A Cat In My Life
12 12 — Uma amizade restaurada
Notas iniciais
12

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“Nunca esquecerei o tempo que passei contigo. Te peço que sigas sendo meu amigo, da mesma maneira que eu sempre serei o teu.” (Ludwig van Beethoven)
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Com passos leves como a pluma, Lucy sorria sem parar após aquela tarde anterior. Estava indo ao lado de Levy para a escola, porém, ela não parava de falar ao celular com alguém que ela já imaginava ser. Quando ousou perguntar por mímica, ela pediu para esperar — e pelo sorriso que ela deu, descobriu quem era rapidamente. Torceu para que ela e Gajeel houvessem se entendido, aquilo seria ótimo.
Ela estava feliz, porém, apreensiva. Naquele dia ela contaria que havia se tornado “amiga” de Natsu alguns dias antes de começar as aulas e tentaria fazer com que Levy e Erza voltassem a falar com Juvia. Pelo pouco tempo que havia conhecido as garotas, percebeu que não queria brigar com elas por causa de Natsu ou qualquer outra coisa sem nexo maior ou menor. Suspirou fundo enquanto andava e Levy finalmente desligava o celular com um sorriso de orelha a orelha.
Depois daquela conversa e do beijo — ótimo — que havia trocado com seu “namorado”, — era até estranho dizer aquilo tão cedo — ele parecia outra pessoa, um homem mudado e mais vivido. Lucy se sentiu lisonjeada, como se fosse ela que tinha feito aquilo tudo desde que Minerva a explicou aquelas coisas sobre os dois e a ligação que eles tinham.
Lembrou-se do jantar que teria em sua casa no fim de semana. Deus, os dois sozinhos? Com certeza era um chamado irresistível e a causava arrepios quase inacabáveis. Lucy não tinha ideia do quê poderia acontecer, mas ela contava com coisas bem interessantes.
— Então, pode ir me contando tudo. — disse Lucy com um sorriso.
— O quê? — Levy corou. — Não tem nada que...
Lucy arqueou uma sobrancelha e deu um sorriso sarcástico misturado com diversão de ver Levy tão vermelha e sem jeito.
— Acho que você já percebeu, não é? — ela suspirou, rindo com um pouco de malícia. — Era o Gajeel, sim. E nós conversamos muito ontem.
Lucy sorriu, pensando que talvez ela deixasse de ficar com aqueles preconceitos dos garotos mais populares da escola. Gajeel havia salvado o dia de Lucy e ela comemorou internamente, dando pulos e mais pulos.
— Que maravilha! Quer dizer que depois vocês saíram juntinhos, hein? — Lucy sorriu maliciosamente e usou seu ombro para empurrar o de Levy, sendo sinuosa.
— Bem — ela deu uma risadinha. —, ele me levou pra casa dele. Foi muito bom, Lu-chan, ele foi tão romântico e me disse coisas lindas. Nossa conversa na escola teve até alguns tapas, que eu dei nele, claro, mas depois acabou aos beijos. Será que fui fácil demais? — ela arregalou os olhos, vendo pelo pior lado.
Lucy rapidamente falou: — Você é louca? Eu já lhe disse um tempo atrás que ele gostava de você, lembra? — ela concordou, com um rosto meio triste. — O que ele te disse na escola?
— Ele disse que eu estava sendo uma criança, e foi até aí que eu bati nele, sem surgir efeito, como sempre. Depois ele me contou que gostou de mim esse tempo todo, mesmo eu sendo... eu — ela tentou sorrir. — Eu o amo, Lu-chan, desde que ele dormiu comigo pela primeira vez. Eu me entreguei a ele porque o amava.
— Isso é lindo, Levy-chan, e o que mais ele disse? Ele disse que a amava, também?
— Não, acho que ele ainda está confuso sobre “amar”. Mas quando eu disse que o amava, ele me beijou, daí não consegui me desvencilhar e retribuí com todo o amor que eu tinha — ela corou. — Ele me chamou pra casa dele, já que ele mora sozinho.
