A Casa De Hades
22 Capítulo 23 - Percy
Notas iniciais
Percy
Percy estava apreensivo. Graças a Hera, eles conseguiram uma trégua entre os dois lados. Os centuriões, Octavian e Reyna; os conselheiros dos chalés; Quíron, Hera e Calipso; os cinco dos sete da profecia, o Treinador Hedge e até Rachel veio vê-los. Todos se dirigiram para Casa Grande. Os romanos trouxeram tudo pra lá, até os aviões, pousando-os na área livre. Ambos os acampamentos se sentaram e dividiram histórias, mas sem as armas. Todos eles foram proibidos de carregar qualquer tipo de arma durante a trégua.
- Espero que consigamos trazer a paz entre eles. – murmurou Annabeth pra Percy.
- Eu também. Precisamos unir os dois lados. – ele concluiu.
Acabou que precisaram de mais uma mesa pra caber todo mundo. Hera, Calipso e Quíron ficaram na cabeceira. Os romanos ficaram com o lado esquerdo, enquanto os gregos ficaram na direita.
- Não devemos fazer acordo com vocês. – começou Octavian.
- Porque não? Assim como vocês não gostam de nós, também não gostamos de vocês. – rebateu Rachel.
- Parem com isso. Estamos aqui pra fazer a paz e não brigar. – interveio Piper.
Percy não estava muito animado. Ele trabalhou na junção dos dois acampamentos, precisava pensar em alguma coisa. Foi eleito pretor de Nova Roma, era veterano no acampamento Meio-Sangue.
- O problema de tanta rivalidade foi o roubo da Athena Parthenos. Que caiu nas mãos de Aracne, rival de Atena, aquela que vocês rejeitam. – lembrou Annabeth.
- Nós a trouxemos de volta e ela está aqui agora. Não temos dívidas entre nós, agora podemos apertar as mãos e dar um abraço coletivo. – sugeriu Leo.
- Não é assim tão fácil. Você bombardeou nossa cidade, o que foi um grande insulto. – devolveu Dakota, bebendo um gole de Tang vermelho.
- Não foi culpa da gente. Um Eidolon possuiu o Leo. – Nico explicou. – Um enviado de Gaia para criar toda essa confusão entre nós.
- Juramos pelo Rio Estige que nós não tivemos intenção de fazer isso. – jurou Percy.
Um trovão ribombou ao longe.
- Mas alguém tem que pagar por tudo. – disse Reyna. – Isso não pode ficar impune.
- E não vai. – respondeu Percy. Ele tinha que terminar isso, por Frank, por Hazel e por todos aqueles que se sacrificaram para eles conseguirem chegar lá. – Vamos trabalhar juntos, voltaremos pra Grécia e destruiremos Gaia.
Alguns romanos assentiram. Reyna ponderava pela possibilidade, com uma parte dos centuriões. Mas Octavian e outros três se recusavam a ceder.
- E como vamos poder confiar em vocês? São gregos ardilosos.
Quíron interveio antes que Clarisse explodisse de fúria.
- Para os gregos, um juramento pelo Rio Estige é o mais sério que se pode ser feito. Acredito em todos eles.
Mas o augúrio ainda não estava convencido.
- Nenhum dos nossos voltou. Segundo a versão deles, Jason, o nosso querido pretor era um espião e Frank e Hazel se sacrificaram pela equipe. Quem nos garante que eles estão falando a verdade? E se eles tiverem matado nossos companheiros e inventaram essa história para nos matar também?
- Eu posso garantir. Sou embaixador de Plutão, já estive com vocês antes. Jason era realmente um espião e está morto. – falou Nico.
Percy estava perdendo a paciência, mas conseguiu engolir a raiva e falar normalmente.
- Eu já fui pretor de vocês. É essa a verdade, acreditem em nós.
Um dos centuriões não ligou para o que eles disseram.
- Mas você quebrou sua promessa. Disse que eles eram pacíficos e nós aceitamos eles. Logo depois, fomos atacados por aquele trirreme grego que quase matou todos nós.
- Como eles já falaram, foi o Eidolon que dominou o Leo. – Miranda Gardiner lembrou.
- Supondo que tudo isso seja verdade. Vocês juraram, explicaram o que escolheram falar. Agora quero saber de tudo que vocês fizeram desde que entraram no Atlântico.
Percy contou os acontecimentos até a queda deles no Tártaro, com Annabeth, Piper e Leo completando onde Percy não estava presente. Percy contou também como eles sobreviveram no Tártaro, enquanto Nico relatou as missões na superfície. Quando terminaram, quase todos eles estavam convencidos de que os gregos eram confiáveis, mas Octavian ainda tinha cartas escondidas na manga.
- O engraçado é o fato de nenhum dos romanos estarem aqui presente para nos contar isso.
Percy estava quase enforcando Octavian, mas a mão de Annabeth na sua o fez hesitar de fazer isso.
- Eu estou aqui. Assim como sou grego, sou romano também. – ele mostrou a tatuagem. – O que aconteceu em Nova Roma foi uma armadilha de Gaia, a escolha de ficar no Tártaro foi deles, não nossa. Os nossos aliados também ficaram lá, sacrificaram as vidas para que nós pudéssemos voltar e salvar o mundo. Mas pra isso, precisamos que ambos os lados se unam e trabalhem juntos. Não importa se somos gregos ou romanos, somos semideuses e temos um inimigo comum que são Gaia e Porfírion.
Percy tinha quase se esquecido do Gigante. Annabeth o contou que o anti-Zeus conseguiu fugir da batalha e provavelmente estava se preparando para tomar o Olimpo.
- E você Juno, o que tem a falar em defesa deles? – questionou um centurião aliado de Octavian.
- Eu não estava presente na batalha, fui mantida refém no meu templo. Assim que soube do que aconteceu, voltei o mais rápido possível pra cá, a fim de tentar impedir vocês de se matarem.
Apenas Octavian e mais dois centuriões ainda estavam se opondo. Quatro deles já estavam ao lado dos gregos. O restante se encontrava indeciso sobre tudo.
- Não temos o que discutir. Vocês tem que acreditar no Percy e nos outros, como eu acreditei nele. – disse Calipso. – Ele prometeu me ver novamente e me libertou da minha prisão. Agora eu o reencontrei.
Percy corou com o sorriso de Calipso. Annabeth beliscava seu braço com força e ele teve que morder a língua pra não gritar.
Cinco romanos já apoiavam os gregos. Octavian e outro centurião ainda estavam contra. Reyna continuava incisiva, assim como todos os líderes restantes.
- Vamos precisar de tempo pra reunir nossas opiniões. Poderiam nos dar licença. – pediu Reyna.
Os gregos saíram da sala de recreação e esperaram na sala de estar. Após cinco longos minutos, um deles chamou todos de volta.
Assim que todos se sentaram, Reyna se pronunciou.
- Nós já temos uma decisão.
- O que vocês decidiram?
Percy não viu expressão no rosto dos romanos. Ele temia que algo desse terrivelmente errado.
Notas finais
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