A Busca.
32 A lua de mel - por Bella - OPCIONAL
Notas iniciais
Depois do banho, eu deitei na cama. Connor estava lá, me esperando, animado. “Não, não, não, não, não!” pensei desesperada.
Li várias coisas sobre “como ter a lua de mel perfeita”. Sério, procurei no Google. Mas eu não estava 100% preparada para o momento. Sei lá estava insegura. Meninos parecem que nascem prontos para essas coisas. Só falam e fazem isso. Mas eu nem sei como... Enfim. Vocês entendem.
– Vem harpinha. – ele bateu na parte vazia da cama ao seu lado – Deita aqui.
Eu olhei pra ele, e dele passei o olho pro colchão e voltei pra ele e depois voltei pro colchão.
– Eu? – olhei pros lados pra ver se era comigo.
– Quem mais, lindinha? – ele sorriu da minha idiotice.
– Sei lá! – disse com a voz esganiçada falhando – Deitar... Ai? – a cada palavra minha voz subia uma oitava e ficava mais esganiçada – Com você?
– É. – ele falou como se fosse a coisa mais obvia do mundo. E era.
– Eu... eu... – olhei para os lados em busca de uma saída – eu... eu esqueci de depilar minhas pernas! – bati na testa e corri para o banheiro, trancando a porta atrás de mim.
Joguei água no chão do banheiro e focalizei a luz de forma que funcionasse. Peguei um dracma do bolso do paletó do Connor, que estava no chão. Entrei em desespero ao ver sua cueca.
– Gina Valdez. – eu disse em bom som.
A forma de um quarto enevoado surgiu.
– Gina. – chamei – Gina!
Ela apareceu de toalha.
– Bella! – ela me olhou.
– Shiiiiiu! – olhei para trás — Quer que o Connor me ouça?
– Hã, o que foi? – ela perguntou se aproximando.
– É, que...– respirei fundo – eunãoseicomochegaraofinalmente com... o...Connor.
– Você, Connor o que? – ela me olhou confusa.
– Eu não sei como chegar aos finalmentes com o Connor. – falei envergonhada.
– Deixa a vida te levar, fofa. – ela disse no ritmo da música.
– M-m-mas... ele falou pra eu deitar na cama com ele! – eu falei esganiçada.
Ela bateu a mão na testa.
– Bella, Bella, Bella. – ela sorriu – É obvio que ele vai te pedir pra deitar na cama com ele. Vocês são casados. E ele é homem!
– Eu sei! – comecei a me debulhar em lágrimas – Mas, eu não consigo!
– Conta pra ele, ué! – ela disse dando de ombros.
– O QUÊ? – eu me levantei do chão – Não!
– Eu grito. – ela desafiou.
– Duvido. – eu a olhei – Você não fa...
– Ô CONNOR!!! VEM AQUI NO... isso é o banheiro? – ela olhou em volta e eu sem noção das minhas ações assenti – BANHEIRO!!!
– Bella? Bella, meu amor, você tá bem? – ele girava a porta tentando em vão entrar.
– OI CONNOR! AQUI É A GINA!
– Gina? O que você tá fazendo no banheiro? Bella? Cadê a Bella? Ela tá bem?
– TÁ ÓTIMA... OU VAI FICAR! – ela sorriu maliciosamente.
– Gina, não! – eu choraminguei.
– O PROBLEMA, É QUE ELA ESTÁ...
– Não...
– Ela tá o que? – ele agora estava realmente preocupado.
– ELA TÁ ENSIGURA EM RELAÇÃO A... A... CHEGAR AOS FINALMENTES COM VOCÊ! É ISSO!
– huuuuuum – resmunguei tristemente – Connor, eu...
– Bella, abre a porta. – ele estava com a voz meio...fria?
– O quê? – eu sacudi a cabeça.
– Abre a porta! Ou eu derrubo. – eu arregalei os olhos.
– Bem, vou indo embora. Afinal, tô só de toalha. – sorriu e passou a mão na mensagem.
Eu me levantei trêmula e destranquei a porta. Connor estava apoiado no batente da porta, a cabeça caída no peito.
