A Cat In My Life

13 13 — Um jantar quase perfeito


Notas iniciais
Oi, pessoal ♥ Tudo bom? Fiquei um pouco triste em ver tão poucos comentário no capítulo passado. ;=; Vocês não estão gostando da fic? VOCÊS ME ODEIAM? AHSUHASHAUHSUASUASUA Brincadeirinhaa... (-n) Nenhuma recomendação nova, mas eu espero o momento de vocês! :3 Esse capítulo aí tá grandinho. Espero que gostem. AHSAHSUAHS Precisamos aumentar um pouco a perversão daqui, né? Opaaaa, olha o spoiler! Tem musiquinha em azul. *-* Boa leitura e aproveitem! ♥

13

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“E aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.” (Friedrich Nietzsche)

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O resto da semana passou rápido, porém, foi um tédio imenso para Lucy. Queria poder conversar com Natsu na escola como namorados, mas o máximo que faziam era se olharem de vez em quando nas aulas e apenas “conversar como amigos” no intervalo e com o resto do pessoal. Eles mandavam mensagens de texto um para o outro quando chegavam em casa, falando qualquer coisa para não encerrar o assunto.

Ele não podia ir até sua casa por causa de Levy, mas tentaram parecer mais íntimos a cada dia que se passava, dando a entender que poderia sair uma relação dali. Às vezes Lisanna estava por perto, e por alguma dádiva dos Deuses, não conversava mais com Natsu depois do término de ambos e da discussão sucinta.

Quando se cruzavam no corredor, apenas sorriam um para o outro e se cumprimentavam como amigos. Por algum motivo, achou que Erza havia percebido algumas vezes o modo em que os dois se entreolhavam na aula e no intervalo, entretanto, não cogitou aquele fato um tanto que estranho. De vez em quando, Natsu tentava beijá-la quando estavam a sós, mas algum sujeito estraga-prazeres sempre se aproximava.

Finalmente, Levy e Gajeel estavam com o namoro assumido, e Juvia se aproximou sem pestanejar logo depois da conversa que tiveram na sala de aula. Lucy adorou ter mais uma amiga em seu grupo, e rezou para que tudo aquilo desse certo. Na quinta-feira, fora aniversário de Juvia, e Gray levou um buquê de flores para ela e uma caixa de chocolates de uma marca que ela amava. Todos brincaram, dizendo: “Hoje tem”, “Segura o Gray, Juvia”, “Cuidado com o lobo pervertido”.

Quando faltava apenas um dia para o sábado, Lucy recebeu uma mensagem de Natsu dizendo que ela seria um jantar dos sonhos. Um tanto nervosa, ela respirou fundo e pensou que tudo daria certo, o que fosse que acontecesse, ela não travaria.

Erza e Jellal se tornaram os responsáveis pela biblioteca da escola no mesmo dia e, começaram a conversar mais do que o normal. Ela contou sobre o encontro e disse que quase se beijaram, porém, ela o parou. Levy começou a enlouquecer e a chamá-la de idiota, sem se importar com quem passava — e claro, a matando de vergonha.

No final do dia, quando saía da escola com Levy e se despedia de Natsu, ele piscou para ela, demonstrando que o jantar estava próximo. Ele a buscaria em sua casa às 20h, e pediu para se vestir como desejasse. Queria mostrar-se mais mulher e escolheu, naquela tarde, um vestido vermelho sem alças, mas não tão curto, e um salto médio mais escuro. Iria usar lingerie da cor preta, com rendas — talvez não acontecesse nada, contudo, ela apostava no mais “ousado”.

Ficou trocando mensagens com Natsu sobre besteiras até a hora de ir dormir. Ele quis saber como ela se vestiria, mas ela não o disse e avisou ser uma surpresa. Foi dormir com o rosto de Natsu, beijando todo seu corpo e dizendo que a amava — erótico demais, talvez. Torceu para que, naquele dia, ele dissesse as palavras que tanto ansiava escutar. Foi o primeiro sonho que teve com aquelas cenas tão “picantes”.

