A Casa da Morte
5 Drake- 10:15 pm
Notas iniciais
– COMO É QUE É?- Anne sussurrogritou (caso você não saiba o que é sussurrogritar, é gritar sussurrando), chocada
– É... nós meio que vimos ele morrer...- Zoey gemeou, agarrando o cobertor
– Como assim vocês viram ele morrer, mas não forar mortas?- eu perguntei, afinal vocês viram aquele cara?? O CARA TEM UNS 2 METROS, SÓ DE MÚSCULOS! Além do nosso falecido Altamir e como ele quase matou a Violet afogada.
– Bem, nós 3 saímos correndo pra cozinha, daí, ele nos falou pra esperar num armário enquanto ele se escondia. Aí, tipo, ele bateu em alguma coisa, tipo umas panelas. Aí, aí...- Chloe começou a explicar quando, de repente, ela começou a tremer insanamente. Silena a abraçou e Zoey continuou a história:
– O cara matou ele com aquele cutelo maldito. Enfiou bem no pescoço. Quando ele ia tentar quebrar o lugar onde estávamos, alguma coisa aconteceu lá pra perto da escada... não sabemos o que foi...- o rosto de Violet se iluminou:
– MENINA JACA SALVANDO O DIA!- ela sussurrgritou. Eu me irritei e disse:
– Isso não teria acontecido se não fosse por sua causa, Chloe! Jack não teria morrido!- Chloe encolheu os ombros. Violet se irritou e disse:
– Você NÃO PODE falar assim com ela! Não é culpa dela!- Zoey interveio também:
– Pois é! Não pode fazer ela se sentir culpada por algo que ela não fez!- Anne, que estava com o ouvido na portinha do porão, disse:
– Shiu! Eu tô tentando ver se o assassino ainda tá lá em cima! Tipo, uma hora ele vai nos encontrar...
– E então...?- Silena perguntou, ainda abraçando Chloe.
– Nada, até agora nada.
– Ei! Só eu que tô pensando que isso tá muito estranho?- Violet questionou
– Como assim?- Zoey pergunta
– Tipo, por que alguém sairia matando pessoas sem nenhum motivo?
– Anh... pessoas psicopatas?- eu disse, porque isso é o óbvio! DÃ!
– Eu acho que tem mais coisa nessa história...
– Eu também acho!- Chloe se levantou, na minha opinião, muito rapidamente pra alguém que estava em estado de choque.
– Tão esperando o quê? Vamos sair dessa casa! Talvez nós também podemos encontrar uma saída!
– Ok, vamos nos dividir...- Violet começou
– Tipo Scobby Doo?- Zoey perguntou
– EU SOU A DAPHINE!- Anne disse, logo de relance
– Ok... eu vou com o Drake procurar pela saída.- Silena assumiu
– Eu vou com a Anne, vamos procurar evidências e as razões desse cara estar tentando matar a gente... Talvez ele tenha algo haver com a morte da minha tia também...
– Faz sentido... eu vou com a Violet, vamos procurar a saída também.- Zoey também escolhe a sua dupla
– Ok... se nós encontrarmos alguma coisa, voltamos pra cá, ok?- eu digo
– Certo... vamos levar em conta que estamos sendo perseguidos por um assassino profissional. E nós estamos sem porra nenhuma pra nós defender.- Anne disse
– Ei, olha aqui pessoal, achei um taco de basebol!- Zoey levanta o instrumento
– Show... olha só:- eu arranco de uma mesinha de cabeceira velha um pedaço grande de madeira. Anne foi até um canto e catou um cano (tenta falar isso rápido: Cato canta no canto catando o cano).
– Ok... barra limpa. Vambora- Silena anuncia, e nós vamos.
...
Eu e Silena vagávamos pelo segundo andar, eu com o pedaço de madeira e ela na frente, abrindo caminho. Chegamos até o corredor onde Altamir morreu (saudades Altamir). Silena ligou o interruptor e nos deparamos com uma longa sequência de portas. Uma porta, próxima ao final do local, estava entreaberta.
– Deve ser de onde ele entrou e se escondeu antes de começar a nos perseguir.- Silena concluiu, entrando no cômodo. O lugar era ligeiramente apertado e escuro. No meio daquele breu, eu consegui reconhecer alguns móveis, como uma mesa, uma cadeira e uma cama, além de um armário de madeira. Silena começou a remexer em alguns papéis que estavam na mesa enquanto eu tentava encontrar o interruptor. Quando acionei o botão, demorou um pouco, mas logo o quarto estava iluminado. Inconvenientemente, a luz ficava piscando e falhando toda a hora. Silena me chamou um pouco depois:
– Drake, eu não achei a saída, mas eu encontrei pistas...- ela anunciou. Recolhemos os papéis e começamos a tentar organizá-los. O armário se abriu um pouco, e, de lá de dentro, uma voz ecoou:
– VOCÊS SABEM QUE XERETAR NAS COISAS DOS OUTROS NÃO É LEGAL, CERTO?- uma machadinha veio voando na nossa direção. Silena agarrou a madeira da minha mão e colocou na nossa frente como se fosse um escudo. Eu encarei ela e ela me instruiu:
– Pega os papéis. Algumas coisas são mais importantes que toddyinho... AGORA CORRE!- Saímos em disparada do quartinho. Enquanto estávamos no corredor, me deparei com algo brilhante. Parei de correr e chamei Silena:
– EI! Peraí! Olha isso!- peguei um chaveiro preteado, onde tinha várias chaves
– DRAKE! ISSO NÃO É HORA DE VER CHAVES! VAMOS AGORA!!- olhei para trás e a porta estava abrindo. Sai correndo, mas rápido que Silena, e nós entramos dentro do porão. Trancamos enquanto nada acontecia. Nenhum sinal do assassino. Pelo menos, eu acho que era o assassino. Talvez fosse a voz dele. Mas era um tom muito familiar... Silena brincava com as chaves enquanto esperávamos o pessoal. Uns 10 minutos depois, tocaram 3 vezes na porta. Abri e me deparei com Chloe, que estava ofegante e suada. Ela estava com um jornal em mãos.
– Oi...- Silena começou
– Oi.- ela respondeu, trancando a porta
– Cadê a...- eu estava prestes a perguntar, quando ela me interrompeu
– Anne se sacrificou por isso. Ela disse que era importante.
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