A Cat In My Life
6 6 — Um sentimento interno
Notas iniciais

6
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“Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela.” (Paulo Coelho).
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Lucy olhava os arredores, procurando o felino, mas nada. Ele não estava pela sala e nem pelo quarto, pelo menos, não tinha o visto. Pensou que talvez Natsu tivesse pegado ele ou algo assim. Sua mente estava tão embaralhada que não conseguia pensar em nada. O que ele estaria fazendo na sua casa e na sua cama era uma ótima pergunta para se começar a conversa — e nu —.
Ele poderia ter feito qualquer coisa com Lucy àquela noite, e com esse pensamento, ela quase morreu de vergonha ali mesmo, na porta da cozinha, segurando uma frigideira nova.
Natsu ainda escondia seus bens com o travesseiro e sua face estava radiante; como se estivesse aliviado, mas ao mesmo tempo, um pouco apreensivo. Levy disse a ela que ele era um mulherengo, mas não um perseguidor.
Ela deu um passo para trás, pensando no que dizer e bateu o traseiro na quina da pia, respirando pesadamente sem parar de encará-lo. Ele era tão lindo como ela lembrava, mas estava em seu apartamento sem motivo aparente. Seu corpo também era muito bonito, os braços eram de um homem dos esportes, sem dúvida alguma. As coxas eram bem trabalhadas e o abdômen era coberto por poucos pelos escuros, ela estranhou não serem da mesma cor do cabelo, mas não pôde pensar mais depois de lembrar-se da cor do gato.
O cabelo de Natsu era rosa, como o pelo do gato, só que mais claro. Ela arregalou os olhos e levantou a frigideira mais para frente ao ver que ele tentava se aproximar, sua cabeça girava e ela estava confusa com o que pensar ou dizer a ele.
Natsu queria explicar tudo a ela, mas ela não o dava chance alguma. Ele respirou lentamente e olhou sua própria situação: nu e se escondendo atrás de um travesseiro branco e perfumado. Normalmente ele nunca correra atrás de uma mulher para nada, mas naquele momento era mais que preciso.
Ele tentou se aproximar novamente, mas ela se afastou mais.
— Nem pense em dar mais algum passo. — ela alertou, franzindo o cenho.
Ele reprimiu um riso, ela era adorável, mas ao mesmo tempo, bem chata.
— Nós já nos conhecemos bem — ele entortou os lábios e virou a cabeça para um lado, sorrindo. — Já te vi até de lingerie.
Ela corou e abriu a boca, assustada. Ele era um estuprador, só podia ser isso — ou um espião, também.
— Como é que é? — ela quase sussurrou. — Você estava aqui em casa o tempo todo, é?
— Claro, você até me deu comida — ele fez um rosto enojado. — Eu fiquei com um pouco de nojo, mas até que era bom. Era a primeira vez que comi aquilo.
Por um momento ela achou que sabia o que ele falava, mas obviamente era mentira.
— Ok — ela parou de respirar, um pouco assustada. — Não sei que tipo de stalker, voyeur ou louco você é, mas o que quer de mim?
— O que eu quero? Eu finalmente não sou mais um gato estúpido, isso já importa! — ele riu, abrindo os olhos.
Lucy riu nervosamente, mas falhou no meio do caminho e ela parou para encará-lo, não havia indícios de mentira em seus olhos.
Ser o gato? Ele só podia estar de brincadeira com a sua cara. Acordar nu e abraçado com ela foi a coisa mais estranha que ela poderia ver. Acreditar em magia era algo, mas ver o cara que ela estava pensando de tempos em tempos se transformar em um animal, era com certeza, assustador.
— O Gato? Ok, é claro que eu acredito. — ela ainda segurava o objeto com as duas mãos.
— Você estava me chamando de Gato, era um nome patético, mas eu não me importei — ele suspirou. — Devia me agradecer, não deixei aquele tal de Loke te pegar de jeito e depois te jogar na cama.
Ela corou.
