A Cat In My Life
2 2 — Uma amizade nova, em uma vida nova
Notas iniciais

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Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida; aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos. (Miguel Unamuno).
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Já eram quase 19h30m da noite de sábado quando Lucy chegou ao aeroporto de Magnólia. Sua cabeça estava dando voltas de tanto sono, pois havia tirado um pequeno cochilo à tarde, antes de chegar. Após finalmente perceber que havia realmente chegado, ela se levantou de sua cadeira, passando por um idoso baixinho de barba branca que se sentava ao seu lado, ele parecia ocupado ao celular.
A brisa do avião ainda era fria por conta do ar-condicionado que havia sido fechado há pouco tempo. Sua pele era sensível a qualquer mudança de temperatura repentina, então, o pouco toque frio a deixava com os pelos eriçados.
Teria que pegar um táxi. Ela não gostava de sair à noite. Tinha em mãos um pequeno papel que estava dentro de seu bolso, com o endereço do seu futuro e doce apartamento — era o que ela queria que fosse, pelo menos.
Não conhecia absolutamente nada daquela cidade, mas sabia que a maioria dos meninos não eram confiáveis — lição de Virgo. E lembrando-se daquela conversa, ela riu baixo, enquanto pegava a mala. Ela olhou para o velho que estava sentado ao seu lado se levantava demoradamente pelo seu tamanho, era até fofo.
— O senhor gostaria que eu pagasse a sua bagagem também? — perguntou Lucy, com um sorriso amigável para o velho senhor.
Ele sorriu: — Oh, bela moça, muito obrigado. — respondeu. Ele era ainda mais baixinho de pé. Era verídico.
— Disponha.
Pegou suas malas, e logo depois pegaria as enormes que havia levado também, mas lá fora. Virgo a pediu para levar várias coisas tirando os livros escolares, muitas roupas, sapatos, cremes e perfumes. Lucy não se importava em mexer muito na beleza, mas gostava de se maquiar antes de sair para festas, independente de qual fosse.
Com algumas manobras, ela conseguiu tirar a pequena mala do senhor sem fazer bagunça. Por sorte ela não era baixinha. Entregou a bagagem dele com um sorriso sincero.
— Como se chama, moça bonita? — perguntou.
Ela havia se acostumado com as pessoas a chamando de bonita, linda, perfeita e tudo mais. Seu pai conhecia muita gente, e, quando dava uma festa em sua casa, muitas mulheres de idade avançada apareciam, inclusive Loke, que nunca parava de agradá-la. Não que ela não gostasse, até ficava feliz ao escutá-lo dizer isso. Ele era uma ótima companhia e faria falta a ela.
— Me chamo Lucy Heartfilia, senhor.
— Lucy Heartfilia? Esse nome não me é estranho. — ele franziu o cenho e, tocando o queixo, a olhou melhor. — Veio para estudar?
— Ah, sim. — ela estranhou a pergunta, como ele sabia? — Em Fairy Tail School.
— Deus! — ele reagiu como um susto. Lucy, no entanto, se assustou de verdade. — Sou o diretor da escola, estou muito feliz em conhecê-la, Lucy.
Ela arregalou os olhos. O diretor? Estava com sorte, e estava ao seu lado em todo o percurso e nem falaram nada um com o outro, pois ele parecia ocupado com seu notebook — bem moderno por sinal.
— É sério? Caramba, então você é o Sr. Makarov?
— Me chame apenas de Makarov, não gosto de formalidades com os meus alunos. — sorriu, mostrando algumas rugas no canto dos olhos.
— Bem, senh... Makarov! Eu estou vindo morar aqui definitivamente, espero gostar da escola. — ela sorriu.
— Não duvido, cara Lucy. — deu uma piscadela, mas logo olhou para as bagagens. — É melhor sairmos, não quero ficar trancando em um avião. Isso soa assustador. — ele teve um calafrio que ela não soube identificar como falso ou não, mas fora engraçada sua atuação, de qualquer maneira.
Ela riu e acenou com a cabeça, ele parecia bem legal.
Ambos saíram do avião, deixando a aeromoça dar as boas-vindas à Magnólia. Ela estava curiosa para conhecer os alunos, pelo menos o diretor parecia uma pessoa boa.
