John não entendia por que Withya tinha feito, mas sentia-se como se tivesse tomado um tiro, coisa que nunca fizera, ou pelo menos suponha que não.

Em um piscar de olhos John sabia que não estava mais na cidade, ao seu lado estava Daniel, e Withya, ele queria questioná-la porem estava muito ocupado observando ao seu redor,

Ao longe parecia uma cidade, casas, carroças, um típico lugar no século 19. Withya começou a andar e a visão parecia diferente a cada passo, as casas estavam em ruínas, não havia pessoas nas ruas, e então novamente era uma cidade perfeita, crianças brincando na rua.

– O que aconteceu com esse lugar? – Perguntou.

– Nos acontecemos. – Ela respondeu para John.

Uma nova imagem surgiu, e eles estavam adentrando uma cidade fantasma, a areia no chão voava em direção os olhos dos garotos.

– Para onde vamos? – Perguntou Daniel.

Withya apontou para um grande nada, e depois de um segundo, uma grande pirâmide surgiu, parecia um templo Inca, e mudou novamente para um castelo, quase do tamanho de um estádio de futebol.

– Este é o tempo das Três Irmãs. O Clã de vampiros que restou vive todo lá, por isso devemos tomar cuidado.

***

Graça a Deus, dentro do templo, castelo, grande nada, ou seja lá o que realmente foi, a imagem não ficava mudando. John imaginou esta andando e do nada a escada sumir.

Alem de não mudar o que assustou John foi que estava vazio. Primeiros minutos sim, eles estavam na sala principal que era cercada de quadros, pinturas clássicas, e representações que deveriam ser paralelas ao que acontecia no local.

Alem dos quadros na parede, não havia lâmpadas no local, somente tochas que ardia como uma chama infinita de um ódio vampiresco. John riu com o nome que acabara de surgir em sua mente.

Teoricamente foi a risada dele que chamou a atenção dos vampiros. Um cara de meia idade, de no máximo trinta anos, com uma barba estranha.

– A quanto tempo, Withya. – Falou o homem no ouvido dela. Que continuou a andar seriamente.

–Vá procurar outra, Bane. Queremos falar com a Mendy. – Disse ela.

Bane passou a mão do queixo dela, mas Withya o afastou com um tapa.

– Calma princesa, mas seu desejo é uma ordem. — ela assobiou. E os outros vampiros desapareceram, e no fim da sala uma escada surgiu, nela descia uma garota vestidas com maltrapilho, bermuda jeans rasgada, camiseta cinza, com as mangas e a gola cortadas, e sob e grande decote, era possível ver seu top preto.

– Subam — ela sussurrou.

Withya se dirigiu a amiga e John e Daniel foram atrás dela.

***

La encima haviam muitas portais, mas Mendy só mandou eles irem até última do corredor, John supôs que seria o quarto dela as era somente uma ampla sala vazia.

– Vejo que você ainda tem um mau gosto incrível.

– Eu tento.

Aquilo era uma piada particular delas, pois não era a primeira vez que Withya morria pelo fato de se apaixonar por John.

– O que você quer fazer é muito perigoso, você sabe o que acontecesse que ela voltar lá – Ela apontou para John. – Você sonhou com isso por muito tempo, as Moiras permitiram que você tivesse esses sonhos para que pudesse avisa-la do que vai acontecer.

A cabeça dele fervilhava, com milhares de ideias, a ponte, o colar, por isso que Withya queria chegar ao outro lado. Isso. Mas o que seria “Isso”? Por mais que quisesse John sabe, ele resistiu em perguntar.

– Nada que você diga vai me fazer desistir de ir lá.

– Então eu vou junto. Não poderei perder a chance de tentar ver o Caio, e a Sarah novamente.

Caio. Esse nome liberou um sentimento de culpa em John, não sabia direito mas apostava que aquilo tinha a ver com o ódio de Mendy por ele.

– Quem é Caio? Ele morreu naquela noite?

– Sim, idiota, e foi tudo sua culpa.

– Se ele morreu lá, porque não voltou a vida como os outros?

Mendy estava entre chutar John até que ele morresse, e começar a chorar. Lideres devem ser fortes. Eu sou uma líder, pensou Mendy.

– Você tem certeza que quer saber?

John assentiu e Mendy segurou sua cabeça com as duas mãos, e ele sentiu uma vida escorrer, como se fosse derramada gota por gota para um sacrifício, até que chegou um ponto que ela não conseguiu aguentar e caiu com os olhos fechados.

