A Cat In My Life

3 3 — Uma frase estranha pode fazer efeito


Notas iniciais
Oi, meus queridos leitores, tudo bom? Agradeço a todos que comentaram no capítulo passado, será que conseguiremos alguma recomendação? OMG, estou curiosa para saber o que vão achar desse capítulo. *v* A coisa vai começar a pegar fogo. AHEUAHEUAHE Um beijinho, boa leitura!

3

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“Não acredito em amor à primeira vista, pois te amei sem te conhecer.” (Alexandre Boarro).

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Sem pressa, Lucy abriu os olhos e observou lentamente o quarto onde estava. Se lembrou das coisas que aconteceram no dia passado com dificuldade; e achou que poderia pensar naquilo depois de tomar banho — ela não aturava ter que ficar desde a manhã de um dia atrás sem um banho — Após abrir os olhos, começou a fase de levantamento, que para Lucy, era a pior. Ela tinha certeza de que seus cabelos estavam desgrenhados e volumosos por conta do sedoso travesseiro de seda branca. Seu hálito estava quente e os olhos entreabertos. Também estava com uma fome de leão.

Sem coragem de levantar, ela o fez, e andando como uma morta-viva, foi até o espelho para ver o resultado de sua bela dormida. Normalmente ela não conseguia dormir bem em uma cama que nunca fora usada por ela, mas no final deu tudo certo, talvez por estar com muito sono na noite passada.

Abriu a boca como se estivesse visto um monstro, não que fosse mentira, ela estava horrível. O cabelo estava armado demais, os olhos entreabertos a deixavam com cara de alma penada em filme de terror. Havia uma sujeira ao lado de seu olho direito.

— Deus, estou terrível. — Lucy deixou o cansaço de lado e correu até o banheiro que havia por perto.

Não demorou muito para que ela encontrasse o banheiro que era do outro lado das extremidades do apartamento. Quando finalmente abriu a porta por causa do sono, foi até a pia e lavou o rosto. Seus cabelos estavam um caso seriíssimo, mas ela se preocuparia com isso depois, foi até sua mala jogada na sala e pegou sua escova de dentes. Após escová-los, fechou a porta e retirou a roupa para tomar um banho.

[...]

— Então, a gente vai às 15h mesmo?

Natsu se espreguiçava na cama com o celular na orelha já às 8h. Ele não estava acostumado a acordar àquele horário, mas estava com tanto tédio que resolveu pensar em fazer algo. Ia tomar banho de piscina, mas antes, estava combinando uma saída com o pessoal do vôlei e algumas garotas.

Natsu usava apenas uma cueca Box vermelha que havia comprado há poucas semanas e estava esparramado pelo lençol amendoado. Estava gostoso o suficiente para todas as garotas quererem lambê-lo por todo o corpo. Ele tinha uma tatuagem com uma marca em que todos do seu time de vôlei fizeram, a dele ficava em seu bíceps direito e era extremamente sexy.

Ele falava com Gray, era um dos participantes do time. Muito bonito e namorava uma garota tímida e um pouco estranha. Gray dizia que estava apaixonado como nunca esteve, mas para Natsu era apenas conversa fiada, pois não era de acreditar na idiotice de estar amando. De qualquer maneira, Gray não havia transado com Juvia ainda, pois, dizia ela que não estava pronta. Natsu não acreditava naquelas besteiras.

— Claro, vou levar a Juvia também — respondeu Gray. — Você vai chamar mais alguém pra ir?

— Talvez, chame quem quiser, menos a Lisanna.

Ele ouviu uma risada abafada de Gray.

— Terminaram pela 10ª vez? Ou será que é mais?

— Não sei, mas eu realmente cansei dela — ele suspirou, cansado. — Porra, muito grudenta, ela geme mais do que o meu gato quando tá com fome. Não, não sexualmente falando.

Gray soltou uma gargalhada pelo telefone. Natsu não se segurou e riu com ele.

— Eu imagino. — deu uma última risada. — Não vou comunicar nada a ela, mas você sabe, ela te encontra sempre.

— Infelizmente ela deve ter uma bola de cristal em casa. — suspirou, se levantando da cama e procurando algo no guarda-roupa.

— Felizmente você vai se ferrar — riu. — Lembra quando terminou com ela pela primeira vez?

— Uh-hum, e muito bem, ela quase me matou de tanto perturbar. — achou um calção azul de banho e vestiu, deixando o celular em viva-voz. — Lembrando de que eu a comi depois e tudo ficou bem, pelo menos pra ela.