Depois de pegarem o resto da bagagem do lado de fora, logo voltaram ao caminho para a saída.
— O que foi fazer fora da cidade, desculpe a intromissão. — ela perguntou, um pouco relutante.
— Ah, eu fui até a casa de uma família que eu conheço bem, nada demais. — ele não parecia querer estender a conversa pelo seu rosto, então, ela resolveu parar de perguntar sobre aquilo e apenas concordou com a cabeça com um sorriso sem jeito.
Andaram até a entrada do aeroporto — que por sinal era muito bonita — conversando sobre o estudo e as regras da escola, e ela agradeceu por já saber de tudo. Ele era bem diferente do que ela imaginava. Pensou ser um cara sempre de terno e muito chato, mas não, ele era baixinho e usava roupas normais para a sua idade.
Quando saíram, ela viu um homem engravatado ao lado de um carro conversível e preto. Lucy viu Makarov indo até o ele, ela ainda o seguia, mas ao se aproximar do carro, ela parou.
— Esse é o meu motorista, Macao Conbolt. — sorriu, apontando para o motorista de óculos escuros. Ela o viu dar um breve sorriso. — Ela é Lucy, estudará em FT School.
— Bem, é um prazer. — ela sorriu um pouco sem graça. — Mas então é isso, vou para o meu apartamento agora.
— Deixe de besteiras, entre, eu levarei você! — pediu, revirando os olhos com diversão. O motorista abriu a porta para ele, logo depois, Makarov entrou.
— Mas eu- — gaguejou.
Macao se aproximou dela: — Entre, senhorita Lucy, pode me dar suas bagagens maiores, por favor? — pediu o motorista, abrindo o outro lado do carro. Ótimo, ela se lembrou de sua quase antiga vida em sua cidade natal.
Ela suspirou e sorriu. Não faria mal uma carona. Deu as bagagens para Macao, que as guardou no porta-malas gigantesco.
— Obrigada. — agradeceu à Makarov quando entrou no carro, ele sorriu. Ela abriu a mão com o papel e o deu. — Aqui, é o endereço.
— Ok. — acenou uma vez com a cabeça e deu o papel para Macao, quando o mesmo entrou no carro. — Vamos levá-la aí, por favor.
— Como quiser, senhor.
Lucy segurava apenas uma bolsa pequena. Pensava no que iria fazer, ainda era dia 10.
— Enfim, Makarov. — indagou. — As aulas começam dia...?
— 19. — sorriu.
Bom. Ainda tinha nove dias para fazer alguma coisa. Quem sabe conhecer algum lugar bem frequentado. Queria saber que tipos de pessoas eram daquela cidade, ouviu dizer que eles eram bem divertidos.
— Você conhece algum lugar em que vão muitas pessoas? Estou curiosa com os pontos mais visitados.
— Sim, conheço, sim. — sorriu. — Tem o Magnis.
— Magnis? — franziu o cenho, confusa. — O que seria?
— É a praça mais popular da cidade, muito bonita.
— Interessante. — ela sorriu. — Vou pedir mais informações depois, agora eu só quero dormir. — riu.
— Tudo bem.
Passaram o resto da viagem sem conversar muito. A visão do lado de fora do carro era bem agradável, pois tinha árvores para todos os lados. Os casais passeavam de mãos dadas e outros levavam seus filhos para lojas ou parquinhos.
Mesmo não sendo acostumada, pensou se conheceria um rapaz nessa sua estadia. Seu pai nunca a deixou namorar, a não ser que fosse Loke, mas para ela, ele não passava mais que um amigo. Depois que parou para pensar, seria ótimo arrumar um namorado ou algo do tipo, ela sorriu com esses pensamentos.
Depois de cinco minutos, o motorista parou.
— Chegamos ao destino. — disse Macao.
— Obrigada por me trazer aqui, Makarov, Macao. — sorriu. Abriu a porta do carro e saiu. — Eu só queria a minha bagagem.
— Claro, Macao irá pegar. — respondeu. — Foi um prazer conhecer minha mais nova aluna.
— O prazer foi meu. — sorriu, mas bocejou forte em seguida. — Eu não pensei que meu apartamento seria tão perto do aeroporto!
