A Casa De Hades

21 Capítulo 22 - Nico


Notas iniciais
Espero que gostem

Nico

Nico acordou tremendo. Sua testa estava empapada de suor frio. Ele não entendeu muito bem o pesadelo, mas tinha certeza de uma coisa tinha certeza. Alguém tinha morrido.

Ele se levantou e olhou pela janela da cabine. O sol já estava à vista, levantando-se no horizonte. Eram sete horas da manhã do dia 17 de julho. Dentro de algumas horas, os dois acampamentos iriam entrar em guerra. Eles precisavam voltar da Grécia para Nova York em 6 horas para conseguir impedir.

Nico se arrumou e desceu para o refeitório. Annabeth e Piper conversavam enquanto Leo abastecia o prato. Percy chegou logo depois dele.

- Precisamos de uma reunião agora. – disse Nico.

Os cinco se sentaram à mesa.

- Um dos três semideuses morreu no Tártaro. – disse ele.

A temperatura desabou.

- Como você sabe? – perguntou Leo.

- Eu senti. Mas não sei quem foi.

Nico estava nervoso demais. Tudo aquilo estava acontecendo tão rápido e eles nem tinham conseguido respirar. Ele se tornou um dos 7, fechou as Portas da Morte e tudo isso em um dia.

- Ainda temos outros assuntos. Leo, você disse que podia nos levar pra América. – lembrou Annabeth.

- Sim, mas vou precisar de sua ajuda. E que todos os outros fiquem dentro da cabine.

Depois do café da manhã, eles desceram até o casco. A Athena Parthenos estava no lado esquerdo do lugar. Na direita, uma espécie de canhão, com uma ponta de bronze celestial.

- O que é isso? – Piper perguntou.

- É a chave pra voltarmos pra América. Ele vai abrir um portal e nós vamos ser levados pra Nova York, com sorte. Mas ficaremos no nordeste dos Estados Unidos.

- Tem risco? – questionou Percy.

- 99,5% de chance de dar certo. – disse Leo. – Foi criado pelo próprio Arquimedes.

Nico ponderou o assunto.

- É nossa única oportunidade.

- Vão para suas cabines. Não aconselho vocês a ficar aqui fora. – falou Leo.

Nico entrou no seu quarto. O lugar era do Percy e passou pra ele, enquanto o filho de Poseidon fica no antigo quarto do Jason. Annabeth ficou no dela.

- Espero que esteja bem Hazel. – murmurou ele.

Ele pegou uma pequena estátua que Percy lhe dera há muito tempo atrás. Ele vinha carregando-a como um amuleto de sorte.

O navio acelerou bruscamente, lançando Nico na cama. O garoto se agarrou a cabeceira enquanto o Argo II era levado rumo ao desconhecido. A cada segundo a velocidade aumentava mais ainda. Ele não sabia quanto tempo tinha se passado, mas quando o navio parou, ele estava enjoado.

- Podem sair! – gritou Annabeth.

Nico se esgueirou para o convés principal, com Percy e Piper a frente. Leo estava sentado na proa com um sorriso no rosto. A máquina de teletransporte estava destruída e soltava fumaça. O sol estava quase no topo do céu, mas não estava tão quente. Lá embaixo, os rios Hudson e East corriam em paz.

- Não pode ser. – exclamou Piper.

- Estamos em Manhattan. – disse Percy.

- E agora os acampamentos já devem estar se posicionando. – concluiu Leo.

Nico olhou para o relógio na mão de Annabeth. Faltavam dez minutos para as 13 horas.

- Ainda temos um pouco de tempo, mas precisamos ser rápidos. – falou Nico.

O Argo II avançou rapidamente por Nova York, passando pelo Brooklyn e chegando a Long Island.

