A Cat In My Life
1 1 — Um adeus é suficiente
Notas iniciais

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Magia. Você acredita em magia? Alguns associam a magia à bruxaria ou até a alguma ação demoníaca, e outros nem acreditam. Mas não para Lucy Heartfilia, uma garota de uma família solene e muito, muito rica. O que ela não sabia, era que algum dia de sua vida ela teria um encontro predestinado, e ela nem imaginaria que nele haveria uma parte com magia, e claro, romance, muito romance. Não que ela acreditasse, é claro, mas tudo foi apenas no começo de tudo.
A magia nunca deverá ser associada com um truque, jamais, pois o que os olhos podem ver, pode ser a resposta de qualquer enigma... Assim aconteceu na história de amor que será contada agora.
“Eu não disse que o tema principal era magia, disse?”.
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A família Heartfilia era milionária, mas Lucy nunca quis nenhum dinheiro vindo de seu pai, mas até se tornar independente, teria de aceitar. Todo seu sonho foi trabalhar por conta própria e usufruir do dinheiro de seu suor. Sua mãe, Layla Heartfilia, faleceu após a antiga mansão da família ter se incendiado. Os bombeiros não encontraram Layla no momento do fogo, mas quando o mesmo cessou, seu corpo estava completamente queimado, e na época, Lucy tinha apenas sete anos e não soube da morte da mãe, pois estava na casa de uma amiga da escola. O pai, Jude Heartfilia, esperou todo o dia acabar para ter que inventar à Lucy que sua mãe havia viajado e não voltaria tão cedo. E ela, como uma criança da sua idade, acreditou.
Mais alguns anos se passaram e Lucy completou 11 anos quando descobriu que sua mãe estava realmente morta, mas ela não queria acreditar, e chegou até os 13 quando finalmente teve a menção de crer que ela realmente havia falecido.
Quando ela completou seus 15, tentou fugir de casa, seu pai ficou desesperado e mandou um imenso grupo de soldados para procurá-la. O motivo da fuga foi querer a liberdade, como todo jovem sonhava com a idade. Quando a encontraram, ela não havia fugido muito, estava em uma casa abandonada e morrendo de fome e sede. Depois desse dia, ela nunca tentou fugir novamente, e claro, recebendo uma boa bronca de seu pai, Lucy ficou de castigo por algumas semanas, ou várias.
Na escola, ela era reservada, tinha apenas os amigos menos populares, mas a cada ano ela se separava dos antigos amigos e mudava para outros, sempre por conta de brigas, falsidade ou inveja pelo seu dinheiro. Lucy nunca foi muito feliz, sentia falta da mãe, seu pai não se importava muito com ela e mal tinha tempo de conversar por causa dos trabalhos. Era um empresário famoso e muito ocupado.
E quando chegou aos 17, pediu pacientemente ao pai que a deixasse morar em um apartamento, queria muito ir a uma outra escola que ficava em uma cidade distante, chamada Magnólia, o pai contestou um pouco, mas Lucy insistiu muito. A escola era particular, então seu pai deu a condição de que ele pudesse pagar pacificamente o apartamento e a escola, e ela aceitou, já que não conseguiria contrariar o pai. Lá ela começaria o segundo ano, terminaria o terceiro, e na mesma cidade faria a faculdade. Não tinha nenhum amigo por lá, mas não tinha nada melhor do que novas amizades.
10 de janeiro – 5h.
Era cedo. Lucy arrumava suas malas após fazer sua matricula por internet. A mensalidade era mais de R$ 900.00, e ainda tinha um pouco de raiva de deixar seu pai pagando, mas era o único modo, não conseguiria pagar a escola sem um trabalho fixo. E mais, ela ainda não era maior de idade, nem ela mesma sabia como o pai havia deixado, achou que fosse pelo fato de ser muito insistente. Não poderia arranjar um trabalho, pois a escola era rigorosa em muitos aspectos; nada de chegar atrasado, sem celulares na aula, dormir nem pensar, se o professor ouvisse qualquer conversa paralela, tiraria de sala no mesmo momento, sem se importar quem era. Lucy pensava sobre isso enquanto coloca várias roupas e vestidos na mala vermelha gigantesca.
— Hime? — perguntou a empregada que se referia a Lucy sempre por hime e batia duas vezes à porta, entrando devagar.
— Sim, Virgo? — sorriu Lucy.
— É verdade que você vai embora? — a loira percebeu certa tristeza na voz de Virgo e se voltou a ela, parando de arrumar as roupas da bagagem.
— Oh, não sabia que iria ficar tão triste. — explicou-se vendo que lágrimas saíam do rosto da empregada.
— Eu não trabalhei direito? Se quiser é só em punir. — soluçou.