— Sim, esse apartamento é bem frequentado, a maioria é gente estrangeira. — sorrindo, ele a explicou. Lucy fechou a porta do carro e recebeu as bagagens de Macao, que logo depois voltou para o carro apressadamente.
— Obrigada pela carona, até dia 19.
— Até, senhorita Lucy. — ele se curvou um pouco e saiu.
Ela suspirou, já cansada. Puxou sua mala para subir sobre a calçada um pouco alta. Foi andando até a entrada do apartamento que foi ela quem escolheu. Nada muito chamativo, e sim, bem básico, mas muito bonito.
Ao entrar, foi até a recepcionista que falava ao telefone, muito simpática a ver de Lucy. Ela se aproximou com um sorriso e esperou a moça terminar o que fazia. Ao desligar, ela a olhou sorrindo.
— Veio pegar a sua chave ou pedir um quarto? — ela perguntou.
— Vim pegar minha chave, sou Lucy Heartifilia.
A entrada em si era bem moderna. A cor era goiaba com alguns tons brancos. As pessoas saíam e entravam todo o tempo e suas vestimentas eram bem normais, nada muito chamativo, mas até um pouco elegante.
Enquanto a moça não pegava a chave, ela brincava com a trança embutida que Virgo havia feito em seu cabelo, estava muito bonita, mas teria que desfazer logo quando fosse deitar.
Lucy saiu de seus devaneios quando a moça sorridente a entregou uma chave cor de ouro; era muito bonita.
— Seja bem-vinda, seu quarto é no terceiro andar.
— Obrigada.
Já cansada de ter que levar aquelas malas enormes para todos os lados e pela noite já estar lá, respirou fundo e pensou que estava quase no fim e poderia dormir pela tarde inteira quando chegasse.
Com certeza não conseguiria subir as escadas, e foi o que pensou quando viu a enorme escadaria, então foi ao elevador. Esperou um pouco até que a porta se abrisse, e quando abriu, ela entrou rapidamente com suas últimas forças. A música calma a tranquilizava e ela só pensava em deitar em sua cama, e por um momento não queria saber se ela era dura ou não.
Pensou na escola que, depois de poucos dias ela conheceria. Os alunos poderiam ser legais, mas também poderiam ser um bando de riquinhos. Sempre fora quieta e quase nunca puxava conversa com alguém, ela mais esperava que alguém falasse com ela, ou seria difícil fazer amizades.
Rápidos segundos se passaram quando sentiu que o elevador finalmente havia parado no lugar certo. Andou rapidamente — ou tentou — até a porta 33, que era o seu futuro quarto.
Ela lembraria para em que lado ficava o elevador. Descer e subir escadas do terceiro andar não era algo convidativo para ela e suas pernas. Viu que o seu quarto estava a poucos metros dela, principalmente sua cama. Nunca pensou que estivesse tão cansada, constatou que dormir em um avião era impossível para ela.
Ao chegar à frente do quarto 33, escutou alguma garota do quarto ao lado brigar com alguém e abrir a porta furiosa. Bela recepção, ela pensou.
De dentro da porta saiu uma pequena garota de cabelos curtos e azuis, muito bonita por sinal, mas não distinguiu sua idade de cara. Ela parecia com muita raiva, e percebeu que de dentro saía um rapaz bem alto de cabelos compridos, parecia um punk ou coisa parecida por causa de suas roupas pretas e chamativas. Ele estava se divertindo com a sua raiva, sorria a beça.
— Sai daqui agora! Não pense em vir de novo aqui, seu idiota, burro, imbecil! — Lucy arregalou os olhos e olhou para sua porta, não queria parecer xereta tão tarde da noite.
— Olha, baixinha, nem pense que eu vou parar de vir aqui. — ele sorria e reprimia um riso.
— Sai! Não acredito que fui na sua conversa de novo, seu animal! — ela não parecia triste, mas sim, com muita raiva, chegava a ficar rubra.
— Me dá um beijo de despedida?
— Se você fizer aquela merda de biquinho de novo eu vou fazer você perder esses seus dentes.