Depois do sonho — um tanto intenso — que teve, admitiu a si mesma que realmente estava apaixonada por Natsu Dragneel.

[...]

Sábado, 19h45

— Deus, o que eu faço? — praguejou Lucy, se olhando no espelho.

Ela estava completamente vestida, porém, não sabia como deixava o próprio cabelo. Natsu ainda não havia ligado avisando sobre seu paradeiro. Seu coração estava acelerado e ela tinha errado um pouco na hora de passar o delineador, estava se achando um monstro — e o borrão nem sequer estava tão perceptível a ponto de que algum homem o visse.

Havia prendido e soltado os cabelos longos e loiros várias vezes, vendo que sempre ficava feio ou desajeitado demais. Andou de um lado para o outro em seu quarto, percebendo que os minutos passavam rápido demais. Nunca tinha ido jantar com um namorado — também nunca teve um namorado. E estava nervosa, sem saber o que fazer.

— Merda. Que seja! — pegou uma pequena presilha e prendeu a metade do cabelo, deixando o resto envolto dos ombros e costas.

Vendo que estava um pouco mais apresentável, ela foi até a cozinha e tomou um copo d’água. Levou um susto quando o celular apitou em sua bolsa. Era Natsu, avisando que já estava na rua de seu prédio. Seu coração quase saiu pela boca e ela segurou sua bolsa de alça com mais força, colocando-a pendurada no ombro delicado.

Correu até a porta e a destrancou, saindo em seguida. Olhou para o lado, para não topar com Levy. Não se deteve em ficar esperando e saiu do corredor rapidamente, entrando no elevador sem pestanejar. Recebeu alguns elogios dos vizinhos que havia ficado amiga — os mais velhos, para dizer a verdade.

Quando o elevador estava fechando, as portas se abriram pela metade do caminho, deixando um rapaz alto e moreno aparecer do outro lado, se apressando em entrar com ela.

Não prestou muito atenção nele, pois estava preocupada e com medo do que fazer quando reencontrasse Natsu. Pesquisou várias coisas na internet e não achou nada que a deixasse tranquila, muito pelo contrário. Ao navegar pelos sites sobre um jantar ou encontro com o namorado, só lia coisas como: “Coloque lingerie sensual para uma noite quente”, e logo depois daquilo, parou de procurar.

O rapaz se virou para ela, como quem não quisesse nada.

— Olá, você é nova por aqui? — Lucy levou um pequeno susto pela pergunta repentina, mergulhada em seus pensamentos nada puros.

— Oi. Não tanto — ela sorriu, um pouco sem jeito. — Mas com o tempo que estive aqui, nunca o vi, também.

Ele deu um sorriso gentil, mostrando seus dentes: — Me mudei desde semana passada. É a primeira vez que a vejo aqui.

Lucy, mesmo olhando para o moço, não estava querendo conversar muito por causa do seu nervosismo com o jantar na casa de Natsu que já se aproximava. Ela sentiu o rapaz olhar sua roupa um tanto diferente para se andar pela rua.

— Vai sair a essa hora? — ela franziu um pouco o cenho com a pergunta, não querendo respondê-lo.

— Vou sair com o meu namorado. — dando um sorriso amarelo, ela respondeu.

Talvez avisando que tivesse um namorado, ele se afastasse. O rapaz apenas sorriu novamente, sendo educado.

— Interessante. Me chamo Zeref Awakens, e você?

— Lucy Heartfilia — sorriu no momento em que as portas se abriram. — Ah, tenho que ir. Foi um prazer conhecê-lo.

— O prazer foi todo meu. Tenha um bom encontro.

— Obrigada! — e correu até a entrada do prédio.

Zeref não parecia um homem galanteador, apenas um tanto xereta em sua vida pessoal. Por um momento ela pensou já tê-lo visto em algum lugar, porém, parou de pensar naquilo ao ver Natsu encostado na porta de seu belíssimo carro.

