A Casa do Lago
7 Um acontecimento misterioso...
Notas iniciais
enfim
boa leitura
O dia havia amanhecido conturbado para os adolescentes ainda em choque devido ao ‘suicidio’ da jovem de cabelos rosados.
Poucos haviam conseguido dormir e entre estes, com certeza, a ruiva não estava. Elesis não pregara o olho um segundo depois do que viu. Seu choque era ainda maior que o de seus amigos devido esta ter visto, inclusive tocado, no fantasma que acabara fazendo a rosada matar-se.
O silencio prevalecia por toda a casa, mas este logo fora quebrado por Lire cuja agora descia as escadas seguida por Ryan que trazia um par de malas verde-lodo.
- Eu é que não fico mais por aqui – disse-a rumando para a porta juntamente do ruivo. – Não me importo se a policia mandou-nos ficar ate que eles chegassem...
- Mas Lire... – tentou argumentar Mari que, apesar do choque, era uma das poucas que ainda mantinha-se em seu estado quase normal.
- Mas nada Mari... eu não fico mais nessa casa... todos sabemos que a Amy JAMAIS faria aquilo – berrou a jovem loira – eu sei que tem alguma coisa nessa casa, o estado dela já é o suficiente para provar isso... – disse apontando para a ruiva agora abraçada ao moreno que tentava acalmá-la.
- Temos que nos manter calmos Lire... – tentou a azulada por mais uma vez.
- Não! Pra mim chega disso... eu não fico nessa casa, e fim! – A loira apenas virou-se já voltando-se para a porta.
Assim que a garota aproximou-se do portal de madeira velha sentiu-se estranha, mas apenas ignorou aquele fato e continuou seu caminho.
Lire abriu a porta com certa agressividade e saiu da casa sendo seguida por Ryan e por mais alguns amigos que despedir-se-iam da garota. Assim que esta encontrou-se frente ao carro ao qual alugara no dia anterior na cidade próxima ela apenas desligou o alarme do mesmo e seguiu para o porta malas onde o ruivo poderia colocar suas malas.
- Não agüento ficar mais um segundo aqui... esse lugar me provoca dor de cabeça... – murmurou.
Assim que o porta-malas foi fechado pelo ruivo cujo voltara-se para a garota que agora encontrava-se apoiada no carro.
- Lire? Você esta bem? – perguntou-o preocupado.
- Vou ficar bem assim que sair daqui... – disse-a seguindo para o lado do motorista, mas antes que pudesse passar pelo ruivo um vento forte passou pela garota bagunçando seus cabelos.
Segundos após isso pode-se ouvir apenas o som de uma pancada forte contra o chão e em seguida gritos tomaram o local.
- S-Socorro! – gritou a loira a ponta do píer agarrada há algumas madeiras enquanto algo tentava puxa-la para dentro do lago.
Os poucos que haviam presentes não acreditavam no que estavam vendo. Alguns, exceto por Ryan, ficaram paralisados, enquanto o ruivo seguiu para ajudar a loira.
Os passos apressados do garoto chegaram ao píer de madeira em segundos, mas já era tarde... os dedos da loira já escorregavam na madeira. Antes que o garoto pudesse pegar a mão da menina a mesma agora encontrava-se sendo arrastada para o fundo do lago...
*
A noite caiu silenciosa enquanto os jovens ainda esperavam a policia chegar... todos abalados pelo que viram... o pior de tudo era que não podiam fazer nada.
Era dez da noite quando o grande, velho e mofado relógio de parede começou a badalar. O azulado não sabia como era possível aquilo... afinal aquele relógio estava quebrado...
Cada badalada ressoava alta demais... e antes e a ultima acontecer subitamente o som parou... seguido a este pode-se ouvir uma risada infantil pelo cômodo e logo passos pesados foram ouvidos no andar superior.
- O-O que esta a-acontece-cendo...? – indagou o moreno envolvendo os braços no corpo tremulo da jovem ruiva.
- D-Deve ser apena-nas sons d-dessa casa v-velha – informou a azulada escondendo-se atrás do albino e agarrando o braço do mesmo.
Logo o silencio voltou a reinar...
- Eu acho que ha algo de errado com esse lugar... – murmurou Zero com um livro em mãos.
- Por que acha isso...? – indagou Mari.
- Por que...
Antes de a frase ser completa ouviu-se o estrondo de um trovão cortando os céus e logo uma chuva pesada foi ouvida seguida a esta batidas leves na porta se fizeram presentes por segundos.
Zero foi o primeiro a erguer-se de seu lugar e caminhou ate a porta.
- N-Não abre... – murmurou o azulado.
- Tem alguém ai fora... – disse o rapaz frente a porta e logo a abrindo revelando a todos uma jovem de cabelos albinos que envolvia os próprios braços tentando amenizar o frio.
- E-Eu p-p-poderi-ria fi-ficar a-a-aqui at-te a chuv-va pas-ssar? – perguntou-a encolhendo-se.
Notas finais
bjos ;*
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