A Busca.
19 A descoberta - por Ártemis
Notas iniciais
Obrigada a PJ, Annie Di Angelo e daughterofathena nossos eternos leitores por recomendarem a fic. Beijinhos para vocês (dando uma de Afrodite ~Gina).
Aqui está outro capítulo. Esperamos que gostem.
Antes que qualquer coisa, nos respondam: Vocês leem as notas iniciais e finais? Nos respondam. Gratas
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Eu estava super feliz, estava namorando Apolo fazia dois meses. Quando eu o beijei naquela naquela noite... O juramento que eu fiz se quebrou, e... Bom, agora em tinhas esses ciclos menstruais que são incrivelmente confusos apesar de Afrodite tentar, repetindo TENTAR me explicar eu não entendia nada. O mesmo aconteceu com Atena depois dela ter beijado Poseidon. Eu estava feliz por ela. Sempre soube que ela gostava dele, mesmo insistindo que não. Só não fiquei contente por ver uma certa deusa da sabedoria e um certo deus do mar no maior amasso no meio da sala e o pior, na casa — ou chalé, tanto faz — tinha um bebê. E pior ainda, eles estavam sozinhos! S-O-Z-I-N-H-O-S (esse fato ocorreu duas semanas depois de eu e Apolo começarmos a namorar).
Enfim, esses dois meses foram os melhores de toda a minha eternidade. Jurava que não podia ficar melhor. Eu estava errada.
Tudo aconteceu hoje de manhã.
Flashback on
Acordei em uma manhã ensolarada. Dei um selinho em Apolo. Este me agarrou pela cintura e me deu um beijo longo e quente. Muito quente (se é que me entendem).
– Eu já disse que adoro os seus beijinhos de "Bom dia"? — ele me fez de novo a mesma pergunta que fazia todos os dias desde que começamos a namorar.
– Já. — eu respondi — Mas é sempre bom ouvir de novo. — ele me deu outro beijo e depois disse:
– Você fica linda quando acorda.
– Fico nada. Meu cabelo fica todo armado e minhas roupas estão amassadas e... — ele não me deixou completar. Me deu um beijo para eu parar de falar.
– Pelo que eu sei, a deusa do amor e da beleza é Afrodite, e não você.
–Seu bobo. — disse bagunçando seus cabelos — Eu sou uma deusa, e eu me preocupo com a aparência.
Ele deu risada, se levantou e disse:
– Vou sair com o carro de sol, tenho que fazer a viagem diária. — ele disse bufando — Eu posso pedir para um de meus filhos fazê-la para mim, e eu fico com você. — ele agora estava com um sorriso digamos... "brilhante".
– Apolo. — eu disse, ainda na cama — É sua obrigação.
– Você não quer ficar comigo? — ele disse fazendo bico.
– Eu quero, mas... — ele fez cara de cachorrinho pidão — Tudo bem. — cedi — Você vai para o Acampamento, escolhe um de seus filhos e depois volta para o chalé. O.k.?
– Ir vai ser rápido, voltar é que vai demorar. Demorar MUITO. — ele disse fazendo ênfase no "muito".
– Ande logo com isso. — eu disse — Quanto mais tempo você enrolar, mais tempo você vai demorar. — ele se abaixou e me deu um beijo na testa.
– Não vai levantar?
– Agora não. — eu achei um tanto estranho, pois sempre tinha disposição de manhã.
– Tudo bem. — Apolo falou um tanto desconfiado — Eu já vou. Nos vemos daqui a pouco. — ele me deu outro beijo na testa.
Quando ele saiu, fui falar com Afrodite. Estava atrasada. Estava SUPER atrasada (N/A: Meninas entenderão)
Bati na porta do quarto de Afrodite. Escutei alguém bufando.
– Ártemis, o que você está fazendo aqui a essa hora? — Afrodite perguntou curiosa.
– Isso aí. O que você, dona Ártemis está fazendo aqui? Não devia estar com o deus do sol? — Ares perguntou com a cara amarrada.
– Ele saiu. — disse apenas — Afrodite, preciso falar com você.
– Tem que ser agora? — bufou Ares.
– Sim! — eu disse.
– O que foi que... — ela parou no meio da frase — Está...