Ela deu um sorriso um pouco fraco, sendo vencida pelo nervosismo. Como Natsu já estava acostumado a sair com mulheres, devesse ter percebido e provavelmente estivesse tranquilo.

Mas não estava.

Na verdade, ele nunca tinha levado uma mulher para jantar em sua casa, até porque elas mesmas eram o jantar quando as levava. Por algum motivo, ele queria impressioná-la e mostrar que poderia se tornar um cavalheiro ao lado dela, sem forçar a nada que Lucy não quisesse. Ele usava uma blusa branca e um blazer social, sua calça era preta, mas não jeans. O sapato era bico fino e preto, deixando Lucy sem saber o que dizer. Sorrindo belamente, ele estendeu sua mão a ela, sem se importar com os olhares das outras garotas que passavam por ali.

— Venha cá, Lucy. — sorriu tranquilamente, enquanto o coração de Lucy parecia tocar algum tipo de música agitada.

Com passos lentos, ela foi até ele, tentando sorrir como uma pessoa normal. Iria ficar sozinha com ele, em sua casa, em um jantar romântico. Por um momento quis voltar e trocar suas roupas íntimas para algo mais bonito e que ele fosse gostar.

Tocou sua mão quando chegou perto dele

— Boa noite — ela disse, olhando para as mãos de ambos, unidas.

— Boa noite. Está tremendo? — ele franziu o cenho, preocupado com seu bem-estar. — Está passando mal? Meu Deus, Lucy, porque não avisou?

Ela corou, se achando lisonjeada pela sua preocupação exagerada.

— Eu estou bem... Só estou nervosa... — fitando-o, ela respondeu.

Sua careta se transformou em um sorriso quase perfeito. Ele abriu a porta do carro, querendo que ela entrasse. Lucy ficou chateada por não ter ganhado um beijo sequer, entretanto, entrou rapidamente sem falar nada.

Natsu deu a volta no carro e entrou logo em seguida. Enquanto ela colocava o cinto de segurança, ele segurou seu rosto e o virou, olhando-a com amor.

— Você está linda, sabia? Fico feliz que tenha feito tudo isso por mim. — passando o nariz no seu, ele sussurrou.

Os pelos de Lucy ficaram de pé, enquanto ela respirava pesadamente, sentindo seu halito bater em seus lábios, loucos para beijá-lo.

— Hoje vou ser outro Natsu, tudo bem? Não precisa se preocupar.

— Não precisa. Apenas quero que seja você.

Eles se olharam no mesmo instante e Lucy percebeu o brilho nos olhos dele. Ela segurou seu rosto liso e beijou seus lábios inocentemente. Natsu suspirou e pediu passagem com a língua em um modo sensual e sem pressa. Lucy abriu a boca e arranhou levemente sua nuca. O beijo era lento e apaixonado, mas ainda sim, a deixava um pouco excitada, já Natsu, estava muito, desde que a vira com aquele vestido tão lindo, mostrando suas curvas esculturais.

Sua mão foi até sua cintura fina e a apertou de leve, fazendo Lucy deixar escapar um gemido baixo de satisfação. Ela levou seus braços até seu pescoço e o aproximou. Sua língua era quente e intensa, e a deixava fora de si. Os lábios macios de Lucy levavam Natsu às nuvens.

Beijaram-se por mais longos segundos até perceberem que estava na hora de parar. Natsu sorriu vendo Lucy enrubescer, ficando como um perfeito anjo loiro.

— Tenho várias surpresas pra você hoje — disse ele, colocando o próprio cinto. — Espero que goste delas.

Lucy não pôde deixar de sentir um arrepio percorrer seu corpo. Ela sorriu, concordando com a cabeça. Se fosse a grande noite, ela não se importaria. Só queria ouvi-lo dizer que a amava, portanto, iria esperar o que aquela noite a reservava.