— Por favor, só vá embora, você está nu e dormiu na minha cama, está bêbado? Como entrou na minha casa? Você escalou a janela? — sua voz era de puro medo.
— Escalar a janela? Você já viu em que andar está morando? — ele usou uma das mãos para esfregar os cabelos arrepiados para trás. — Eu não sou do tipo que vou atrás de alguém.
Ela engoliu em seco.
— É, mas entrar aqui e dormir na minha cama já não é algo pior? — ela mordeu o lábio inferior. — E ainda quer dizer que era Gato. Não me faça de idiota.
— Claro, você deixou eu dormir com você, querida — ele fez um rosto tipicamente pervertido, Levy havia a alertado e ela parecia estar certa. — Você tem um belo corpo, mas sem nada por ele deve ser melhor.
— Que calúnia! Seu tarado, saia daqui. — ela gritou, mais vermelha do que imaginava estar.
— Não quer que eu te pague pelo que fez por mim? Sei que não deve acreditar que eu era o “Gato”, mas eu era, sim. — ele já estava cansado e precisava se vestir logo.
— Ah, ótimo pra você! Posso acreditar nessas coisas de magia, mas não creio que possa acontecer... isso.
— Olha, deixa eu te contar — ele foi até o sofá, dando as costas e deixando aparecer seu traseiro. Ela se virou rapidamente, constrangida.
As coisas estavam acontecendo tão rápido que ela nem percebia. Foi até a sala, mas ficou bem distante de Natsu, ainda segurando sua arma.
— Eu estava voltando da casa de uns amigos, naquele dia que nós nos vimos, lembra? — Lucy acenou com a cabeça, bem lentamente. — Pois bem, nesse dia eu encontrei uma bruxa bem sem-vergonha.
— Bruxa? — ela gaguejou.
— Sim, toda de preto — ele ainda deixava o travesseiro lá, Lucy teria que dar uma ótima lavagem nele depois. Ou não — Ela me disse uma frase estranha pra caralho e depois sumiu.
— E daí? Poderia ser mentira, eu que não vou acreditar nisso!
— Mas é aí que está! Eu desmaiei depois de me despedir do pessoal no meio da rua. Daí acordei em um beco, deveria ser madrugada. Minha cabeça doía muito, quando percebi que era um gato, tentei gritar, mas só ouvi sair um miado esganiçado. Confesso que foi a primeira vez que fiquei com tanto medo. — ele suspirou, colocando a mão na testa. — Pode me emprestar alguma roupa? Preciso ir pra casa, tenho certeza que todos estão preocupados comigo.
— Ah, mas prometa que não vai me perseguir! Sei muito bem que vamos estudar juntos. Ainda não acredito nessa história toda.
Natsu arregalou os olhos e a encarou.
— Sério que você vai estudar na FT School?
— Sim!
— Hum, isso é interessante — ele sorriu, mas queria ir para casa. — Uma roupa, por favor?
Ela corou, não tinha roupas de homens, apenas algumas velhas que o antigo dono deixara por lá e ela não teve tempo de dá-las a alguém. Mas ainda não acreditava nele. Era um tarado. Mas o fato dele entrar em seu quarto e a ver de lingerie era estranho. Ele sabia de Loke, também. Se ela acreditava tanto em magia, por que discordava tanto?
— Olha, as únicas roupas que homem que tenho aqui são as do antigo dono. — disse, ajeitando a postura.
— Tanto faz, contanto que eu deixe de ficar pelado.
Ela foi até o quarto, olhando para trás de vez em quando. Precisava ter certeza de que ele falava sério. Abriu o guarda-roupa rapidamente e procurou as roupas masculinas. Pegou uma calça comprida e torceu para que coubesse nele, achou uma blusa vermelha e também a escolheu, talvez ele não reclamasse. Parecia tão chato quanto Gato, aí estava uma semelhança clara.
Ela pegou a frigideira que deixara na cama e chegou até lá, jogando as roupa por cima dele.