Os dois gargalharam.

— O que vai fazer agora?

— Tomar um banho de piscina, mais tarde a gente se vê na lanchonete ao lado do Magnis.

— Beleza.

Natsu bocejou e encerrou a chamada. Colocou uma regata branca e uma chinela casual para ir escovar os dentes, comer e mergulhar um pouco depois. O avô provavelmente estaria na escola àquele horário, então, depois conversaria um pouco com ele, como quase nunca faziam. Olhou pela janela do quarto e rapidamente sentiu a mesma sensação de ser observado, provavelmente estava ficando louco.

–

— Já vou indo! — gritou Lucy de dentro do quarto.

Ela terminava de se arrumar em seu quarto às 14h em ponto. Levy devia estar esperando há pouco tempo, pelo menos. Ela optou por vestir uma blusa branca escrita Jack Daniels sem mangas junto com uma saia cor goiaba bem rodada que batia quase nos joelhos. Fez um rabo de cavalo no cabelo e pôs uma sapatilha bege. Olhou para o espelho e gostou do resultado. Pegou uma bolsa branca com spikes ao lado e foi até a porta para abri-la.

Levy estava muito fofa. Usava com um short azul claro e uma regata preta com um casaquinho de manga média, azul escuro. Calçava um sapato Oxford sem salto com um pouco de brilho dourado.

— Levy, você está muito linda! — ela sorriu, andando um pouco para frente e trancando a porta; em seguida, guardou a chave na bolsa.

— Digo isso pra você, que roupa chique é essa? — brincou.

— Não é nada chique, sua boba, eu adoro roupas assim. — Levy sorriu e continuou.

— Vamos? Estou com saudades daquele lugar — mordeu os lábios. — Podemos mais tarde passar na lanchonete mais ida daqui, pode ser?

— Claro, estou em suas mãos, minha mestra. — ela riu.

Ambas saíram do apartamento muito excitadas para irem ao parque. Pegaram um trem em um metrô próximo, Lucy nunca imaginou que fosse tão bonito. Nunca havia andado de trem, mas era tudo muito arrumado e não estava lotado.

Lá dentro era bem legal. Havia sido pintado recentemente e parecia novo. Não sabia se a escola era longe que precisasse de metrô para chegar.

— Ei, Levy-chan, posso te chamar assim? — perguntou, com receio.

— Ah, é claro! — sorriu, mostrando os dentes. — E para ficarmos quites, te chamarei de Lu-chan.

— Como quiser — riu. — Então, Levy-chan, eu queria perguntar se a escola é longe do apartamento.

— Não muito, nós chegamos a pé, mas se quiser ir de metrô, sem problemas.

— Acho que prefiro ir a pé, é melhor pra se exercitar. — deu um sorriso torto, como se estivesse em dúvida.

— É até bom, as aulas de educação física são de matar. — Levy imitou um choro.

Oh, a educação física. Lucy não gostava nem um pouco das aulas em seu antigo colégio, ela tinha que correr muito e detestava. O único motivo eram seus seios, eles eram grandes e se corresse muito rápido, eles balançavam. Por sorte ninguém falava deles, pois quase todas as garotas também tinham seios enormes, mas ela não sabia os tipos de garotos que encontraria em FT School. Temeu um pouco e ficou em silencio, Levy prosseguiu:

— O que foi? Parece com medo.

— Ah — gaguejou, com vergonha. — Não gosto das aulas de educação física.

— Qual o problema? Cansa muito, não é? Eu, particularmente, fico toda dolorida no outro dia.

— Não só isso — ela parou e olhou para Levy, logo depois para os seios. — É isso.

— Entendo, deve doer. — Levy ergueu a ponta dos lábios, em desaprovação. — Às vezes gosto de não ter nada aí.

— Não só isso, dói também, mas eu temo os comentários. — suspirou.

— Você tem razão, os “carinhas” da nossa sala são bem chatos quando querem. — ela bufou, lembrando-se de Gajeel e suas brincadeiras idiotas.

— Vou deixar de pensar nisso agora — sorriu. — Vamos nos divertir, ok?

— Ok!

O trajeto foi rápido. Em cinco minutos elas já haviam chegado, talvez desse até para ir a pé se precisasse. Ambas desceram do trem em silencio e foram para fora do metrô; Lucy viu o lugar.