Lucy imaginou como seria fazer amor com Natsu. Ela tinha um pouco de medo por ser virgem, era óbvio, mas assim como Gajeel, talvez ele não conseguisse esperar muito. Gajeel estava apaixonado por Levy, porém, não queria falar nada da boca para fora. Já Natsu fora diferente, ele sabia que amava Lucy, mas o “amor” era algo muito novo para ele.
— Eu sei que ele ama você, mas espere ele conseguir se expressar — Lucy sorriu. — Aliás, eu gosto de vocês juntos.
— Sério? — os olhos dela se iluminaram. — Hoje eu estou até um pouco nervosa. Ter que reencontrá-lo depois de ontem.
— Vai dar tudo certo!
— Obrigada pelo apoio, Lu-chan — sorriu. — Mas e você?
— Eu? — corou.
— É, algo de bom? — ela franziu o cenho, estranhando a expressão repentina de Lucy.
Ela tentou se redimir da expressão estranha que fez. Não ia falar sobre aquilo naquele momento, por isso, ela apenas deu uma risada tensa.
— A gente fala sobre isso com a Erza, tudo bem? — ela não diria “não” para Levy, até porque tinham acontecido muitas coisas.
— Bem, já chegamos. — ela sorriu.
Lucy respirou fundo, se perguntando se Natsu já havia chegado. Vê-lo com certeza deixaria seu coração acelerado, ainda mais porque ela disse que o amava. Foram até a entrada e andaram um pouco até virem Gajeel. Levy ficou nervosa, mas sorriu enquanto ele se aproximava.
— Oi, baixinha — ele a deu um selinho. — Oi, Lucy.
— Oi — ela sorriu. — Será que a Erza já chegou?
— Sim, eu a vi conversando com Jellal — ele sorriu, abraçando Levy. — Pareciam bem íntimos.
Lucy quis rir, pensando em como aquela época estava apta para casais se aproximarem. As amizades deveriam estar dando certo, também, e ela teria que conseguir aquilo de algum modo.
Seu coração se acelerou em um ímpeto quando viu Natsu aparecendo um pouco distante deles. Ela mordeu os lábios e mudou sua visão para Levy e Gajeel, porém, vendo que eles se beijavam, saiu de perto de ambos e andou lentamente até a entrada principal da escola. Natsu rapidamente percebeu sua presença e piscou para ela indiretamente, ela corou e reprimiu um sorriso tímido, olhando para ele de recanto.
Ele estava mais bonito e parecia estar feliz até demais. Lucy imaginava o que era, mas infelizmente, não podia beijá-lo em público.
Natsu estava querendo, de todas as maneiras, chegar até Lucy e beijar aqueles doces lábios na frente de todos, sem se importar. Lisanna estava perto de chegar, e era óbvio que sua reação não fora a das melhores quando ele a mandou uma mensagem. Ele disse que estava apaixonado, e ela não acreditou, porém, quando a situação de Lucy desse certo, eles iriam se aproximando ao decorrer da semana, mostrando para todos que ele realmente poderia mudar.
Infelizmente, eles ainda teriam que ser apenas amigos, por isso ele teve aquela ótima ideia do jantar em sua casa. Seu avô iria sair e eles aproveitariam a noite. Ele tinha certeza de que Lucy havia pensado algo a mais quando ele a chamou, mas não ia pressioná-la a nada, apenas se ela o deixasse tocá-la.
Ela sorriu timidamente quando ele piscou um olho para ela. Seu sorriso era tão lindo que ele quase não se conteve em ir até ela. Levy estava beijando Gajeel e aquilo o deixou um pouco surpreso. Se eles houvessem feito as pazes, seria bem mais fácil ter uma conversa singela com todos.
Lucy entrou na escola e o deixou com vontade de segui-la, porém, iria esperar o final da aula. Ele entrou com alguns amigos do vôlei e foram até a sala de aula. Gajeel estava a sua frente, de mãos dadas com Levy.
— E aí, Gajeel? — ele tocou seu ombro.