***

Quando os abriu novamente, sentiu que suas mãos estavam amaradas, e pensou que ele estava preso a cadeira, mas ao olhar para trás, não havia nada, então se lembrou, Withya, Mendy, Bruxas.

As Bruxas.

Elas estavam o cercando, as cinco moiras pareciam estar orando ao redor dele, e quando ele focou no rosto de uma delas, todas pararam de falar e abriram os olhos.

– Caio. – Disse uma senhora, a velha de cabelos loiros e curtos.

As duas jovens riram.

– Por que estou aqui? – Falou uma voz que John teve certeza que não era sua.

– Você ajudou no fim. – Disse a gordinha. ­ E terá que pagar por isso.

– Eu não fiz nada. – Continuou suplicando o menino. John sentiu o seu medo, e aparentemente ele não sabia mesmo porque estava ali.

– É. Tem razão. – Disse um das jovens. – Mas sua “Namoradinha” a vadia da Amanda fez.

Ela se aproximou de Caio, e sentou em seu colo.

– Victoria, afaste-se dele. – Falou a Velha um dos cabelos curtos.

– Enilia, deixe-me ele comigo por alguns minutos.

Nenhuma das outras questionam, só a velha dois que sussurrou como “só porque Vic é sua filha, ela não tem o direito de fazer isso”. E então se dissolveram em fumaça.

Sozinho na sala, Victoria tentou beijar Caio, mas ele virou o rosto, ela com raiva, passou a mão de leve no rosto dele, e como se fosse de um lobo, apareceram arranhões no rosto dele, que gritou de dor.

Ela isso que Mendy queria? Que ele sentisse o que esse garoto sofreu? Enquanto sua pele queimava com um ardor insuportável ele se questionava.

– Eu te amo, Caio. Você não vê? Eu sei que sente o mesmo por mim, mas por que me trocou por aquela pirinha chupadora de sangue?

Ele se levantou e estava rodando em volta dele, ela parecia que ia chorar, mas John sabia que estava tentando ser forte.

– Eu nunca te amei, a Mendy sempre foi minha paixão, e a maior diferença entre ela e você é que ELA pelo menos aparentar ter o coração.

Nesse momento, Victoria sentiu que ela a gota d’água, porem não chorou, e com um movimento rápido sua mão adentrou no peito de Caio, e John pode ouvir seu coração batendo mais rápido, e então ela apertou, cada vês mais forte.

A dor era inexplicável, John e Caio gritavam em um único som, e ela então puxou seu coração para fora, e por segundos enquanto por milagre ainda respirava, Caio olhou seu coração bater, na mão de Vic, ela sorria maleficamente.

– Agora seu coração será meu, e mesmo que você nunca sai dessa sala terá tempo de pensar por que fez isso comigo.

Victoria se virou e um raio de luz penetrou a sala fazendo os olhos de Caio doerem, uma porta se abriu e ele viu uma sombra de uma garota entrar na sala.

– O que esta fazendo aqui, Andrea? – Perguntou Vic.

– Minha mãe, e a sua estão brigando, dizendo que o papel das moiras era trazer a paz, ordem, e a justiça no reino.

– E o que elas querem?

– Que você acabe com o sofrimento dele, nos só devemos causar dor quando necessário.

Vic olhou para Caio, e uma lagrima caiu, escorrendo pela sua bochecha. E apertou seu coração, até que virasse pó, só que nada aconteceu.

– Saia. AGORA. – Gritou Andrea, que mesmo parecendo ser mas jovem, parecia não ter medo da colega.

Victoria correu posta a fora, enquanto Andrea ia até Caio. ela passou a mão em seu rosto, e segou as lagrimas que John nem percebeu que estavam escorrendo, Caio não conseguia se mexer estava parado olhando para o nada.

Ela virou seu rosto e o encarou, beijou-o lentamente, e por dentro Caio parecia surpreso, e até um pouco feliz. Andrea passou a mão em seu cabelo, e começou a chorar, abraçou-o o mais apertado que pode, e sussurrou milhares de vez.

– Me Desculpe. Me Desculpe. Me Desculpe.

E com a mão em sua cabaça, disse um feitiço, e enquanto sua visão escurecia, e ele sentia que estava morrendo ouvindo a ultima frase que saio da boca de Andrea.

– Você não amou a Mendy, e nunca a Victoria, por que “Eu te amo” e você ama a mim.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.