Apenas assenti. Ela ficou boquiaberta. Virou para Ares e disse, com a voz mais calma do mundo — ou pelo menos tentou:
– Bebê! Você pode nos dar licença?
– Mas... — ele tentou protestar.
– Nada de "mas". — Afrodite levantou o tom da voz — Coisa de deusas. Vá para a cozinha preparar alguma coisa. Ou vai ver se a Sofie está bem. — desde que Ares chegou aqui, ele se encantou, ou melhor, se apaixonou por Sofie, nem parece que ela é filha do menino que o derrotou com apenas doze anos (por favor, não conte isso à ele).
Ares saiu do quarto batendo o pé e bufando. Afrodite foi dar uma olhada no corredor antes de fechar a porta.
– Ele foi para o quarto de Sofie. — Afrodite disse sorrindo — Claro que foi, ela tem a minha benção, e, como eu fui um pouco mais generosa, ela também tem o charme, mesmo antes de aprender a falar.
Comecei a rir, e Afrodite me acompanhou. Depois de um tempo paramos e ela me perguntou séria — ou pelo menos, tentou fazer uma expressão séria.
– Quanto tempo?
– Não sei. — perguntei depois de pensar um pouco.
– Você e o Apolo já... Você sabe.
– Já.
– A quanto tempo? — hesitei.
– Quando começamos a namorar. Dois meses atrás.
– DOIS MESES ATRÁS? — Afrodite gritou.
– Sim, por quê?
Ela não disse nada, apenas pegou um pacotinho dentro da bolsa, tirou um palitinho.
– O que é isso? — perguntei confusa.
– Três palavras. Teste. De. Gravidez. — meu queixo caiu quando ouvi essas três palavras.
Ela me puxou para o banheiro.
– As instruções estão aqui. — ela me entregou a caixa,
– Afrodite. — a chamei antes dela fechar a porta do banheiro.
– O que foi?
– Quantos e por que você tem isso na bolsa?
– Quantos eu não sei. E o porque... porque nunca se sabe, né. — ela me lançou um sorriso.
Peguei o teste, li as instruções e depois de uns quinze minutos fui ver o que tinha dado.
Dois tracinhos. DOIS TRACINHOS. Positivo.Eu estava definitivamente grávida. E Apolo era o pai.
Afrodite entrou no banheiro correndo exasperada e lutando para respirar.
– Ele chegou! Ele chegou e está procurando você!
– Afrodite! Respira! Se acalma! Você está mais nervosa do que eu!
– Não estou não! — ela disse fazendo manha — Você também ficaria assim se subisse as escadas correndo em alta velocidade e o único exercício que você faz é se maquiar! — ela disse muito rápido — Vai lá falar com ele! Anda, anda, anda! — depois ela não estava nervosa.
Desci as escadas, respirando bem fundo e pensando nas palavras que diria a Apolo.
Quando cheguei na sala ele me olhou confuso, mas com um sorriso no rosto.
–ApoloeunãoqueriamasaconteceuApoloeutôgrávida — eu falei super rápido e com a mão na boca — Eunãoseicomofoiacontecernaverdadeeuseimasnãoédessamaneiraqueeufalo.
– Ártemis, fala mais devagar! — ele disse com a voz tranquila e passando a mão no meu braço — Eu não entendi nada! Repete tudo, mas mais devagar.
– Apolo,eu não queria, mas aconteceu! — eu respirei fundo. Ele tinha um olhar intrigado no rosto — Apolo eu tô grávida! Eu queria, mas eu não queria, mas eu queria, mas não desse jeito, não agora... — não terminei a frase cai nos braços quentes de Apolo e chorei. E o que mais me assustou era que Apolo não se mexia. Ele não me abraçava nem falava nada. Ele só me sustentou — Apolo? — ele não respondeu.
Subi as escadas correndo e chorando. A última vez que olhei pra trás Apolo estava em meu encalço.
Entrei no quarto, tranquei a porta e me deixei escorregar pela parede. Tudo estava dando errado. Apolo me deixaria e eu seria mãe solteira. Zeus me mataria (mesmo isso não sendo possível). Eu seria uma péssima mãe e eu seria a pessoa mais horrível do mundo pois não sei viver sem Apolo.
– Ártemis... — escutei Apolo dar um murro na porta — Ártemis, saia já dai! — ele nunca tinha falado comigo naquele tom. Ele sempre foi gentil.
