A Cat In My Life
14 14 — Uma manhã bem-humorada
Notas iniciais
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“Façam o que fizerem, destruam a infâmia e amem aqueles que vos amam.” (Voltaire)
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Incrível como o amor, às vezes, realmente muda uma pessoa. Natsu era a prova viva de tudo aquilo. Pela primeira vez ele via uma garota do jeito que via Lucy: linda, inteligente, sexy, e o principal, a mulher de sua vida.
Nunca imaginou que iria conseguir redescobrir o amor antes de conhecer Lucy e, quando a viu pela primeira vez, sentiu uma sensação estranhamente incrível. Perguntava-se se ela também havia sentido a mesma coisa. Aliás, ele queria saber desde quando ela descobriu que o amava. Estava muito feliz ao seu lado, e pretenderia ficar com Lucy o quanto pudesse.
O jantar da noite de sábado havia sido um pouco diferente do que ele tinha pensado. Imaginou beijando-a com carinho e a fazendo descobrir as maravilhosas sensações iniciais para se fazer amor. Ela iria começar a gemer seu nome enquanto ele beijava seu pescoço e se contorceria de prazer ao senti-lo tocar suas áreas erógenas — que era onde ele sabia bem os locais certos.
Depois dos primeiros passos, ele esperaria que ela tomasse uma iniciativa para que a pudesse levar para o quarto. Em seus braços, ele a colocaria na cama e tiraria sua própria roupa e a dela lentamente, instigando-a bem devagar. Lucy gostaria tanto da sensação que começaria a ficar excitada ao extremo. Beijaria cada centímetro de seu corpo até chegar a sua área mais preciosa, fazendo-a, gloriosamente, gozar pela primeira vez.
Isso tudo acontecia em seus sonhos, enquanto estava aconchegado em um corpo curvilíneo e macio a sua frente. Estava com uma ereção sob suas calças, entretanto, por uma sorte extraordinária, elas eram jeans. Lucy respirava com tranquilidade e nem imaginava o que estava acontecendo naquela manhã.
Nenhum dos dois havia acordado, porém, Natsu sabia bem que ela estava em sua cama. Por sorte, Makarov iria voltar apenas à noite. Já eram 8h da manhã e Lucy começou a se contorcer, detendo-se por causa de braços fortes segurando seu corpo. Ela conhecia bem aquele perfume, mas ainda estava sonolenta para processar o que estava acontecendo.
De repente ela sentiu um Déjà vu esquisito quando abriu os olhos e não ousou se mover, pensando na primeira vez que sentiu Natsu a abraçando daquele jeito. Lembrou-se fracamente do jantar. Conseguiu se lembrar de irem à mesa, comerem e beberem. Quando forçou mais um pouco sua mente, os beijos e carícias mais que do que permitidos rolaram pela sua cabeça. Sentindo seu rosto corar, ela tentou se mover, mas as mãos grandes dele seguraram-na com mais força.
Havia uma janela com as cortinas fechadas perto da cama. Ela percebeu o sol do amanhecer saindo de lá e começou a se desesperar cada vez mais, com o coração descompassado. Tinha dormido com Natsu? Estava na casa dele e não se lembrava de nada? Só de imaginar que perdera sua virgindade sem nem se lembrar dos acontecimentos fez o próprio sangue correr mais rápido em suas veias e deixá-la desesperada. Lucy tentou se desvencilhar dos braços de Natsu até conseguir.
— Me solte! — ela gritou, fazendo-o se assustar.
— Que merda é essa? — perguntou, puxando-a para mais perto e caindo no chão com ela por cima. — Ai!
Lucy sentiu uma pontada na cabeça e gemeu de dor, sem se importar que havia caído em cima de Natsu e — provavelmente — se estava machucado. Ele percebeu que ela sentia dor e ficou preocupado.
— Você está bem? — ele se levantou, levando-a consigo.
Ela sentou-se na cama e teve vontade de chorar. Estava com dor de cabeça e queria ir para casa, para se lamentar pelo o que havia feito na noite passada. Não poderia guardar na memória, pois nem sequer se lembrava.
