A Busca
6 O Discurso de Rudolf
Notas iniciais

A moça vestia uma calça estranha, que se parecia mais com uma saia longa, de cor azul-gelo, com muitas dobras e que lhe ia até os pés, os quais estavam calçados num par de sapatilhas vermelhas. Usava uma blusa rosa e aberta, igualmente estranha, sem zíper frontal e que, para ele, assemelhava-se à parte superior de um roupão de banho. Por baixo da blusa, uma camiseta social branca, de pano grosso, muito diferente das que Petruz já tinha visto e usado em sua vida de luxúria. Os olhos da moça eram grandes, os maiores que Petruz já viu. Os cabelos eram longos, envoltos numa única trança, com franjas lisas e grossas sobre a fronte e a pele, de tom rosado claro, parecia brilhar à luz do sol poente. Um cheiro suave e maravilhoso de flores invadiu as narinas de Petruz e ele teve a nítida sensação de que vinha da moça, mas devido ao seu próprio odor e à brisa que soprava, ele não pode dar tanta certeza à isso.
Quando os olhos dos dois jovens se encontraram, a face da moça faz um breve movimento de espanto, mas rapidamente volta ao normal. Petruz poderia jurar que, naquele mísero momento, aquela moça à sua frente fez um olhar de que pareceu reconhecê-lo, mas foi só por uma fração de segundo. Ela permaneceu parada, sorridente, radiante e, com uma voz que parecia a de um anjo, lhe perguntou:
─ Por favor, senhor, tem tempo pra desperdiçar comigo?
Petruz sorri, desajeitado e envergonhado:
─ Bom... eu não vou a lugar nenhum no momento.
─ Lugar algum, senhor – corrige a moça, sem se parecer intrometida ou inoportuna.
─ É... isso mesmo. Por que você está usando roupas assim?
─ Are? Assim como, senhor?
─ Assim... – Petruz gesticula com a mão, como se apontasse para toda a vestimenta da moça, dos pés à cabeça.
Ela olha para si mesma e, no seu entender, não vê nada de errado. Então torna a perguntar:
─ O que têm elas de errado, senhor?
─ Não... Nada, nada. O que você quer?
─ Poderia, por favor, me responder uma pergunta?
O garoto se ajeita e tenta ficar apresentável para a moça, mesmo sabendo que isso no momento era impossível, mas logo nota que ela parecia nem se importar com o que ele vestia ou o que fazia. Os olhos dela se focavam unicamente em seu rosto.
Com um sorriso que parecia nunca terminar, ela espera Petruz lhe der permissão de seguir e pede informações sobre o local onde um possível prefeito iria fazer um discurso. Petruz havia se inteirado do assunto, pois lia com frequência os jornais do dia anterior que as pessoas jogavam em latas de lixo recicláveis. Ele nunca quis seguir a profissão de seu pai, mas sabia que agora, mais do que nunca, os únicos que poderiam dar um jeito no mundo seriam, ironicamente, os políticos. Por isso, sempre que ele pegava jornais para fazer sua cama nas ruas, aproveitava para acompanhar o andamento dos assuntos do mundo, sempre desejando que seu pai ainda estivesse vivo. Ele olha para a menina com seu rosto sujo pelo tempo que ficou nas ruas e responde.
─ Sim, eu sei onde será o discurso. Não saberia lhe conduzir com palavras, porque não sei o nome das ruas, mas não é muito longe daqui. Posso te levar até lá se quiseres.
A menina abre um sorriso tão satisfatório que o rapaz chegou a se perguntar como alguém pode gostar tanto de ouvir uma coisa tão chata quanto uma palestra política.
─ Isso seria ótimo! – ela diz animada – Contanto que o senhor realmente não tenha mais nada de importante para fazer agora.
Petruz solta uma gargalhada, mas logo se comporta, assumindo que estava em frente a uma dama. Uma “dama muito bonita”, ele pensa.