— Ah, oi, Natsu, como é que tá? — ele sorriu, andando ao seu lado com Levy.
Ele tentou perceber sua reação, mas ela não parecia tão incomodada, aliás, ela nem sequer se importou com Natsu conversando com Gajeel. Ela sorria e segurava seu braço, parecendo satisfeita com o momento.
Eles continuaram conversando calmamente até chegarem até a sala. Quando entraram, Lucy estava lá, linda como sempre, conversando com Erza que parecia radiante, também, mas nem tanto quanto ela.
Ela percebeu sua presença e o olhou, parando de sorrir rapidamente, ficando corada, assim como Natsu adorava vê-la. Lucy se remexeu na cadeira, sentindo o coração disparar. Erza olhou para onde seus olhos estavam direcionados, porém, ele foi rápido e desviou.
— Lucy? — ela chamou sua atenção quando Levy dava um selinho de despedida em Gajeel.
— Ah, sim? — ela corou. — Levy! Até que enfim largou o namorado, hein?
Ela sorriu, marota, e sentou-se atrás de Erza.
— Parece que vocês se entenderam mesmo, não é? — brincando, Erza perguntou. — Eu tenho que dizer pra você que, foi inesperado, mas estou feliz.
— Obrigada, gata — disse Levy, piscando o olho. — Mas Gajeel me disse que você e o Jellal estavam se amando.
Lucy reprimiu uma risada com uma tosse, tentando se mostrar para Natsu, deixando que ele ficasse a olhando a cada minuto, vendo que não poderia beijá-la. Erza ficou quase da cor de seus cabelos com o comentário, entretanto, não omitiu.
— Vocês estavam certas — ela abaixou o rosto. — Acho que realmente estou gostando dele.
Tudo estava indo de bem para melhor! Todas as suas amigas estavam gostando de um dos garotos “populares” — sendo que Jellal era mais tranquilo, mas não tirava o crédito de que era amigo do restante dos meninos.
Quase não deu tempo para ela terminar de falar e Levy deu um gritinho e abraçou a amiga. Aquilo só não foi constrangedor pelo fato da sala estar muito barulhenta, aproveitando que o professor não havia chegado à sala.
— Sabíamos de tudo — Lucy brincou. —, mas ele também gosta de você, não é? Está na cara!
— Talvez, mas não tenho certeza. Ele me chamou para irmos até uma lanchonete aqui perto amanhã.
Levy começou a rir descontroladamente, o que fez Lucy também ter vontade de rir. Aquela risada era mais engraçada do que Erza havia dito — não que ir até a lanchonete fosse engraçado. Levy tossiu um pouco, já vermelha.
— Caramba, acho que esse mês é o mês do amor — Lucy se perguntou se era por isso que ela estava rindo. — Estamos desencalhando, só falta a Lu-chan.
Ela corou, tentando não olhar para onde Natsu estava sentado. Lucy apenas sorriu um pouco tensa.
— A gente vai ter que conversar no final da aula, pode ser?
— Final da aula? — perguntou Erza. — Por que não agora?
— É porque... — ela suspirou. — Não sejam apressadas. Vocês verão.
As duas se entreolharam, curiosas, mas não se opuseram.
A porta da sala se abriu e Lucy viu Lisanna com uma cara nada boa. Seus olhos estavam com olheiras inchadas e o nariz vermelho, como se tivesse chorado a noite toda. Quando Natsu disse que iria falar com ele, ele havia falado mesmo.
Ela lançou um olhar para Natsu, porém, ele não se importou. Indo até ele, com raiva até em seus cabelos, bateu a mão com força na cadeira dele.
— Lisanna, não faz birra agora — ele franziu o cenho e segurou seu pulso. — Se senta, a gente não tem mais o que conversar.
— Você não tá nem aí, não é? — ela fungou, soltando os pulsos. — Pois quero que você se fôda. Não me procure mais quando não estiver mais com essa paixonite de mentira.
— Pode saber, não é de mentira. — ele piscou um olho e se recostou em sua mochila.
