A Beutiful Lie
2 2 - Chris
Notas iniciais
Postei hoje mesmo porque fiquei empolgado, podem deixar review tbm.
Vi que algumas pessoas ficaram com duvidq, mas a chris é uma garotA
Vi que algumas pessoas ficaram com duvidq, mas a chris é uma garotA
Aquela noite continuava voltando e voltando sem parar. Todo instante em que eu me deixava levar estava revivendo aqueles minutos. O corpo passando sobre o carro. Hannah chorando. Nós fugindo sem prestar socorro. Eu não me perdoava por aquilo, não os perdoava.
Depois daquilo tudo fomos direto para a casa de tom. Ficamos horas sentados na sala, olhando para o teto e pensando no que havíamos feito. Logo Tom saiu para se livrar do carro, Alice ficou sozinha, James se isolou na cozinha, e Hannah deitou sobre o peito de Brandon. Nenhum deles areciam bem, até mesmo Alice que era uma garota completamente fútil parecia abalada. Admito que pensei que ela se importaria mais com a unha quebrada.Por fim, o dia amanheceu e Tom voltou, então o assunto voltou. O que havíamos feito?. Hannah mencionou o fato de termos matado alguém, ninguém discordou. Não havia como.Então, antes que alguém voltasse a tocar no assunto, resolvi sair sem nem mesmo falar nada. Eu não podia suportar a ideia de que havia matado alguém, mas também não podia continuar pensando nisso. Eu sentia que ia explodir se continuasse me castigando daquele jeito.E ainda tinha Hannah. Eu não me lembrava ao certo do que havia acontecido, mas o que houve entre Brandon e eu devia ser esquecido. Ela era uma garota boa, legal, linda, não merecia isso.Assim que sai da casa de Tom andei quase correndo, fugindo de mim mesma. Eu estava irritada, estressada, e ainda era muito cedo. As lojas começavam a abrir, mas eu não parei em lugar nenhum. Não tinha nem ideia de onde estava indo, não queria pensar em nada. Depois de alguns minutos andando sem rumo e sem pensar em nada, meu celular tocou. Eu tinha duas novas mensagens e uma ligação perdida. Ergui o celular e vi que era de um número desconhecido.Parei de andar para ler a mensagem; não havia nada escrito, nenhuma mensagem, somente uma foto. Ela estava toda embaçada, não conseguia reconhecer nada ali. Abaixei o celular para coloca-lo no bolso da calça e senti algo nas minhas costas. Então uma voz fria perfurou meus ouvidos.— Passa o celular e tudo que tem. — Era tão legal ser assaltada. Estava tudo uma verdadeira bosta.Não conseguia pensar — o que não era nenhuma novidade. — eu estava agindo por total impulso. Puxei o celular para a frente e o escondi do ladrão, que agora levantava a arma para mim. Logo uma terceira pessoa chegou e pulou sobre o bandido, desviando a arma de mim. Os dois caíram no chão, o bandido inconsciente. Logo o terceiro cara se levantou e sorriu para mim.— Você está bem? — eu estava boquiaberta. Ele ergueu a mão branca para mim. Sua pele, seus olhos, seus cabelos bagunçados, sua barba mal feita, sua jaqueta, tudo, tudo. Eu não conseguia nem ao menos falar, enquanto ele me olhava com aquele sorriso desconcertante.— Corrigindo, você está bem? — ele sorriu sem graça e assentiu para mim, logo perguntou de novo se eu estava bem. — Acho que agora sim. — Sorri de volta.Um clima estranho se formou. Eu odiava quando ninguém sabia o que falar, então ficávamos todos em silêncio.— Hm... Você tá bem mesmo? Vamos ali, para àquele pub? — disse ele acenando para um estabelecimento marrom à nossa esquerda.— Claro. — Então passei a frente e fomos.O lugar era imenso e se chamava Julio's Pub. Devo admitir que era bem convidativo. Mesmo sendo dez horas, eles mantinham uma luz mais escura, dando o parecer de noite. Havia cerca de dez mesasespalhadas por um salão, que ficava de frente para um palco razoavelmente grande. No topo do palco só se encontrava um violão velho e um banco.Eu e o garoto misterioso fomos direto para o bar, onde ele pediu uma água para mim, mas recusei a água e pedi algo alcoólico. Ele pareceu um pouco espantado, mas pediu o mesmo.— O que uma garota como você faz por aqui? — disse ele me examinando. — Não acha que é um pouco... sombrio demais para você?Sorri.— Você nem ao menos me conhece. — Me calei com medo de ter sido grossa.— Claro que não, mas adoraria.Não disse nada, fiquei meio confusa se ele estava me cantando ou algo do tipo.— Pode me chamar de Chris.— Ian Steves — Ian se inclinou no seu banco e beijou minha bochecha. Fiquei com medo de parecer sem ar, ou nervosa, então recuei.— E o que um homem tão... — fiquei procurando uma palavra para tentar defini-lo, mas não encontrei. — Faz em um lugar desses essa hora?Ele sorriu sem graça.— Eu moro aqui, o dono é o meu tio. Você não me disse nada sobre o que fazia aqui...Respirei fundo. Como dizer que dormi com o namorado da minha melhor amiga, atropelamos uma pessoa e agora eu estava querendo esfriar a cabeça?— Estava andando, sem nenhum objetivo.Ele assentiu, então olhou para o relógio e fez uma careta. Pegou uma mochila que estava sobre o balcão e se levantou.— Preciso ir, estou atrasado para faculdade — definitivamente eu queria que ele ficasse e conversássemos mais. — Nós vemos outro dia?— Claro — e sorri, deixando o partir. Ele se virou e começou a andar.
Corri na sua direção e coloquei a mão no seu bolso com maior volume. Retirei seu celular, e ele se virou achando que eu fosse o roubar. Sorri para ele, enquanto escrevia meu número.— Você devia me ligar qualquer dia — devolvi seu celular e voltei para minha cadeira. Ele guardou o celular e saiu sorrindo.O dia demorou para passar, tudo estava tedioso; T.V., computador, tudo. resolvi ficar deitada na minha cama, olhando o teto. Evitei voltar a pensar na noite passada, não queria me torturar mais ainda.Não voltei a ter problemas ou discussões com meus pais, nem com Alex — minha irmã mais nova — tudo parecia ter ganhado paz novamente.Já era tarde da noite, eu estava quase dormindo, tentando lutar comigo mesma para me manter acordada quando o celular tocou. Tentei ignorar e continuar na cama, mas em menos de dois minutos ele tocou novamente. Eu iria ignorar novamente, se não fosse tão curiosa. Me arrastei da cama até a mesa que não estava muito distante e peguei o celular.Haviam duas novas mensagens: uma do Ian, outra da Hannah. Sem pensar duas vezes, e sentindo meus ossos tremerem de nervosismo, abri a mensagem do Ian."Espero que esteja livre na sexta" dizia a mensagem. Não pude evitar soltar um sorriso largo e responder um "sim". Um encontro era tudo o que eu precisava para esfriar a cabeça.Abri a outra mensagem, a de Hannah. Meu coração parou quando li pela primeira vez, então precisei ler e reler para entender."Eles encontraram um corpo" dizia a mensagem.
Notas finais
Espero que tenham gostado :)
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