A Bruxa do Oeste.
6 Portal
John não se lembrava da vida passada, mas sentia que não tivera uma boa convivência com os sugadores.
Withya dividiu o circulo em seis fatias, e na ponta de cada traço fez um circulo, bola pequena branca, bola media preta, bola grande branca, e do lado oposto, o esquerdo a mesma coisa, a única diferença era que não possuía nenhuma bola negra.
O mais surpreendente era que o circulo não borrava mesmo sendo leite, John supôs que deveria se esparramar pelo chão, mas estava solido.
Depois ela começou a escrever os números, treze, vinte e cinco, nove, doze, vinte e seis, oito.
Ela se levantou e ficou apreciando sua arte, depois segurou na mão de John e disse:
– Mesmos que você não se lembre, seu poder é muito forte, então só repita comigo.
E assim ele fez.
– Sex, Sex, Unum, Et Octo, Occurrat, Occurrat.
Na mente de John, ele traduziu a frase e parecia a discagem de um telefone, primeiro o numero, depois torcer para que a pessoa atenda.
Um barulho soou na cabeça de John, e a voz repediu a mesma coisa em latim, 3 vez, " sua chamada esta sendo encaminhada" .
E por fim a tal de Mendy atendeu e p circulo de leite devitou no ar pairando a frente deles como uma tv.
Os números no chão mudam de ordem e formados fazendo algo como uma contagem.
Então o circulo perfeito de leite começou a se devolver e uma imagem de uma garotinha de cabelos cacheados ficou pairando no ar.
– Olá. – Disse ela.
John não sentiu-se estranho nem nada, ou aquela não era Mendy ou na verdade eles não tinham rixa nenhuma.
– Oi Caroline.
A garota tinha uma pele muito balida, e olhava para Withya como se ela fosse uma estranha.
– Sua irmã, esta ai?
A garotinha olhou para trás, vendo o cenário lá no fundo John supôs que ela estava em seu quarto, pois havia uma cama e livro arrumados na estante. Caroline chamou pela irmã, que após alguns segundos, chegou.
Agora sim, aquela era Mendy, John sentiu um frio na barriga e viu seus pelo ficarem arrepiados, como os de um gato prestes a entrar em uma briga.
– Amiga. – Falou ela em um tom animado quando viu Withya, mas assim que olhou para o lado, de estremeceu e seus músculos ficaram tensos. – Pelo visto mal gosto continua, parece que você adora morrer por causa dele.
Withya revirou os olhos.
– Porem se esta aqui, você quer minha ajuda, espero que seja para matá-lo. – Ela apontou para John.
– Não é isso é que...
Os olhos de Mendy se arregalaram, e ela parou de respirar, o que aconteceu em seguida foi estranho. Seu cabelo loiro, ergueu se, como se tocasse uma um bomba estática, por baixo de sua camisa cinza de mangas e golas cortas, seu coração começou a bater. Será possível? John deu um passo para trás tentando se assegurar que ela não o pegaria mesmo que fosse possível atravessar a imagem de leite.
– Os olhos dela... – John gaguejou, ao tentar falar para Withya, que não parecia assustada e sim surpresa. – O que ela esta tendo?
– Uma visão. – Disse ela. – E o mais assustador é que ela só teve uma, e foi quando nos morremos.
Se John já estava assustado antes tudo só tinha a piorar.
As luzes apagaram, por que sempre as luzes?
– A escuridão. nós gostamos dela. – Falou Mendy com uma voz doce sem ódio, e seus olhos voltaram ao normal. – Withya, você não pode. Isso é perigoso...
– Se algum souber que contar para as Moiras eu estarei morta, definitivamente. Eu sei.
– Se sabe então por que quer ir em frente com isso?
– Eu preciso, estou cansada de morrer, e sempre. Por mais que eu fuja, ainda vou me apaixonar por ele.
– O que ela quer? – John perguntou a Mendy, que por milagre não o fuzilou com o olhar, só respondeu.
– Ela quer quebrar o feitiço, que foi criado na noite em que tudo aconteceu.
A cabeça de John doía, e no fundo de sua mente como um sussurro, palavras surgiram em sua mente.
– Pronto, agora o John sabe do que você precisa para abrir um portal e assim que passar por ele venha direto para cá, e nem se quer pense o que você vai fazer, os Horcers estão por ai e se eles souberem o que você planeja seja tarde demais para voltar atrás.
Definitivamente ela estava certa, e com certeza Withya tinha pensado em alguma coisa, o circulo terminou de se espalhar pelo chão, e um grito de Mendy trouxe os de voltam a realidade.
– Vão! AGORA!
E eles começaram a correr, o restaurante estava quase vazio se não fosse pelos fantasmas que ali estavam, Withya correu para cozinha.
– Unicórnio. – Falou John, mesmo sem saber porque, Withya abriu um armário, e falou alguma coisa em latim, e assim atravessou a parede e quando voltou estava com uma sacola, amarela. – Águias – Ela olho em volta e saiu correndo da cozinha, mas não tiveram chance todos os fantasmas de manta negra estavam na porta, e trás deles na porta do restaurante estava Daniel, que apontava para algum lugar.
John bateu a porta, e correu para a porta dos fundo, e estava trancada, então ele achou outra porta e a abriu, havia uma longa escada, ele queria descobrir o que tinha la embaixo mas os fantasmas já estavam atrás deles, como zumbi.
Withya nem esperou o garoto, e pulou, assim desapareceu, John fez o mesmo, e quando abriu os olhos novamente estava no meio da praça, so que as coisas estavam estranhas.
Ele não teve tempo de perguntar nada, pois ela já estava correndo ate a porta de uma loja de bichinhos de pelúcias, ela pulou contra a porta, John a seguiu e após fazer isso já estava atrás do restaurante.
– O que...
– Espelhos. É uma das formas mas rápidas de se mover entre os “mundos” mas o ruim é que você fica – John abaixou a cabeça e começou a vomitar. — Fica enjoado.
Daniel apareceu e olhou com cara de nojo para o amigo.
– Temos que ir. – Ela falou algo e correu em direção a praça
***
Com um pentagrama desenhado no chão Withya ficou sentada em um banco olhando para o nada.
– Por que você... – Daniel começou a falar mas ela o encarou com uma cara super mal humorada. – Pentagramas não são de Satanás?
Ela revirou os olhos.
– Não, idiota. Não é porque sobre bruxas que somos adoradoras do cara ruim.
– E os seus poderes?
– Natureza, cara. NATUREZA. Por isso ainda estamos aqui, o sol não esta no lugar correto.
– Então o que falta para irmos?
Withya se levantou, e empurrou Daniel até o centro do desenho, e ele sumiu, John a escarrou, e ela levantou a mão e o jogou no meio do circulo.
Os fantasma os cercaram, eram milhares, a praça estava cheia de almas, e o raio de sol brilhou nas linhas do desenho, palavras sem sentido saíram da boca de Withya e ela pulou no centro.
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