— Quero ir embora — soluçou. — Por favor, me deixe ir.
Natsu franziu o cenho, percebendo que ela estava um tanto desesperada.
— O que aconteceu? Está passando mal? — ele tocou sua testa.
— Minha cabeça dói e nem me lembro do que aconteceu... entre nós dois... ontem... — corou, sentindo um dedo de Natsu limpar sua lágrima preguiçosa.
Então, finalmente, Natsu percebeu sobre o que ela falava e deu um sorriso divertido, deixando Lucy ainda mais triste e irritada. Ela estava de ressaca e provavelmente achava que os dois haviam se relacionado “daquele jeito”.
— Então é só isso, meu amor? — sorriu, dando-lhe um beijo casto nos lábios entreabertos. — Não aconteceu nada! Na verdade, sim, mas não o que a senhorita está pensando.
Lucy franziu o cenho, tentando pensar nas duas coisas ao mesmo tempo: a dor de cabeça e os acontecimentos passados.
— Então o que aconteceu?
— Você bebeu dois copos de vinho e ficou embriagada, daí dormiu na minha cama — sorriu, estendendo-lhe a mão. — Já que está aqui, porque não tomamos café da manhã?
— Está louco? — ela arregalou os olhos, tocando a testa. — Tenho que ir pra casa!
Ele entortou os lábios: — Por quê? Diga para a Levy que foi visitar seu pai, que tal?
Lucy suspirou. Levy sabia como era seu pai, pois ela já havia contado como era a relação de ambos. Queria ficar com Natsu e se sentiu feliz ao saber que não havia acontecido nada — na verdade, visto que ela nem se lembrava.
Ela não respondeu, apenas deu um sorriso tímido e segurou sua mão. Natsu interpretou aquele como um sim, e logo foram a caminho da cozinha.
— Ainda está com dor de cabeça? Pode tomar um banho primeiro e pegar um remédio que está no banheiro. — antes de abrir a porta do quarto, ele perguntou, apontando para outra porta ao lado contrário dos dois.
Não era uma má ideia tomar um banho e um comprimido para dor, o problema eram as roupas que ela usaria depois. Lucy abaixou o olhar para o seu vestido e fez uma careta. Natsu riu.
— Você ainda está muito cheirosa, não se preocupe. Quando chegar até sua casa, você troca de roupa — piscou um olho. — Vou até o outro banheiro.
Lucy assentiu um pouco vermelha e se despediram na porta de seu quarto. Aproveitou e olhou um pouco a decoração do local — que, a propósito, estava embriaga quando entrou.
Ele era azul claro, tinha um tamanho ótimo e era bem espaçoso. A cama era de casal — o que ela já sabia — e havia uma TV enorme à frente dela. Um console de PS4 ao lado e vários outros eletrônicos interessantes. Alguns pôsteres de bandas e coisas masculinas que, por ora, ela não se interessou em olhar.
Quando entrou no banheiro, o cheiro dos produtos de limpeza invadiu seu nariz. O boxe era grande e cabia mais de uma pessoa, com um chuveiro arredondado no teto. Mordendo os lábios, ela fechou a porta e fuçou as gavetas que haviam por lá, atrás do bendito remédio.
Quando finalmente tomou o comprimido sem água — o que foi um pouco complicado — Lucy encontrou objetos pessoais de garoto, como xampu, condicionador, sabonetes de reserva, escovas de dente e mais algumas coisas desinteressantes. Ela resolveu usar a toalha que estava pendurada em um gancho perto da porta de entrada do boxe, pensando que, provavelmente, era de Natsu. O pensamento a fez tremer de expectativas.
Cheirou sua toalha timidamente e sorriu, vendo que o cheiro de ambos era o mesmo. Ela corou absurdamente ao imaginar tomando banho com ele, dentro do boxe, trocando carícias e passando sabonete um no outro, sensualmente, com gemidos e sussurros abafados.