–

A viagem até sua casa foi rápida. Ambos conversaram sobre assuntos aleatórios, mas acabou com Lucy jogando em seu Galaxy. Natsu sorriu, vendo como ela prestava atenção na tela do celular, sem nem perceber mais que estavam indo até sua casa.

Estava nervoso, também. Não sabia a reação de Lucy ao ver o tamanho de sua casa e pensar que ele era como qualquer um que tivesse dinheiro em excesso. Makarov viajou um dia antes, deixando-o com a empregada, porém, ele a dispensou após pedi-la para fazer um jantar a dois. Ela estranhou, mas não perguntou nada, já imaginando que ele traria alguma garota para sua casa, a novidade era Natsu pedir um jantar romântico para qualquer garota.

Não iria tentar ultrapassar de beijos com Lucy, a não ser que ela permitisse. Ele nem sequer sabia se iria conseguir se controlar quando estivesse aos beijos com ela, sem poder tocar nenhuma área restrita e perfeita de seu corpo. Suspirou enquanto dobrava a última rua.

— Se quiser, eu posso comprar um celular desses pra você. — disse ao parar o carro, vendo que ela estava gostando do jogo.

Lucy olhou para ele na mesma hora, entregando o celular. Poderia pedir ao seu pai para comprar um a ela, mas lembrou-se de que Natsu não sabia que ela era de uma família muito rica.

— Meu pai poderia comprar um, mas prefiro o meu, obrigada. — sorriu um tanto sem jeito.

— Tudo bem, eu só estava brincando — se desculpou, retirando o cinto ao mesmo tempo em que ela fazia o mesmo. — Espere aqui.

Enquanto Natsu saiu para abrir a porta ao lado de Lucy, ela aproveitou para olhar a frente de sua casa. Era linda e branca, e como ela imaginava: larga e com dois andares. Lembrou-se de sua casa e deu uma risadinha, sentia um pouco de saudades de seu pai e o restante dos empregados que trabalham lá, inclusive Plue.

Natsu abriu a porta e Lucy saiu no mesmo momento, com um sorriso. A rua estava iluminada, porém, não passava ninguém por perto. A lua cheia brilhava e parecia bem mais próxima, deixando o clima mais gostoso e romântico.

— Volto logo. — ele entrou novamente no carro, indo até a garagem ao lado da casa.

Voltou rapidamente, vendo que ela ainda olhava para sua bela residência.

— Gostou? — ele perguntou, um pouco ocioso.

— É linda, eu adorei. — sorriu, segurando sua mão gentilmente.

Ele estranhou sua simplicidade ao ver sua casa, mas não comentou.

— Espero que goste do jantar que pedi para preparar!

A verdade era que Lucy estava faminta. Comeu pouca coisa à tarde para não ter que fazer desfeita perto de Natsu, portanto, qualquer coisa que ele a oferecesse, seria bom. Ela sorriu e o encarou.

— Posso saber o que é? — mordeu os lábios, sendo puxada até a porta de entrada.

— Bem, começaremos com comida, depois o prato principal, que sou eu. — respondeu com diversão, porém, ficou com medo de Lucy ficar constrangida.

Entratanto, ela não ficou, mas sim, deu uma risada gostosa e divertida. Natsu tinha um ótimo senso de humor, apesar de ser tão quente.

— Tudo bem, Casanova. — sorriu, vendo-o abrir a porta.

A casa era mais linda ainda por dentro. As cores branco e bege se misturavam nas paredes e a dava um ar delicado, porém firme. Na sala, os sofás rústicos e elegantes ficavam de frente para uma grande televisão presa à parede — que fora ideia de Makarov.

Natsu viu a empolgação de Lucy. Toda a decoração da casa havia sido querida por seu avô, pois adorava coisas antiquadas e elegantes, sendo que a maioria dos móveis eram da família. Estava louca para lhe mostrar a piscina — que algum dia a convidaria para nadar. Entretanto, àquela noite, iriam apenas jantar e terem mais alguns momentos a dois.

— O que achou?

— Adorei! — riu, indo até o sofá e o experimentando.