─ Não se preocupe quanto à isso. Eu tenho todo o tempo do mundo.
─ Então vamos, por favor? Acho que já estamos atrasados.
Petruz, de certa forma, estava cheio de alegria. Fazia muito tempo que ninguém sequer o notava. Alguns tinham até nojo dele. Portanto seria ótimo ter alguém para conversar, mesmo que fosse apenas por alguns minutos. Era engraçado que, quando era o “filho do governador”, ele sempre se aborrecia quando seu pai parava em meio à lugares perigosos ou sujos para ajudar conversar ou dar de comer à mendigos, principalmente as crianças, e ele nunca se imaginava no lugar deles.
O garoto se levanta, meio com dificuldades por causa da fraqueza, pega seu cobertor e joga-o nos ombros, agarra uma trouxa de pano, em que havia outras peças de roupas rasgadas e sujas, e se prepara para caminhar. A fome que ele sente é enorme, mas é suportável o suficiente para andar algumas dezenas de metros. Mesmo porque, tinha planos de ir até uma ponte, à meio quilômetro dali, para se jogar.
Pouco atrás da moça, havia um largo bloco de cimento, com 70 centímetros de altura, tendo sua base inclinada e, sobre ela, uma placa amarela com um breve histórico sobre as estátuas do parque e um resumo da lenda de Loki, que ali era rotulado como o deus Nórdico da mentira. Sobre o bloco estava uma garrafa de 450 ml e deitada ao seu lado, um bastão de cor cinza claro com duas listras douradas, uma em cada extremidade. Os dois objetos pertenciam àquela simpática moça.
A pequena garrafa era de um líquido energético chamado “Warriors”. Era feita de quase 80% de uma substância láctea espessa, de sabor morango ou baunilha, com vários e minúsculos pedaços de frutas picadas e uma boa dose de vitaminas quimicamente preparadas. Era uma bebida de alto custo, feita para guerreiros de verdade, para aqueles tipos viciados em academias de musculação e para desportistas radicais. Daí o nome “warriors”, pois ela restabelecia a energia, o vigor e ainda trazia de volta o ânimo à qualquer um e a qualquer hora. De bônus, servia como alimento aos amantes da estética corporal, principalmente as mulheres, pois saciava a fome e auxiliava no emagrecimento da forma mais saudável que a química gastronômica poderia oferecer hoje em dia.
Petruz tentou não olhar para aquela garrafa, pois estava à um passo de roubá-la e sair correndo. Foi quando a moça pegou o saboroso energético e estendeu ao garoto, oferecendo-lhe.
─ O senhor aceita?
─ Para mim?
A mocinha faz um sim com a cabeça. Petruz sentia pena e vergonha de si mesmo. Será que deixou escapar o seu intento? Ele deveria pedir desculpas, mas não o faz e também não nega a singela garrafa oferecida pela pequena dama. Ele nem sequer imaginava que aquele iogurte era usado como vitaminas e revigorantes em academias de musculação e nas crescentes academias da arte de esgrima, onde os alunos eram expostos ao duro treinamento. Tudo o que ele queria era beber alguma coisa. Qualquer coisa, desde que tivesse um sabor diferente do gosto da água da chuva.
─ Porque está me oferecendo isso? – questiona ele ainda desconfiado.
─ Não quero mais. Estava para jogar fora quando encontrei com o senhor.
Logo, ela olha para ele com um sorriso estranho e diz:
─ Além do mais, o senhor está com fome. Isso não é muito e, portanto não vai saciá-la totalmente, mas vai aliviá-la um pouco.
─ C-como sabe? – o garoto pergunta com medo de que a mocinha tivesse ouvido seu estômago roncar.
─ Como sei o quê, senhor?
─ Por que você acha que eu estou com fome?
─ Porque seria estranho se não estivesse – ela responde simplesmente.
