A Busca

12 A New World Order - Parte 2


Notas iniciais
Mais explicações (e mistérios) sobre o mundo Pós-apocalíptico de "A Busca"

A moça conta que, como o fim do mundo só deixou pouco mais da metade da população viva, as pessoas, que outrora foram inimigas, começaram a se apoiar umas às outras, na tentativa de ajudar a reconstruir o mundo mais rapidamente. Mas nem todos tinham a intenção de só ajudar e desejavam mais do que simplesmente criar ou reconstruir um bairro ou cidade. Eles queriam dominar. A oportunidade de enriquecer era única e a ocasião bastante oportuna. Pequenos focos de tirania e anarquia surgiram aqui e ali, TV’s e rádios de curto e longo alcance espalharam a novidade e logo, muitos aderiram essa ideia. Chegou um momento em que a situação do mundo ficou muito ruim e leis internas em certas áreas tiveram de ser criadas para ajudar a manter um pouco da casa em ordem. Para tal, surgiu uma ideia que, se vista pelo prisma do intelecto, pareceria absurda, mas que no fim até que deu um bom resultado: eliminar o poder bélico da população revoltosa. E para um exemplo maior de que as cidades, estados e países estavam mesmo sob controle, essa lei se ampliou aos grandes armamentos também.

As armas de fogo foram abolidas, as nucleares foram extintas e o tráfego aéreo ficou restrito apenas à helicópteros de passeio, aviões de viagens e aviões de pequeno porte. Nenhuma aeronave militar ou policial armada poderia sobrevoar o território de seu próprio estado sem uma grande coleção de autorizações. Armas de fogo de baixo calibre agora só são permitidas à pessoas comuns perante a apresentação de uma permissão impressa bem especial e rara de se conseguir. E qualquer um que for pego sem ela será executado sem direito a anistia alguma.

No entanto, uma lei constitucional criada após o banimento de armas de fogo para civis, declarava que a pessoa tem o direito de se defender ou, do contrário, o mundo mergulharia num caos ainda pior do que era com as armas de fogo. Por isso, foi decidido que qualquer outra arma considerada branca seria de porte legal e sem nenhuma restrição, desde claro, que a pessoa possuísse treinamento e atestado de uso de tais armas. Então, quem quisesse se defender e atacar, teria livre acesso às armas brancas, só que isso também se estendia àqueles que quisessem roubar ou até mesmo matar. E em contraste dessa última cláusula, que se refere a matar, também foi decretada uma lei mundial, a “Lex Talionis”, que permitia à uma pessoa matar a outra e não ser julgada ou presa por isso, desde que provasse que foi em legítima defesa ou mesmo em modo de Vendetta.

Só que aí surgiu outro problema, pois era difícil controlar quem tinha permissão de matar e quem deveria ser preso e punido por assassinato, porque muitos dos crimes vinham, obviamente, do mundo político ou para o mundo político, e da classe dos ricos, que ansiavam por mais terras ou bens, e partiam em opressão aos pobres. E contra esse tipo de gente, em alguns países como CAU e Vera Cruz, não havia nada que poderia se feito graças à sua impunidade.

Como a justiça nada fazia, o povo começou a se rebelar novamente. Aliado à isso, surgiram verdadeiros assassinos e conquistadores de terras ao redor do mundo , que lutavam, ora pelo povo, ora contra ele. Nisso, as pessoas de bem que procuravam um cantinho de paz e não encontravam, se viram obrigados a se defender do jeito que podiam, e foi aí que a bomba estourou. Iniciaram-se grupos de defesa e de ataque em todas as áreas do planeta que eram afetadas por essa violência opressora.

O único jeito de sobreviver nas partes mais violentas desse mar de caos, era sendo muito forte ou então, numa melhor situação, adentrar em um dos muitos grupos ou gangues que surgiam incessantemente ao redor do mundo, que tinham o intuito de tentar apaziguar a situação, mesmo que fosse à base da violência.

Nesse momento, Rumiko faz uma pausa, pega o Hanten que até a pouco estava com Petruz e mostra-lhe, nas costas do casaco, o emblema do Gen-Bu.