Ele era bem confortável. Ótimo para namorar, pensou Lucy, dando uma risadinha marota.

— De quê está rindo, Heartfilia? — perguntou com um sorriso malicioso, se aproximando dela.

— Nada, apenas vendo que esse sofá é bastante macio.

— Concordo — disse, puxando-a para seu peito. —, mas vamos comer logo, depois o testamos.

Corando, ela concordou, e ambos foram até a cozinha. Ela também era enorme e os móveis novos e grandes. Daria para, no mínimo, entrar mais oito pessoas por lá e não seria um incomodo. Havia uma mesa do outro lado com duas cadeiras, uma à frente da outra.

— Que lindo!

— Venha. — sorriu, levando Lucy pela mão até uma das cadeiras.

Não tinha velas, porém, Lucy percebeu um prato com uma bandeja por cima e um vinho doce. Nunca havia tomado vinho, por isso, ficou ainda mais envergonhada.

Natsu afastou a mesa para que ela sentasse.

— Como preparou tudo isso? — ao sentar-se a mesa, ela perguntou.

Natsu foi até a outra cadeira e se sentou, levantando a bandeja e mostrando um filé de Wagyu com salada. Cheirava bem e parecia uma carne diferente, com um molho por cima.

— Pedi para a empregada preparar — entortou os lábios. — Sou péssimo na cozinha, sinto muito.

— Tudo bem — sorriu. — Eu amei tudo.

— E isso é apenas o começo — pegando a garrafa de vinho, ela despejou um pouco em sua taça. — Vinho doce, gosta?

Ela enrubesceu, pensando que Natsu iria achá-la ridícula por nunca ter provado vinho em toda a sua vida. Seu pai era muito rígido e só a deixava beber no ano novo, porém, apenas um copo de champanhe.

— Nunca... provei. — olhando para as mãos em seu colo, ela respondeu.

— Ótimo! — ele sorriu após se servir. — Fico feliz em saber que irá provar pela primeira vez. É uma delícia, veja.

Lucy olhou para a taça e sorriu um pouco nervosa. Levou-a até a boca e tomou um gole. A sensação de aquecimento correu por sua corrente sanguínea, fazendo com que Lucy sentisse o gosto delicioso do doce que ele propunha.

Natsu sorriu, percebendo que ela havia gostado do sabor. Tomou um gole e a serviu com a carne. Estava feliz e um pouco constrangido por ser a primeira vez que fazia algo daquele tipo. Talvez fosse a noite certa para dizer que a amava, mas primeiramente iria comer.

— Bom apetite. — ele sorriu, pegando os talheres.

Lucy repetiu o gesto e começaram a comer. Ela não conseguiu reprimir um gemido ao prová-la. A comida estava muito boa e se perguntou que empregada seria aquela. As mulheres que trabalhavam em sua antiga casa também eram ótimas na cozinha, porém, nunca havia provado algo parecido.

— Nossa, isso é muito bom!

— Fico feliz que tenha gostado. Pedi para caprichar.

Continuaram comendo sem conversar mais nada, apenas aproveitando o momento. Sem perceber, Lucy havia tomado dois copos de vinho e começou a sentir algo diferente, um tipo de alegria estranha.

Natsu não percebeu que Lucy estava ficando um pouco embriagada, porém, quando terminaram de comer, ele a tomou pela mão e a levou até a sala de estar, onde estavam mais cedo.

— O que vai fazer agora, Dragneel? — Lucy deu uma risada.

— Acho que você não se dá bem com bebidas, estou certo? — ele arqueou uma sobrancelha, vendo que aquilo não estava de acordo com os planos.

— Claro que não!

O estágio em que Lucy estava era de pouca embriaguez, entretanto, o álcool a havia pego depressa e ela estava bem sorridente — e mais desinibida. Queria beijá-lo, mas ele estava um tanto preocupado em fazer algo em que ela não estivesse cem por cento ciente.

— Tudo bem. Vou pôr uma música, que tal? — sorriu, indo até o seu Home Theater.

