A Casa Maldita 2

20 Capítulo 19: Morte inesperada!


Notas iniciais
Bem estou aqui de novo postando outro capítulo da Casa Maldita...

Chegando na casa abandonada Lúcio abriu aquela porta cheia de teia de aranhas, e abriu caminho para que o índio pudesse entrar. Depois de sua entrada fitou todos os lados atentamente para ter a certeza de que ninguém estava ali, e entrou; a casa não era muito grande possuía apenas dois cômodos. A visibilidade era péssima, já que as teias tornavam aparecer.

No cômodo do fundo tinha uma mesa simples de madeira com duas cadeiras um pouco empoeiradas, mas que dava para ambos terem uma conversa tranquila sem interrupções. Sentaram- se e Lúcio já foi direito ao assunto.

–Então quer dizer que o Líder esteve esse tempo todo lá na tribo? — perguntou impressionado.

–Sim, infelizmente tive que aguentar ver meu próprio chefe ficar contra mim, a preferir um desconhecido. — respondeu Anasé tristonho.

–Esse Líder é um patético! Sempre passando por cima dos outros. É por isso que te chamei aqui. — Lúcio olhou atentamente esperando a reação do índio.

– Por quê? — perguntou ansioso com as pernas tremulas.

–É bem simples... deseja se ajuntar a mim para destruímos o Líder?

–Fez tanto mistério pra isso? — disse balançando a cabeça. — por que não me disse antes? É claro que eu aceito.

–Então tenho que me apressar! Comissário ainda não sabe que eu tentei matar o Líder, portanto tenho que aproveitar, já que estou com as chaves da casa, para pegar um helicóptero. Anasé me espere aqui, vou inventar qualquer coisa pro comissário, e depois iremos até essa tribo acabar com o Líder.

–Entendi, mas o que você pretende fazer?

–Vou levar uma bomba e quando chegarmos lá arrumarei um jeito de jogar nele.

–É muito perigoso os índios podem ficar assustados... mas te ajudarei, acho que não será tão difícil assim.

–Vai pensando enquanto eu vou lá... só pegarei o helicóptero e já estarei de volta. — disse lúcio se levantando, indo em direção a porta. — Volto logo!

10 minutos depois

Lúcio já estava na casa maldita. Sabendo que não poderia perder tempo, entrou logo na casa, já indo a sala do comissário. Quando estava prestes a entrar, acabou desistindo vendo pela porta que ele estava muito ocupado escrevendo num papéis os preparativos de uma festa surpresa para os alunos, e preferiu não incomodar.

Passando sua sala, começou dar seus primeiros passos, pela enorme escada que o levaria ao topo da casa, onde ficava os sessenta helicópteros que atendiam as necessidades deles quando era preciso.

Depois de ter subido vários degraus Lúcio ficou cansado já no topo, tendo que respirar bem fundo para recuperar suas forças. Os Helicópteros estavam todos organizados em fileiras facilitando o trabalho dele.

Se apressou pegando três bombas que estavam atrás do primeiro helicóptero da fileira, e logo foi colocando elas dentro do helicóptero. Já dentro se deparou com vários botões que não eram nenhum problema porque aprendeu a pilotar com seu pai.

Ligou os motor e aos poucos o helicóptero vinha ganhando força. Passou pelo gramado da casa, vendo de longe sendo apontado pelos alunos admirados com sua passada rápida. Lúcio ficou preocupado porque não queria ter chamado tanto a atenção assim. Segundos depois novamente avistando a casa abandonada, pousou na areia que devido ao helicóptero fazia uma tempestade imensa, e chamou Anasé que entrou correndo se protegendo da areia.

**********************

Líder tinha acabado de chegar na tribo, e observou de longe Apuã limpando os peixes.

–Muito trabalho? — perguntou o Lider sorridente

–Não muito só estou limpando alguns peixes para a janta, mas logo termino. — disse Apuã enquanto se levantava. — Foi até a casa entregar o menino?

–Sim fui ele já estar melhor agora. Na verdade eu quero te dar uma boa notícia!

–Que bom Lider. Boas notícias sempre são bem vindas! Do que se trata? Conseguiu recuperar sua memória? — perguntou com os olhos brilhando.

–Sim, quando desci da vassoura e avistei aquela casa, as lembranças ficaram claras pra mim, tudo na hora veio em minha mente... na verdade vim para se despedir de você. Agora que recuperei minha memória, percebi que não te mais necessidade de eu continuar aqui, todos lá tem que saber que eu estou vivo, tenho que voltar a assumir a Casa Maldita.

- Explicou o Líder.

–Que pena que você vai embora Líder... mas fico feliz por você ter se lembrado de tudo. Vejo agora que temos algo em comum, você Líder de uma casa, e eu Líder dessa tribo.

–Realmente! Obrigado mesmo Apuã, acho que se não fosse a sua ajuda hoje eu não estaria vivo aqui.

–Não precisa agradecer, eu faria tudo de novo se aparecesse outro desconhecido aqui.

–Bom agora tenho que ir, quando puder volto aqui para te visitar.

–Espera! Antes quero te dar uma lembrança da tribo, para que você se lembre de nós. — Apuã foi até a cabana que era antes ocupada pelo Líder.

Líder olhava atentamente sem se desviar um minuto, do helicóptero que se aproximava lentamente da tribo. Por um momento observou o símbolo azul e não teve dúvidas de que aquele helicóptero era da Casa Maldita.

–Ali! Aquela era a cabana do Líder, ele está la dentro pode jogar a bomba! — disse apontando o dedo para a cabana de palha.–Tenho que posicionar o helicóptero certinho lá, para não cometer erro... dessa vez o Líder não me escapa.

Helicóptero já estava posicionado corretamente na cabana do Líder. Lúcio preparou a bomba que estava do seu lado... abriu a porta do helicóptero e jogou a bomba. Uma explosão imensa tomou conta da tribo, sem muita demora o fogo tomava conta de todas as cabanas.... a movimentação dos índios eram muito grande, porque tentavam salvar as comidas.

–Não é possível que isso tenha acontecido! Matamos a pessoa errada! — Disse Anasé desesperado batendo suas mãos.

–Como a pessoa errada? Você me deu a certeza que o Líder estava naquela cabana.

–Pousa esse helicóptero agora! Preciso salvar Apuã. — disse ele chorando.

–Não posso pousar os índios irão me atacar. — disse Lúcio balançando a cabeça;

–Pousa esse helicóptero agora anda! Lúcio vendo que não teria jeito posou o helicóptero num lugar em que o fogo não tinha chegado e Anasé correu desesperado até a cabana do Líder.

–Viu o que você fez! Acabou com a vida de Apuã como é que você teve coragem? — dizia o Líder empurrando Anasé contra o chão.–Eu não sabia que era ele... essa bomba era para ter pegado você. — dizia Anasé olhando com raiva o Líder.

Os Índios caíam se virando desesperados no chão tentando apagar o fogo. Outros estavam carbonizados sem mais ter o que fazer. Enquanto o Líder discutia com Anasé três índios se aproximaram e pegaram ele no colo lhe levando ao fogo que estava firme nas cabanas.

–Me soltem! O que vocês estão querendo fazer comigo! Não fogo não, eu não tive culpa foi aquele homem quem matou Apuã... Nãooooooooo! — os índios não quis explicação e jogou Anasé no grande fogaréu.

Depois disso Lúcio ficou assutado com medo que os índios repetissem a mesma coisa com ele... Líder correu atrás de Lúcio, mas já era tarde demais porque ele já estava fugindo no helicóptero.

- Desgraçado! Você não vai escapar.