— Obrigado, teria alguma chinela ou sapato?
— Não acha que já está abusando? — ela reclamou, indo até a cozinha e guardando o objeto. — Ligue pra um amigo e ele que venha te buscar!
Ele riu abafado e se levantando para vestir a roupa, ela virou, não havia dado uma cueca a ele, mas talvez ele não se importasse já que a calça era jeans.
— Eu nunca faria isso, é ridículo. — colocou a calça rapidamente e a viu ficar um pouco frouxa na cintura e nas pernas.
— Ridículo? — ela perguntou, ainda de costas, mas no fundo, querendo virar e vê-lo.
— Eu sou popular, querida — ele sorriu, terminando de colocar a blusa. — Pronto, pode virar.
Ela se virou rapidamente e o olhou. Até com roupas velhas e puídas ele ficava extremamente bonito.
— Pouco me importa se é popular, sua casa é longe daqui?
— Um pouco, talvez umas dez ou onze quadras, mas se me der algum calçado, vou a pé.
Ela suspirou e foi até o quarto para pegar uma chinela que tinha. Era feia e servia tanto para homem quanto para mulher, ela usava em casa e, se ele fosse realmente o gato, saberia que ela usou aquilo.
Voltou quase correndo depois de pegá-las debaixo da cama e deu a ele.
— Lembro dessa coisa — ele riu e ela corou. — Usou uma vez, não é?
— Idiota — ela cuspiu.
— Calma, querida, eu só estou brincando — ele as jogou no chão e calçou. — Por sorte ela ficou quase do meu tamanho, seu pé é pequeno, mas a chinela é gigante.
— É confortável! — ela massageou as têmporas. — Agora, por favor, vá.
Ele concordou com a cabeça e foi até a porta, ela o seguiu.
Chegando até a porta, ele parou e virou-se. Ela sentiu um déjà-vu e deu um passo para trás, esperando para escutar o que ele iria dizer.
— Bem, eu sei que não quer que eu fale com você na escola, e tal — ele suspirou. — Mas espero que acredite no que eu contei. Nunca acreditei em magia, bruxaria ou sei lá como se chama isso, mas agora vou mudar seriamente meus critérios.
Ele sorriu rapidamente e tocou na maçaneta, mas Lucy segurou sem braço.
— Espera!
Ele se virou novamente, com um rosto confuso.
— Posso acreditar em você se fizer uma coisa. — ela não sabia o porquê de estar fazendo aquilo, mas queria acreditar nele por alguns pequenos motivos...
— O que seria, querida? — ele sorriu, parecendo gostar do rumo da conversa.
— Não me chame de querida!
— Desculpe, mas não pretendo. — ele limpou a garganta e encostou-se à porta, cruzando os braços malhados.
Ela se viu encarando seu corpo e mudou o campo de visão: seus pés.
— Se me levar até o lugar onde eu te salvei e dizer exatamente o que falei a você naquele dia, quem sabe eu acredite no que diz — ela corou. — Claro, se fizer questão...
— Ótimo! — ele sorriu. — Hoje à noite, ok? Preciso ir até minha casa, meu celular ficou no beco em que acordei, preciso comprar outro, também.
Por algum motivo ela gostou do que ouviu, mas não quis demonstrar. Sabia que se relacionar com Natsu era algo perigoso. Se a história da bruxa e do gato fosse real, poderia não se afastar tanto assim.
— Tudo bem, nos veremos na porta do apartamento às 19h?
— Quando quiser, querida. — deu uma grande ênfase a palavra. Lucy suspirou.
— Agora pode ir, preciso me trocar. — ela virou o rosto para o lado, percebendo as roupas que estava.
— Tudo bem.
Sua voz deu uma pequena falhada ao lembrar-se de que dormiu abraçado com ela e nem percebeu. Achou até bom, pois se ele tivesse acordado primeiro, não ficaria muito sã — ou pelo menos, não a parte de baixo de seu corpo.
Ela acenou com a cabeça e abriu a porta, dando espaço para ele sair.