A praça era belíssima. Cheio de verde e barulho de pássaros constante. Olhou para um lado e viu casais em todo canto, fazendo piquenique, jogando bola, namorando e tudo mais. Alguns levaram cães para passear ou iam patinar. Do lado de fora havia várias lojas com estilo vintage, algo que ela simplesmente adorava. Olhou para Levy, e ela, aparentemente, também estava gostando da vista.

— Meu Deus, aqui está muito mais bonito que antes. — disse Levy.

— Ainda bem que eu vim.

— Vamos andar por aqui, quero ver todos os lugares! — ela deu uns pulinhos e puxou o braço de Lucy.

As duas foram até a área verde e andaram por toda a extensão. Era tudo tão lindo que Lucy esquece-se de tudo, poderia ficar naquele parque para sempre. Levy falava sobre gramática e interpretações de texto, Lucy por um momento deixou de escutar para prestar atenção em um grupo de gatinhos de todas as cores que tinha em um canto isolado.

Lucy pediu para se sentarem de costas para a árvore e conversarem um pouco até dar fome. O sol não estava quente, estava do jeito que ela gostava. Levy disse que preferia chuva.

— Ei, o que são todos aqueles gatinhos? — Lucy apontou para o grupo distante.

— Ah, ainda tem isso aqui — ela riu abafado. — Desde que eu vinha aqui com o G- — deu uma pausa antes de continuar, ela não precisava saber do idiota. — Esse grupo de gatos sempre esteve aqui, são fofos.

— Muito, eu amo gatos.

— Eu também — sorriu. — Isso me lembra de uma história engraçada que aconteceu no apartamento.

— Conta, conta. — Lucy pediu, dando tapas na perna de Levy.

Levy suspirou, se lembrando da história.

— Bem, tinha uma garota estranha que criava um gato estranho no apartamento — Lucy riu do seu modo de falar. — Eles eram estranhos, ora mais.

— Mas não é proibido criar animais lá?

— Sim, mas ela o escondia.

— E como você sabe?

— Teve um dia que esse gato sumiu, daí essa garota ficou louca da vida. — ela negou com a cabeça, como se fosse uma idiotice.

— Eu também enlouqueceria se o Plue sumisse. — Lucy sorriu.

— Seu gato?

— Meu cachorro, ele está na minha antiga casa, mas continue a história, está interessante. — ela riu.

— Enfim, então ela contou pra recepção — ela reprimiu uma risada, se lembrando do acontecido. — Como todos do apartamento achavam que ela era uma bruxa, ficaram com medo.

— Bruxa? — o sorriso de Lucy sumiu.

— Ela vestia umas roupas estranhas e falava umas frases em outra língua, até eu achava assustador.

— E quando foi isso? — ela estava interessada. Acreditava em assuntos envolvendo bruxas por algum motivo.

— Eu tinha acabado de vir para esse bairro, eu estava indo para o nono ano.

— Hum... — ela abaixou o olhar e pensou sobre aquilo. — Ela encontrou o gato?

— Sim, ele perambulava pelas ruas à noite, e quando o encontraram, viram os papeis espalhados pelos postes nas ruas — ela suspirou. — Ela foi embora depois disso, o pessoal não confiava mais nela.

— E como ela era?

— Tinha os cabelos muito pretos e usava uma maquiagem pesada no rosto, até de dia. — ela fez um rosto de nojo.

— Que estranho. — por algum motivo, Lucy estava com um pressentimento estranho, mas deixou aquilo para lá. — Mas enfim, você veio pra cá com quantos anos?

— 15 anos, por aí. — ela sorriu sem graça.

— Caramba, meu pai nunca deixaria.

— Meu pai e minha madrasta deixaram, acho que não gostavam de mim. — ela tentou rir, mas estava triste, Lucy conseguia ver.

— Puxa, me desculpa, eu não sabia que seus pais eram separados.

— Não, minha mãe faleceu quando eu tinha 10 anos.

Lucy se lembrou de sua história de vida, elas eram parecidas em muitas coisas, assim seria mais fácil ser amiga dela. Olhou para Levy que observava as borboletas. Talvez elas conversassem sobre tudo isso depois.

— A minha também faleceu — ela sorriu fraco e Levy arregalou os olhos. — Quer ir comer na tal lanchonete?

— Vamos. — ela gaguejou um pouco antes de aceitar.

Elas se levantaram e andaram um pouco.

