A Busca.
34 11 anos depois - Por Annabeth
Notas iniciais
Eu, Percy e Peter estávamos a caminho da imensa casa dos Stoll, nós nos divertíamos lá, e eu tinha muita pena da Bella, a coitada está com quatro adolescentes e dois pré-adolescentes, e todos eles são muito esquentadinhos.
– MENINOS! QUEREM ANDAR LOGO?! – gritei da cozinha – Vamos nos atrasar.
– Foi mau mãe. – Peter disse entrando na cozinha, seguido por Percy (é incrível como eles são parecidos fisicamente, Peter é tão inteligente quanto um filho de Atena).
– O que tem pra comer?
Coloquei no prato dos dois waffles – adivinhem de que cor? – azuis.
– Só isso? – eles perguntaram chateados.
– Sim, — disse – a culpa não é minha que vocês ficaram até tarde da noite vendo um programa da vida marinha. Daqui a pouco é o almoço. Andem, comam logo e não reclamam.
Eles murmuraram algo como “Tá, né, fazer o quê” e começaram a comer os waffles.
Depois do café da manhã tomado, fomos para a mansão.
~*~
Percy e Peter não estavam psicologicamente preparados para a campainha “Connella” – não íamos na casa dela faz alguns meses, mas, não importa o tempo, eles sempre vão ri iguais hienas.
Toquei a campainha que berrou:
“CONNELLA & FAMÍLIA!!”
Os dois começaram a rir, e a Gina atendeu.
– Oi Annie, como vai? – ela perguntou me abraçando – A Bella e a Piper estão na cozinha. Os meninos estão lá fora se divertindo. As “crianças que não são mais crianças” estão lá fora na piscina.
Sorri enquanto a abraçava.
– Vamos bem. Deve ver como esses dois me dão trabalho. – ela sorriu quando nos separamos e olhou para os dois que correram em direção a piscina já tirando a camisa e dirigindo a ela apenas um rápido “E aí?”.
– Imagino. – nos rimos e eu segui para a piscina falar com as “crianças”.
Chegando lá, tinham meninos e meninas de onze a dezesseis anos. Era uma bagunça só.
Catarina – a filha de 15 anos da Bella – estava flertando com o Louis? Os olhei abismada. Ela vestia um biquíni amarelo e ele estava ao seu lado fazendo e desfazendo bolas de fogo. A cada coisa que ele falava, ela corava descontroladamente.
Sacudi a cabeça. “Minhas crianças estão crescendo.” Pensei.
Do outro lado Benjamin, Valentina, Hermes, Maia, Antônio, Héstia, Siena e Peter conversavam e pulavam na piscina observando os incríveis saltos mortais de Tristan e Thalia
Os pais estavam reunidos em um canto cantando(!), rindo e bebendo.
Me aproximei deles e quando Leo me viu gritou:
– CUNHADA! Que saudade! – ele me abraçou apertado.
Connor se aproximou e me abraçou também.
– Que saudade mesmo, Annie. – ele sorriu calorosamente – Deve vir mais aqui. As crianças sentiram sua falta.
As “crianças” ao ouvirem o Leo gritar saíram correndo da piscina e vieram ao meu encontro.
– Tia Annie! – Valentina gritou ao me abraçar – Que saudade!
– Oi meus amores! Como vocês vão? – perguntei abraçando o último.
O que se seguiu foi um coro muito fofo dos filhos da Bella dizendo “Vamos bem”. Sorri.
– Tia, — Catarina e Louis acabaram de chegar. Ela tinha uma cara abismada no rosto – porque você está usando uma blusa marrom?! – ela estava realmente chocada – Isso apaga o seu rosto!
– É mesmo? – eu olhei para baixo – Bem, agora você parece uma filha de Afrodite. – eu ri, mas ela permaneceu séria.
– Vem, eu acho que minha mãe usa seu mesmo número e ela tem roupas REALMENTE melhores que essa. – ela disse me puxando pela mão e dando um sorriso sedutor(?!) para Louis, que corou e lhe deu um aceno.
Passamos rapidamente pela cozinha onde as meninas trabalhavam, eu para dar um “oi” e Catarina para falar rapidamente para a mãe:
– Vou subir no seu quarto. Minha tia precisa urgentemente de uma troca de roupa. – Bella sorriu na minha direção se desculpando, mas assentindo para a filha – Ótimo. – ela se virou para mim – Vem, vamos pelo elevador, não tenho paciência pra subir essa escada. – ela disse me puxando e revirando os olhos.
“Me sinto tão velha!” pensei sorrindo.
Fomos até o elevador que tocava as músicas da Bella. Catarina cantarolava no ritmo e batia o pé acompanhando.
– Você gosta das músicas da sua mãe? – perguntei.
– Claro. – ela sorriu – São ótimas. Me lembro nitidamente dela cantando pra mim e para meus irmãos quando éramos menores.
Saímos no último andar e seguimos o corredor claro e grande até a última porta. Cat as empurrou e elas abriram facilmente.