— Até mais, Gato. — ela arqueou uma sobrancelha e ele sorriu.
Sem responder com palavras, ele se foi rapidamente. Lucy o veria de novo e ela gostou de saber disso.
[...]
Natsu saiu do apartamento com rapidez, sem nem se preocupar com os olhares. Com certeza todos ali que o viram sair do apartamento de Lucy pensaram todas as coisas possíveis que poderia ter acontecido entre eles. Ele não se importou, até porque dormir com ela não era má ideia.
Suas roupas estavam tão feias que ele poderia ser zoado por qualquer amigo que o visse. Por sorte ainda era manhã e todos estariam dormindo, pelo menos, os preguiçosos, sim.
A recepcionista do apartamento era bem bonita, mas não tanto quanto Lucy. Iria vê-la novamente, isso com certeza não era nada mau. Sempre teve um bom gosto para mulheres, mas pela primeira vez, uma delas não pediu algo a mais dele. Parou perto da entrada do prédio pensando se Lucy nunca havia beijado alguém. Aquele otário do Loke tentou agarrá-la e ele o atacou para ajudá-la. Por dentro ele queria rir da cara de idiota que ele havia feito, mas como um gato era meio impossível.
Ela ficou nervosa com a aproximação dele, talvez por ela não ser acostumada com aquelas saliências. Seu corpo era muito bonito, achou quenão conseguiria se controlar se a beijasse. Teria que pensar um pouco no que fazer diante dela.
De repente ele se lembrou do que ela havia dito a ele antes de dormir e arregalou os olhos.
— Uns dias atrás eu conheci um garoto que mexeu comigo. Mas minha amiga me disse que ele era um mulherengo que dormia com todas. Eu fiquei um pouco triste, mas mesmo assim não consigo tirar ele da minha cabeça.
Ela também pensava nele depois que se viram na lanchonete, era inevitável. O pior era que ele pensava nela até demais e estava com um pouco de medo. Estava tão ligado em pensar nela que perdeu o primeiro táxi. Esperando outro passar, ele lembrou-se de que também estava sem a carteira e teria que pagar o taxista quando chegasse à porta de casa. Não queria nem pensar na bronca que levaria do avô.
Havia se transformado em um gato, que ridículo! Passou dois dias nas ruas como um gato, pedindo comida em casas e sendo enxotado em quase todas elas, a não ser as velhas senhoras que queriam adotá-lo, mas ele sempre fugia depois de comer — comidas horríveis, por sinal.
Achou estranho o fato de ter querido ficar na casa de Lucy, talvez por ter achado ela tão interessante quando a viu na lanchonete junta de Levy. Por incrível que pareça ela o deu sorte por ter feito ele se tornar um humano, ou então, poderia ter saído a “magia”.
Ele não queria admitir, mas ter sido um gato o fez mudar um pouco seus modos. Natsu com certeza deveria se tornar outra pessoa. Em dois anos ele faria 20, um adulto. Mas deixar de se divertir com mulheres não era algo que ele gostaria de fazer.
O segundo táxi não passou despercebido por Natsu. Ergueu a mão e esperou ele parar para finalmente ir para casa.
–
Pediu para o taxista esperá-lo, pois ia pegar o dinheiro em seu quarto. Quando voltou, viu seu avô pagando por ele.
Pois bem, ele estava ferrado.
Makarov olhou para o carro saindo da porta de sua casa e foi até Natsu. Ele ainda estava com as roupas velhas, mas iria trocá-las rapidamente quando pudesse voltar ao quarto — o que demoraria um pouco.
Ele entrou em casa e logo depois seu avô fez o mesmo e fechou a porta, voltando a olhar para seu rosto. Makarov estava com raiva, mas nunca demonstrava. Natsu o conhecia bem para saber que ia ser uma longa conversa se ele não o cortasse.
— Pode começar a falar, estou a par. — disse o avô, indo até o sofá que ficava na sala. Natsu o seguiu, suspirando.