Conversaram sobre o lugar e as pessoas que se estavam presentes. Lucy estava gostando de Levy, talvez pudesse se dar bem na escola ficando ao seu lado, ela era tão baixinha que chegava a ser fofa.

Saíram da parte do gramado e foram até a calçada para irem em direção à lanchonete. Alguns passos já foram possíveis para conseguirem vê-la. Ela era linda, a janela de vidro era enorme e havia bastante gente, mas não estava lotada.

Elas abriram a porta, o som dos sinos que ficavam por cima acionou e algumas pessoas olharam para elas.

Lucy deu um passo para frente, mas Levy não se moveu, parecia ter visto algo bem desagradável. Ela olhou para Levy, que franziu o cenho, olhando para dentro da lanchonete. Era o garoto de cabelos compridos do outro dia, com ele estava mais um com os cabelos pretos e repicados, ele beijava uma moça de cabelo azul, assim como o de Levy.

— Nossa, que sorte — ele sorriu abertamente, falando com Levy. — Venham, podem se juntar conosco, não é, Natsu? — Gajeel olhou para o garoto que estava com os dois cotovelos na mesa, mas ela não via seu rosto.

— Que seja, quanto mais, melhor. — ele resmungou, olhando para a porta.

O coração de Lucy parou por um milésimo.

Ele era lindo. Seus cabelos eram estranhamente rosados e tinha uma mistura com um vermelho claro, talvez fosse pintado. Ele bebia uma cerveja em lata e, quando viu Lucy, passou um tempo a mais olhando para seu rosto e corpo. Gostou dela.

Ela corou da cabeça aos pés ao ver o garoto. Ele, com o cenho levemente franzido, olhava sem pudor nenhum para ela. Seu olhar era uma mistura de menino mau e desejo de tê-la em sua cama, mas Lucy não sabia, não ainda.

— Não acredito que vocês estão aqui — retrucou Levy, entrando lentamente na lanchonete. — Anda me perseguindo, Gajeel?

Lucy estava ao lado dela e não dizia nada, Natsu mudou sua posição e sentou-se de lado, para melhor olhá-la. Ela abaixou o olhar para as mãos.

— Levy, quer ir a outro lugar? — ela perguntou, baixinho.

— Ei — Natsu chamou-a, com um rosto sério de excitar qualquer mulher. — não precisa fugir, é só sentar, tem mais duas cadeiras.

— Preferimos ir a outro lugar, não é, Lu-chan?

— Como quiser. — ela gaguejou.

Mas Lucy não queria sair, estava gostando do olhar de Natsu. Ela não sabia o que ele fazia e muito menos qual era seu jeito, mas o achou interessante.

Levy abriu a porta e saiu, Lucy foi atrás dela.

Gajeel bufou e se virou para sentar-se corretamente, ou nem tanto. Natsu tomou mais um gole de cerveja e a deixou na mesa, estava sem vontade de beber, queria saber quem era a loira de busto GG.

— Porra, a Levy tá difícil, ela pensa que eu desisto fácil. — ele disse, com irritação.

— Isso que dá querer uma nerd. — disse Gray, mexendo nos cabelos de Juvia e deixando-a arrepiada.

— Conhece aquela garota que estava com ela? — Natsu perguntou para Gajeel, olhando para a mesa.

— Se não me engano, ela estava chegando ao quarto ao lado do da Levy, aquele dia que eu dormi na casa dela — ele sorriu, havia gostava muito da noite. — Ela é bonitinha, mas não é meu tipo.

— Nem pense em olhar pra ela — Natsu resmungou. — Vou conhecê-la melhor.

— Toda sua. — ele riu, mas logo viu Natsu deixar o dinheiro da cerveja na mesa e se levantar. — Já vai?

— Sim, estou cansado e ainda tenho que falar com o velho, até mais.

— A gente se vê, então, boa sorte com o Makarov. — ele sorriu.

— Pensando melhor, antes vou à casa de uma pessoa, eu vou ligar pra vocês mais tarde e a gente se despede lá em casa.

— Ok.

[...]

— Levy, fale comigo.

Lucy tentava chamar sua atenção enquanto Levy andava pisando forte pelas ruas. Gajeel estava na lanchonete e ela ainda se sentia atraída por ele, isso não era nada bom, não queria cair na sua jogada velha novamente. Ela pensava sobre várias coisas.

— Levy-chan! — ela gritou.