Petruz não consegue entender o que ela quis dizer. Então ele disfarça e toma toda a meia garrafa restante num único fôlego, já que ela disse que não queria mais. Não demorou nem um minuto para que o poder do líquido fizesse efeito e o garoto arregalasse os olhos, sentindo-se incrível e estranhamente novo em folha.
─ Mas que delícia! Sinto-me super bem! Essa bebida é mágica!
A moça dá uma risadinha graciosa para o rapaz, devido ao seu comentário. Ele então pergunta o que era aquilo e olha o rótulo da garrafa. Assim que ele pronuncia a palavra “warriors”, foi a vez da menina de arregalar os olhos de admiração por ouvir o garoto dizer aquele nome sem problema algum.
─ Ooh, Sugee(1)! O senhor é, além de atencioso, muito inteligente também. Consegue ler palavras em inglês sem dificuldade.
Petruz ri meio embaraçado e agradece à moça pelos elogios. Ele na realidade não era muito bom em inglês, mas uma palavra ou outra do idioma ele sabia ao menos pronunciar. O rapaz estufa o peito e ajeita sua trouxa nas costas, se preparando melhor para levar a mocinha ao local que ela almejava ir, antes que ela pedisse para ele ler ou dizer alguma outra coisa em inglês e antes que o efeito da bebida mágica passasse.
Durante a caminhada até o destino, a moça, agora que conseguiu a ajuda que necessitava, não parecia que iria abrir mais a boca. Então Petruz, meio incomodado com o silêncio de uma companhia que já não ia durar muito, começa a puxar conversa.
─ A pessoa que você quer ver não é prefeito ainda. É apenas vice. Mas o discurso de hoje será de grande ajuda para ele no futuro, porque pelo que li, ele pode dar um incrível salto para a candidatura de Líder do Mundo.
─ Sei disso, senhor. Não é por isso que estou aqui.
─ O que quer dizer?
─ O dia de hoje será um dia inesquecível para o prefeito.
─ Eu não entendi.
A mocinha olha para Petruz e exprime um sorriso afetuoso, explicando.
─ Ele vai morrer, senhor! O prefeito será assassinado.
─ Assassinado?
Petruz se assusta, imaginando como aquela estranha mocinha sabia que o prefeito seria assassinado. E por quem seria? Mesmo seu pai sofrendo várias ameaças durante os anos em que viveu, Petruz nunca havia visto alguém ser assassinado. Ao lado de seu medo, sua curiosidade também aumentava, e ele resolve acompanhar a moça até o fim, sendo que o mais certo a fazer seria fugir dali o mais rápido possível. Seu medo era justificado pois, ultimamente, muitos assassinatos vêm ocorrendo até mesmo durante o dia. E em muitos casos, vítimas inocentes também eram levadas para o mundo dos mortos. Porém, se os candidatos à líder se mostrassem temerosos diante de um atentado na frente do povo, com certeza não seriam vistos como as pessoas certas para dirigirem o planeta, que estava um caos total. Por isso que muitos ainda se arriscavam, mesmo recebendo pouca proteção, já que, com a proibição das armas de fogo e a adoção da lei do aço, era muito difícil encontrar guardas que manejassem uma arma branca com perfeição suficiente para proteger a si e aos outros.
Quinze minutos depois, os dois jovens chegam ao local. Havia muitas pessoas assistindo à palestra que já durava algum tempo, mas não tanto quanto normalmente haveria numa palestra em tempos de paz. Petruz fica meio distante da última fileira de pessoas para não ser “afugentado”, como já aconteceu antes. Ele aperta seu cobertor sobre o peito, saudoso do tempo em que via seu pai num palanque político parecido e fazendo o mesmo, e declara:
─ Lá está ele, moça! E parece que seu “blá-blá-blá” já começou.
A mocinha observa o local ao redor e adiante e logo agradece:
─ Hai! Domo Arigato!