─ Como o nosso, por exemplo – ela diz com um brilho nos olhos.

Petruz observa o desenho, calado, pois não o entende e nem sabe o que significa. Então Rumiko termina:

─ Foi vendo o mar de caos que todo o planeta enfrentava, que os políticos, líderes e reis restantes do mundo reuniram-se para discutir o assunto e chegaram numa "brilhante" conclusão. O mundo deveria ser governado por um único regime político, que tomasse as decisões por todos os países restantes e teria domínio total sobre todas as forças de defesa e ataque. Claro que cada um deles queria ser o representante desse regime, porque o líder desse sistema seria o líder do mundo.

─ Esse é o sonho de seu mestre também, não é?

─ Sim. E Rumiko deve frisar novamente... Ele é o homem mais indicado para o cargo.

─ Eles criaram uma lei para apaziguar que, em resumo, justificava a violência. Foi daí que nasceu essa história de “Lider do Mundo”?

─ Dame yô! A ideia de um líder para todo o planeta surgiu por acaso da cabeça de um dos Honoráveis, durante um de seus momentos de reflexão. Meu mestre disse que esse Honorável estava distraído, pensativo e preocupado, dentro de sua dantesca biblioteca, quando de repente se deparou com a palavra Leviatã na lateral de um livro. Ele o pegou, leu por completo sem interrupções e propôs a ideia aos seus companheiros.

─ Rumiko... Quem são os Honoráveis? – pergunta Petruz com certo receio.

Assim como todos que conheceu, Petruz não fazia ideia de quem ou o quê eram esses tais Honoráveis. Tudo o que sabia era que eles eram apelidados como os donos do mundo. Imaginava que fossem pessoas tão ricas, influentes e tão poderosas, como eram antigamente os Rockfellers ou os Rothchilds, que nem mesmo os tipos do alto escalão como seu pai e os colegas dele sequer chegavam perto. E como Rumiko parecia vir de um “mundo” diferente, Petruz deduziu que ela lhe daria alguma informação de teor mais sólido do que as especulações que lia nos jornais e revistas.

Rumiko, no entanto, dá de ombros.

─ Shirenai – ela diz simplesmente.

─ Você não sabe?

A moça sacode a cabeça para os lados, negando.

─ Bom então... me fale agora o que são as tais “Zonas Vermelhas”? Via isso naqueles jornais televisivos que só são exibidos de madrugada. Nunca vi nada de estranho, mas agora que estou nas ruas, preciso me informar mais. Você sabe algo a respeito?

Rumiko ergue o indicador, gesticulando para o garoto esperar um pouco. Ela levanta-se, vai até sua mochila, retira o exemplar da revista “Alpinismo e Educação: Montanhas do Fim do Mundo”, e mostra uma espécie de Mapa-múndi nas últimas páginas da revista.

─ As zonas vermelhas são as áreas de risco, senhor Petruz. Elas variam entre os níveis 1 à 5 e são caracterizados, ou por sua violência, ou pelo seu risco de contaminação pelo D4, ou até mesmo pelos dois, que é o caso de Tritêmia. Por falar nisso, o senhor já foi vacinado contra esse vírus alienígena?

─ Já sim, obrigado por perguntar. E por você falar nisso, mesmo que esse vírus tenha surgido após o fim do mundo, não há provas de que ele tenha vindo do espaço junto com o meteoro, mas você sabe por que eles determinaram que o D4 é um vírus alienígena?

─ Porque ele é celular e os vírus normalmente são acelulares.

─ Hummm... – Petruz concorda com a cabeça – Isso mesmo. Pensei que você ia dizer o que todo mundo diz, ou seja: “porque o meteoro veio do espaço e ele criou o vírus, logo, é alienígena”. Mas parece que você estudou mais sobre ele do que pensei.

─ “Conhecer bem o inimigo é o melhor meio de se prevenir contra ele”, dizia meu mestre.

Petruz faz um aceno de cabeça, mas não dá continuidade no assunto. Rumiko havia citado seu mestre e, sempre que fazia isso, ia pelo caminho que levava à morte do mesmo. Isso normalmente fazia Rumiko ficar calada ou pensativa e ele não queria que isso acontecesse de novo. Muito menos agora que tinha tantas perguntas à fazer.

