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35 "Verdade ou consequência" - Por Catarina


Notas iniciais
Bem, esse foi meu capítulo favorito. Eu achei muito meigo e doce, espero que vocês achem o mesmo. Gostaria que houvessem mais recomendações. Só temos 3, povo! Só mais duas e eu fico muito feliz e postamos mais rápido. Então não se esqueçam de recomendar e claro, comentar. Quero agradecer a linda da AnnaLins, que comenta quase todos os capítulos. Vocês, outros leitores, deveriam seguir o exemplo dessa gata! Beijos linda!

Chegamos ao chalé e foi a típica briga – até entre os maridos – para sairmos do miniônibus-sol do Vô Apolo. Eu e Louis sentamos perto, mas não o bastante para deixar que os outros notassem a eletricidade que faiscava entre nós. Gente, o Louis é um GATO!

Nem sei quando começamos a ficar tão íntimos, se é que me entende. Mas eu estou meio preocupada porque nós ainda não nos beijamos. E isso é meio que estranho. Mas não sei o que a mãe dele diria. O que o meu pai diria! Nem quero imaginar. A Tia Annie me entendeu até que bem. Mas será que todos levariam isso tão a vontade assim?

Fui a última a descer e depois segui em direção ao chalé que se camuflava a vegetação fechada.

Entrei e vi novamente a bagunça que sempre acontece quando vamos ao chalé. Cada um corria para o lado e depois gritavam e se abraçavam e depois se separavam e procuravam outra pessoa para gritar e depois abraçar.

Gritei e abracei muitas pessoas e depois eu me joguei no sofá. Mas infelizmente muitas pessoas tiveram a mesma ideia e terminou que eu bati minha cabeça na do Peter e cai no colo do Louis! Fiquei vermelha na hora e depois de um tempo ele me ajudou a levantar mas eu terminei caindo de novo, só que dessa vez no chão, então, doeu.

Nos arrumamos e depois de todos estarmos sentados e conversando animadamente, tia Dite pulou do sofá, de uma forma tão rápida que com certeza foi ensaiada diversas vezes.

– BEM, — ela disse gritando – VENHAM AQUI OS NOMES QUE EU CHAMAR! – e apontou para o lado dela. Os pais iam começar a reclamar ela continuou – ISSO É UMA COISA MINHA E DAS MÃES. ENTÃO, FIQUEM AI QUIETINHOS BEBENDO ESSA CERVEJA BARATA! – eles riram e voltaram a papear – TRISTAN E VALENTINA! – os dois se olharam confusos mas deram de ombro e foram para perto da deusa maluca que chamamos de tia – AUGUST E SOFIE! – ela lançou a eles um sorriso malicioso e continuou – BENJAMIN E ALÍCIA! – Poseidon quase pulou no pescoço do pobre Ben – E POR ÚLTIMO...! – ela fez suspense e terminou batendo palmas: — LOUIS E... – já ia perguntar o que era aquilo quando ela terminou: — E CATARINA! – meu pai já tava tendo um treco ali e minha mãe o segurava e depois se aproximou dele cochichou algo em seu ouvido. Ele sorriu malicioso e deu um beijo nela. Seja lá o que foi, funcionou. Um medo de ganhar um novo irmão me atingiu mas eu sorri, balancei a cabeça e fui para o lado de Louis, que me deu o sorriso torto mais lindo do mundo – SIGAM-ME! – e tia Dite foi seguindo para o andar de cima e as mães a seguiram. Minha mãe não foi antes de ganhar um beijo do meu pai, que possivelmente estava tentando convencê-la de ficar e fazer algo.

Todos subimos as escadas em silencio e quando chegamos ao nono degrau mais ou menos, tudo ficou escuro e senti a mão quente de Louis pegar na minha. Meus dedos ferveram, não sei se pelo calor que o corpo dele irradiava, ou pela química que tinha entre nós. Correspondi ao aperto e pude sentir ele sorrir.

Tia Dite nos guiou para um quarto mais escuro ainda, provavelmente o dela e do tio Ares. O que deu medo e eu me senti apertar mais ainda a mão de Louis, que passou seu braço pela minha cintura me puxando para si. Fiquei paralisada. Primeira vez que tivemos contato corpo a corpo e olha, foi ótimo. Eu me encolhi no corpo dele, sentindo-me segura. Novamente, senti ele sorrir.

Depois de um tempo paramos e ele me soltou abruptamente, porque Dite ascendeu as luzes e a mãe dele tinha o olhar fixo em nós. Nós dois pigarreamos e nos afastamos mais um pouco. Afrodite nos mandou sentar em circulo e nós o fizemos. Ela pegou uma garrafa de vidro que tinha um coração rosa no meio, um P na boca e um R no fundo. Ohoh pensei.

– Bem, vocês devem se perguntar porque vieram... – ela foi interrompida por Alícia, a mais expansiva.

– A gente já sabe, tia Dite. – alguns olharam para ela como se não entendessem – Ela vai bancar o cupido?! – ela falou como se fosse a coisa mais óbvia. E era.

– Certo. – minha mãe disse sorrindo – E para fazermos isso sem pressão...

– Com certeza. – Sofie sorriu maliciosamente – Sem pressão nenhuma!