— Então vou imaginar você me beijando e tocando meu amiguinho aqui, como eu sei que você sabe fazer muito bem. — ele riu, apontando para suas partes íntimas.
Lucy corou e pensou que realmente deveria ter entrado em seu quarto, mas estava curiosa. Lentamente ela colocou a chave na fechadura, para ganhar mais um tempinho.
— Tchau, Gajeel. — ela respirou fundo, já cansada da conversa. O sorriso do rapaz foi ficando sério e ele saiu pisando forte sem pestanejar.
A garota olhou para o lado quase quando ia entrando em seu próprio quarto, mas viu Lucy antes disso e franziu um pouco o cenho. Ela pensou que ela iria xingá-la por escutar a conversa íntima dos outros, mas não o fez.
— Você é nova aqui? — ela arqueou uma sobrancelha, com curiosidade e como se nada houvesse acontecido há poucos segundos. — Não me lembro de tê-la visto.
— Ah. — gaguejou um pouco. — Sim, acabei de chegar na cidade, nem vi como é o meu quarto ainda.
— É um prazer conhecer você, sou Levy McGarden. — sorriu. — Parece que vamos ser vizinhas, hein?
— Sim. — sorriu timidamente. — Me chamo Lucy Heartifilia.
— Bem, espero que se acostume com o “pessoal” que costuma vir aqui em casa. Pode ter um pouquinho de briga às vezes.
Lucy soltou uma risada baixa, Levy parecia alguém divertida e nada rancorosa.
— Olha, eu estou um pouco cansada, quer entrar? A gente pode se conhecer melhor. Preciso, pelo menos, fazer uma amiga.
— Claro. — Levy sorriu, divertida. — Você veio para morar definitivamente?
— E estudar, mais precisamente.
— Que legal, e qual vai ser a escola? — perguntou, se aproximando após fechar a porta de seu quarto 34.
Lucy abriu a porta e teve ajuda com algumas malas grandes para entrar. Antes de responder, olhou o quarto. Para ela estava mais que perfeito, pois ele era muito bem decorado com os tons de cores certas de branco e bege escuro. Os móveis eram muito fofos e pequenos, do jeito que ela gostava para não ocupando muito espaço. Levy fechou a porta e entregou a mala para Lucy, enquanto ela olhava os arredores.
— Vou ser da Fairy Tail School. — respondeu com timidez, por conta da demora.
— Ai, meu Deus, diz que é mentira. — Levy quase gritou, pondo a mão no coração e rindo ao mesmo tempo.
— Por quê? — perguntou, assustada.
— Eu também estudo lá!
Lucy pensou que seu dia — ou noite — estava ótimo, tirando o fato do avião. Ela sorriu e se sentou no sofá, dando espaço para Levy que ia até ela.
— Isso é sério?
— Claro, eu não creio que vamos nos ver na escola também.
— Que maravilha, então isso quer dizer que vamos ser bem mais amigas do que eu imaginei, hein? — brincou.
— Com certeza, não tenha dúvidas. — ela fez ondulações em uma mecha de seu cabelo azul. — Não tenho muitas amigas na escola, a maioria são umas vadias em alto grau.
Droga. Ela imaginava que as pessoas fossem estilo Makarov e Levy, mas ao se lembrar do rapaz alto e de corpo bem feito que conversou com ela, perdeu as mínimas esperanças contidas nela.
— Isso soa mal. — ela ergueu um dos lados da boca, em reprovação.
— Nem me fale, mas agora estou feliz de te conhecer! — ela sorriu.
Ela estava querendo perguntar sobre o rapaz, mas estava com medo de sua reação.
— Sem querer ser intrometida, mas — ela resolveu soltar logo. — briga de namorados mais cedo?
Levy soltou uma gargalhada alta que mais parecia falsa, e logo ela entristeceu muito e Lucy pensou que ela fosse chorar, mas não. Levy se segurou ao máximo para não se derrubar em lágrimas por conta do rockeiro idiota.
— Namorados? Não me faça rir. — ela ainda estava triste. — Ele é só um idiota que me perturba todos os momentos possíveis na escola e no meu apartamento, mas nada.
— Mas se ele te perturba, não quer dizer que ele gosta da sua companhia?