Nico olhou pela amurada e viu os romanos na base da Colina Meio-Sangue. Octavian montava um pégaso cinzento e Reyna estava em cima de Cipião. Os outros romanos estavam na formação militar junto com os Lares. As águias gigantes voavam em formação triangular pelo céu. Dentro dos limites da colina, os ciclopes ocupavam a linha de frente. Canhões apontados para o outro lado faziam cerco. Peleu estava parcialmente enrolado no pinheiro, mas seu corpo estava avançado. Dezenas de semideuses gregos estavam subindo a colina, carregando armaduras e armas. Alguns montavam pégasos, mas a maioria vinha a pé. A Sra. O’Leary vinha saltitando por entre as linhas, com centauros e sátiros na retaguarda. As Caçadoras ocupavam o flanco leste. Mas Nico achou que o lugar estava muito vazio. A quantidade de campistas estava pequena comparada a quando Nico visitou o acampamento antes de partir para o Acampamento Júpiter. Ele tinha quase certeza de que os gregos tinham um plano na manga.

- Por Roma! – gritou Octavian. As tropas avançaram correndo e subiram a colina. Os gregos estavam saindo das fronteiras, mas uma voz feminina gritou:

- Parem!

O Argo II se aproximou do campo, onde uma garota de uns 17 anos, que tinha cabelos cor de caramelo, olhos da mesma cor, com um vestido grego branco e uma bandeira branca. Nico sentiu o coração acelerar enquanto olhava a garota.

- Não briguem, vocês não podem guerrear entre si. Precisam se unir. – gritava ela.

Ele voltou os olhos para os tripulantes do navio. Leo e Piper olhavam a cena, os olhos de Percy brilhavam de felicidade e Annabeth o fulminava com o olhar.

- Calipso! – gritou Percy.

A garota olhou pra cima e acenou pra ele, sorrindo. Annabeth estava vermelha de ciúmes, mas não tentou matar ninguém.

- Treinador, coloque a Athena Parthenos no chão. – ordenou ela.

A estátua desceu e pousou levemente na base da colina. Ambas as equipes pararam para avaliar a beleza da Athena Parthenos.

Os cinco heróis desceram do navio por uma escada de corda.

- Viemos em paz! – disse Piper, em tom calmo e diplomático.

Octavian franziu o cenho.

- O que planeja sua filha de Vênus? Não vai nos enganar.

Reyna ergueu a mão pedindo silêncio.

- Onde estão Frank, Hazel e Jason?

Nico não sabia como responder aquilo, mas Leo se pronunciou.

- Bom, o Frank e a Hazel ficaram dentro do Tártaro...

Octavian ficou vermelho de fúria.

- Como é? Traidores, ardilosos, jogaram nossos guerreiros na escuridão profunda e agem como se fossem alguns de nós.

Percy estava perdendo a paciência.

- Octavian, não foi culpa nossa. Dois de nós precisavam ficar lá dentro, eles escolheram.

Reyna não parecia muito atenta, mas fulminava Piper com os olhos.

- E quanto ao Jason?

- Ele era um traidor. Era servo de Gaia, trabalhou contra nós, espionou nossos planos e ordenou que nos matassem. – respondeu Piper.

- E então vocês o mataram. – concluiu Octavian.

- Não, Porfírion o matou. – disse Nico.

Os versos da profecia ditos por Hazel quando eles saíram de Roma surgiram em sua mente como se tivesse ouvido eles naquele momento e não há tanto tempo atrás.

— Era o destino dele. Foi a profecia. – continuou. – “A batalha final do meio-sangue na Casa de Hades será; Pela mão do inimigo do pai, um morrerá” se referia ao Jason. Ele morreu lá, pela mão de Porfírion, inimigo de Zeus. “A vitória exigirá um sacrifício” que era Frank e Hazel. “Sem ele, a vitória será difícil” porque se eles não empurrassem as Portas no lado do Tártaro, não iriamos vencer.

O lugar caiu em silêncio. Uma luz brilhou nos pés da estátua e quando se extinguiu, Hera estava de pé ao lado de Calipso.

- Eles estão certos.

Os romanos se ajoelharam. Reyna se pronunciou.

- Juno Moneta, aquela que avisa. Devemos confiar neles?

A deusa assentiu.

- Vocês precisam deles e eles precisam de vocês. Juntos, temos chances, separados seremos massacrados.

- O que a senhora sugere? – questionou Octavian.

- Que vocês selem a paz. – respondeu a deusa.

Juntos e relutantes, ambos os exércitos desceram para o Acampamento Meio Sangue.

Notas finais
O que acharam?
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