O ruivo olha para a revista e analisa os pontos vermelhos. Viu que o Brasil, ou melhor, Vera Cruz, tinha algumas “áreas de risco” no quesito violência, alcançando apenas o nível 2, sendo que o país era um dos mais violentos do mundo. Ele também nota que boa parte do planeta não escapava dos pontos em vermelho. Os únicos países, considerados como os melhores lugares pra se viver eram a Rússia, hoje conhecida como seu antigo nome de União Soviética, o Vaticano, que agora englobava toda a Itália, sendo que esta, por sua vez, não estava mais com todos os seus trezentos mil quilômetros quadrados. E alguns países do continente Africano.

Então ele vê, perdido no meio de um vasto campo azul que ele acreditava ser o oceano Atlântico, um quadrado completamente vermelho, com o nome de Tritêmia, citado por Rumiko anteriormente.

─ Esse lugar é...?

Petruz observa Rumiko e a vê de olhos petrificados, fitando o dedo de ruivo sobre o quadrado vermelho. A moça ergue o rosto e os olhos de ambos se encontram, seguindo-se um silêncio incomodador. Petruz é o primeiro a falar.

─ Fiquei sabendo de um lugar que as pessoas apelidaram de Ala Negra.

─ É a própria – a voz de Rumiko soava mais baixa e cautelosa – Eles usam essa Ala para dividir o mundo nas Alas leste e Oeste.

─ Você quer dizer esquerda e direita.

─ Hai! Mas como o senhor pode ver, ela não serve exatamente como um divisor. Nem como escala.

─ Uma ilha quadrada... Que formato incomum.

─ Isso é um pictográfico falso, senhor Petruz. Todos os mapas das áreas seguras a retratam dessa forma, mas a verdade é que ninguém sabe exatamente seu formato, já que ela nunca foi vista do alto.

─ Por que não?

─ Porque ela não pode ser encontrada ou fotografada do espaço por nenhum tipo de satélite que está em órbita atualmente. E ninguém tem coragem de sobrevoar essa ilha.

─ E eu repito: Por que não?

─ Bom, nisso Rumiko não pode ajuda-lo. Rumiko nunca entendeu os conceitos de nada que envolve física, química ou tecnologia. Rumiko só sabe o pouco que sabe por que meu mestre me contou, mas o motivo de nenhum satélite localizá-la deve ser o mesmo motivo que impede a luz solar de banhar suas terras. O senhor deve saber que lá em Tritêmia é sempre noite.

─ Sim...ouvi falar disso... – Petruz olha novamente para o pequeno quadrado vermelho – daí o apelido de Ala Negra. Ouvi dizer também que é um lugar tão terrível que alguns o dizem ser “o lugar aonde o Inferno escolheu para aparecer”.

─ Rumiko não pensa tão longe. Embora os apelidos sejam vários e todos são ruins. – Rumiko espalma a mão direita e vai contando nos dedos – “Vales dos Mortos”, “Inferno das Sombras”, “Midian(1)”, “Purgatório”, “Patmos(2)”... enfim, a ilha de Tritêmia é o único lugar de risco cujo nível é de 6 pontos

─ Se-Seis?

Petruz olha assustado para a moça. Até então ele estava considerando o fato de que todos os apelidos de Tritêmia fossem exagero. Mas se as autoridades classificaram o lugar num nível que nem está no mesmo patamar de qualquer outro lugar do mundo, então a coisa era séria. E Rumiko assente com a cabeça antes de prosseguir:

─ Ao que parece, morte e violência são coisas tão comuns por lá, que o alto escalão das pessoas mais importantes do mundo a classificaram como um lugar inabitável para seres humanos. E por ser o lugar onde o meteoro caiu, não é de se espantar que ele alcance o nível cinco de contaminação.

─ Mas porque “seis”? Eu já li sobre esses avisos de alertas em outros tipos de crise e sei que o nível seis só é usado em situações de guerra entre países.

─ É isso mesmo.

─ Se é um lugar onde não há humanos, porque está em nível crítico de guerra?