– Connor, eu... Me desculpe... Eu sei que é idiota... A gente pode... Tentar...? – eu gaguejei.
– Não é isso, Bella. – ele me olhou nos olhos – Podia ter falado. Sério. Eu iria entender. Até eu estou meio trêmulo. – ele sorriu.
– Sério? – eu perguntei.
– Sério. – ele arrumou uma mecha do meu cabelo – Se você quiser podemos deixar isso pra depois. Podemos só curtir um ao outro, o lugar. Sem nada de mais. E ai, quando você estiver pronta, é só falar.
Eu o olhei. Ele falava sério. Ele era tão lindo!
Eu me atirei em seus braços antes mesmo que se pudesse dizer “Apolo gatão”.
– Epa... – ele disse sorrindo e se equilibrando.
Eu o dei um beijo. Não um beijo normal. Um beijo que acenderia uma fogueira só com o calor e o desejo contido nele.
Ele colocou a cabeça na curva do meu pescoço, do jeito que ele sempre fazia. Foi descendo os beijos até chegar à minha clavícula.
Ele me pressionou na parede, eu atirei os braços em seu pescoço e entrelacei os dedos no seu cabelo, puxando-o mais para mim. Ele segurou minha cintura e apertou meu corpo ao dele. Seus dedos foram parar no cós do meu short do pijama, que – eu vou matar a Gina por ter posto só pijamas assim na minha mala – era incrivelmente curto, justo, transparente e segundo a Tia Dite sensual.
Arrepios percorreram meu corpo em vários tipos. Minhas pernas fraquejaram e ele segurou meu peso.
Ele me pegou no colo sem interromper o beijo.
– Acho que aqui está desconfortável – ele falou sorrindo maliciosamente – se a gente caísse, eu não conseguiria levantar no atual estado que estou. – eu sorri timidamente me sentindo corar.
Virei a cabeça e vi que ele caminhava em direção a cama. “Droga”. Meu coração acelerou e eu senti minhas mãos suarem.
– Se você não estiver pronta... – eu o calei com outro beijo.
Minha boca caçou a sua orelha.
– Eu estou pronta. – ele me olhou surpreso, mas assentiu.
Ele me deitou delicadamente na cama e então eu fechei os olhos.
*
Eu abri meus olhos e a luz do sol penetrava no quarto.
Sorri e me espreguicei. Lembranças da noite dançavam na minha mente. Os desejos, as promessas...
Rolei na cama pronta para me deparar com a cara feliz do Connor, mas me deparei com o travesseiro.
Meu primeiro pensamento foi: O vagabundo me deixou!
O segundo foi: E se a gente foi atacado e eu não acordei e levaram o Connor como refém para me terem?
O terceiro foi...
– Connor! – eu me sentei quando o vi entrar no quarto com uma bandeja de café da manhã muito fofa e com uma florzinha maravilhosa do lado.
–Bom dia, Raio de sol! – ele me deu um selinho e disse: — Isso é romântico, certo?
– Certo. – eu ri – Quando você aprendeu a ser tão romântico assim?
– Eu... Andei vendo uns filmes. – ele admitiu e deu um sorriso torto que me levou as altura e bagunçou o cabelo – Adivinha, eu guardei pra você, meio saco de mm’s de amendoim! – ele colocou o saco na minha frente.
– Quanto alto controle, lindo! – eu sei que ele ama mm’s de amendoim e quando começa a comer não para. Peguei o saco e comecei a comer, mas vi seu olhar no saco e senti que ele queria comer – Toma. Eu não quero. – sorri.
– Sério? – os olhos dele brilharam – Sério, sério mesmo?
– Claro! – eu ri – Toma. – eu o passei o saco e olhei para a bandeja. – Geleia de morango! E torrada! Meus deuses, meu café favorito! – eu sorri pra ele – Eu te amo! – o puxei para um beijo.
– Eu sou observador. E eu te amo. – ele sorriu.
Depois do café, nos arrumamos e partimos para um romântico passeio em Paris!
Antes de sair eu apenas o lembrei:
– Connor, nada de muitos filhos. – ele apenas sorriu maliciosamente e disse.
– Veremos.
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