Sempre me surpreendo com o tamanho do cômodo e parece que a cada ano eles reformam os cômodos. Agora o quarto era bem claro e tinha um ar bem romântico. O docel da cama era de uma cor puxada para o palha e caia em ondas ao lado da cama realmente grande.
Cat me guiou para as portas do closet que ainda me assustava no tamanho. Do lado esquerdo as roupas do Connor que iam de roupas de gala a chinelos e bermudas. No direito as roupas da Bella. Clássicas, despojadas, mas sempre com estilo.
Ela saiu procurando algo colocando na minha frente, coçando o queixo perguntando minha opinião, e sorrindo quando via algo que as duas gostávamos. Ela parecia realmente compenetrada no que estava fazendo.
Depois de um tempo tínhamos minha roupa pronta. Eu usava um short jeans e uma blusa sem mangas azul com um cropped soltinho de renda rosa por cima. Ela me deu uma sandália estilo gladiador dourada e prendeu meu cabelo em um penteado complicado, mas despojado.
– Pronto! – ela me olhou de cima a baixo – Está ma-ra-vi-lho-sa! – ela separou bem as sílabas.
– Obrigada! – me olhei no espelho. Eu parecia a mesma garota que conheceu Percy no acampamento – Estou realmente linda!
– De nada. – ela respondeu corando.
Saímos e seguimos pelo corredor, andando em devagar.
– Sabe, eu acho que o Louis realmente gosta de você. – ela parou na hora. Olhou de um lado pro outro pra ver se alguém ouvia e depois me olhou.
– Como você sabe? – ela corou – Está assim tão na cara?
– Mais na cara do que isso, só que a minha outra roupa estava péssima. – eu sorri.
– E tipo, você acha mesmo, mesmo? – ela me olhava com os olhos brilhando.
– Claro, e ele é um gatinho. – eu sorri e ela também.
– É, ele é bem gato mesmo. – ela me olhou desesperada – Só não conta pra ninguém. Porque tipo, eu acho que a mãe dele vai ficar uma fera quando descobrir. Minha mãe é de boa, mas meu pai é bem... Possessivo, se é que você me entende. – assenti sorrindo – E sinceramente, — ela diminuiu o tom de voz – a mãe dele as vezes me assusta. – eu não aguentei e comecei a rir – O que?
– Ela não é má. – recuperei o fôlego – É o único jeito que ela encontrou para colocar os meninos no eixo.
– É, e eu nem sei de onde tirei esse medo, acho que é o tanto que a corda vocal dela é forte. – nós rimos – Mas não conta pra ninguém mesmo, ok?
– Pode deixar. – disse sorrindo – Mas me conta uma coisa. – perguntei quando entramos no elevador.
– Manda. – ela disse apertando o botão.
– Vocês já tiveram o primeiro beijo? – eu estava realmente curiosa.
– Não! – ela pôs a mão no coração – Se meu pai sonhar nisso, ele, sei lá. Me põe de castigo até a faculdade e ainda mata ele!
– Ele vem muito aqui? – perguntei já bolando um plano.
– Ele e a família vem aqui quase todo final de semana. Acho que vai ser mais difícil por isso. Somos quase irmãos.
– Mas não são. Só focam muito juntos. – eu sorri maliciosamente.
– É. – ela fitou o nada sonhadora.
– Chega nele hoje lá no aniversário. — ela arregalou os olhos – Se ele realmente gosta de você, vai dar um jeito em tudo. – saímos do elevador e eu caminhei na frente indo em direção a cozinha enquanto ela caminhava para a piscina – A tia Dite vai estar lá, pede força. – ela sorriu ao sacar e saiu.
– Eles formam um casal lindo. – comentou Piper quando eu cheguei.
– Quem? – perguntei “Será que ela já sabe do Louis e da Car?” me perguntei.
– A Valentina e o Tris. – Piper me respondeu – Eles são tão fofos.
– Quem é você e o que fez com a Piper Grace? – perguntou Gina rindo. Piper deu a língua como uma criança de cinco anos.
– Oi? – perguntou Bella – A minha menininha?
– Bella, — começou Gina – ela tem dezesseis anos.
– Então, menininha!
– Com quantos anos você e o Connor namoraram? – eu perguntei pegando a faca para cortar tomates.
– Quinze... – ela murmurou.
– E quantos namorados a Val teve? – Piper ajudou.
– Nenhum... – ela foi se encolhendo.
– Então! – Gina deu pulinhos – Deixa os dois.
– Mas, eu não sei se o pai dela vai ser tão fácil de convencer. – ela disse triunfante – Acho que ele coloca todos nós como uma grande família e os pequenos como irmãos.
– Maridos só precisam ser corrompidos. – Piper disse dando um sorriso diabólico.
– Sim, dando a dose certa de charme, arrancamos tudo que queremos. – eu acrescentei com mais um sorriso diabólico.
– Ok! – ela jogou as mãos para o alto – Vocês venceram.
– Sabe, podemos propor uma brincadeirinha para eles lá nó chalé. – Piper disse – Fiquei sabendo de fontes confiáveis...
– Sua mãe. – todas falamos em uníssono e depois rimos.