Ela enfia a mão por dentro de sua blusa nipônica, retira um embrulho de pano bem grosso e abaixa-se, colocando o embrulho no chão. Ao abri-lo, Petruz vê de relance quatro esferas de um preto fosco, do tamanho de bolas de pingue-pongue. A moça pega o embrulho, dobra e o põe no bolso da calça, pega as esferas, duas em cada mão e avisa:
─ Agora, é melhor o senhor sair daqui.
─ O que?
─ Saia daqui, por favor... – a moça se levanta sem dirigir o olhar ao ruivo – devagar, não olhe para trás e não volte.
Em seguida, ela caminha para dentro da multidão e se perde no meio das pessoas. Apesar do aviso, que soou de modo veemente, Petruz fica parado no mesmo lugar observando a mocinha desaparecer. O vice-prefeito ainda estava a falar enquanto a moça caminhava de um lado à outro entre as pessoas, como se estivesse perdida, sempre de cabeça baixa e pedindo licenças e desculpas. Apesar das "gordas" roupas, seu corpo era pequeno e esbelto e lhe permitia entrar em qualquer mínimo espaço daquela aglomeração de pessoas sem muitos problemas. Em menos de dois minutos, ela já estava à dianteira do grupo de curiosos e ouvintes. Em suas mãos restava apenas uma das quatro enigmáticas esferas.
Ela novamente examina o local, calmamente, e percebe três homens de óculos escuros ao fundo do palanque, dois atrás do vice-prefeito e um do outro lado, meio distante. Nota também outros quatro ao redor da área, dentre à pequena massa de pessoas, escondidos na multidão. Todos os que estavam ao redor portavam uma cópia americanizada, por conseguinte fajuta, de uma das espadas mais copiadas do mundo, a japonesa conhecida como Katana. Já os três às costas do vice-prefeito estavam com as mãos livres.
A moça julgou que ao menos um deles deveria estar portando uma arma de fogo, estritamente proibidas atualmente, mas ainda permitidas para guarda-costas de políticos e para alguns membros das forças policiais. Um dos maiores erros do mundo atual era exatamente esse; as armas de fogo de todos os calibres ficaram restritas somente às forças armadas especiais, como o exército por exemplo. Aos civis e policiais de pequenas cidades, o uso de qualquer calibre foi proibido por uma lei marcial tão rigorosa que até os mais perigosos criminosos tinham medo de portá-las. Ainda assim, os políticos mais ousados e alguns representantes da justiça de alta patente ainda conseguiam, de um modo ou de outro, o direito de usa-las. Era fato que precisavam apresentar uma permissão especial para o porte, mas mesmo assim, isso significava que armas de fogo ainda eram construídas. Ou ao menos preservadas, já que milhões de toneladas de armas foram destruídas ao longo de cinco ou seis anos em todo o mundo. Coisa que ainda se repetia ao menos uma vez por ano, é verdade que em menor quantidade.
O prefeito falava sobre as melhorias que ele pretendia fazer na área do transporte na cidade de Saltos quando Rumiko usou de sua memória fotográfica para guardar alguns rostos perto de si e pouco mais à frente, recostados na grade que separava o povão do palanque. Em seguida ela recuou alguns passos, sempre pedindo licença, se desculpando e evitando olhar diretamente para as pessoas ao redor. Então posiciona-se num lugar qualquer e continua ouvindo o homem falar enquanto espera por algo, tranquila e pacientemente.
Petruz decide também se adentrar à multidão, tentando localizar a moça. Iria usar a desculpa de que não agradeceu pela garrafa de warriors, mas a verdade é que ele queria vê-la mais uma vez, mesmo sabendo que poderia ser a última, para ao menos perguntar o nome dela e carrega-lo na memória.
