A Busca.
31 A lua de mel - por Gina - OPCIONAL
Notas iniciais
Chegamos no hotel e eu estava ACABADA. Não sei o que eu tinha na cabeça quando topei em vir com a Bella pra Paris. O voo demora hoooooooras e eu não estava muito disposta em me enfiar em um avião com um vestido de noiva super calorento.
Entramos no elevador e o Leo queria começar logo a lua de mel.
– Leo – eu o chamei.
– O quê? – ele me perguntou ligeiramente chateado.
– Agora não. – disse e ele bufou. O animei com um selinho.
Entramos na suíte quase cinco estrelas do hotel e ele disse alguma coisa sobre ir tomar banho e eu disse algo como “Vai primeiro!” e ele não pareceu muito feliz.
Ele saiu sem camisa! Tudo bem, tudo bem, foco Gina, foco. Entrei no banheiro e tranquei a porta – precaução nunca é demais – antes que algo a mais acontecesse.
Estava prestes a sair do banho quando percebi que tinha esquecido o meu pijama. “Droga” me repreendi “Você é uma filha de Atena muito burra Gina”. Me enrolei na toalha e, estava saindo do banheiro quando...
– Gina, — alguém me chamou – Gina! – me virei.
– Bella! – exclamei.
– Shiiiiiiiu! – ela olhou pra trás – Quer que o Connor me ouça? – “Hã... eles se casaram... qual é o problema?” Perguntei a mim mesma.
– Hã, o que foi? – perguntei me aproximando dela.
– É, que... – ela parecia muito apavorada. Bella respirou fundo e soltou tudo de uma vez: — eunãoseicomochegaraofinalmente com... o...Connor.
– Você, Connor o quê? – a olhei com cara de “Você tem certeza de que está bem?”.
– Eu não sei como chegar aos finalmentes com o Connor. – ela disse envergonhada.
– Deixa a vida te levar, fofa. – cantei (nota, eu canto mal pra caramba).
– M-m-mas... ele falou pra eu deitar na cama com ele! – Bella falou com a voz esganiçada.
“Eu não acredito que ouvi isso de uma mulher casada” pensei batendo a mão na testa.
– Bella, Bella, Bella. – disse sorrindo – É obvio que ele vai te pedir pra deitar na cama com ele. Vocês são casados – senhorita obvia – E ele é homem!
– Eu sei! – ela disse e começou a chorar – Mas eu não consigo!
– Conta pra ele, ué! – exclamei dando de ombros.
– O QUÊ? – ela gritou se levantando – Não!
– Eu grito. – a desafiei.
– Duvido. – disse ela me olhando – Você não fa... – antes dela acabar de falar, eu gritei/berrei:
– Ô CONNOR!!! VEM AQUI NO... isso é o banheiro? – olhei em volta e ela assentiu – BANHEIRO!
Passou uns três segundos e eu escutei:
– Bella? Bella, meu amor, você tá bem? – lindo né? O amor dos dois.
– OI CONNOR! – ela vai me matar, por isso e pelos pijaminhas que eu coloquei na mala dela – AQUI É A GINA!
– Gina? – ele perguntou confuso – O que você tá fazendo no banheiro? Bella? Cadê a Bella? Ela tá bem?
– TÁ ÓTIMA... OU VAI FICAR! – lancei meu melhor sorriso maroto pra criatura loura.
– Gina, não! – ela choramingou.
– O PROBLEMA, É QUE ELA ESTÁ...
– Não... – Bella choramingou de novo.
– Ela tá o que? – Connor perguntou preocupado.
– ELA TÁ ENSIGURA EM RELAÇÃO A... A... CHEGAR AOS FINALMENTES COM VOCÊ! É ISSO!
– huuuuuum – ela resmungou tristemente – Connor, eu...
– Bella, abre a porta. – ele estava com a voz meio...fria?
– O quê? – ela sacudiu a cabeça.
– Abre a porta! Ou eu derrubo. – eu arregalei os olhos junto com a Bella
– Bem, vou indo embora. Afinal, tô só de toalha. – sorri e passei a mão na mensagem. – Eu só estou de toalha. – choraminguei e dei um berro (ai minhas cordas vocais): — LEO, SE VOCÊ TIVER AÍ FORA, VOCÊ VAI REVER A MINHA QUERIDA SOGRINHA!
– Oi? – ele me perguntou. Suspirei.
– Só vai dar uma voltinha, de uns cinco minutos. – expliquei melhor.
– Por quê?
– Porque eu estou só de toalha! E nada de “mas” ou outras reclamações. Vá, depois volta.
Acho que ele murmurou algo como “Ok, ok, fazer o quê chefia”.
Quando escutei o som da porta fechando, coloquei a cabeça pra fora. Não tinha ninguém “Ufa!”. Coloquei o meu pijama – que era parecido com os da Bella – na velocidade da luz, amarrei o cabelo e deitei na cama. Depois de uns dois minutos, eu estava quase dormindo, quando um alguém entrou no quarto e disse:
– Tem uma festa aqui em baixo! – eu fulminei meu marido com o olhar – Não tem festa aqui em baixo. – ele murmurou se deitando.
Ele chegou perto, bem perto. Eu dei uma chegadinha pra lá nele, mas não deu certo. Ele me agarrou e eu soltei um gritinho. Ele sorriu maroto.
– Te peguei! – e riu. Eu sorri e o olhei.
Ele me beijou eu meio que fiquei parada. E ai eu entendi a Bella. O que se faz quando tem um cara em cima de você? Sinceramente? Eu não sei. Ele foi descendo a cabeça e minha respiração foi acelerando.
– Leo... – eu falei com a respiração entrecortada. Ele sorriu maliciosamente ao ver minha situação – L-leo. – gaguejei.
– Hum... – ele fechou os olhos, percebi que seu peito também subia e descia.
– Eu... – respirei fundo “Foco” pensei “ele é seu marido” – Eu te amo. – ele sorriu satisfeito e murmurou no pé do meu ouvido:
– Eu te amo.
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