— Ah, oi — ela balançou a cabeça, finalmente percebendo que Lucy estava lá. — Desculpa, eu estava pensando em outra coisa.

— Será que eu sei o que é? — disse Lucy, irônica.

— Talvez. — ela bufou. — Desculpa de novo por ter te tirado de lá, mas eu não quero chegar perto do Gajeel, pelo menos, não nas férias.

— Eu entendo que você brigou com ele, mas posso te fazer uma pergunta?

— O quê?

— Quem era... — ela pensou antes de perguntar e involuntariamente apareceu um sorriso em seus lábios, ela corou. — aquele rapaz que estava com ele?

Levy arregalou os olhos e segurou ambos os braços de Lucy, chacoalhou-os um pouco.

— Ai, para com isso!

— Nem pense em se envolver com o Natsu, por favor.

— Mas eu não quero. Apenas queria saber quem ele é. — mentiu.

— Ok — ela a olhou e a soltou, desconfiada. — Ele é um dos melhor amigos do Gajeel, joga vôlei com ele, são do mesmo time. — Lucy tentou falar, mas ela não deixou. — Ele é um mulherengo de merda, já partiu muitos corações, é como o idiota do Gajeel.

Ótimo, ele era mulherengo, Lucy chorou internamente.

— Não acredito que ele é um idiota desse tipo.

— Mas é, por isso, nem pense nele, não quero que sofra.

— Eu não estou pensando nele, ok? Estava curiosa.

Na verdade, ela até gostou de saber que ele estudava na escola que ele estava indo, mas ao saber que ele saía com todas, entristeceu e tentou parar de pensar naquilo. Ele era bonito, obviamente teria uma vida assim.

Algo na rua chamou a atenção de Lucy. Ela abriu mais os olhos.

— Olha ali!

— O que foi? — ela olhou para o local. — Ah, não, nem pense.

— Eu vou sim, preciso saber o que vai acontecer na minha vida. — Lucy piscou e correu até lá.

Era um tipo de casa e em cima havia escrito: Cartomante, venha ver o seu destino. Lucy acreditava muito nisso, e depois do acontecido há pouco, ela queria realmente saber.

Levy foi com ela, mas bem devagar, ela não acreditava em cartomantes, uma vez foi enganada por uma que a disse que conseguiria encontrar o amor de sua vida, e o máximo que conseguiu foi um rockeiro tarado e perseguidor.

— Me espera aqui, não é? — perguntou Lucy, sorrindo.

— Com certeza. — suspirou.

— Volto logo. — e entrou.

Era estranho lá dentro, havia alguns pingentes pendurados e cartas em todo lugar. Andou mais um pouco para ver aonde aquele lugar a levaria. Ouviu um gato e levou um pequeno susto, parecia que eles estavam a seguindo desde que ela chegou à cidade.

— Posso ajudá-la? — uma voz soou perto dela, vindo um pouco mais a frente.

— Si... Sim, eu gostaria de saber meu destino, senhora...? — perguntou à moça de cabelos castanhos, ela usava um vestido longo, como na época vitoriana.

— Sente-se, querida, eu me chamo Kana Alberona, qual o seu nome?

— Sou Lucy Heartfilia, cheguei à cidade há pouco tempo e vou para uma nova escola.

— Entendo — ela sorriu. Usava um brinco de argola enorme e vários anéis. —, quero que se sente aqui e relaxe — ao sentar, ela continuou: — Escolha duas cartas, por favor, uma de cima e outra de baixo.

Ela olhou para a mesa e viu várias cartas de tarô. Eram divididas, algumas em cima e outras abaixo. Ela tocou no queixo e se esforçou para escolher. Escolheu as duas que a cartomante pediu e as deu, ela olhou as duas e franziu o cenho.

— Algo errado? — Lucy perguntou, com medo.

— É preciso ser forte e ter atitude. Neste momento, a iniciativa pode ser sua sem nenhum problema. Se está a fim alguém, vá à luta. Se está com alguém, vale empreender certo esforço para manter esse compromisso, você irá ter um encontro predestinado a algum momento. — ela a encarou, com certeza no olhar, Lucy se arrepiou.

— Então tudo está relacionado ao amor?

— Sim, sua nova vida girará em torno disto.

Lucy acenou com a cabeça e pegou sua bolsa, estava confusa com o que ela havia dito, mas estava para conhecer algum e enfrentar barreiras. Pensou que encontro predestina poderia ser, temeu um pouco.