— Claro que não! Eu nunca faria isso. Apenas quero conhecer novas pessoas... ter uma nova vida.
— Vo...Você vai voltar algum dia? Ou vai ficar em Magnólia até envelhecer?
— Pra quê tanto drama, Virgo-chan? — sorriu, a abraçando. — Eu voltarei assim que puder, mas preciso estudar muito também, a escola é cara, então quero me esforçar como me esforcei na minha antiga.
— Entendo, Hime...
— Agora pode me ajudar a arrumar algumas coisas pra viagem?
— Claro que sim, Hime. — sorriu fraco. — Posso te fazer uma pergunta?
— Claro, até duas.
— E o Plue?
Plue era o pequeno cachorrinho que Lucy ganhou de seu pai ao completar os 13 anos. Ele tinha a pele branquinha e o pelo ralo. Tinha sempre fome e era super carinhoso com qualquer pessoa que gostasse dele.
Pensou em ter que se separar do cão que tanto amava e que passou anos ao seu lado. Já havia pensado e sabia que os empregados cuidariam bem dele, mas ele com certeza faria falta. Infelizmente o apartamento não aceitava animais.
— Eu vou aguentar, Virgo-chan. — sorriu sem graça.
— Você o ama, não é, Hime?
— Muito. — pensou nas suas brincadeiras juntos, mas logo remexeu a cabeça para esquecer na tristeza que iria passar. — Ah! Pode fazer aquela trança que só você sabe fazer?
— Claro, sente-se. — sorriu Virgo, pegando uma escova.
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— Acho que isso é um tchau... — resmungou Lucy a todos os empregados. Seu pai não estava junto a eles, mas ela o via pela janela pela frente da casa, com certeza estava discordando e nada podia fazer a respeito. Ela estava confiante.
A vida inteira de Lucy foi ao lado dos empregados, cozinheiros, babás, serviçais de todos os tipos, menos um pai que a desse carinho. Não que estivesse se queixando, até porque amava todos que trabalhavam naquela casa, eles eram simpáticos e muito sorridentes, mas tinha vontade de ter um pai presente, pelo menos para que a desse um boa noite ou um bom dia decente.
— Oh, senhorita Heartfilia, não creio que não vamos vê-la mais... — choramingou a cozinheira, segurando Plue
— Não diga isso — disse Lucy indo até ela que soltava lágrimas atrás de lágrimas. — Eu voltarei em breve, pode apostar, nunca deixaria de ver vocês que cuidaram tão bem de mim.
— Promete? — era quase possível ver os olhos de cada um dos empregados brilhando, Lucy riu, até porque também morreria de saudades de todos daquela casa, ou quase todos.
— Claro que eu prometo, será impossível ficar longe de vocês pra sempre.
— Então seja feliz na sua nova escola!
— Claro, eu serei, pode apostar. — sorriu. — Mandarei cartas a todos.
— Faremos o mesmo! Nos mande os detalhes do local por carta, certo, Lucy-chan?
— Com certeza — piscou um olho e deu um beijo em Plue. — Vou sentir pra caramba a sua falta, seu travesso.
— Adeus, Lucy-chan. — suspiraram em coro.
— Adeus. — disse, com lágrimas nos olhos.
Lucy se afastou, indo até a limusine que a esperava, não queria ir com um carro que chamasse muita atenção, mas o motorista insistiu. Não que ela não gostasse do dinheiro que a família tinha, mas não gostava de dizer para as pessoas. Perdeu muitos amigos por conta disso e tinha um pouco de trauma.
Lembrou-se de Loke enquanto entrava no carro, ele era um herdeiro de uma outra família riquíssima em que seu pai tinha a maior confiança, a família Wiki. Em uma época, seu pai a ordenou que se casasse com ele, já que era filho de seu grande amigo que não se recordava o nome. Lucy fez de tudo para que seu pai mudasse de ideia, era errado, absolutamente errado. E esse também foi uns dos motivos para que ambos não se comunicassem muito, Lucy não queria perder sua juventude se casando tão cedo aos 16, e agora, com 17, estava saindo da cidade, nem acreditava nisso. Loke foi um cara incrível, os dois se falavam de vez em quando na escola, ele era educado, mas não muito risonho, gostava mais de flertar com ela indiretamente, mas sem saliências ou toques. Claro que ele sabia que seus pais queriam um casamento forjado, mas não comentavam sobre isso na escola.
Quando se despediu dele, o mesmo pareceu um pouco infeliz, ela não sabia o certo se ele gostava realmente dela ou não, mas ela achava que para os dois, uma amizade seria o ideal. Loke a desejou uma ótima vida e boas notas a dando um beijo na testa, era paquerador, mas muito educado. Ele estava absolutamente apaixonado por ela, ela só não se tocou daquilo.