Lucy balançou a cabeça para afastar aqueles pensamentos lúdicos e ir logo tomar seu banho. Prendeu seu cabelo em um coque improvisado e retirou as roupas com um pouco de pressa.
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O banho havia sido maravilhoso. A água estava morna e a deixou bem desperta para o restante do dia. Lucy se enxugou lentamente com a toalha de Natsu para aproveitar bem aquele momento, talvez único. Provavelmente ele já teria terminado o seu e a estaria esperando na cozinha.
Quando saiu do banheiro, foi rapidamente até onde Natsu estava. Ao chegar até lá, ele estava sentado em uma das cadeiras e com os cabelos molhados. Sorriram um para o outro quando se encontraram e, Lucy olhou rapidamente para a mesa.
Nela tinham variadas frutas e café com leite. As torradas estavam na torradeira e o suco ao lado do pão francês. Lucy sorriu, agradecendo o namorado que encontrou. Por um momento ela se perguntou se ele estava feliz com ela, porém, não teve coragem de entrar mais profundamente no assunto.
— A dor de cabeça passou? — ele perguntou, instigando-a a sentar.
— Sim, já está bem melhor — sorriu. — A mesa está linda!
— Pode sentar, vou pegar as torradas, só um minuto! — se levantando, ele foi até a torradeira que ficava no balcão e pôs em um pratinho raso e branco.
Quando voltou, Lucy olhava com admiração para as comidas, em dúvida do que comer primeiro. Natsu sorriu e lhe mostrou as torradas cheirosas.
— Coma o que quiser. É bom saber que estamos juntos tomando café da manhã. — sorriu, sentando-se novamente e pegando o bule elegante de café.
Ela também concordava. E o melhor de tudo era que ambos nem havia transado.
Lucy sentiu o rosto esquentar ao pensar como seria a relação dos dois se houvesse acontecido algo a mais naquela noite tão ardente. Piscou os olhos várias vezes para que Natsu — que a olhava sem pudor algum — não reparasse.
— Ainda pensando em coisas erradas, Raio de Sol? — riu, mordendo uma torrada corada.
— Claro que não! — bufou, pegando o jarro de suco.
Natsu apenas sorriu e continuou a comer. De vez em quando eles trocavam olhares rápidos e reprimiam um sorriso como um casal tímido.
Eles estavam felizes em poder estar compartilhando tantas coisas íntimas um com o outro. Enquanto Lucy terminava de comer uma banda de pão, Natsu quis saber umas coisas em que estava em dúvida.
— Lucy — disse, chamando sua atenção. —, você nunca me falou sobre o seu pai. Sei que sua mãe faleceu, mas como era sua relação com ele depois disso?
Lucy ficou um pouco séria depois da pergunta. Natsu não sabia que ela tinha dinheiro em excesso assim como ele, e não achava uma boa ideia que ele soubesse da história. Estava feliz em ser uma garota normal como Levy e as outras. Também não queria mentir, então veio uma ideia melhor em sua cabeça.
— Bem, nós não nos comunicamos muito desde que a mamãe morreu — sorriu sem muita vontade. — Eu falava mais com os emprega...
Ela se calou rapidamente, vendo que havia falado algo perigoso. Natsu franziu um pouco o cenho.
— Empregados?
— Não, eu quis dizer a empregada que trabalhava lá em casa — sorriu, com medo que ele percebesse. — Ela cuidava de mim desde que a mamãe ainda era viva e morava conosco, como alguém da família.
— Entendo — ele abaixou o olhar para limpar a boca em um guardanapo. — Mas o seu pai trabalha em quê? Deveria ser terrível para você ter um pai ausente...
Lucy o encarou, vendo que seu olhar exalava sinceridade. Natsu não teve um pai ausente e muito menos uma mãe. Ela sentiu seus olhos se umedecerem e voltou a dar atenção à última banda de pão.
— Eu era feliz. Na escola eu era um pouco sozinha, mas eu gostava de lá — suspirou. — Meu pai trabalha com... várias coisas! Assim... eu não entendo muito bem.