Iria tentar se divertir com ela e não agarrá-la. Seu plano era de ficarem namorando por um bom tempo no sofá, vendo o que ela acharia. Não imaginou que ela fosse ficar embriagada com dois copos de vinho doce.

— Sério? Eu gostaria de dançar. — sorriu, mordendo os lábios.

Sim, ela estava sob os efeitos do álcool. Natsu sabia que mulheres ficavam bêbadas bem mais rápido que os homens, porém, Lucy fora um recorde. Se ela estivesse bem, provavelmente estaria ficando rubra de vergonha com qualquer comentário.

Ele apertou um botão de seu controle e a música Happy de Pharrell Williams começou a tocar. Lucy se aproximou com um sorriso e o abraçou por trás, sentindo seu perfume delicioso.

— L... Lucy? — gaguejou, sentindo sua mão indo até seu abdômen definido e apertando seus músculos de leve.

— Vamos dançar... — sussurrou entre suas costas, sentindo um pouco de moleza.

— Venha, querida. — disse, se virando e tomando sua mão até o centro da sala.

Natsu começou a fazer alguns movimentos de dança sem pudor algum, e de um jeito extremamente sexy. Lucy lembrou-se das aulas de dança que tinha quando era mais jovem e quis se soltar para mostrar o que poderia fazer na frente dele — graças ao álcool, claro.

Ela rebolou com o toque sensual da música, mesmo sendo um tanto agitada. Natsu estava excitado a vendo dançar daquela forma e com aquele sorriso. Lucy ficou de costas para ele, que já havia parado de se mover àquela hora, olhando para os seus quadris fartos se remexerem ao ritmo da música.

Ela se virou novamente, passando os braços por seu pescoço, fazendo-o se abaixar um pouco. Lucy beijou seu pescoço, ainda dançando um pouco. Natsu grunhiu, vendo que seria impossível resistir a seus encantos.

— O que foi, Natsu? — sussurrou, traçando uma trilha de beijos até sua boca reprimida. — Me beije...

— Lucy, você não está sã. — ele beijou sua testa.

— Estou, sim — ela fez um biquinho e se afastou, ainda dançando. — Você que é um molenga.

Natsu arregalou os olhos. Não sabia que ver Lucy tão solta o deixaria tão excitado. Ela sorriu e deu um giro, balançando os cabelos de uma forma enlouquecedora.

Para o inferno tudo aquilo, ele pensou. Segurou sua cintura, fazendo-a se chocar contra seu abdômen. Lucy sorriu, ficando na ponta dos pés.

— Não sou um molenga, Lucy. — sorriu com malícia.

— Prove. — e lambeu seus lábios.

Ele gemeu e a beijou com força, apertando sua cintura e deixando-a mais próxima possível. Lucy suspirou e tentou acompanhar seu ritmo frenético, se segurando em seus ombros. Sua língua entrou em sua boca com paixão e desespero, querendo que aquele momento nunca acabasse.

Natsu a levou até a parede mais próxima e a prensou lá, parando de beijá-la para ver seu rosto. Ela estava respirando com dificuldade e os lábios estavam úmidos e inchados.

Linda, pensou. Lucy sorriu e pôs a mão em seu rosto. O álcool ainda corria por suas veias, e por aquele motivo, não conseguiu ficar com a boca fechada.

— Te amo — disse, dando-lhe um abraço. — Amo muito você.

Ele arregalou os olhos, vendo que conseguia ficar ainda mais excitado ouvindo aquelas palavras saindo da boca perfeita de Lucy. Ela estava um pouco bêbada e aquilo o atrapalhava. Natsu se xingou por não ter escolhido uma bebida mais leve. Lucy sentiu sua ereção e corou um pouco.

— Também amo você — sussurrou, se sentindo um pouco envergonhado. — Mas temos que parar antes que eu perca a cabeça.

— Não. — ela o encarou, levando uma perna para seu quadril e prendendo-o.