– Para fazermos isso sem pressão, — Annie continuou – Vamos brincar de “Verdade ou consequência”! – ela sorriu marota – Todos sabem essa brincadeira, mas essa é especial.

– Eu tenho completo poder sobre a garrafa e sobre as perguntas, então tudo que vão ter que fazer é... Fazer! – Afrodite disse maliciosamente.

– Vamos começar! – A mãe do Louis saltitou.

A garrafa começou a girar do nada e parou mirando em Valentina e Tristan que se olharam assustados.

– Venham, venham. – Afrodite mandou eles se aproximarem e eles foram. Ela cochichou algo no ouvido deles que fez Tristan sorrir. Dite apontou para uma porta que surgiu do nada e eles foram até lá.

– Próximos! – Minha mãe cantarolou.

Mais uma vez a garrafa girou e parou em Alícia e Benjamin. O processo se repetiu. A garrafa girou de novo e agora os escolhidos foram Sofie e August. Uma lágrima de felicidade escorreu do rosto da tia Annie que foi no lugar da tia Dite.

Nem preciso dizer quem sobrou, né? Louis e eu nos levantamos e fomos até tia Dite, que nos chamava animada.

Quando paramos na sua frente ela disse baixo.

– Esse é a primeira e única chance de vocês deixarem o amor fluir livremente entre vocês. Lá dentro vocês tem a chance de darem o primeiro beijo. – ela sorriu e apontou para a porta.

Troquei um olhar com minha mãe que assentiu e Louis deve ter feito o mesmo com a mãe dele, pois me pegou pela cintura e me guiou até a porta que apareceu depois de uma nuvem de pétalas de rosa.

Respirei fundo e girei a maçaneta.

Um cheiro doce de ar livre me tomou e uma brisa fez meu cabelo flutuar a minha volta. Estávamos na sacada do chalé que não deveria existir. As estrelas brilhavam forte no céu e a mata soltava um maravilhoso cheiro de grama. Uma manta estava no chão e almofadas estavam espalhadas e poucas velas iluminavam o local.

O braço de Louis se estreitou a minha volta e ele agilmente me virou de frente para o seu peito e eu inspirei o cheiro de algo levemente queimado que ele exalava. Nossa respiração parecia uma só e quando encostei a cabeça em seu peito, ouvi seu coração bater no ritmo acelerado do meu. Eu sorri e pude sentir que ele também. Ele pegou meu rosto com a mão e com o polegar fez leves círculos na minha bochecha. Depois de um tempo nisso, ele pousou o rosto no topo da minha cabeça e expirou o cheiro do meu xampu de cereja. Os pelos da minha nuca se eriçaram com o contato da mão dele na minha cintura e senti arrepios descerem pela minha coluna. Ele desceu o rosto e chegou a curva do meu pescoço, onde inspirou novamente me causando uma nova onda de arrepios. Depois ele me deu um leve beijo no pescoço e fez uma trilha até a minha clavícula, onde parou e depois subiu até meu queixo. Minha respiração estava mais acelerada que nunca e meu corpo tremia e estava com medo de hiperventilar. Depois de ficarmos um tempo parados ele me olhou nos olhos que estavam impenetráveis e eu mergulhei em um mar de águas cinzas. Eu fechei os olhos e depois o que senti foram seus lábios suaves e hesitantes se moldarem aos meus. Depois de não encontrar nenhuma resistência em meu corpo, ele estreitou mais ainda o espaço entre nós e eu entrelacei os braços em seu pescoço e meus dedos em seus cachos castanhos.

Paramos depois de um tempo e os dois estavam arfando. Ele me olhou e um sorriso brotou em seus lábios.

– A prática faz a perfeição. – ele falou acariciando novamente minha bochecha.

– Com certeza. – eu disse aproximando sua cabeça da minha e reiniciando o beijo.

Depois de mais um tempo assim, nós paramos e ele me guiou para a manta que estava no chão e eu me acomodei nas almofadas e ele logo depois fez o mesmo.

Ficamos um tempo parados olhando as estrelas, que pareciam felizes por finalmente termos nos beijados.

– O que a gente faz agora? – ele perguntou bagunçando o cabelo. Eu corei.

– Me pedir em namoro seria uma boa ideia. – eu encarei a mais distante das estrelas e continuei – É um ótimo começo. Na realidade... – ele interrompeu me dando um selinho divertido.

– Bem... – ele sorriu travesso – Já que insiste tanto. – ele se aproximou. Não era justo ele ficar tão perto. Eu já estava esquecendo como se respirava – Cat, você quer namorar comigo? – ele piscou, os olhos a centímetros do meu.

– Louis... – eu fiz suspense e quando ele ia se afastando eu sorri maliciosa e o puxei para mim, mas não deu certo porque ele tentou desviar e acabou caindo pra trás e eu por cima dele. Eu aproximei minha boca da orelha dele e sussurrei – Seria um prazer sem tamanho. – ele sorriu e me puxou para outro beijo.

Notas finais
Comente! E por favor, não se esqueçam de recomendar. Até termos cinco recomendações - já temos 3 - iremos demorar para postar. #má e #chantagista #MUAHAHA Amamos vocês.