— Parece loucura, eu sei, mas... — ele ainda pensou um pouco antes de falar. — Eu passei esses dias na casa de uma garota.
Makarov riu sinicamente e olhou para a mesa de vidro a sua frente.
— Não duvido que faça isso, mas não poderia ligar para avisar? — sua voz era calma como o inferno e Natsu odiava isso.
— Fui assaltado quando estava indo até a casa dela. — ele odiava mentir para ele, mas era o único jeito.
— Você? Assaltado? — o avô arregalou os olhos, fingindo estar assustado. — Natsu, você bateu no último cara que quis te roubar, pelo amor.
— Ele estava armado. — retrucou.
— É, o outro também estava.
Natsu continuou de pé, pensando em como sair daquela furada. Makarov continuou:
— Mas enfim, que roupas são essas? Ficou pelado na rua, também?
— Não — ele fingiu um sorriso, mas não tinha uma mentira boa para dar. — Digamos que eu estava tão excitado que acabei me jogando na banheira com ela de roupa e tudo. Ela me emprestou essas que eram de seu pai.
Ele não pôde deixar de reprimir um riso, estava pensando em Lucy enquanto falava isso.
— Poxa, que coisa, hein? — ele ficou sério e se levantou do sofá que estava — Olhe, eu estava preocupado, ok?
Natsu parou de rir.
— Preocupado? Quando você se preocupou comigo? — ele riu, mas não um riso verdadeiro.
— Eu sou o seu avô, Natsu! — ele ergueu os antebraços, como se fosse óbvio, mas não para ele.
— Você me odeia porque tenho esse jeito, eu sei que odeia, mas o que eu posso fazer? Meu pai me abandona quando sou criança e ainda quer que eu seja o cara legal?
— Sei que não é a vítima, mas não precisa ser assim — ele abaixou o tom, querendo encerrar a discussão. — Lisanna, Gajeel e outros ligaram pra você...
— Já imaginei — respondeu, ríspido. — Depois vou avisá-los que voltei, já posso tomar banho e trocar de roupa?
— À vontade. — disse, saindo para ir até a cozinha.
Natsu foi até o quarto e tomou banho no próprio banheiro. Estava farto de brigar com o avô, mas ainda teria que tirar as dúvidas sobre a bruxa idiota que o transformou, eles se conheciam, ele tinha certeza que sim.
Poderia ter sido só um sonho, mas não.
[...]
Lucy já estava pronta para sair e ainda eram 18h30. Nunca fora pontual, mas queria estar bem arrumada. Ela estava com muita vergonha, pois se ele realmente fosse o gato, ele teria visto muitos podres dela.
Foi então que ela se lembrou do mais importante: havia dito para ele que estava pensando nele. Merda, se ele se lembrasse disso, não daria certo.
Ela usava um vestido branco que ia um pouco acima dos joelhos e de alça fina. Ele tinha bojo e segurava bem os seios. Pegou uma sapatilha prata brilhosa e foi até a cozinha para comer uma maçã.
Pensou em como ele teria se saído para explicar a seus pais onde ele estava. Não sabia se ele morava com eles, mas provavelmente não morava sozinho, parecia ter muito dinheiro por causa de seus modos.
Após comer, pensou em ligar para Levy depois que chegasse. Não iria a um encontro, mas sim, queria explicações a mais sobre o que havia acontecido. Pensou se deveria contar a Levy ou não, pensou que se ela soubesse, poderia ser chamada de maluca e Natsu ainda poderia omitir o ocorrido mais tarde.
Ficou assistindo televisão até dar a hora marcada e desceu até a entrada do prédio. Por algum motivo estava nervosa e suas pernas tremiam, mas tentou parecer o mais natural possível.
Não demorou nem um minuto para ela ver um Audi preto lindíssimo parar a sua frente. Viu o vidro do carro se abaixar e seu coração quase parou.
— Vai entrar ou não? — ela viu o sorriso que havia marcado em sua cabeça.
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