Lucy acenou para o pessoal que trabalhava em sua casa com lágrimas nos olhos, já havia dito um “tchau” para seu pai antes de sair de casa, foi bem seca a sua resposta, mas para ela estava tudo bem, já havia se acostumado com aquela sua frieza de ser. Disse seu destino ao motorista e foi para o aeroporto, suas mãos tremiam de nervosismo, segurando a passagem para Magnólia.
Uma nova vida a esperava em lá, ela mal esperava como.
[...]
–
Natsu Dragneel. Um nome idolatrado pela sociedade feminina e masculina — do time de vôlei da escola, claro. Natsu tinha 18 anos e era o garoto mais popular do colégio, e como fato sabido, todas as garotas ficavam aos seus pés, às vezes apenas para transar com ele e ter o orgulho de dizer que dormiu com o Natsu Gato Dragneel. Ele estudava na Fairy Tail School, morava com o avô, Makarov, que simplesmente era o diretor da escola, e com isso, Natsu se tornou muito mais popular e tinha uma vida de rei, pois seu avó tinha muitos bons dotes financeiros.
Natsu era muito mulherengo, mas também muito inteligente. Ainda criança, ele estudava muito e era uma pessoal totalmente diferente do que era na atualidade. Desde que sua mãe faleceu, ele mudou muito, seu pai, após o acontecido, sumiu deixando apenas uma simples carta, ou melhor, uma simples folha de papel na mesa da sala de estar:
“Desculpe, Natsu, mas não consigo mais viver sem a sua mãe, você já não é o mesmo, está frio e calculista por causa da sua morte. Então eu também mudei, não consigo pensar em mais nada a não ser ir embora, tentar ser feliz. Fiz algumas coisas desagradáveis também no passado. Deixarei você aos cuidados do meu pai, espero que seja feliz.”.
Daí em diante, Natsu ficou ainda mais frio com os outros. Passaram-se anos quando ele se tornou popular quando mudou de escola, que era a que ele estudava no presente. Seu jeito piranha de ser conquistou todas as garotas. Quando foi mandado para essa escola, seu sonho era jogar vôlei. Ele se juntou ao time e se transformou no mais novo popular, ainda por causa de seu talento com as mãos e a rapidez com que corria para pegar uma bola, ele era sensacional. O famoso time de vôlei Dragon Slayers.
Todos da escola o diziam que seu pai havia feito algo terrivelmente grave a uma família, por isso fugiu, mas nada do que falavam a ele era possível deixá-lo boquiaberto ou surpreso. Seu pai o tinha deixado, então não fazia diferença pensar ou não nele, queria apenas esquecê-lo. Sr. Dragneel era um policial muito conhecido e já havia prendido muitos assassinos em série e afins.
E todos os dias eram iguais.
As garotas o recebiam de braços abertos, não se importavam se ele era pegador ou não, o que importava era sua personalidade pecaminosa e seu olhar penetrante para todas elas e aquele seu sorriso de duplo sentido. Nos treinos de vôlei, ele sempre usava uma regata meio justa e uma bermuda, e apenas isso fazia todas as garotas gritarem como algum animal no cio.
Nas provas, ele era sempre o primeiro, mesmo sem estudar, tirava notas impecáveis. Isso ainda deixava todos com inveja, mas era quase impossível alguém não querer ser seu amigo ou apenas conversar com ele uma mínima vez.
Além de todo seu jeito, ele detestava nerds esquisitos. Para ele, esses tipos de nerds eram apenas um bando de idiotas que queriam chamar a atenção, então, todos os dias ele fazia alguma brincadeira insolente com os infelizes. E melhorando sua vida, o seu avô já citado, diretor, não fazia nada com as tramas de Natsu, e ambos nunca conversavam por lá, e evitavam se falar em casa. Makarov não gostava do modo de Natsu, mas nada podia fazer, havia concordado com Igneel, pai de Natsu, que iria cuidar dele.
— Nath-kun, vem cá. — chamava uma garota qualquer, com uma voz preguiçosa em uma das camas do motel.
— O quê? — perguntou de costas, já se arrumando para partir.
Era manhã de sábado, às sextas ele ia para qualquer festa da casa de um outro amigo rico ou uma balada eletrônica, e lá sempre voltava com uma garota muito provida de corpo, que era o que ele mais gostava. Eles iam para motéis ou a casa da própria. Natsu já se arrumava para ir para casa, queria apenas descansar depois de uma noite luxuriosa.
Se vestindo, Natsu lutava para conseguir vestir as calças Levi’s apertadas em seu corpo.
Na verdade, Natsu já estava achando demasiado maçante aquela vida. Queria algo novo, algo que o deixasse mais satisfeito. Talvez pudessem ser aquelas garotas sem graça que ele saía ou algo assim, pensou enquanto tentava sair do quarto depois de finalmente pôr a calça.