– ME DEIXA SOZINHA! — gritei.
– ÁRTEMIS EU VOU ARROMBAR A PORTA! — ele gritou de volta — SAIA DAI! DEIXE EU FALAR!
– NÃO! EU QUERO FICAR... — não deu tempo de terminar. No meio da frase a porta foi abaixo e Apolo aparereceu triunfante por trás desta.
– Eu te falei. — ele disse limpando as mãos — Agora deixa eu falar. — ele disse se sentando ao meu lado.
– Apolo, eu já sei o que vai falar. — eu disse enxugando uma lágrima e me afastando dele — Vai dizer que não dá pra ter um filho, que você é o deus dos solteiros, que não quer compromisso, que o que passamos aqui... — ele não me deixou terminar. De novo. Ele me beijou.
– Você não vai se livrar de mim tão fácil, dona Ártemis. — ele disse chegando mais perto e me aconchegando em seus braços quentes e fortes. — Eu só estava em choque. Porque eu ia te falar hoje que queria um filho. — ele disse sorridente.
– Sério? — perguntei manhosa. Fazendo charme em parte.
– Sério. — respondeu sorrindo e colocando a mão em cima da minha barriga — E eu NUNCA te deixaria Ártemis. NUNCA escutou?
– Sim. — dei um beijo nele.
– Menino ou menina?
– Eu não sei, e não quero saber! — ele abriu a boca.
– COMO ASSIM VOCÊ NÃO QUER SABER?
– Eu não quero saber e ponto final.
– Mas eu quero! — ele disse fazendo bico.
– Quem é a mãe aqui? Eu! E eu não quero! Acabou a discussão.
Ele me pegou no colo e me colocou na cama.
– Apolo, não podemos fazer isso. Eu estou grávida. Esqueceu? — disse apontando para a barriga. Apolo fez bico.
– Tudo bem. — disse ele cruzando os braços — Mas eu não te trouxe para a cama atoa, né?! — ele disse ficando por cima de mim e tomando cuidado para não tocar na barriga. Ficamos assim até eu adormecer com os seus beijos selando o nosso amor.
Flashback off
Acordei de manhã e Apolo me olhava fixamente.
– O que foi? — perguntei coçando os olhos.
– Você fica linda dormindo, principalmente grávida,e principalmente quando está nos meu braços. — disse ele exibindo os bíceps. Ele me abraçou e ficamos assim por alguns minutos, até que Apolo me perguntou:
– Você não quer saber mesmo?
– Não! — eu disse decidida — Eu quero uma surpresa.
– E se for um menino? E puxar a beleza do pai? Vamos lá Ártemis! Por favor! -ele disse fazendo o bico mais lindo que já vi.
– Apolo... Não faz assim... — mas não adiantou ele continuou a fazer aquele biquinho maravilhoso — OK! A gente vai no médico e descobre.
– Não precisa! — ele disse fazendo pose de galã e abrindo os braços — Eu sou Apolo, o magnífico E — ênfase no "e" — o mais lindo deus da medicina! Posso descobrir agora mesmo!
– Apolo! — eu disse — Vamos fazer como os mortais e vamos no médico. Não quero correr o risco. — ele bufou.
– Tudo bem. — o beijei e ele me abraçou.
– Tô com fome. — disse fazendo bico. Ele levantou rapidamente e disse fazendo mais uma das suas poses de galã.
– O que você e meu filho querem?
– Apolo, por que o "filho"?
– Acabei de ver que é um menino! — ele disse orgulhoso.
– APOLO! A gente ia no médico!
– Falou certo! IA. Não vamos mais. Aliás, eu sou médico. — ele sorriu. — O que querem?
– Qualquer coisa que não tenha carne. Não tô suportando ver carne. Nem leite,nem nada que derive de leite, nem suco, nem pão, nossa nunca pão, Apolo! Nem nada que se passe no pão, nem bolo, nem café...
– Ok. você não quer nada!
– Um iogurt.
– Mas... iogurt é derivado de leite e...
– Apolo, EU. QUERO. IOGURT!
– Já vou pegar. — pude ouvir ele bufando e murmurando "mulheres são difíceis, grávidas mais ainda".
– Apolo, eu ouvi isso.
– DESCULPA AMOR! — ele gritou da escada.
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