— Quanto, senhora?

— Não precisa pagar, sinto algo em você que me deixa aturdida.

— Como assim?

— É a primeira vez que sinto isso, como se essas escolhas estivessem certas, não sei lhe dizer.

Lucy estava confusa, mas não negou a gratidão da senhora.

— Obrigada, eu vou pensar sobre isso. — sorriu.

— Claro, volte sempre que precisar.

[...]

Natsu voltava para casa, não havia ido diretamente para depois da lanchonete. Passou na casa da tal garota e se divertiu para tirar a loira da cabeça, mas não conseguiu, ela chamou muito sua atenção. Com ele estavam Gajeel, Gray, Juvia, Sting e outras meninas, eles se despediriam na porta da casa dele, como o dito.

Andaram pelas últimas ruas que davam em sua casa e pensava nela. Lucy, era esse seu nome, precisava conquistá-la e quem sabe parar de pensar em seu corpo curvilíneo e bem torneado quando pudesse tocá-lo.

Juvia andava abraçada com Gray, Sting ia com três moças e Gajeel reclamava das coisas que Levy fazia a ele. Natsu andava calado.

De repente ele ouviu um barulho vindo de um beco, se virou e olhou para trás. Todos estranharam sua reação repentina.

— O que foi, cara? — perguntou Gray.

— Não sei, ouvi alguém. — franziu o cenho, desconfiado.

— É impressão, eu não ouvi nada, e você? — perguntou para Juvia, que negou com a cabeça.

— Também não ouvimos. — disse Sting, rindo. — Deve ser o cansaço.

Mas ele tinha certeza que ouvira, não estava louco. Voltou a andar com as mãos no bolso da calça Levi’s nova que havia comprado. Novamente, ouviu o barulho, e então teve certeza de estar sendo perseguido.

— Quem está aí? — gritou, olhando para trás, seus olhos distribuíam raiva.

— Natsu, você tá bêbado? — Gajeel perguntou, mas ele não respondeu.

Quando todos se viraram novamente. Uma mulher com vários tecidos pretos e cabelos soltos apareceu na frente deles. As garotas soltaram um pequeno gemido de susto.

— Deus, quem é essa? Parece uma bruxa. — perguntou uma das moças que estava com Sting.

— É você que anda me perseguindo? — Natsu perguntou, indo mais para perto dela. — Espera, eu conheço você.

— Claro que sim. — ela respondeu, e, com a cabeça baixa, olhou para ele, parecia com raiva.

— Você estava conversando com meu avô um dia desses. — ele erguei a cabeça, como se fosse mais do que ela. — O que quis dele?

— Essa bruxa deve ter engravidado de você, Natsu. — Sting brincou, fazendo as garotas rirem, uma delas disse: — Ou talvez do Makarov. — riram mais.

— Acho que ela tá falando sério. — disse Gajeel, não se divertindo com as brincadeiras.

— Olha — Natsu começou. —, se você fez uma orgia com o velho, não me interessa. — os mesmos riram novamente. — Só pare de me seguir, sua idiota.

A maioria, tirando Gajeel, Gray e Juvia, se divertiram com a cena.

— Você vai pagar pelo que seu pai fez comigo, vai deixar de ser essa pessoa sem caráter. — disse a mulher, com os cabelos negros caindo no rosto.

Natsu não gostava quando falavam de seu pai, pois o detestava e não queria ter nada a ver com ele.

— Quem você pensa que é para me dizer isso? — ele riu, com desdém. — Quer saber? Chega, eu vou pra casa, fique aí, pensando nas suas bruxarias.

Todos que estavam com ele o seguiram, passando pela mulher. Ela, já com ódio no olhar, se virou para ele e disse suas últimas palavras antes de sair:

— Van egy ravasz jövő és lesz, amit soha nem gondoltam fog történni! — gritou, pondo as duas mãos para frente.

Um raio foi lançado do mesmo momento. Eles se viraram mais uma vez, um pouco assustados.

— Tá vendo? Eu disse que ela é uma bruxa, eu hein. — disse a garota. — Vamos logo, vai chover.

Natsu voltou a olhar para frente, sem se importar com a mulher. Talvez ela fosse uma bruxa mesmo, daquelas fajutas. Enquanto todos saíam sem olhar para ela, ele se virou uma última vez.

A mulher não estava mais lá.

Notas finais
Reviews?