Natsu gemeu, levando sua outra perna para cima. Lucy estava à mercê de Natsu, e ele poderia fazer o que quisesse com ela, mas não. Ela deveria estar pronta e sóbria para que ele pudesse amá-la do jeito que queria, sem pressa.

Mas seu pensamento morreu por um momento quando ela roçou seus corpos. Ambos gemeram. Lucy nunca imaginou que fazer aquilo resultaria em um prazer tão grande. Seus seios estavam pesando e ela sentiu seus mamilos ficarem duros de excitação.

— Quero você...

Foda-se tudo isso, ele praguejou. Poderia dar um pouco de prazer a ela antes de terminar com tudo. A amava, mas não deixava de ser um homem e tinha seus desejos e fantasias.

Despregou-a da parede e rapidamente a levou até seu quarto, subindo as escadas com habilidade. Lucy se segurou nele, deixando o rosto enterrado em seu pescoço, dando beijos e mais beijos no local. As pernas de Natsu estavam um pouco bambas, com medo de machucá-la de alguma forma.

Abriu a porta com extrema maestria. Lucy estava com a mente turva e não conseguiu ver claramente o seu quarto, porém, viu que era muito grande e tinha uma segunda porta — provavelmente o banheiro.

Ele a deitou na cama e voltou a beijar seus lábios com volúpia. Lucy abriu os olhos rapidamente e percebeu que Natsu estava em cima dela, com as pernas do lado de fora de seu corpo, como se ela fosse sua presa. Sentiu seu rosto esquentar.

Natsu percebeu que ela estava envergonhada e parou imediatamente. Respirou fundo e sorriu, fazendo carinho em seu rosto. Precisaria amenizar o álcool que estava em seu sangue antes de falar algo.

— Vou trazer um café pra você, tudo bem? — ele a deu um selinho e se levantou.

— Não preciso... — sussurrou, sentindo um grande sono.

— Já volto. — piscou um olho e saiu rapidamente do quarto.

Natsu desceu as escadas com pressa e aproveitou para desligar o Home Theater, depois, foi até a cozinha. Não sabia cozinhar muito bem, mas fazer café era fácil. Ele olhou para baixo e viu o volume em suas calças. Lucy mexia muito com ele, ainda mais quando dava o primeiro passo. Seria difícil conviver com ela daquele jeito, ainda mais porque ela era virgem e pouco experiente. Enquanto ele fazia o café, pensava em tudo aquilo.

Quando — ele esperava que sim — chegasse o dia de fazer amor com ela, iria ser um amante calmo e romântico. O que havia acontecido há poucos minutos o deixara louco. Natsu se lembraria de anotar que não poderia dar bebida alcoólica para Lucy.

E ela estava lá, em seu quarto, na sua cama, provavelmente bagunçando seus lençóis e esperando por ele. Teve que parar de pensar naquilo, pois suas calças o chamaram a atenção.

Após terminar de fazer o café, ele subiu até seu quarto novamente. Quando abriu um pouco mais a porta, viu uma cena belíssima.

Lucy estava dormindo tranquilamente e abraçava o travesseiro, com o rosto enterrado nele, proferindo o nome de Natsu algumas vezes. Ele sorriu, emocionado com suas palavras.

Ele deixou o café em uma pequena mesinha e pensou no que fazer. Ela respirava lentamente e parecia uma criança. Natsu ia preparar-se para dormir no sofá e se virou de costas, quando Lucy sussurrou novamente:

— Natsu. Eu... te amo.

Ele ficou surpreso ao ouvi-la dizer aquelas palavras, mesmo dormindo. Lucy apertou mais o travesseiro. Natsu suspirou e acabou indo lentamente se deitar com ela. Pegou-a no colo para deixá-la mais centralizada na cama e tirou o travesseiro de seus braços, ficando no lugar dele.

Ficaram na cama de conchinha. Natsu depositou um beijo em seu rosto e sussurrou em seu ouvido:

— Amo você, meu anjo.