— Não, ele gosta de me ver com raiva, só isso.
— Eu não entendo nada de namoro, eu confesso — corou. —, mas eu acho que ele gosta muito de você, não sei, apenas acho.
Ela por um momento achou ter visto os olhos de Levy brilharem, mas talvez fosse impressão.
— Ele só me seduz para que eu vá até a cama com ele e não quer compromisso, nem nada, acha que ele realmente gosta de mim? — ela a encarou, com os olhos marejados. — Ok! Eu não quero pensar nisso, quero saber de você!
Lucy se sentiu mal por ter feito Levy dizer aquelas coisas. Elas não se conheciam direito e ela já sabia que Gajeel apenas — ou provavelmente — dormia com ela e não queria arcar com nada.
— O que gostaria de saber?
— Não sei, você é estudiosa?
— Bem, na minha outra escola eu era, não sei aqui. — riu fraco.
— Espero que se acostume comigo, pois sou bem esforçada por causa da minha bolsa na escola. Você sabe, é cara demais.
— Caramba, você tem uma bolsa? Então deve ser bem mais do que esforçada!
— Não digo dessa forma. — ela corou, sorrindo. — Enfim, acho melhor a gente conversar amanhã, você parece acabada da viagem e já são quase 20h.
Ela agradeceu por Levy ter percebido.
— Não posso dizer que estou bem, dispostamente falando. — ela riu.
— Ok, amanhã quer sair pra algum lugar para simpatizar com a cidade?
— Sim, sim, agora que você me disse, eu gostaria de conhecer uma tal praça chamada Magnis.
— Nossa, é verdade, faz muito tempo que eu não vou até lá, deve estar bem diferente! — ela sorriu, se levantando do sofá. Lucy se levantou junto. — Amanhã, umas 14h, pode ser?
— Como quiser. — Lucy piscou e a seguiu até a porta do quarto. — Até amanhã. — e fechou a porta.
Ela caminhou até suas malas e as levou até o quarto. O cansaço era tão grande que ela não conseguia mais andar. Em um só dia ela conheceu duas pessoas da sua escola, era como se o destino estivesse a seu favor. Se todo seu ano fosse como estava sendo aquele dia, ela estava bem satisfeita.
Colocou o que pôde em seu guarda-roupa, pois o sono a pegou de jeito. Deixou algumas coisas na mala e caiu em cima da cama fofa e gigantesca, não tomaria banho naquele momento, talvez de manhã. O seu quarto era lindo, tinha toques femininos, mas não era pecado algum homem frequentá-lo. De qualquer maneira, ela sentiu como se ele fosse feito para ela.
Ela adormeceu, sem nem pensar em ver todo o local.
_xx_
Natsu estava cansado para sair àquela noite de sábado, então, pôs a ficar assistindo seriados na TV a cabo até a manhã de domingo — que por acaso era o dia que ele mais odiava em toda sua vida — para poder dar um pulo na piscina em forma de T de quase 20 metros quadrados. Pensou em chamar o pessoal para a casa dele, mas estava bem cansado para ouvir as reclamações de Lisanna.
Ligou a televisão para assistir CSI, mas antes de fazê-lo, ouviu a campainha da porta tocar. Ele estava em seu quarto e não se preocuparia em ver seu avô, mas queria, de alguma forma, parar de ter aquela relação fria com ele. Talvez devesse parar de ser como era na escola? Ser alguém que desse orgulho ao avô? Não, ele não desperdiçaria sua vida boa de modo algum.
Bufou e se levantou da cama de onde assistia televisão. Queria perguntar algumas coisas para ele, mas perdeu a coragem quando chegou até a maçaneta da porta. Para o inferno tudo aquilo, ia assistir seus seriados e dormir até quando fosse 1h da manhã, e talvez às 15h fosse até a praça Magnis com alguns amigos e Lisanna, infelizmente. Não, não daria certo, ele teria que terminar com ela antes do próximo dia, não pensou muito quando lhe mandou uma mensagem pelo seu Galaxy.
Para: Lisanna.
Assunto: Fim.
Lisanna, quero um tempo no nosso ”namoro”, ok? Sem baboseiras no momento.
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“Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.” (Barão de Itararé).
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