Depois de se enfiar entre as pessoas e avançar alguns metros, envergonhado por causa do seu estado e de suas roupas, porém ignorando os olhares e comentários ofensivos, ele finalmente localiza a menina. No entanto, quando tenta se aproximar, um estampido é ouvido. Em seguida outro som, muito parecido com um daqueles assovios emitidos por fogos de artifício. E por fim, uma fumaça branca e densa começa a subir e tomar conta do local. Logo em seguida, outro ponto de fumaça se faz, com o mesmo barulho assustador, seguido de um terceiro ponto. As pessoas começam a falar mais alto, conjecturando se aquilo fazia parte da palestra, e ainda sem saber se corriam ou não. O medo de uma ameaça ao prefeito e, consequentemente, à todos ali, só surgiu no momento em que um objeto redondo é jogado com perfeição no meio do palanque, causando a quarta e última nuvem de fumaça.
Foi então que, de dentro da multidão ainda perdida sobre o que fazer, um corpo pequeno e ágil se sobressai, salta sobre a grade de reforço e a escala como um gato até o topo. Um dos guardas do prefeito prontamente se posiciona à frente do palanque assim que percebeu que o vulto iria, de cima da grade, saltar para o palco. Ele puxa sua arma, uma Beretta M9, e tenciona apontar para o vulto que já saltava sobre ele. Um segundo antes de atirar, ele é atacado pelo objeto que o atacante portava, e vê seu braço ser separado do corpo com tamanha perfeição que mal sentiu o golpe. Na sequencia, um outro objeto não cortante lhe acerta a lateral do rosto com tanta força que ele cai desacordado.
Um segundo guarda vê o vulto por detrás da nuvem branca e o desenha como um agressor que portava uma espada reta numa das mãos e outro objeto, também reto, na outra, segurando-o ao contrário, ou seja, com a parte maior para trás. Ele atravessa a fumaça e ergue sua cópia de espada japonesa. Mas ao descê-la sobre o vulto, o agressor usa o objeto não cortante para barrar o golpe. Em seguida, vem o ataque da espada reta, que acerta na lâmina de sua katana e desarma o soldado, tamanha a violência com que lhe atingiu e por fim, o outro objeto torna a ser movimentado, acertando-lhe a fronte do rosto e o derrubando. Tudo aconteceu tão rápido e a agressão foi de uma força tão incomum, que o guarda ficou no chão, tentando se recompor. Logo, porém, uma forte sonolência invadiu seu ser, e ele fecha os olhos.
A esfera girava no local, descontrolada e impulsionada pela força com que soprava a fumaça, e logo preenche quase que totalmente o palco. O espaço entre o agressor e o prefeito, porém, ainda estava claramente visível. E o prefeito vê o atacante com perfeição. Era uma mulher. Uma mocinha de trança, com uma espada reta nas mãos e usando roupas orientais, muito comuns agora que a esgrima francesa, japonesa e chinesa são ensinadas em vários cantos do mundo.
─ Qu... Quem é você?
─ Boa tarde, senhor Rudolf. Meu nome é Rumiko.
─ Ru... miko?
Um outro guarda sai dos fundos do palanque, atravessando a densa fumaça branca, também portanto uma beretta nas mãos enquanto mantinha uma outra ainda no coldre, para usar de reserva caso necessário.
─ Sequaaaaz – ele grita, apontando para o alvo, mas dando dois disparos à esmo.
Rumiko já o esperava e sabia que ele portava duas armas de fogo, por isso tinha que ser cuidadosa o suficiente para evitar ser atingida por um projétil e rápida o bastante para não dar à ele tempo de sacar sua segunda pistola. A moça avança sobre ele num deslize, varrendo sua espada de baixo para cima e cortando-lhe a fronte, do meio da barriga até a ponta do ombro esquerdo. Ao sentir a dor, ele larga a arma e põe as mãos no rosto, temendo ser acertado ali em seguida. Nesse momento Rumiko afasta com dois largos e rápidos passos, torna a correr na direção do guarda, salta e, com os dois pés direcionados ao peito do homem, acerta-o e o derruba do palanque. Os outros guardas se preparavam para invadir. Portavam espadas fajutas, meras cópias de Katanas japonesas. Rumiko pensa que, se eles forem tão bons com uma espada quanto são com armas de fogo, então ela não precisa se preocupar muito.
Fale com o autor