Embolada na própria mentira do bem, ela corou. Natsu não estava desconfiando dela, entretanto, percebeu que ela estava omitindo algo dele.
— Hmm — sorriu. — É bom saber mais de você, Lucy, assim ficamos mais íntimos um com o outro. Você sabe bastante coisa de mim e eu, quase nada.
Lucy deu um sorriso e se levantou com ele para irem até a pia, lavarem as mãos. Natsu iria esperar que ela se abrisse mais para ele.
— Acho melhor eu ir para casa — ela disse, após enxugar as mãos em uma toalhinha. — Fiquei muito feliz com o café da manhã, obrigada.
Natsu sorriu, beijando-lhe os lábios: — Vou te levar de carro. Espere aqui, vou pegar sua bolsa.
— Tudo bem. — sorriu.
Beijaram-se mais uma vez, um pouco mais profundo e intenso. Lucy aproveitou o momento e passou seus dedos pelos fios róseos de Natsu e brincou com eles por um bom tempo, sentindo indícios de gotículas de água.
Imaginou como seria Natsu tomando banho. Seu corpo escultural sendo limpo pelas gotas de água caídas do chuveiro, passando pelos seus braços, barriga, nádegas, e outras indo em direção ao seu local mais íntimo...
Ela sentiu seu rosto esquentar, sendo seduzida pela língua macia e viciante de Natsu, que brincava com sua boca lentamente. Lucy soltou um gemido baixo quando ele mordeu seu lábio inferior e o sugou logo depois. Após aquele momento, ele saiu em direção às escadas com um piscar de olhos.
Lucy, sorrindo, foi andando até a sala de estar, onde lembrava-se raramente dos acontecimentos quentes. Nunca pensou que iria ficar tão desinibida ao beber tão poucos goles de vinho. Por algum motivo ela ficou satisfeita em saber que Natsu se segurou tanto para não fazer algo a mais com ela.
Ela sentou-se no sofá enquanto ele ainda não voltava, se autointerrogando. Quando se entregaria para Natsu? Sabia que, algum dia, o relacionamento deles poderia terminar e aquilo a deixava com o coração nas mãos. Temia ao pensar que poderia perdê-lo. Talvez a ligação dos dois fosse forte o suficiente? Não sabia ao certo, porém, queria ficar com ele. Se o grande dia chegasse, ela não se importaria, contando que ele também quisesse e pudesse arcar com todas as consequências futuras.
— Voltei — Lucy ouviu sua voz quando pensava em tudo aquilo. — Agora já podemos ir.
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A volta havia sido tranquila. Conversaram sobre a escola e como iria contar ao pessoal que estavam namorando. Lucy não achava se seria bom dizer aquilo tão cedo, mas Natsu não estava mais aguentando ter que privar a si mesmo de beijá-la ou abraçá-la na frente de todos, mostrando que ela era dele e de mais ninguém.
Resolveram que, na segunda-feira, contariam que tinham começado a namorar, logo após da aula. Estavam nervosos para saberem como seria a reação de todos, e apostavam para o melhor.
Chegaram até a entrada do apartamento de Lucy rapidamente e se despediram com um beijo. Ela teve a infelicidade de avisá-lo da semana de provas, deixando Natsu ligeiramente irritado. Saber que Lucy ficaria estudando para uma das piores semanas de aula o deixava triste.
— Então, até amanhã — ela o mandou um beijo no ar enquanto abria a porta do carro. — Não se esqueça de mandar uma mensagem pra mim antes de dormir.
— Você sabe que eu não esqueço. — respondeu, se despedindo.
Lucy foi com passos rápidos até a entrada do apartamento, com um sorriso bobo nos lábios. Com toda certeza ela precisaria estudar muito para as provas que estavam chegando. Seria triste ficar um pouco distante de Natsu por aquele tempo, porém, precisava se esforçar, e Levy ajudaria muito naquela época do mês.
Um pouco mais distante dali, Zeref voltava de uma pequena padaria e via Lucy saindo de um Audi, aparentado caríssimo. Ele franziu um pouco o cenho e pensou consigo mesmo sobre o que fazer a respeito.
