber se o gosto de sua boca também era tão bom quanto o hálito fresco. Apagou os pensamentos da cabeça, parando de olhar em seus olhos. Natsu a segurou mais forte, tirando a mão esquerda para alisar seu rosto liso e macio.

Eles tinham a altura parecida. Natsu deveria ser 15 ou 20 centímetros mais alto do que Lucy, mas mesmo assim, ele conseguia deixá-la bem desconfortável e vulnerável.

A primeira vez que um rapaz se aproximou tanto dela foi Loke, um dia antes daquele. Seu pai nunca deixara nenhum homem a beijar ou a abraçar de forma indelicada e com segundas intenções. Queria que ela se casasse com Loke e nunca foi contra aquilo, mas no caso, ela não queria. Foi uma ótima ideia ela se mudar, mas com Natsu ali não seria nada fácil.

Ela olhou para seu braço amostra e engoliu em seco, se perguntando se tocá-lo seria interessante.

— Jogo vôlei na escola — sorriu, olhando para o lugar onde ela babava. Lucy corou. — Pode tocar, eu deixo.

Natsu não se lembrava de ter tocado uma mulher tão linda e macia quanto Lucy. Mesmo sabendo que ela não tinha experiência nenhuma com garotos, ele queria saber se as outras partes de seu corpo também eram de extrema maciez.

Lucy corou um pouco e tentou se afastar dele, devagar. Ele a puxou mais e fez tocar os seios volumosos dela em seu peitoral musculoso, deixando-a atordoada e incapaz de fugir. Ele se aproximou mais, querendo beijá-la. Lucy deveria estar louca por deixar aquilo acontecer com tanta rapidez. Ela suspirou e fechou os olhos, tocando seu braço forte para se apoiar e esperando o mal acontecer.

Mas não aconteceu.

Ele parou no meio do caminho, olhando para trás dela, inerte. Lucy franziu o cenho e abriu os olhos, logo estranhando sua face assustada e, ao mesmo tempo, raivosa.

— Natsu? — ela perguntou com uma voz indiscutível.

— É ela — ele sussurrou, ainda olhando para trás. — A filha da mãe que me transformou em um gato.

Ela paralisou.

— Tem certeza? — gaguejou, olhando seus olhos.

— Ela quer falar comigo, disso eu tenho certeza — sua voz era baixa, mas com um pouco de raiva contida nela. — Entre no carro.

— Não, de jeito nenhum! Eu vou com você, quero saber quem ela é.

Natsu olhou para ela um pouco impressionado por sua vontade de também ir. Lucy estava achando que sabia quem era a mulher, mas precisava ter certeza. Estava com um pouco de medo, mas nada comparado à curiosidade que ela sentia.

— Vem. — ele a soltou e virou-se, andando a sua frente. Obviamente ele não tomaria sua mão, aquilo não era um filme romântico.

Lucy respirou fundo, andando com ele até uma moça com um vestido vermelho escuro e que quase tocava o chão. Ela também usava um tipo de manto nas costas, preto e transparente com um gorro atrás, realmente como uma bruxa de livros, séries e filmes. Sua maquiagem era forte que pouco dava para ver seu rosto com perfeição, mas parecia que era muito bonita.

Se fosse a pessoa que ela pensava ser, talvez poderia conversar com ela. Ela não entendia por que ela transformaria Natsu em um gato, mas provavelmente teria um bom motivo e ela não duvidava.

Ela não estava muito longe, mas pelo seu rosto calmo e sereno, era quase certo que ela esperava ambos se aproximarem. Lucy, por um momento, lembrou-se do que quase ia acontecendo entre os dois segundos atrás e corou, olhando para o chão.

Voltou a olhar para as costas largas de Natsu que marcavam a camiseta dele. Se perguntou como começou a gostar tão rápido de um idiota como aqueles; não era comum.

— Vadia... — ela ouviu Natsu resmungar quando parou de frente a ela. Lucy acordou e arregalou os olhos.

— Natsu! — ela advertiu, olhando para a mulher de cabelos negros e extremamente lisos que caíam sobre o rosto.

A mulher não parecia nervosa ou irritada, ela apenas continuou séria e olhou para os dois.

— Acho melhor não conversamos aqui. — sua voz era melódica para Lucy, mas ao mesmo tempo, de uma mulher bem mais velha.

— Não temos nada pra conversar — Natsu sorriu vitorioso. Lucy continuava tensa. — Parece que sua bruxaria não teve muito efeito.

— É aí que você claramente se engana, Natsu — ela colocou o capuz sobre seus cabelos e se virou para um beco que tinha perto dali. — Venham comigo. Você também, Lucy.

Lucy se arrepiou, aquilo não parecia muito convidativo.

— Ela não vai! — disse ele, colocando um braço na frente de Lucy para pará-la. — Se quer conversar, terá que falar aqui mesmo.

Na verdade, Lucy queria saber tudo sobre o que havia acontecido. Nunca pensou que um dia pudesse passar por algo parecido. A mulher se virou novamente, vendo a expressão irritadiça de Natsu.