─ Ora, senhor Petruz, a resposta é óbvia. A guerra só existe onde existem seres humanos. Logo, Tritêmia não é um lugar tão inabitado assim de pessoas.

─ Você... O que você sabe sobre Tritêmia? Quer dizer, eu sei que você nunca foi lá, pois as lendas dizem que quem vai pra Ala Negra não volta vivo, mas você sabe alguma coisa sobre esse lugar? Alguma coisa que ninguém mais sabe?

Rumiko libera um sorriso enigmático para o ruivo e, num simples ato de terminar a conversa, ela engatinha na cama, descendo do móvel e deitando-se no chão, sobre um edredom que ela preparou para passar a noite.

─ Rumiko? – o garoto a chama, curioso com sua súbita atitude.

─ Está na hora de dormir, senhor Petruz. Já passa e muito da meia noite.

─ Não vai me falar mais de Tritêmia?

─ Rumiko não sabe mais nada, senhor.

─ Mas me parece que você tem uma opinião à respeito.

─ Todo o restante que foi contado à Rumiko não passa de lendas urbanas, histórias de fantasmas ou contos de terror. Rumiko não gosta de nada assim, por isso não quer falar a respeito.

─ Você tem medo de contos de fantasmas?

─ Hai. Muito. O senhor não?

─ Claro que não. Desde que seja mentira, não há motivo pra ter medo.

─ Mas é exatamente por ser mentira que Rumiko não gosta. A imaginação fica atiçada e a verve de Rumiko é perigosa por causa de sua ingenuidade. Agora, quando o perigo é real, dá para se pensar num jeito de evitar.

─ Você é doida.

─ Pode ser – Rumiko deixa escapar o som de um riso – Não é a primeira vez que Rumiko ouve isso.

─ Vamos lá Rumiko. Me conta só uma história. A mais leve que você já ouviu.

Depois de um breve período de tempo, ponderando, Rumiko questiona:

─ O senhor disse que ouviu pessoas falarem que Tritêmia era o lugar onde o inferno decidiu aparecer.

─ Sim. E daí?

─ Acredita em inferno, senhor Petruz?

─ Hã? – a pergunta pega o ruivo de surpresa e ele quase não entende o que foi dito, pois a moça o questionou durante um longo bocejo – Bom... Eu sou um judeu não praticante, por isso eu até que acredito, mas não do jeito que vocês, cristãos. Afinal, temos o Aggadah(3) pra nos mostrar o que é fantasia e o que é real.

─ Então considere Tritêmia como uma Ilha da Fantasia, só que sem o anãozinho(4).

A moça puxa o cobertor do motel até os ombros, vira-se e fica de costas para Petruz, concluindo:

─ E a propósito, Rumiko é apóstata. Oyasuminasai!

─ Rumiko...

─ Boa noite, senhor Petruz – repete ela em português.

O ruivo olha uma última vez para o quadrado perdido no meio do oceano. Diziam que a curiosidade substituía o medo, mas em seu caso, quanto mais curioso ele ficava, menos tinha vontade de descobrir o que havia naquela ilha, ou seja, gostaria de saber, mas tinha medo de se arrepender.

─ A ilha do doutor Moreau – ele sussurra, enquanto divagava em pensamentos.

─ Esse é o apelido que Rumiko mais despreza – responde a moça com voz pastosa e sonolenta – apesar de... apesar de que...

Rumiko fecha os olhos completamente e não conclui a frase. Petruz abriu a revista instintivamente, folheou-a procurando o índice por mera curiosidade. Queria ver se achava mais informações à respeito da ilha quadrada, mas ela não era citada em nenhum dos tópicos tratados pela revista. O ruivo respirou fundo, sentindo-se estranhamente aliviado por saber que, se a revista não possuía nenhuma matéria sobre Tritêmia, significava que Rumiko não a comprou pensando em fazer uma viagem para um lugar tão perigoso.

Mas durante sua passeada pelo índice, ele também reparou uma palavra que lhe era apresentada pela segunda vez naquele dia maluco. A palavra “Ophis”. Ele lê mentalmente a frase em que a palavra era citada e forma a sentença: “Domínio Séfiro: Ophis_página 73”.