– Sim, que tá rolando o maior clima entre Sofie e o Gus. – ela terminou dando mini saltos.
– CUMEQUIÉ? – eu gritei deixando pra trás todas as leis de ortografia e pronúncia que eu tanto prezava.
– Sim, ela tem dezessete, amada. – Bella disse com o olhar que dizia: Doce vingança.
– É, mas... – eu deixei minhas mão caírem no colo. Minha menininha.
– Você e o Percy se beijaram com quinze, lá no labirinto. – Piper disse e todos olharam para ela com a pergunta “Como você sabe” formada nos lábios. Ela levantou as mão e disse – Fontes confiáveis.
– Ok. O Percy não... – Bella não me deixou terminar.
– E aquela história de charme? Foi pro beleléu? – ela sorria.
– Tudo bem. – joguei as mãos para o céu – E que brincadeirinha, Piper?
–Sei lá... – ela sorriu maliciosamente – Verdade ou consequência talvez.
– Pode ser, mas como ter certeza de que farão as perguntas e bolaram as consequências corretas?
– Talvez, se tivessem a companhia de adoráveis mães que querem formar casais e de uma dedicada deusa do amor... – Gina deu a opinião.
– Sim, mas só para maiores de 15, né? – perguntei.
Uma onda, de “claros” e “com certezas” arrebataram a cozinha.
– Então vai participar... — Piper pegou um papel e uma caneta.
– Benjamin, Valentina e Catarina! – Bella quase gritou.
– Ok. – Piper escreveu – Thalia e Tristan.
– Louis. – Gina falou.
– Sofie, Aurora, Alícia e Gus. – eu falei.
– Pronto! – Piper abanou o papel no ar.
– Quando chegarmos ao chalé, chamamos esse nomes e os maridos ficam com os outros. No carro falem aos cochichos com eles e só falem que vamos conversar com eles lá em cima e não queremos ser interrompidas. – Bella foi bolando o plano.
– Isso!!! – Todas batemos palminhas.
Terminamos de fazer o almoço e colocamos na mesa.
Saímos para a piscina e todas nos ficamos de biquíni para entrarmos também. Depois de um tempo os maridos se juntaram a nós e as crianças foram pra dentro jogar vídeo game e conversar nos quartos.
Eu estava conversando em um canto com a Bella e de repente Percy me puxou pela cintura.
– Preciso da minha esposa agora, Bella. – ela sorriu maliciosamente e sumiu nas águas.
– Epa! – me virei para ele tentando fazer cara de brava.
– O que? – ele fez cara de inocente e eu o dei um selinho.
– Nada. – ele me puxou mais pra perto e ficamos lá.
Depois de um tempo, o aperto dele afrouxou e eu sai nadando. Nadei o mais rápido que pude mas ele é filho de Poseidon, né? Me alcançou rapidinho, tenho certeza de que ele agiu com a ajuda das águas.
– Rá-rá! Te peguei. – ele disse sorrindo quando me pegou pela cintura.
– Certo – disse suspirando – Acho que temos que ir. – apontei para a figura da Gina agitando os braços e gritando:
– TEMOS QUE IR. SAIAM AGORA SE NÃO QUISEREM QUE EU USE PODERES DE UM FILHO DE POSEIDON. – e apontou para o Peter, que sorria travesso ao seu lado.
Eu sorri e nós nadamos até a borda.
Todos nós nos limpamos e nos vestimos. Vimos as meninas saírem em bando do “banheiro das meninas” que ficava no terceiro andar e sinceramente tinha o tamanho de outra casa.
Os meninos saíram do “banheiro dos meninos” que tinha o mesmo tamanho. A Bella tinha uma criatividade.
Depois de um tempo escutamos a campainha e depois de crises de riso em massa, Catarina foi atender. Com Louis atrás.
Voltaram com Apolo e Ártemis. Que sorriam e gargalhavam. Apolo olhava fascinado para a neta.
– Siena, do Tio Polo! – ele disse abraçando Héstia.
– Tio... – ela disse meio entediada. Acho que não era a primeira vez que acontecia – Tio. – ele a abraçou com mais força – TIO! – Ele a olhou com os olhos arregalados – Eu sou a Héstia. – ela disse com calma repentina.
– Ah. – ele sorriu amarelo – Desculpe querida. – Bella apareceu amparada por Connor – FILHA! – ele correu para abraça-la – E carinha marido da minha filha. – ele disse quando foi abraçar Connor com aquele jeito que homem aprende quando nasce.
Ele começou a conversar animadamente com eles e Ártemis foi conversar com as meninas. Acho que tentando convencê-las de entrar na caçada. Mas para a deusa casta, ela não tinha tanto crédito assim, então todas recusavam.
Eu e Percy arrumamos Peter direitinho, com uma roupa super fofa que ele ganhou da Bella.
– Bem, — Apolo falou depois de um tempo – Está na hora de irmos.
Todos saíram e encontraram o minionibus-sol estacionado na frente da mansão.
Entramos e partimos rumo ao chalé onde encontraria minha filha.
Mal sabia eu, que pela última vez.
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