— Não sou do lado negro, se querem saber — ela suspirou com classe. — Não posso falar com vocês aqui, me sigam.

— Quem disse que eu vou confiar em você? Vai que você me... — ele olhou para o lado e viu as pessoas que passava por perto. Sussurrando com o rosto emburrado, ele continuou: — Vai que você me transforma em um gato de novo.

— Alguém aqui lhe disse que a magia acabou de fazer efeito? — seu olhar era de superioridade. Lucy arregalou os olhos pensando que Natsu poderia voltar a ser um gato.

Natsu a encarou, totalmente confuso.

— Como é que é?

— Você está como humano porque eu quero que você esteja. — ela virou-se de costas para os dois. — Não vou repetir. Venham comigo ou Natsu sofrerá as consequências.

— Como você me conhece? Quem falou sobre mim pra você?

Ela não respondeu, apenas começou a andar até o beco escuro.

Lucy estava começando a pensar que, além de bruxa, ela era uma psicopata. Por um momento ficou com medo, mas respirou fundo e olhou para Natsu. Ele a olhava, como se quisesse saber se ela realmente ia.

— Olha, é melhor você ficar no carro e me esperar. — sua voz continha preocupação.

— Não, Natsu, eu vou com você — ela corou, olhando para o beco. — Acho que ser um gato não é algo muito legal.

— Está preocupado comigo? — ele sorriu.

— Não, claro que não. Por que acha isso? — disse ela, de modo desesperado.

Natsu deu uma pequena risada, mas a tensão estava mais forte no momento.

— Ficou nervosa, hein, Lucy? — ela virou o rosto, emburrada, e foi até o beco sem falar nada.

Natsu se assustou com seu ato repentino e a seguiu, tentando ficar a sua frente para que nada acontecesse com ela. Lucy mordeu os lábios e diminuiu a velocidade dos passos. Pelo menos ele havia deixado o assunto de lado e começado a pensar sobre a mulher. Eles pararam na entrada do beco e esperaram algum sinal, mas nada aconteceu. Ela provavelmente estaria esperando para eles entrassem. Lucy pegou no braço de Natsu.

— Vamos?

Ele suspirou.

— Sabe que não precisa ir, não é? — ele a olhava de recanto.

— Eu vou, preciso saber umas coisas, também.

— O.K, mas não se afaste. — ele passou a sua frente e começou a andar, sendo seguido por Lucy.

Lá dentro estava com um ar diferente. Uma sensação estranha passou por Lucy e ela se aproximou mais das costas de Natsu, que parcialmente, havia gostado.

Eles viram a mulher de costas, com se esperasse eles chegarem. Ela se virou e cruzou os braços, com uma feição esquisita e séria.

— Bem, como podemos começar... — ela indagou.

— Quero saber de tudo — Natsu disse, de frente para ela. — Por que me transformou e como conheceu Igneel e o meu avô?

— Você é bem direto, Natsu — ela finalmente deu um breve sorriso, porém sínico, como se o detestasse.

Lucy não queria atrapalhar, mas precisava saber quem ela era.

— Com licença, senhora — sua voz saiu um pouco falha, mas ela continuou: — Eu acho que sei quem você é.

A sua visão se posicionou para Lucy.

— Tem certeza? — por incrível que parecesse, ela não olhava com a mesma face para ela.

— Por acaso você já morou em um apartamento e foi expulsa por causa de um gato que escondia nele?

Se a conversa de Levy fosse real, poderia até ser aquela mulher. Não era muito diferente do que ela lembra-se na história que ouvira. Talvez ela não fosse má ou nada do tipo, apenas mal compreendida.

— Como sabe disso? Você morou lá? — seus olhos se arregalaram um pouco e ela foi até Lucy, ou ao menos tentou, pois Natsu ficou na sua frente, impedindo-a.

— Não se aproxime dela! — ele franziu o cenho.

— Hum, vejo que minha ideia está indo muito bem. — ela parou, olhando para ambos.

— O quê? — perguntou ele.

— Vou explicar tudo para os dois, mas quero que me escutem, pois não vou repetir. — sua voz chegava a dar medo.

— Eu vou escutar, pode apostar. — Natsu parecia muito nervoso. Tão nervoso a ponto de bater na mulher.

— Pode falar. — disse Lucy, ficando ao lado de Natsu.

— Sou Minerva, para começo de conversa. Conheço seu pai desde que eu tinha 11 anos. — Natsu arregalou os olhos e engoliu em seco. — Você tinha cinco anos na época...

Lucy sentiu os membros do braço dele se enrijecerem. Natsu estava tendo calafrios, um atrás do outro.

— O ano que... — ele tentou falar, mas não conseguiu terminar.

Miverva continuou para ele:

— Sim, o ano em que seu pai lhe deixou para trás com um mero papel.

Lucy se arrepiou por inteiro, ele fora abandonado pelo próprio pai.

Mal eles sabiam que aquela história era bem maior.