─ Domínio Séfiro? – Petruz coça a cabeça – Onde foi que eu vi essas palavras antes?

Petruz aperta os olhos por muito tempo, puxando da parte mais profunda de sua mente, mas não consegue lembrar aonde vira aquelas palavras. Porém, agora estava claro o porquê de Rumiko ter comprado aquela revista. O ruivo vai até a página 73 e começa a ler a matéria sobre Ophis.

A revista era feita para amantes de alpinismo e curiosos sobre o esporte. Por isso, tinha uma leitura chata e pesada para um garoto que só lia revistas em quadrinhos e livros de biologia que tratava dos insetos, principalmente as aranhas, que era sua área preferida. Mesmo assim ele se esforçou e leu as quatro páginas de letras miúdas da revista, dedicadas ao templo Ophis, ou à algo relacionado à ele.

Demorou muito mais do que o esperado porque, como dito, era uma leitura realmente chata, que não prendia-lhe a atenção e estava lhe dando sono. E assim que terminou, ele ficou na mesma, porque a revista sabia tanto quanto Rumiko. Talvez até menos. Mas ela informava algo que Rumiko não disse. A localização do Templo, que segundo as páginas da revista, ficava em um dos países que receberam um novo nome, o citado “Grande Alexandria”, numa montanha relativamente nova, formada pelos desastres da natureza durante o Fim do Mundo, chamada Herodotus(5).

─ Que coisa simples, Rumiko – diz o garoto olhado para a revista, conferindo se o que ia dizer tinha fundamento.

Ele achava Rumiko inteligente o suficiente para não ter deixado escapar algo tão óbvio, por isso precisava ter certeza de que não iria dizer nenhuma besteira ou trivialidade.

─ Aqui diz onde encontrar Ophis – ele se vira para a moça – basta você...

Petruz segura seu comentário ao notar que Rumiko, apesar de ter trocado de posição, estando agora de ventre e rosto voltados para cima, dormia num sono tão profundo que estava até de boca aberta, aspirando o ar tão ruidosa e suavemente quanto um bebê.

Foi só aí que o ruivo se apercebeu do horário, e se lembrou de Rumiko ter se queixado de estar com sono acumulado de três dias. Ele levantou-se da cama, devagar, porém, sem motivo, já que Rumiko dormia no chão, foi até o interruptor apagar a luz e voltou na ponta dos pés. A leitura chata daquela revista sem graça o deixou sonolento e ele deveria aproveitar para também tentar dormir.

─ Amanhã eu falo com ela sobre isso – ele sussurra ao se cobrir.

Notas finais
1- Midian = Uma cidade que fica abaixo de um enorme cemitério e que, segundo as lendas, é um lugar que serve como santuário e moradia de monstros. Criada por Clive Baker para o livro Cabal, de 1988. 2- Patmos = Nome da ilha onde o apóstolo João foi sentenciado a trabalhos forçados. Dizem que Deus, em honra à sua fé, lhe concedeu visões magníficas, as quais ele transcreveu e criou o livro do Apocalipse. A referência no texto é no sentido de que o verdadeiro Fim do Mundo ainda vai acontecer e que virá de Tritêmia. 3- Aggadah = No geral, Aggadah é um compêndio de homilias rabínicas da literatura judaica, que incorpora o folclore, anedotas históricas, conselhos morais e avisos práticos em várias esferas, dos negócios à medicina. Faz parte da lei judaica e é tão importante quanto o Talmud e o Midrash, mas é vista como um tipo de apócrifo, ou seja, é preciso um certo bom senso para saber e decidir quando um aggadah deve ou não ser levado à sério. 4- O anãozinho que Rumiko está se referindo é Tattoo, personagem do ator Hervé Villechaize, no seriado Fantasy Island, exibido no Brasil durante a década de 80 como "A Ilha da Fantasia". 5- Herodotus = (em português Heródoto) é o nome de um historiador grego, que viveu no quinto século. Era apelidado de "o pai da história" e foi o primeiro historiador à colecionar seus itens, testar sua veracidade e criar uma narrativa baseada em provas antes de expor suas teorias e estudos.