Em sua cabeça, Lisanna iria descobrir quem era a vadia que ele estava supostamente apaixonado. Ela tinha quase certeza de que ele iria dormir com ela, depois jogá-la fora.
Ela sentou-se duas cadeiras longe de Natsu, com aquela sua típica raiva passageira. Lucy suspirava, vendo que ela havia conversado algo com ele. Nesse momento, ela desejou que Lisanna sumisse, ou iria estragar tudo em um futuro próximo.
Nesse mesmo momento, o professor entrou, fazendo todos se sentarem rapidamente e ficarem em silêncio absoluto. Natsu continuou deitado em sua mochila, pensando em Lucy e em seus lábios.
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Depois das três primeiras aulas. Levy e Erza ficaram na sala, e aquele foi o momento em que Lucy foi até Juvia, que estava perto da quadra. Conversaram rapidamente, pedindo que ela ficasse na sala após o fim da aula. Juvia estranhou aquele pedido, mas acabou aceitando e avisou Gray que não iria com ele para casa. Lucy comprou uma barra de cereais para não chegar até a sala de mãos vazias.
Ela não deixou a oportunidade de olhar para a quadra e ver Natsu — novamente — jogando vôlei com aquele seu corpo lindo e musculoso. Sua regata diária estava lá, molhada, cheia de suor. Ela nunca havia achado bom o suor de um homem, porém, o de Natsu a deixava um pouco tonta. Sentindo-se uma pervertida, ela correu para sua sala antes que ele a visse secando-o.
Chegando até a sala, ficou conversando com as duas amigas, sobre os garotos e o que pretenderia fazer um pouco mais tarde. Levy disse que iria para casa com Lucy, para não deixá-la sozinha. Mal ela sabia que depois de algum tempo, ela não iria precisar mais se preocupar com aquilo.
Na sala estavam apenas as três, mas quando o sino soou novamente, todos voltaram como um furacão desesperado. Ambas riram de Gray que tropeçou no pé de Gajeel e caiu em cima de uma cadeira. Juvia começou a rir do namorado, que havia machucado o maxilar nas costas do assento. Ele reclamou das risadas, mas ela sorriu e ficou na ponta dos pés, beijando o local machucado e levemente avermelhado. Gray corou um pouco com o resto da sala, insinuando sobre o beijo.
Lucy achou fofa a demonstração de Juvia e sorriu para ela amigavelmente. O professor chegou pouco tempo depois e voltaram a se silenciar. Mais três aulas para a grande conversa.
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— Então, por que estamos aqui? — perguntou Levy após dar um selinho de despedida em Gajeel.
— Calma! — ela disse, vendo que Natsu, Juvia e as duas ainda estavam lá.
E o momento ficou tenso. Juvia a olhava sem entender e Natsu fez um movimento com as sobrancelhas para ela começar a falar. Todos começaram a se encarar, confusos.
— Gente, eu preciso falar uma coisa com vocês — disse Lucy. — E é sobre todos que estão aqui nessa sala.
— O que quer dizer? — perguntou Erza.
— Que eu e o Natsu somos amigos — sua voz falhou na palavra. — um pouco antes de começar as aulas.
Levy e Erza franziram o cenho, um pouco assustadas e surpresas. Lucy continuou:
— Eu o conheci quando fui ao shopping sozinha, daí nos vimos e começamos a conversar. Ele não era como eu pensei, sabe? Era um rapaz normal e muito engraçado, gentil — suspirou, dando um sorriso. — Sobre Juvia, eu conversei com ela. Ela está namorando Gray e eles se amam! Por que vocês não acreditam nesse amor?
As duas coraram e olharam para Juvia.
— Levy, você está com Gajeel, amigo de Natsu e Gray, certo? — ela perguntou. — Ele mudou com você, percebeu? — Levy concordou com a cabeça. — Então? Gray também mudou, ele está gentil e é educado com Juvia. E o Natsu...
Ela olhou para Natsu como se pedisse permissão para falar sobre seu pai. Ele sorriu e ela viu aquilo como um “sim”.