— Natsu Dragneel... Neto do diretor de FT School — suspirou, indo em direção ao apartamento. — Ele tem que saber disso logo.
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Lucy pegou o elevador com pressa, pois estava louca para tirar aquele vestido de seu corpo. Precisava fazer atividades para o dia seguinte a que estava em dívida. Quando as portas se abriram, ela praticamente correu até seu quarto, porém, a pessoa que ela menos queria ver naquele momento estava batendo em sua porta, parecendo um pouco desesperada.
— Você é louca? Onde estava? — perguntou Levy, com um olhar preocupado.
Merda, pensou. Ela pensou em abrir a boca e contar da ida até a casa de seu pai, entretanto, quando olhou para sua pequena bolsa, percebeu que seria impossível dizer que havia ido até outra cidade com apenas aquilo. Muito obrigada pela ajuda, Dragneel.
— Eu... — gaguejou. — Um amigo estava passando para uma cidade vizinha e resolveu me chamar para tomar um café da manhã.
— Amigo? — ela franziu o cenho, desconfiada.
Levy e suas preocupações, ela reprimiu um riso. Precisava ser segura do que dizia.
— Sim, o nome dele é Loke. Um amigo do meu pai, também.
— E ele simplesmente veio aqui?
— Fazia um tempo que não nos víamos, sabe? — sorriu. — Foi um café da manhã bem legal.
Levy fez um rosto um tanto malicioso, sendo induzida ao omito de Lucy.
— Namoradinho que eu não sei?
— O quê? — corou, batendo em seu ombro ao seu aproximar. — É meu amigo há muito tempo.
— Tá, que seja, você já tem o Natsu Gato Dragneel — mostrou-lhe a língua e riu logo em seguida, vendo a amiga enrubescer pela enésima vez. — Que susto, Lu-chan! Eu liguei para o seu celular ontem à noite e você não atendeu, daí vim bater hoje aqui e ver se estava em casa. — suspirou.
— Meu celular estava desligado, sinto muito, Levy-chan — entortou os lábios, indo até a maçaneta. — Mas queria saber algo em especial comigo?
— Ah, sim! — sorriu. — Eu quero saber se ainda vai querer as ajudas para as provas da semana que vem.
— Com certeza, eu já ia pedir novamente a você. — riu, destrancando a porta com sua chave.
— Ótimo. Amanhã na aula a gente conversa. Se der certo, a Erza também dá uma ajudinha nos cálculos que nós detestamos. — rindo, ela disse.
Lucy adorava o senso de humor de Levy, ainda mais quando Erza estava no meio.
— Eu adoraria isso, também — riu. — Agora tenho que fazer umas atividades, tudo bem? Até amanhã!
— Claro. Até amanhã. — sorriu, correndo até seu próprio quarto.
Aliviada por não ter sido descoberta, Lucy correu até o quarto e trocou seu vestido por um conjunto verde claro. Passou o resto de sua manhã bem ocupada, mas com os pensamentos voando para um certo “namorado” quase todas as vezes.
Em um outro quarto o prédio, Zeref estava sentado em um cadeira de frente para um notebook, enquanto falava ao celular com alguém bem conhecido e ditava o que estava escrito em sua tela com precisão.
Nome completo: Natsu Dragneel.
Pai: Igneel Dragneel.
Mãe: Nara Reder Dragneel.
Nascimento: 15 de agosto de 1994 (18 anos)
Práticas: Vôlei.
Disciplina em notas: Acima da média.
Disciplina em sala: Abaixo da média.
— Isso é ótimo para que eu saiba. Muito obrigado, Zeref. Não esqueça de me mandar isso — disse uma voz grossa do outro lado da linha. — Você já sabe o que fazer, não é? Fique de olho e sempre me passe informações.
— Como quiser, Sr. Heartfilia. — e desligou.
Suspirando, Zeref já tinha em mente que a confusão em que Lucy se metera ao começar a namorar Natsu Dragneel havia sido terrível, e ainda sofreria as consequências ao fazê-lo.
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