A garota continuou: — Não quer meu número de celular? Poderíamos nos encontrar de novo e-
— Gata — ele se virou, e, indo até ela, tocou seu queixo, e a olhando sedutoramente, ela se derreteu por dentro. —, sou um homem de várias mulheres. Se nos encontrarmos de novo, quem sabe...
— Eu pensei que fosse especial pra você!
— Eu não disse isso, disse?
— Eu pensei... O jeito que você fez-
— Pois não pense, apenas. Deixei um dinheiro do taxi pra você, sei que gastou tudo com as bebidas da festa.
— Ei- — e ele a cortou novamente, fechando a porta do quarto e saindo em direção a sua casa.
Natsu normalmente era sempre assim, havia garotas com quem ele saía mais de uma vez, pois se encontravam sem querer, e claro, ela tinha que ser boa — muito boa de cama. Em sua cabeça, fidelidade não existia, e sua vida se resumia a isso: sexo, vôlei, curtição e dinheiro. Nada mais.
Enquanto andava pelas ruas de sua casa, após pegar um táxi, sentiu uma estranha sensação de ter alguém o observando. Olhou para trás e não viu ninguém, sentiu-se um idiota por pensar aquilo e continuou andando, mas aquela sensação ainda o rondava desde que ele havia descido do táxi. E não fazia tempo que ele sentia aquilo, resolveu esquecer.
Ao chegar à porta de casa, pegou uma réplica da chave me seu bolso e a abriu. Usava uma jaqueta de couro caríssima com um all-star, era praticamente o que adorava usar para sair para festas e afins às noites.
Abriu a porta devagar, pois àquela hora, seu avô ainda poderia estar dormindo. Os dois não se comunicavam muito, mas Natsu não tinha nada contra ele. Apenas era revoltado com o que acontecera ainda criança. Ao entrar, a empregada fazia o café da manhã. A casa era gigantesca, e Makarov tinha ao todo, cinco escolas, mas trabalhava com garra em Fairy Tail School.
— Sr. Natsu, não gostaria de comer algo? — a empregada interrompeu seus pensamentos, enquanto ele ia subindo as escadas.
— Ainda não, mas prepare algo pra quando eu descer. — respondeu calmamente, ele não era o tipo que maltratava quem trabalhava em sua casa. Apenas quando faziam algo extremamente errado, o que era difícil e isso o agradava imensamente.
— Gostaria de frutas, senhor?
— De tudo um pouco, por favor... — e finalmente, subiu até o quarto.
Passou em frente ao quarto de Makarov. Ele lembrou-se de que era sábado, ele deveria estar na escola desde às 5h da manhã. Ele apenas tinha sossego nos domingos e feriados. O avô trabalhava muito para conseguir mover todas as escolas. O sonho de Natsu era ser jogador de vôlei, nada mais. Mesmo sendo inteligente, ele não queria ser médico, advogado, engenheiro ou outra coisa do gênero. Apenas queria jogar mais e mais.
Ela passou novamente pela cozinha: — Ei, onde está o vovô?
— Ah, Sr. Natsu, ele foi até uma cidade um pouco longe, não lembro qual, mas ele disse que voltaria hoje.
— Como é? Ele não me disse nada.
— Eu até perguntei a ele se o senhor sabia de algo, mas ele me disse que não precisava e que voltava logo. — a empregada parecia com medo de levar uma bronca, mas Natsu não se preocuparia com isso.
Ele saiu da cozinha e novamente subiu as escadas.
Quando chegou ao quarto, se jogou na cama e pegou o celular repleto de mensagens de Lisanna. A garota com quem ficava na escola. Ele resolveu ignorar, ela pegava muito no seu pé e não sabia que ele dormia com outras garotas nas festas que ia. Na verdade, ela apenas queria pensar assim, pois o amava muito. Natsu passou tanto tempo na cama que acabou cochilando.
Enquanto isso, Lucy entrava no avião do aeroporto que já havia avisado pelas caixas de som do local. Deu adeus ao motorista e embarcou. Ela estava nervosa, pois era a primeira vez que ia para outra cidade tão longe da onde morava. Os pais de Loke a chamaram para irem até uma propriedade que eles possuíam em uma cidade próxima, e claro que seu pai deixou, pois queria que eles ficassem mais íntimos. Nada aconteceu.
Enquanto via pela janela do avião, lentamente ele se mover, bateu uma saudade imensa das coisas que havia vivido em seu lar. Será que ela poderia ser feliz como sempre queria que fosse? Deu adeus às pessoas que amava, e o futuro a aguardava.
“Não sobrou nada para dizer, exceto ‘adeus’” (Air Supply – Goodbye).
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