— Ele descobriu há pouco tempo que seu pai ainda se importa com ele — todos arregalaram os olhos. — Natsu não acreditava no amor por causa do pai, não é? Pois enfim, uma pessoa que o conheceu, disse que ele sumiu por causa de algo errado que fez no passado. Mas ele amava o filho e a esposa.
— Isso é sério? — perguntou Levy.
— Sim. — disse Natsu, ficando ao lado de Lucy.
Erza olhou para Levy, como se estivessem arrependidas.
— Por isso, eu acho que por causa de todas nós — ela olhou para as três. — Conseguimos mudar o jeito antigo dos garotos, entendem? Por isso sou amiga de Natsu e sei que ele é um cara legal, agora.
Depois de um silêncio, Levy e Erza correram até Juvia, que já chorava, com um abraço apertado. Lucy sorriu ao ver aquela cena e, enquanto elas se lamentavam e se desculpavam aos prantos, ela percebeu Natsu ao seu lado, segurando sua mão de repente por trás de seus corpos.
A primeira etapa havia sido concluída: amizades restauradas.
E por enquanto, Natsu e Lucy ainda teriam que ser amigos.
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Andando em caminho de casa, Levy e Lucy conversavam sobre aquela conversa tão comprometedora. Ela estava se sentindo mal por ela e Erza terem sido tão brutas com Juvia por causa de um namoro. Aquilo havia sido uma infantilidade e ela concordava, também estava feliz por ter conseguido a amizade novamente.
Sobre Natsu, ela ficou feliz por saber que Lucy estava sendo amiga dele e ter conseguido fazê-lo abrir os olhos, e o caso do seu pai realmente parecia ter mudado-o. Lisanna iria de opor ao namoro deles no futuro, mas Lucy tentaria ser forte perante aquilo.
Ela ainda se sentia triste em ter que fingir que eram apenas amigos para o resto do pessoal, mas seria muito estranho se eles chegassem depois de poucos dias, dizendo que eram namorados de uma hora para outra. Esperou que ninguém descobrisse.
— Espero que tudo volte a ser como era antes — resmungou Levy. — Estou feliz de como estamos agora.
— Sim, vai, sim. — Lucy sorriu.
Ao chegarem ao apartamento, se despediram com uma aceno e cada uma entrou em seu respectivo quarto. Lucy suspirou com um sorriso e se jogou na maciez de seu sofá, pensando em como seria sua vida dali para frente.
Ela ouviu a porta bater e sentiu alívio ao ter chegado em casa a tempo. Quando abriu, era o carteiro, com duas cartas para ela. Ele sorriu, desejando uma boa tarde e saindo logo em seguida.
Lucy abriu um enorme sorriso ao saber que era uma carta vinda de sua casa.
— Finalmente! — ela pensou em abrir depois de um banho.
Deixou a carta em cima da mesinha da sala e correu para o banheiro. Estava pensando muito em Natsu e em como seria o encontro no final de semana com ele. Cantarolando no banho e falando o nome de seu mais novo namorado como uma maluca apaixonada, ela ria.
Ela era? Provavelmente.
Depois de colocar suas roupas limpas e secas que estavam em seu guarda-roupa, ela correu até a carta para saber as novidades. Sorriu ao saber que estava tudo bem, e tinha certeza que a dona daquela letra havia sido da empregada que ela tanto amava.
Eles falaram de Plue na carta, o que a deixou extremamente feliz. Elas diziam que ele percebeu sua falta, porém, ainda brincava com todos.
Quando o assunto chegou ao seu pai, ela ficou um pouco tensa. Eles disseram que ele, mesmo parecendo não se importar, pensava muito em Lucy, falando seu nome a cada minuto. Foi então que ela se perguntou o que ele falava, pois aquilo não estava mencionado na carta.
No final, todos eles a desejaram muita sorte e saúde, querendo que ela os enviasse uma carta, dizendo como estava sendo sua nova vida. Ela sorriu e a guardou com carinho, se preparando para escrever algo a eles.
E a semana passou como um foguete, e Lucy sabia bem o porquê.
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